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Q2762192 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Os pronomes funcionam como recursos coesivos, auxiliando a retomar termos anteriormente mencionados em um texto e garantindo que este seja coerente e, portanto, dotado de unidade de sentido. A esse respeito, analise as seguintes afirmações:


I. O pronome “suas” (l. 10) está retomando diretamente “processo de despersonalização” (l. 09).

II. O pronome “ela” (l. 24) está retomando diretamente “energia” (l. 23).

III. O pronome “ela” (l. 25) está retomando diretamente “nova forma de amor” (l. 24).


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2762191 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

A exemplo do que ocorre na frase “Ao contrário, dá dignidade à pessoa” retirada do texto, em qual das seguintes orações o emprego da crase também está correto?

Alternativas
Q2762190 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

O sujeito na frase “Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo”, retirada do texto, é:

Alternativas
Q2762189 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Na frase “O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral”, se a palavra “egoísta” fosse flexionada no plural, quantas outras palavras precisariam ser modificadas para garantir a correta concordância verbo-nominal?

Alternativas
Q2762188 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Na frase “Se sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante” retirada do texto, por qual conjunção ou locução conjuntiva o termo “se” poderia ser substituído de modo a se preservar o sentido original da mensagem, continuando a expressar uma condição?

Alternativas
Q2762187 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Na frase “Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo” retirada do texto, constata-se a presença do verbo “estar” devidamente conjugado na primeira pessoa do plural do presente do indicativo e cumprindo a função de verbo auxiliar. Em qual das seguintes frases é igualmente constatável a presença de um verbo auxiliar?

Alternativas
Q2762186 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Com base exclusivamente no que o texto explicita, é correto afirmar que:

Alternativas
Q2762185 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Quantos fonemas possui a palavra “crescem” retirada do texto?

Alternativas
Q2762184 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Qual das seguintes palavras extraídas do texto teve o acento extinto em função da vigência do Novo Acordo Ortográfico, definido pelo Decreto 7.875/12?

Alternativas
Q2762183 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Qual dos seguintes termos, assim com a palavra “bem-estar” (l. 05), aparece corretamente hifenizado?

Alternativas
Q2711625 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente


  1. A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
  2. anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
  3. cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
  4. que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
  5. que não têm.
  6. Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
  7. não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
  8. lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
  9. levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
  10. continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
  11. seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
  12. seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
  13. A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
  14. Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
  15. passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
  16. avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
  17. Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
  18. recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
  19. paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
  20. crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
  21. incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
  22. com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
  23. correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
  24. sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
  25. em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
  26. ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
  27. depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
  28. roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
  29. O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
  30. vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
  31. no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
  32. refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
  33. Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
  34. que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
  35. mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
  36. também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
  37. desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
  38. indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
  39. um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
  40. vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
  41. Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
  42. infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
  43. mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
  44. criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
  45. obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
  46. domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
  47. uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
  48. estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.

Na frase “Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir em todos os modos e tempos”, retirada do texto, o verbo “ensinar”, quanto à predicação, é classificado como:

Alternativas
Q2711624 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente


  1. A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
  2. anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
  3. cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
  4. que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
  5. que não têm.
  6. Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
  7. não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
  8. lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
  9. levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
  10. continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
  11. seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
  12. seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
  13. A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
  14. Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
  15. passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
  16. avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
  17. Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
  18. recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
  19. paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
  20. crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
  21. incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
  22. com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
  23. correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
  24. sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
  25. em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
  26. ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
  27. depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
  28. roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
  29. O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
  30. vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
  31. no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
  32. refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
  33. Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
  34. que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
  35. mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
  36. também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
  37. desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
  38. indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
  39. um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
  40. vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
  41. Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
  42. infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
  43. mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
  44. criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
  45. obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
  46. domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
  47. uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
  48. estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.

O termo “objetivo”, utilizado no texto é decorrente de um processo de formação de palavras conhecido como:

Alternativas
Q2711623 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente


  1. A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
  2. anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
  3. cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
  4. que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
  5. que não têm.
  6. Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
  7. não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
  8. lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
  9. levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
  10. continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
  11. seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
  12. seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
  13. A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
  14. Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
  15. passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
  16. avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
  17. Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
  18. recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
  19. paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
  20. crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
  21. incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
  22. com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
  23. correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
  24. sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
  25. em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
  26. ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
  27. depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
  28. roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
  29. O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
  30. vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
  31. no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
  32. refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
  33. Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
  34. que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
  35. mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
  36. também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
  37. desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
  38. indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
  39. um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
  40. vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
  41. Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
  42. infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
  43. mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
  44. criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
  45. obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
  46. domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
  47. uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
  48. estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.

Na linha 06 do texto, é possível notar a expressão “nasceram cansadas” entre aspas. Considerando o contexto em que aparece descrita, é correto afirmar que as aspas foram utilizadas para:

Alternativas
Q2711622 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente


  1. A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
  2. anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
  3. cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
  4. que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
  5. que não têm.
  6. Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
  7. não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
  8. lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
  9. levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
  10. continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
  11. seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
  12. seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
  13. A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
  14. Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
  15. passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
  16. avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
  17. Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
  18. recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
  19. paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
  20. crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
  21. incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
  22. com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
  23. correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
  24. sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
  25. em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
  26. ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
  27. depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
  28. roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
  29. O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
  30. vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
  31. no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
  32. refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
  33. Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
  34. que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
  35. mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
  36. também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
  37. desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
  38. indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
  39. um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
  40. vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
  41. Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
  42. infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
  43. mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
  44. criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
  45. obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
  46. domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
  47. uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
  48. estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.

No fragmento “pai que sabe estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes”, retirado do texto, se a palavra “pai” fosse flexionada no plural, quantas outras palavras precisariam ser modificadas para garantir a correta concordância verbo-nominal?

Alternativas
Q2711621 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente


  1. A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
  2. anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
  3. cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
  4. que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
  5. que não têm.
  6. Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
  7. não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
  8. lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
  9. levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
  10. continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
  11. seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
  12. seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
  13. A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
  14. Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
  15. passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
  16. avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
  17. Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
  18. recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
  19. paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
  20. crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
  21. incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
  22. com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
  23. correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
  24. sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
  25. em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
  26. ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
  27. depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
  28. roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
  29. O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
  30. vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
  31. no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
  32. refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
  33. Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
  34. que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
  35. mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
  36. também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
  37. desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
  38. indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
  39. um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
  40. vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
  41. Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
  42. infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
  43. mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
  44. criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
  45. obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
  46. domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
  47. uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
  48. estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.

Na frase “Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se levantem e possam ir para a escola”, retirada do texto, qual das seguintes locuções conjuntivas poderia ser utilizada para substituir “para que”, de modo a preservar o sentido original da mensagem?

Alternativas
Q2711620 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente


  1. A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
  2. anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
  3. cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
  4. que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
  5. que não têm.
  6. Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
  7. não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
  8. lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
  9. levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
  10. continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
  11. seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
  12. seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
  13. A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
  14. Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
  15. passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
  16. avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
  17. Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
  18. recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
  19. paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
  20. crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
  21. incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
  22. com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
  23. correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
  24. sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
  25. em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
  26. ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
  27. depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
  28. roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
  29. O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
  30. vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
  31. no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
  32. refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
  33. Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
  34. que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
  35. mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
  36. também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
  37. desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
  38. indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
  39. um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
  40. vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
  41. Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
  42. infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
  43. mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
  44. criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
  45. obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
  46. domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
  47. uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
  48. estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.

Com base exclusivamente no que o texto explicita, é correto afirmar que:

Alternativas
Q2711619 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente


  1. A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
  2. anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
  3. cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
  4. que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
  5. que não têm.
  6. Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
  7. não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
  8. lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
  9. levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
  10. continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
  11. seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
  12. seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
  13. A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
  14. Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
  15. passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
  16. avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
  17. Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
  18. recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
  19. paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
  20. crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
  21. incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
  22. com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
  23. correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
  24. sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
  25. em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
  26. ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
  27. depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
  28. roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
  29. O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
  30. vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
  31. no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
  32. refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
  33. Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
  34. que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
  35. mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
  36. também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
  37. desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
  38. indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
  39. um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
  40. vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
  41. Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
  42. infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
  43. mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
  44. criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
  45. obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
  46. domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
  47. uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
  48. estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.

Quantos fonemas possui a palavra “recorrente” retirada do texto?

Alternativas
Q2711618 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente


  1. A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
  2. anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
  3. cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
  4. que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
  5. que não têm.
  6. Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
  7. não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
  8. lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
  9. levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
  10. continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
  11. seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
  12. seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
  13. A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
  14. Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
  15. passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
  16. avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
  17. Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
  18. recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
  19. paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
  20. crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
  21. incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
  22. com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
  23. correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
  24. sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
  25. em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
  26. ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
  27. depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
  28. roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
  29. O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
  30. vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
  31. no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
  32. refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
  33. Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
  34. que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
  35. mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
  36. também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
  37. desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
  38. indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
  39. um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
  40. vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
  41. Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
  42. infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
  43. mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
  44. criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
  45. obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
  46. domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
  47. uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
  48. estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.

Por qual das seguintes palavras o termo “preguiçosos”, retirado do texto, pode ser substituído, mantendo-se, assim, o sentido original da mensagem?

Alternativas
Q2711617 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente


  1. A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
  2. anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
  3. cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
  4. que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
  5. que não têm.
  6. Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
  7. não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
  8. lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
  9. levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
  10. continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
  11. seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
  12. seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
  13. A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
  14. Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
  15. passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
  16. avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
  17. Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
  18. recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
  19. paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
  20. crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
  21. incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
  22. com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
  23. correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
  24. sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
  25. em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
  26. ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
  27. depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
  28. roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
  29. O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
  30. vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
  31. no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
  32. refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
  33. Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
  34. que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
  35. mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
  36. também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
  37. desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
  38. indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
  39. um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
  40. vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
  41. Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
  42. infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
  43. mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
  44. criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
  45. obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
  46. domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
  47. uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
  48. estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.

Na frase “São muitos os pais que anseiam por manter seus filhos felizes”, retirada do texto, tem-se o verbo “ansiar” devidamente conjugado na terceira pessoa do plural do presente do indicativo. Ocorre que a conjugação dele é irregular, mudando o “i” da penúltima sílaba em “ei”. Em qual dos seguintes verbos é seguida semelhante regra em sua conjugação?

Alternativas
Q2711616 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente


  1. A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
  2. anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
  3. cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
  4. que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
  5. que não têm.
  6. Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
  7. não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
  8. lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
  9. levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
  10. continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
  11. seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
  12. seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
  13. A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
  14. Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
  15. passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
  16. avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
  17. Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
  18. recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
  19. paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
  20. crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
  21. incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
  22. com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
  23. correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
  24. sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
  25. em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
  26. ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
  27. depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
  28. roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
  29. O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
  30. vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
  31. no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
  32. refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
  33. Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
  34. que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
  35. mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
  36. também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
  37. desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
  38. indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
  39. um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
  40. vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
  41. Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
  42. infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
  43. mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
  44. criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
  45. obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
  46. domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
  47. uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
  48. estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nas linhas 15, 18 e 41 do texto.

Alternativas
Respostas
10501: E
10502: C
10503: B
10504: D
10505: E
10506: D
10507: A
10508: D
10509: B
10510: A
10511: E
10512: A
10513: D
10514: A
10515: E
10516: B
10517: C
10518: D
10519: B
10520: C