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Q3349778 Português
ATENÇÃO: O TEXTO 3 refere-se à questão

TEXTO 3 – INFORME TURÍSTICO

“Sergipe é o menor dos estados brasileiros e é um convite ao turismo por pelo menos dois motivos: os preços atraentes e a combinação entre belezas naturais e tesouros históricos.

O estado de Sergipe fica na região Nordeste entre os estados da Bahia e de Alagoas. Sergipe já pertenceu à Bahia, ganhando autonomia como uma unidade federativa em 1820.

A partir daí começou a desenvolver sua economia muito baseada na produção agrícola (cana de açúcar, laranja e coco) e no extrativismo mineral (petróleo, gás natural, calcário, potássio, entre outros).

O nome do estado é uma homenagem a um dos rios que o corta, o Rio Sergipe, que recebeu esse nome dos índios que habitavam a região.

Sergipe significa rio de siris e é resultado da contração das palavras siri e ype, em tupi-guarani.

Os tupis-guaranis, inclusive, são uma das etnias que habitavam a região. As outras são Canindé e Aratu.

No geral, Sergipe tem terras muito planas. Somente na região do Canindé de São Francisco e próximo a divisa com a Bahia é que são encontradas serras e morros.” 
Abaixo estão cinco inícios de parágrafos do TEXTO 3.

Assinale a opção que apresenta o início que mostra um conector com o parágrafo anterior.
Alternativas
Q3349777 Português
ATENÇÃO: O TEXTO 3 refere-se à questão

TEXTO 3 – INFORME TURÍSTICO

“Sergipe é o menor dos estados brasileiros e é um convite ao turismo por pelo menos dois motivos: os preços atraentes e a combinação entre belezas naturais e tesouros históricos.

O estado de Sergipe fica na região Nordeste entre os estados da Bahia e de Alagoas. Sergipe já pertenceu à Bahia, ganhando autonomia como uma unidade federativa em 1820.

A partir daí começou a desenvolver sua economia muito baseada na produção agrícola (cana de açúcar, laranja e coco) e no extrativismo mineral (petróleo, gás natural, calcário, potássio, entre outros).

O nome do estado é uma homenagem a um dos rios que o corta, o Rio Sergipe, que recebeu esse nome dos índios que habitavam a região.

Sergipe significa rio de siris e é resultado da contração das palavras siri e ype, em tupi-guarani.

Os tupis-guaranis, inclusive, são uma das etnias que habitavam a região. As outras são Canindé e Aratu.

No geral, Sergipe tem terras muito planas. Somente na região do Canindé de São Francisco e próximo a divisa com a Bahia é que são encontradas serras e morros.” 
“Os tupis-guaranis, inclusive, são uma das etnias que habitavam a região. As outras são Canindé e Aratu.”

Esse parágrafo do texto funciona como
Alternativas
Q3349776 Português
ATENÇÃO: O TEXTO 3 refere-se à questão

TEXTO 3 – INFORME TURÍSTICO

“Sergipe é o menor dos estados brasileiros e é um convite ao turismo por pelo menos dois motivos: os preços atraentes e a combinação entre belezas naturais e tesouros históricos.

O estado de Sergipe fica na região Nordeste entre os estados da Bahia e de Alagoas. Sergipe já pertenceu à Bahia, ganhando autonomia como uma unidade federativa em 1820.

A partir daí começou a desenvolver sua economia muito baseada na produção agrícola (cana de açúcar, laranja e coco) e no extrativismo mineral (petróleo, gás natural, calcário, potássio, entre outros).

O nome do estado é uma homenagem a um dos rios que o corta, o Rio Sergipe, que recebeu esse nome dos índios que habitavam a região.

Sergipe significa rio de siris e é resultado da contração das palavras siri e ype, em tupi-guarani.

Os tupis-guaranis, inclusive, são uma das etnias que habitavam a região. As outras são Canindé e Aratu.

No geral, Sergipe tem terras muito planas. Somente na região do Canindé de São Francisco e próximo a divisa com a Bahia é que são encontradas serras e morros.” 
Assinale o segmento do TEXTO 3 que apresenta um problema de norma culta. 
Alternativas
Q3349775 Português
ATENÇÃO: O TEXTO 3 refere-se à questão

TEXTO 3 – INFORME TURÍSTICO

“Sergipe é o menor dos estados brasileiros e é um convite ao turismo por pelo menos dois motivos: os preços atraentes e a combinação entre belezas naturais e tesouros históricos.

O estado de Sergipe fica na região Nordeste entre os estados da Bahia e de Alagoas. Sergipe já pertenceu à Bahia, ganhando autonomia como uma unidade federativa em 1820.

A partir daí começou a desenvolver sua economia muito baseada na produção agrícola (cana de açúcar, laranja e coco) e no extrativismo mineral (petróleo, gás natural, calcário, potássio, entre outros).

O nome do estado é uma homenagem a um dos rios que o corta, o Rio Sergipe, que recebeu esse nome dos índios que habitavam a região.

Sergipe significa rio de siris e é resultado da contração das palavras siri e ype, em tupi-guarani.

Os tupis-guaranis, inclusive, são uma das etnias que habitavam a região. As outras são Canindé e Aratu.

No geral, Sergipe tem terras muito planas. Somente na região do Canindé de São Francisco e próximo a divisa com a Bahia é que são encontradas serras e morros.” 
O TEXTO 3 é um exemplo do que poderíamos chamar de texto de propaganda.

Nesse caso, a característica mais evidente dessa finalidade está no 
Alternativas
Q3349774 Português
“A pequena Divina Pastora, no leste sergipano, se transformou na cidade da fé neste final de semana, nos dias 14 e 15. Foi quando milhares de pessoas se deslocaram de vários pontos de Sergipe e até mesmo de alguns estados vizinhos em peregrinação ao município para homenagear Nossa Senhora Divina Pastora, que é padroeira do estado de Sergipe. Consolidada como o maior evento religioso do estado e um dos mais importantes do país em volume de fiéis, a romaria causa impactos econômicos significativos voltados ao empreendedorismo local e, também, estimula o turismo religioso, uma vertente do setor turístico que, cada vez mais, vem ganhando destaque em Sergipe.”

Nesse texto aparecem sublinhados elementos de distintos valores semânticos.
Assinale aquele que mostra o valor destacado de forma inadequada
Alternativas
Q3349773 Português
“Foi quando milhares de pessoas se deslocaram de vários pontos de Sergipe e até mesmo de alguns estados vizinhos em peregrinação ao município para homenagear Nossa Senhora Divina Pastora, que é padroeira do estado de Sergipe. Consolidada como o maior evento religioso do estado e um dos mais importantes do país em volume de fiéis, a romaria causa impactos econômicos significativos voltados ao empreendedorismo local e, também, estimula o turismo religioso, uma vertente do setor turístico que, cada vez mais, vem ganhando destaque em Sergipe”.
A notícia é dada com a preocupação de valorizar o estado de Sergipe.

Assinale o aspecto valorizador que não está presente no texto acima.
Alternativas
Q3349772 Português
TEXTO 2 – PEREGRINAÇÃO

“A pequena Divina Pastora, no leste sergipano, se transformou na cidade da fé neste final de semana, nos dias 14 e 15. Foi quando milhares de pessoas se deslocaram de vários pontos de Sergipe e até mesmo de alguns estados vizinhos em peregrinação ao município para homenagear Nossa Senhora Divina Pastora, que é padroeira do estado de Sergipe. Consolidada como o maior evento religioso do estado e um dos mais importantes do país em volume de fiéis, a romaria causa impactos econômicos significativos voltados ao empreendedorismo local e, também, estimula o turismo religioso, uma vertente do setor turístico que, cada vez mais, vem ganhando destaque em Sergipe.”
A primeira frase do texto diz: “A pequena Divina Pastora, no leste sergipano, se transformou na cidade da fé neste final de semana, nos dias 14 e 15.”

Assinale a opção que mostra um dado incorreto sobre a referência ao tempo, nesse caso.
Alternativas
Q3349771 Português
ATENÇÃO: O TEXTO 1 refere-se à questão

TEXTO 1 – TABULEIRO DE XADREZ

“Aracaju foi uma das primeiras capitais brasileiras a ser planejada. O projeto desafiou a capacidade da engenharia da época, face à sua localização numa área dominada por pântanos e charcos. O desenho urbano da cidade foi elaborado por uma comissão de engenheiros, tendo como responsável o engenheiro Sebastião Basílio Pirro. Alguns estudos a respeito de Aracaju propagaram a ideia de que o plano da cidade havia sido concebido a partir da implantação dos modelos de vanguarda na época – Washington, Camberra, Chicago, Buenos Aires etc.

O centro do poder político-administrativo, (atual praça Fausto Cardoso) foi o ponto de partida para o crescimento da cidade. Todas as ruas foram arrumadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, para desembocarem no Rio Sergipe.

Até então, as cidades existentes antes do século XVII, adaptavamse às respectivas condições topográficas naturais, estabelecendo uma irregularidade no panorama urbano. O engenheiro Pirro contrapôs essa irregularidade e Aracaju foi no Brasil, um dos primeiros exemplos de tal tendência geométrica.” 
O TEXTO 1 apresenta uma série de conectores entre suas partes. Assinale a frase a seguir em que o conector tem seu valor semântico corretamente identificado.
Alternativas
Q3349770 Português
ATENÇÃO: O TEXTO 1 refere-se à questão

TEXTO 1 – TABULEIRO DE XADREZ

“Aracaju foi uma das primeiras capitais brasileiras a ser planejada. O projeto desafiou a capacidade da engenharia da época, face à sua localização numa área dominada por pântanos e charcos. O desenho urbano da cidade foi elaborado por uma comissão de engenheiros, tendo como responsável o engenheiro Sebastião Basílio Pirro. Alguns estudos a respeito de Aracaju propagaram a ideia de que o plano da cidade havia sido concebido a partir da implantação dos modelos de vanguarda na época – Washington, Camberra, Chicago, Buenos Aires etc.

O centro do poder político-administrativo, (atual praça Fausto Cardoso) foi o ponto de partida para o crescimento da cidade. Todas as ruas foram arrumadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, para desembocarem no Rio Sergipe.

Até então, as cidades existentes antes do século XVII, adaptavamse às respectivas condições topográficas naturais, estabelecendo uma irregularidade no panorama urbano. O engenheiro Pirro contrapôs essa irregularidade e Aracaju foi no Brasil, um dos primeiros exemplos de tal tendência geométrica.” 
Assinale a frase do texto que não mostra uma construção passiva.
Alternativas
Q3349769 Português
ATENÇÃO: O TEXTO 1 refere-se à questão

TEXTO 1 – TABULEIRO DE XADREZ

“Aracaju foi uma das primeiras capitais brasileiras a ser planejada. O projeto desafiou a capacidade da engenharia da época, face à sua localização numa área dominada por pântanos e charcos. O desenho urbano da cidade foi elaborado por uma comissão de engenheiros, tendo como responsável o engenheiro Sebastião Basílio Pirro. Alguns estudos a respeito de Aracaju propagaram a ideia de que o plano da cidade havia sido concebido a partir da implantação dos modelos de vanguarda na época – Washington, Camberra, Chicago, Buenos Aires etc.

O centro do poder político-administrativo, (atual praça Fausto Cardoso) foi o ponto de partida para o crescimento da cidade. Todas as ruas foram arrumadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, para desembocarem no Rio Sergipe.

Até então, as cidades existentes antes do século XVII, adaptavamse às respectivas condições topográficas naturais, estabelecendo uma irregularidade no panorama urbano. O engenheiro Pirro contrapôs essa irregularidade e Aracaju foi no Brasil, um dos primeiros exemplos de tal tendência geométrica.” 
“Aracaju foi uma das primeiras capitais brasileiras a ser planejada.”
Essa é a primeira frase do TEXTO 1.

Em face dessa frase inicial, o restante do texto
Alternativas
Q3349768 Português
ATENÇÃO: O TEXTO 1 refere-se à questão

TEXTO 1 – TABULEIRO DE XADREZ

“Aracaju foi uma das primeiras capitais brasileiras a ser planejada. O projeto desafiou a capacidade da engenharia da época, face à sua localização numa área dominada por pântanos e charcos. O desenho urbano da cidade foi elaborado por uma comissão de engenheiros, tendo como responsável o engenheiro Sebastião Basílio Pirro. Alguns estudos a respeito de Aracaju propagaram a ideia de que o plano da cidade havia sido concebido a partir da implantação dos modelos de vanguarda na época – Washington, Camberra, Chicago, Buenos Aires etc.

O centro do poder político-administrativo, (atual praça Fausto Cardoso) foi o ponto de partida para o crescimento da cidade. Todas as ruas foram arrumadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, para desembocarem no Rio Sergipe.

Até então, as cidades existentes antes do século XVII, adaptavamse às respectivas condições topográficas naturais, estabelecendo uma irregularidade no panorama urbano. O engenheiro Pirro contrapôs essa irregularidade e Aracaju foi no Brasil, um dos primeiros exemplos de tal tendência geométrica.” 
O título do TEXTO 1 – Tabuleiro de Xadrez – se refere
Alternativas
Q3349767 Português
ATENÇÃO: O TEXTO 1 refere-se à questão

TEXTO 1 – TABULEIRO DE XADREZ

“Aracaju foi uma das primeiras capitais brasileiras a ser planejada. O projeto desafiou a capacidade da engenharia da época, face à sua localização numa área dominada por pântanos e charcos. O desenho urbano da cidade foi elaborado por uma comissão de engenheiros, tendo como responsável o engenheiro Sebastião Basílio Pirro. Alguns estudos a respeito de Aracaju propagaram a ideia de que o plano da cidade havia sido concebido a partir da implantação dos modelos de vanguarda na época – Washington, Camberra, Chicago, Buenos Aires etc.

O centro do poder político-administrativo, (atual praça Fausto Cardoso) foi o ponto de partida para o crescimento da cidade. Todas as ruas foram arrumadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, para desembocarem no Rio Sergipe.

Até então, as cidades existentes antes do século XVII, adaptavamse às respectivas condições topográficas naturais, estabelecendo uma irregularidade no panorama urbano. O engenheiro Pirro contrapôs essa irregularidade e Aracaju foi no Brasil, um dos primeiros exemplos de tal tendência geométrica.” 
O TEXTO 1, retirado de um blog sobre Sergipe, publicado na Internet, mostra a seguinte estrutura:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FURB Órgão: CISAMVE - SC Prova: FURB - 2025 - CISAMVE - SC - Psicólogo |
Q3323437 Português
Frio e calor mataram 142,7 mil pessoas em cidades brasileiras de 1997 a 2018


Elevações e quedas intensas de temperatura aumentam o risco de morte, em especial de pessoas desprotegidas, como as que vivem em situação de rua, ou das mais frágeis e sensíveis a alterações térmicas, caso das crianças pequenas e dos idosos. Temperaturas na casa dos 30 graus Celsius (ºC) já são suficientes para levar um trabalhador braçal à exaustão por calor, com suor intenso, respiração ofegante e pulso acelerado, além de tontura e confusão mental. Por volta dos 40ºC, mesmo quem está em casa, sentado no sofá, pode passar mal, apresentar os mesmos sintomas e precisar de internação se o ambiente não for climatizado. O aquecimento do corpo provoca a dilatação dos vasos sanguíneos e reduz a pressão arterial, obrigando o coração a funcionar mais para fazer o oxigênio chegar aos órgãos. O corpo também perde líquidos e sais minerais, o que complica o quadro. Já a exposição a temperaturas baixas por algumas horas costuma provocar alterações inversas, mas com efeitos semelhantes sobre a saúde. Os vasos sanguíneos se contraem e concentram o sangue nos órgãos internos. A pressão arterial e os batimentos cardíacos sobem e, se o corpo não se aquece e volta ao equilíbrio, o sistema cardiovascular pode entrar em colapso.


"O corpo humano funciona bem em uma faixa estreita de temperatura interna, em torno de 1 grau acima ou abaixo dos 36,5ºC. Fora dela , começa a haver problemas, mais graves em crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes", conta a meteorologista e médica Micheline Coelho. Com mestrado e doutorado na área de sua primeira graduação, ela se formou depois em medicina e trabalha como pesquisadora colaboradora do Laboratório de Patologia Ambiental e Experimental (Lapae) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e na Universidade Monash, na Austrália. Em parceria com o patologista Paulo Saldiva, coordenador do Lapae, ela investiga a relação entre as condições atmosféricas e a saúde humana.


Saldiva e Coelho integram uma rede internacional de pesquisa que, na última década, começou a estimar o impacto dos dias mais quentes e mais frios na saúde das pessoas e na economia. Em um estudo recente, publicado na edição impressa de dezembro da revista Environmental Epidemiology, a dupla brasileira e pesquisadores de outros nove países calcularam a proporção de mortes que podem ser atribuídas aos extremos de frio e de calor em 13 nações da América Latina, além de três territórios ultramarinos franceses no continente, e o quanto representam em perdas financeiras.


As 69 localidades avaliadas estão situadas em países que vão do México ao Chile, incluindo o Brasil. Nelas, ao menos 408.136 pessoas morreram por causa do frio e 59.806 em decorrência do calor entre 1997 e 2019. Os óbitos pelas baixas temperaturas correspondem a 4,1% e os associados às altas a 0,6% dos 9,98 milhões de mortes notificadas nessas cidades no período. Combinadas, essas fatalidades geraram uma perda de cerca de US$ 2,4 bilhões por ano, calculada com base no valor estimado para um ano de vida e no número de anos que cada pessoa teria vivido se alcançasse a expectativa média de vida de sua população. As perdas relacionadas ao frio variaram de US$ 0,3 milhão ao ano, na Costa Rica, a US$ 472,2 milhões ao ano, na Argentina. Associado a menos óbitos, o calor gerou prejuízos anuais que foram de US$ 0,05 milhão, no Equador, a US$ 90,6 milhões no Brasil.


O Brasil, a propósito, contribuiu com um dos maiores números de localidades e a série histórica mais longa. Aqui, em 18 cidades onde vivem mais de 30 milhões de pessoas (12 delas capitais), houve 3,86 milhões de óbitos de 1997 a 2018. Nesses 22 anos, 113.528 mortes ocorreram em consequência do frio e 29.170 do calor, com perdas anuais que somaram US$ 352,5 milhões, no primeiro caso, e os já citados US$ 90,6 milhões, no segundo. "Um problema no Brasil é que, de modo geral, casas, escolas, hospitais e muitos locais de trabalho não estão preparados para enfrentar nem o frio intenso nem o calor elevado, que deve se tornar mais comum em muitas regiões do país como consequência das mudanças climáticas e das alterações no ambiente urbano", conta a médica e meteorologista.


As mortes são apenas o efeito mais extremo e evidente das variações de temperatura. O frio e o calor, porém, geram prejuízos econômicos e afetam a qualidade de vida. Em um trabalho anterior, publicado em 2023 na revista Science of the Total Environment, Saldiva, Coelho e colaboradores haviam computado em quase US$ 105 bilhões as perdas econômicas, em 510 cidades brasileiras, decorrentes do trabalho em condições térmicas inadequadas (muito quente ou frio) entre 2000 e 2019.


Em estudos como esses, as temperaturas associadas a óbitos são as que mais se afastam do valor considerado confortável para a população de cada cidade. Essa é a chamada temperatura de mortalidade mínima (TMM): a temperatura média ótima, calculada a partir dos valores medidos ao longo do dia, na qual se registra o menor número de óbitos. No trabalho da Environmental Epidemiology de dezembro, a TMM da maior parte das cidades brasileiras ficou por volta dos 23ºC − ela foi mais baixa (21ºC) em Curitiba (PR), e mais alta (em torno de 28ºC) em Palmas (TO) e São Luís (MA).


Dias com valores muito inferiores ou superiores à TMM são considerados de temperaturas extremas. Não são muitos. Eles são os 2,5% dos dias do ano em que os termômetros registraram as menores marcas, nos extremos de frio, e os 2,5% de temperaturas mais elevadas, nos de calor. Os pesquisadores observaram que, para a maior parte das cidades, o gráfico que representa o risco de morrer para cada temperatura tinha a forma da letra U. Isso indica que a probabilidade de óbito aumenta à medida que a temperatura cai ou aumenta em relação à TMM. Muitas vezes, o gráfico era em forma de U com o braço esquerdo levemente tombado, mostrando que o risco de morrer crescia mais rapidamente com o aumento do que com a queda da temperatura. Em Assunção, capital do Paraguai, por exemplo, onde a temperatura ideal era de cerca de 27ºC, uma elevação de 5 ou 6 graus fazia dobrar o risco de óbito, enquanto essa probabilidade aumentava 50% quando a temperatura ficava mais de 15 graus abaixo da TMM, embora uma proporção maior de pessoas morra de frio do que de calor.


O impacto da temperatura sobre a saúde varia de uma pessoa para outra − quem vive em regiões quentes geralmente está mais adaptado ao calor e vice-versa. Também depende do sexo, da idade e da existência de doenças crônicas, como asma ou hipotireoidismo, além do tempo disponível para se aclimatar à mudança. Ele é maior para crianças pequenas ou idosos, que enfrentam maior dificuldade em regular o calor corporal − com o avanço da idade, problemas de saúde e o uso de medicamentos se tornam mais frequentes e alteram o funcionamento do organismo, podendo agravar o efeito de temperaturas externas não ideais.


Retirado e adaptado de: SOARES, Giselle.; ZORZETTO, Ricardo. Frio e calor mataram 142,7 mil pessoas em cidades brasileiras de 1997 a 2018. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/frio-e-calor-mataram-1427-mil-pessoa s-em-cidades-brasileiras-de-1997-a-2018/ Acesso em: 03 mar., 2025.

Analise a regência verbal das sentenças a seguir:

I.Aspiro o dia em que o ser humano será mais consciente dos reflexos de suas ações ao planeta.
II.Os seres humanos estão assistindo os reflexos de suas ações.
III.A humanidade visa melhores condições de vida, mas não faz por merecer.
IV.As ações de poluição implicam sérias consequências naturais.

Está correta, segundo a gramática normativa e considerando o sentido pretendido, a regência verbal em: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FURB Órgão: CISAMVE - SC Prova: FURB - 2025 - CISAMVE - SC - Psicólogo |
Q3323434 Português
Frio e calor mataram 142,7 mil pessoas em cidades brasileiras de 1997 a 2018


Elevações e quedas intensas de temperatura aumentam o risco de morte, em especial de pessoas desprotegidas, como as que vivem em situação de rua, ou das mais frágeis e sensíveis a alterações térmicas, caso das crianças pequenas e dos idosos. Temperaturas na casa dos 30 graus Celsius (ºC) já são suficientes para levar um trabalhador braçal à exaustão por calor, com suor intenso, respiração ofegante e pulso acelerado, além de tontura e confusão mental. Por volta dos 40ºC, mesmo quem está em casa, sentado no sofá, pode passar mal, apresentar os mesmos sintomas e precisar de internação se o ambiente não for climatizado. O aquecimento do corpo provoca a dilatação dos vasos sanguíneos e reduz a pressão arterial, obrigando o coração a funcionar mais para fazer o oxigênio chegar aos órgãos. O corpo também perde líquidos e sais minerais, o que complica o quadro. Já a exposição a temperaturas baixas por algumas horas costuma provocar alterações inversas, mas com efeitos semelhantes sobre a saúde. Os vasos sanguíneos se contraem e concentram o sangue nos órgãos internos. A pressão arterial e os batimentos cardíacos sobem e, se o corpo não se aquece e volta ao equilíbrio, o sistema cardiovascular pode entrar em colapso.


"O corpo humano funciona bem em uma faixa estreita de temperatura interna, em torno de 1 grau acima ou abaixo dos 36,5ºC. Fora dela , começa a haver problemas, mais graves em crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes", conta a meteorologista e médica Micheline Coelho. Com mestrado e doutorado na área de sua primeira graduação, ela se formou depois em medicina e trabalha como pesquisadora colaboradora do Laboratório de Patologia Ambiental e Experimental (Lapae) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e na Universidade Monash, na Austrália. Em parceria com o patologista Paulo Saldiva, coordenador do Lapae, ela investiga a relação entre as condições atmosféricas e a saúde humana.


Saldiva e Coelho integram uma rede internacional de pesquisa que, na última década, começou a estimar o impacto dos dias mais quentes e mais frios na saúde das pessoas e na economia. Em um estudo recente, publicado na edição impressa de dezembro da revista Environmental Epidemiology, a dupla brasileira e pesquisadores de outros nove países calcularam a proporção de mortes que podem ser atribuídas aos extremos de frio e de calor em 13 nações da América Latina, além de três territórios ultramarinos franceses no continente, e o quanto representam em perdas financeiras.


As 69 localidades avaliadas estão situadas em países que vão do México ao Chile, incluindo o Brasil. Nelas, ao menos 408.136 pessoas morreram por causa do frio e 59.806 em decorrência do calor entre 1997 e 2019. Os óbitos pelas baixas temperaturas correspondem a 4,1% e os associados às altas a 0,6% dos 9,98 milhões de mortes notificadas nessas cidades no período. Combinadas, essas fatalidades geraram uma perda de cerca de US$ 2,4 bilhões por ano, calculada com base no valor estimado para um ano de vida e no número de anos que cada pessoa teria vivido se alcançasse a expectativa média de vida de sua população. As perdas relacionadas ao frio variaram de US$ 0,3 milhão ao ano, na Costa Rica, a US$ 472,2 milhões ao ano, na Argentina. Associado a menos óbitos, o calor gerou prejuízos anuais que foram de US$ 0,05 milhão, no Equador, a US$ 90,6 milhões no Brasil.


O Brasil, a propósito, contribuiu com um dos maiores números de localidades e a série histórica mais longa. Aqui, em 18 cidades onde vivem mais de 30 milhões de pessoas (12 delas capitais), houve 3,86 milhões de óbitos de 1997 a 2018. Nesses 22 anos, 113.528 mortes ocorreram em consequência do frio e 29.170 do calor, com perdas anuais que somaram US$ 352,5 milhões, no primeiro caso, e os já citados US$ 90,6 milhões, no segundo. "Um problema no Brasil é que, de modo geral, casas, escolas, hospitais e muitos locais de trabalho não estão preparados para enfrentar nem o frio intenso nem o calor elevado, que deve se tornar mais comum em muitas regiões do país como consequência das mudanças climáticas e das alterações no ambiente urbano", conta a médica e meteorologista.


As mortes são apenas o efeito mais extremo e evidente das variações de temperatura. O frio e o calor, porém, geram prejuízos econômicos e afetam a qualidade de vida. Em um trabalho anterior, publicado em 2023 na revista Science of the Total Environment, Saldiva, Coelho e colaboradores haviam computado em quase US$ 105 bilhões as perdas econômicas, em 510 cidades brasileiras, decorrentes do trabalho em condições térmicas inadequadas (muito quente ou frio) entre 2000 e 2019.


Em estudos como esses, as temperaturas associadas a óbitos são as que mais se afastam do valor considerado confortável para a população de cada cidade. Essa é a chamada temperatura de mortalidade mínima (TMM): a temperatura média ótima, calculada a partir dos valores medidos ao longo do dia, na qual se registra o menor número de óbitos. No trabalho da Environmental Epidemiology de dezembro, a TMM da maior parte das cidades brasileiras ficou por volta dos 23ºC − ela foi mais baixa (21ºC) em Curitiba (PR), e mais alta (em torno de 28ºC) em Palmas (TO) e São Luís (MA).


Dias com valores muito inferiores ou superiores à TMM são considerados de temperaturas extremas. Não são muitos. Eles são os 2,5% dos dias do ano em que os termômetros registraram as menores marcas, nos extremos de frio, e os 2,5% de temperaturas mais elevadas, nos de calor. Os pesquisadores observaram que, para a maior parte das cidades, o gráfico que representa o risco de morrer para cada temperatura tinha a forma da letra U. Isso indica que a probabilidade de óbito aumenta à medida que a temperatura cai ou aumenta em relação à TMM. Muitas vezes, o gráfico era em forma de U com o braço esquerdo levemente tombado, mostrando que o risco de morrer crescia mais rapidamente com o aumento do que com a queda da temperatura. Em Assunção, capital do Paraguai, por exemplo, onde a temperatura ideal era de cerca de 27ºC, uma elevação de 5 ou 6 graus fazia dobrar o risco de óbito, enquanto essa probabilidade aumentava 50% quando a temperatura ficava mais de 15 graus abaixo da TMM, embora uma proporção maior de pessoas morra de frio do que de calor.


O impacto da temperatura sobre a saúde varia de uma pessoa para outra − quem vive em regiões quentes geralmente está mais adaptado ao calor e vice-versa. Também depende do sexo, da idade e da existência de doenças crônicas, como asma ou hipotireoidismo, além do tempo disponível para se aclimatar à mudança. Ele é maior para crianças pequenas ou idosos, que enfrentam maior dificuldade em regular o calor corporal − com o avanço da idade, problemas de saúde e o uso de medicamentos se tornam mais frequentes e alteram o funcionamento do organismo, podendo agravar o efeito de temperaturas externas não ideais.


Retirado e adaptado de: SOARES, Giselle.; ZORZETTO, Ricardo. Frio e calor mataram 142,7 mil pessoas em cidades brasileiras de 1997 a 2018. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/frio-e-calor-mataram-1427-mil-pessoa s-em-cidades-brasileiras-de-1997-a-2018/ Acesso em: 03 mar., 2025.

 A respeito das características do texto, considere as afirmações a seguir:

I.O texto pertence ao tipo _______, no qual o foco está em discutir um tema, refletindo e argumentando a seu respeito.
II.No que tange ao gênero, é possível afirmar que o texto pertence ao gênero ______, visto que discute dados científicos de forma acessível ao público.
III.A função da linguagem predominante no texto é a ______.

Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas nos excertos: 
Alternativas
Q3305226 Português
Observando a regência nominal nas sentenças abaixo, assinale a alternativa em que o emprego das preposições está plenamente adequado à norma culta.
Alternativas
Q3305225 Português
Na frase “O professor assiste os alunos em suas dificuldades”, o uso do verbo “assistir” está:
Alternativas
Q3305224 Português
Analise cada frase, identificando se há adequação ou falha na concordância nominal. Em seguida, marque a alternativa em que a concordância nominal está plenamente conforme a norma culta: 
Alternativas
Q3305223 Português
Assinale a alternativa em que a concordância verbal não se adequa à norma culta:
Alternativas
Q3305222 Português
Analise a frase: “Ela comprou alguns livros interessantíssimos.”
Qual é a classe gramatical da palavra “alguns”?
Alternativas
Q3296120 Português
Sobre o período “É sabido que egípcios e chineses ensinaram ao homem primitivo uma das palavras mais bonitas” (6§), a correta classificação da oração subordinada é:
Alternativas
Respostas
2241: A
2242: C
2243: A
2244: A
2245: C
2246: D
2247: C
2248: A
2249: B
2250: A
2251: B
2252: D
2253: D
2254: A
2255: D
2256: A
2257: D
2258: C
2259: B
2260: E