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Q2671084 Português

Instrução: As questões de números 51 a 60 referem-se ao texto abaixo.


Ser moderno


  1. Em 1922, um grupo de artistas ligados ...... elite de uma São Paulo recém alçada de vila a
  2. metrópole criou um evento que entrou para a história como um dos maiores fracassos da sua
  3. época: a Semana de Arte Moderna. O tempo passou e começamos ...... entender o quão
  4. disruptiva essa iniciativa se tornou. A celebração dos cem anos deveria versar sobre a criativa e
  5. inovadora arte brasileira criada desde então. Uma arte transgressora, influenciada por muitas
  6. origens que revelam uma identidade que, essencialmente, significa diversidade, o nosso maior
  7. patrimônio.
  8. No fundo, a Semana de 22 ganhou tamanha notoriedade por uma vontade de resgatar
  9. heróis e afirmar nacionalismos e regionalismos, para que alguns possam ser chamados de
  10. desbravadores e bandeirantes de descobridores de um país que, até então, não se manifestava.
  11. Este ponto de vista é similar ...... ideia eurocêntrica de “descobrimento”. Os Brasis sempre
  12. existiram com sua imensa diversidade e cultura multifacetada. Nem os Andrades e nem Tarsila
  13. inventaram o Brasil em 1922. Os Brasis já estavam lá, diversos, vivos, resistentes.
  14. Independente do questionável protagonismo de seus partícipes durante a Semana de 22,
  15. o Brasil teve um século pujantemente moderno nas artes visuais, na arquitetura, na música, na
  16. literatura, no pensamento. Apesar de quem tentou se apropriar, os Brasis conseguiram se manter
  17. originais dentro de suas territorialidades. Não foi a semana, mas sim três expoentes absolutos
  18. da nossa criatividade que marcaram a divisão de águas de um país colônia para um país que
  19. desejava ser cosmopolita. Villa-Lobos, Mário de Andrade e Oswald de Andrade foram holofotes
  20. que iluminaram esse caminho do pensamento pequeno para o pensamento universal.
  21. O que aconteceu em 22 foi que um grupo de artistas abriu as portas das identidades
  22. brasileiras para que a sociedade urbana da época ficasse escandalizada com o que viu. Coube
  23. ...... outra geração construir a linguagem que seria celebrada a partir desse momento e inventar
  24. o que de fato é ser moderno. Cabe a quem estiver por vir manter acesa essa chama de querer
  25. ter uma voz na dimensão contemporânea.

..

(Fonte: DANTAS, Marcello. Ser moderno. Zero Hora, Porto Alegre, ano 58, n. 20, 19 e 20 fev. 2022).

Analise a classificação dos seguintes termos retirados do texto:


I. Na linha 01, a expressão “Em 1922” é um adjunto adverbial.

II. Na linha 03, o sujeito do verbo “começamos” é indeterminado.

III. Na linha 12, o verbo “existiram” é transitivo indireto.

IV. Na linha 13, “o Brasil” representa um objeto direto.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2671083 Português

Instrução: As questões de números 51 a 60 referem-se ao texto abaixo.


Ser moderno


  1. Em 1922, um grupo de artistas ligados ...... elite de uma São Paulo recém alçada de vila a
  2. metrópole criou um evento que entrou para a história como um dos maiores fracassos da sua
  3. época: a Semana de Arte Moderna. O tempo passou e começamos ...... entender o quão
  4. disruptiva essa iniciativa se tornou. A celebração dos cem anos deveria versar sobre a criativa e
  5. inovadora arte brasileira criada desde então. Uma arte transgressora, influenciada por muitas
  6. origens que revelam uma identidade que, essencialmente, significa diversidade, o nosso maior
  7. patrimônio.
  8. No fundo, a Semana de 22 ganhou tamanha notoriedade por uma vontade de resgatar
  9. heróis e afirmar nacionalismos e regionalismos, para que alguns possam ser chamados de
  10. desbravadores e bandeirantes de descobridores de um país que, até então, não se manifestava.
  11. Este ponto de vista é similar ...... ideia eurocêntrica de “descobrimento”. Os Brasis sempre
  12. existiram com sua imensa diversidade e cultura multifacetada. Nem os Andrades e nem Tarsila
  13. inventaram o Brasil em 1922. Os Brasis já estavam lá, diversos, vivos, resistentes.
  14. Independente do questionável protagonismo de seus partícipes durante a Semana de 22,
  15. o Brasil teve um século pujantemente moderno nas artes visuais, na arquitetura, na música, na
  16. literatura, no pensamento. Apesar de quem tentou se apropriar, os Brasis conseguiram se manter
  17. originais dentro de suas territorialidades. Não foi a semana, mas sim três expoentes absolutos
  18. da nossa criatividade que marcaram a divisão de águas de um país colônia para um país que
  19. desejava ser cosmopolita. Villa-Lobos, Mário de Andrade e Oswald de Andrade foram holofotes
  20. que iluminaram esse caminho do pensamento pequeno para o pensamento universal.
  21. O que aconteceu em 22 foi que um grupo de artistas abriu as portas das identidades
  22. brasileiras para que a sociedade urbana da época ficasse escandalizada com o que viu. Coube
  23. ...... outra geração construir a linguagem que seria celebrada a partir desse momento e inventar
  24. o que de fato é ser moderno. Cabe a quem estiver por vir manter acesa essa chama de querer
  25. ter uma voz na dimensão contemporânea.

..

(Fonte: DANTAS, Marcello. Ser moderno. Zero Hora, Porto Alegre, ano 58, n. 20, 19 e 20 fev. 2022).

Analise o trecho a seguir retirado do texto:


“O que aconteceu em 22 foi que um grupo de artistas abriu as portas das identidades brasileiras para que a sociedade urbana da época ficasse escandalizada com o que viu”.


Se a palavra “sociedade” fosse flexionada no plural, quantas outras palavras precisariam ser modificadas para garantir a correta concordância verbo-nominal?

Alternativas
Q2671082 Português

Instrução: As questões de números 51 a 60 referem-se ao texto abaixo.


Ser moderno


  1. Em 1922, um grupo de artistas ligados ...... elite de uma São Paulo recém alçada de vila a
  2. metrópole criou um evento que entrou para a história como um dos maiores fracassos da sua
  3. época: a Semana de Arte Moderna. O tempo passou e começamos ...... entender o quão
  4. disruptiva essa iniciativa se tornou. A celebração dos cem anos deveria versar sobre a criativa e
  5. inovadora arte brasileira criada desde então. Uma arte transgressora, influenciada por muitas
  6. origens que revelam uma identidade que, essencialmente, significa diversidade, o nosso maior
  7. patrimônio.
  8. No fundo, a Semana de 22 ganhou tamanha notoriedade por uma vontade de resgatar
  9. heróis e afirmar nacionalismos e regionalismos, para que alguns possam ser chamados de
  10. desbravadores e bandeirantes de descobridores de um país que, até então, não se manifestava.
  11. Este ponto de vista é similar ...... ideia eurocêntrica de “descobrimento”. Os Brasis sempre
  12. existiram com sua imensa diversidade e cultura multifacetada. Nem os Andrades e nem Tarsila
  13. inventaram o Brasil em 1922. Os Brasis já estavam lá, diversos, vivos, resistentes.
  14. Independente do questionável protagonismo de seus partícipes durante a Semana de 22,
  15. o Brasil teve um século pujantemente moderno nas artes visuais, na arquitetura, na música, na
  16. literatura, no pensamento. Apesar de quem tentou se apropriar, os Brasis conseguiram se manter
  17. originais dentro de suas territorialidades. Não foi a semana, mas sim três expoentes absolutos
  18. da nossa criatividade que marcaram a divisão de águas de um país colônia para um país que
  19. desejava ser cosmopolita. Villa-Lobos, Mário de Andrade e Oswald de Andrade foram holofotes
  20. que iluminaram esse caminho do pensamento pequeno para o pensamento universal.
  21. O que aconteceu em 22 foi que um grupo de artistas abriu as portas das identidades
  22. brasileiras para que a sociedade urbana da época ficasse escandalizada com o que viu. Coube
  23. ...... outra geração construir a linguagem que seria celebrada a partir desse momento e inventar
  24. o que de fato é ser moderno. Cabe a quem estiver por vir manter acesa essa chama de querer
  25. ter uma voz na dimensão contemporânea.

..

(Fonte: DANTAS, Marcello. Ser moderno. Zero Hora, Porto Alegre, ano 58, n. 20, 19 e 20 fev. 2022).

Observe as assertivas abaixo a respeito da seguinte frase retirada do texto, porém adaptada: “O Brasil teve um século pujantemente moderno nas artes visuais”.


I. É possível classificar o trecho como uma frase verbal, uma oração e um período simples.

II. O verbo “teve” é um verbo transitivo direto, pois apresenta um complemento verbal que não inicia por preposição.

III. O trecho possui dois adjuntos adverbiais.

IV. O predicado é nominal.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2671081 Português

Instrução: As questões de números 51 a 60 referem-se ao texto abaixo.


Ser moderno


  1. Em 1922, um grupo de artistas ligados ...... elite de uma São Paulo recém alçada de vila a
  2. metrópole criou um evento que entrou para a história como um dos maiores fracassos da sua
  3. época: a Semana de Arte Moderna. O tempo passou e começamos ...... entender o quão
  4. disruptiva essa iniciativa se tornou. A celebração dos cem anos deveria versar sobre a criativa e
  5. inovadora arte brasileira criada desde então. Uma arte transgressora, influenciada por muitas
  6. origens que revelam uma identidade que, essencialmente, significa diversidade, o nosso maior
  7. patrimônio.
  8. No fundo, a Semana de 22 ganhou tamanha notoriedade por uma vontade de resgatar
  9. heróis e afirmar nacionalismos e regionalismos, para que alguns possam ser chamados de
  10. desbravadores e bandeirantes de descobridores de um país que, até então, não se manifestava.
  11. Este ponto de vista é similar ...... ideia eurocêntrica de “descobrimento”. Os Brasis sempre
  12. existiram com sua imensa diversidade e cultura multifacetada. Nem os Andrades e nem Tarsila
  13. inventaram o Brasil em 1922. Os Brasis já estavam lá, diversos, vivos, resistentes.
  14. Independente do questionável protagonismo de seus partícipes durante a Semana de 22,
  15. o Brasil teve um século pujantemente moderno nas artes visuais, na arquitetura, na música, na
  16. literatura, no pensamento. Apesar de quem tentou se apropriar, os Brasis conseguiram se manter
  17. originais dentro de suas territorialidades. Não foi a semana, mas sim três expoentes absolutos
  18. da nossa criatividade que marcaram a divisão de águas de um país colônia para um país que
  19. desejava ser cosmopolita. Villa-Lobos, Mário de Andrade e Oswald de Andrade foram holofotes
  20. que iluminaram esse caminho do pensamento pequeno para o pensamento universal.
  21. O que aconteceu em 22 foi que um grupo de artistas abriu as portas das identidades
  22. brasileiras para que a sociedade urbana da época ficasse escandalizada com o que viu. Coube
  23. ...... outra geração construir a linguagem que seria celebrada a partir desse momento e inventar
  24. o que de fato é ser moderno. Cabe a quem estiver por vir manter acesa essa chama de querer
  25. ter uma voz na dimensão contemporânea.

..

(Fonte: DANTAS, Marcello. Ser moderno. Zero Hora, Porto Alegre, ano 58, n. 20, 19 e 20 fev. 2022).

Os vocábulos “questionável” (l. 14), “partícipes” (l. 14) e “expoentes” (l. 17) podem ser substituídos, respectivamente, sem alteração de sentido ou de outras palavras nas frases, por:

Alternativas
Q2671050 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “Se você quiser parar por aqui” (l. 23), a conjunção “se” indica a ideia de ___________ e poderia ser substituída por ___________, desde que __________ feitas alterações no período a fim de ser mantida a correção gramatical.


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

Alternativas
Q2671049 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual a palavra “que” tenha sido empregada como pronome relativo.

Alternativas
Q2671048 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando-se o emprego dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Na linha 10, o uso das aspas deve-se à transcrição de trecho em discurso direto.

( ) Na linha 17, o travessão não poderia ser substituído por dois pontos, pois isso acarretaria erro gramatical ao período.

( ) Na linha 19, a primeira ocorrência de vírgula indica a separação de orações coordenadas.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2671047 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a correta transposição do trecho a seguir para a voz passiva: “Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal escondida atrás de uns livros”.

Alternativas
Q2671046 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir a respeito da palavra “constrangimento” (l. 23):


I. Trata-se de palavra paroxítona por sua acentuação tônica.

II. A palavra não apresenta dígrafos.

III. Um sinônimo possível para a palavra seria “embaraço”.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2671045 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta palavra que NÃO poderia substituir o vocábulo “perplexidade” (l. 14) por alterar de forma significativa o sentido original do texto.

Alternativas
Q2671044 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 31, 35 e 37.

Alternativas
Q2671043 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia a tirinha a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


Fonte: https://kikacastro.com.br/2017/05/08/crianca-nao-namora/


Analise as assertivas a seguir sobre a tirinha e o texto apresentado anteriormente e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Pode-se dizer que tanto o menino do texto de Veríssimo quanto Armandinho apresentam-se interessados pelos relacionamentos amorosos desde cedo.

( ) O menino do texto teve uma atitude audaciosa movido pela paixão infantil, ao passo que Armandinho mostra-se distante desses interesses.

( ) Tanto Armandinho quanto o menino do texto de Veríssimo percebem que há alguém interessado neles, a senhora que conversa com Armandinho e a menina da escola do garoto do texto, respectivamente.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2671042 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:


I. Segundo o autor, a estratégia do aviãozinho não faz sentido, pois bebês não fazem ideia do que seja um avião.

II. O autor se lembra de ter sempre sentido um medo terrível de ver sua cabeça separada do corpo.

III. O autor entregou a pulseira para uma menina que hoje é famosa e que usa a bijuteria como seu amuleto da sorte.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2671011 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Aviãozinho


Por Luís Fernando Verissimo


  1. A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
  2. usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
  3. tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
  4. sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
  5. pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
  6. avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
  7. Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
  8. não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
  9. a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
  10. cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
  11. que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
  12. fazendo barulho?
  13. Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
  14. sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
  15. a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
  16. perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
  17. possível consequência da minha distração ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
  18. já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
  19. tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
  20. junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
  21. A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
  22. de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
  23. Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
  24. jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
  25. só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
  26. Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
  27. E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
  28. caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
  29. escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
  30. caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
  31. levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
  32. Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
  33. obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
  34. aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
  35. tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
  36. Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
  37. certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
  38. atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
  39. entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
  40. era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
  41. de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
  42. em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
  43. Tinha sido destruída por um terremoto.


(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que NÃO indica uma informação verdadeira de acordo com Luís Fernando Veríssimo em seu texto “Aviãozinho”.

Alternativas
Q2671010 Português

Instrução: As questões de números 51 a 60 referem-se ao texto abaixo.


Ser moderno


  1. Em 1922, um grupo de artistas ligados ...... elite de uma São Paulo recém alçada de vila a
  2. metrópole criou um evento que entrou para a história como um dos maiores fracassos da sua
  3. época: a Semana de Arte Moderna. O tempo passou e começamos ...... entender o quão
  4. disruptiva essa iniciativa se tornou. A celebração dos cem anos deveria versar sobre a criativa e
  5. inovadora arte brasileira criada desde então. Uma arte transgressora, influenciada por muitas
  6. origens que revelam uma identidade que, essencialmente, significa diversidade, o nosso maior
  7. patrimônio.
  8. No fundo, a Semana de 22 ganhou tamanha notoriedade por uma vontade de resgatar
  9. heróis e afirmar nacionalismos e regionalismos, para que alguns possam ser chamados de
  10. desbravadores e bandeirantes de descobridores de um país que, até então, não se manifestava.
  11. Este ponto de vista é similar ...... ideia eurocêntrica de “descobrimento”. Os Brasis sempre
  12. existiram com sua imensa diversidade e cultura multifacetada. Nem os Andrades e nem Tarsila
  13. inventaram o Brasil em 1922. Os Brasis já estavam lá, diversos, vivos, resistentes.
  14. Independente do questionável protagonismo de seus partícipes durante a Semana de 22,
  15. o Brasil teve um século pujantemente moderno nas artes visuais, na arquitetura, na música, na
  16. literatura, no pensamento. Apesar de quem tentou se apropriar, os Brasis conseguiram se manter
  17. originais dentro de suas territorialidades. Não foi a semana, mas sim três expoentes absolutos
  18. da nossa criatividade que marcaram a divisão de águas de um país colônia para um país que
  19. desejava ser cosmopolita. Villa-Lobos, Mário de Andrade e Oswald de Andrade foram holofotes
  20. que iluminaram esse caminho do pensamento pequeno para o pensamento universal.
  21. O que aconteceu em 22 foi que um grupo de artistas abriu as portas das identidades
  22. brasileiras para que a sociedade urbana da época ficasse escandalizada com o que viu. Coube
  23. ...... outra geração construir a linguagem que seria celebrada a partir desse momento e inventar
  24. o que de fato é ser moderno. Cabe a quem estiver por vir manter acesa essa chama de querer
  25. ter uma voz na dimensão contemporânea.

..

(Fonte: DANTAS, Marcello. Ser moderno. Zero Hora, Porto Alegre, ano 58, n. 20, 19 e 20 fev. 2022).

Assinale a alternativa cuja informação NÃO encontra respaldo no texto.

Alternativas
Q2670989 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Indústria Farmacêutica 4.0


01 O Agile Elephant define transformação digital como “uma mudança de liderança,

02 pensamento, incentivo ___ inovação e novos modelos de negócios, incorporando a digitalização

03 de ativos e um aumento no uso de tecnologias para melhorar a experiência dos funcionários,

04 clientes, fornecedores, parceiros e partes interessadas”.

05 É uma mudança de comportamento e processos que afeta todos os setores,

06 principalmente a indústria farmacêutica. O digital está capacitando as pessoas a desempenharem

07 um papel mais ativo em seus próprios cuidados e tornando os processos mais eficientes para os

08 prestadores de serviços.

09 As grandes empresas farmacêuticas não são mais a única fonte de informações sobre

10 como seus produtos funcionam. As recentes tendências da transformação digital fornecem a

11 pacientes e players do setor acesso sem paralelo sobre o impacto de uma estratégia de saúde e

12 como isso pode afetar seu bem-estar geral e a vida cotidiana.

13 As plataformas e comunidades online permitem que as pessoas discutam o progresso de

14 seus tratamentos, enquanto alguns aplicativos conseguem rastrear como um paciente é afetado

15 por uma medida terapêutica prescrita. Essas fontes fornecem aos especialistas insights

16 acionáveis sobre a segurança e a eficácia de tecnologias, de um medicamento ou de uma terapia.

17 A visualização de dados não é apenas estética, é baseada em resultados reais e em

18 descobertas do setor. Com uma quantidade crescente de conteúdo disponível online diariamente,

19 a maneira como as pessoas acessam e processam informações está mudando.

20 O compartilhamento da inteligência baseada em dados deve ser feito de uma maneira

21 tangível e acessível a um público mais amplo, não apenas ___ mente científica. Por exemplo, a

22 visualização de dados pode melhorar como as informações do paciente são comunicadas a eles

23 ou como certos medicamentos e tratamentos estão afetando diferentes áreas do sistema

24 fisiológico. É a democratização de tecnologias.

25 Embora os profissionais de saúde continuem representando a relação entre pacientes e a

26 indústria farmacêutica, as tendências digitais estão demonstrando que uma quantidade

27 crescente de pessoas está mais engajada com seus planos de tratamento. A McKinsey diz que,

28 devido ___ grande quantidade de informações digitais acessíveis em assistência médica e

29 farmacêutica, mais de 85% dos pacientes se sentem mais à vontade em tomar as rédeas de

30 seus tratamentos – mesmo que com o mínimo acompanhamento profissional.

31 Essas tecnologias permitem que os pacientes desenvolvam um melhor relacionamento

32 com sua saúde e avaliem o custo dos produtos farmacêuticos ou serviços de saúde de que

33 precisam. Para novas empresas farmacêuticas, as chamadas biotechs, tendências de

34 transformação digital como essas podem ser benéficas, pois a indústria tem a oportunidade de

35 se conectar e se envolver com potenciais clientes no ambiente digital.

36 Não apenas o atendimento ao paciente será aprimorado por meio de análises, inteligência

37 artificial e outras tecnologias avançadas, mas a indústria de desenvolvimento farmacêutico

38 também será transformada. Com informações em tempo real de ensaios clínicos, os fabricantes

39 de medicamentos entenderão melhor como um medicamento afeta um usuário e como eles

40 podem otimizar seus efeitos e minimizar os efeitos colaterais.


(Disponível em: https://enginebr.com.br/tecnologias-industria-farmaceutica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)

Assinale a alternativa que indica quantas outras alterações seriam obrigatoriamente necessárias caso substituíssemos a palavra “pacientes” por sua forma no singular no trecho a seguir: “Essas tecnologias permitem que os pacientes desenvolvam um melhor relacionamento com sua saúde e avaliem o custo dos produtos farmacêuticos ou serviços de saúde de que precisam”.

Alternativas
Q2670988 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Indústria Farmacêutica 4.0


01 O Agile Elephant define transformação digital como “uma mudança de liderança,

02 pensamento, incentivo ___ inovação e novos modelos de negócios, incorporando a digitalização

03 de ativos e um aumento no uso de tecnologias para melhorar a experiência dos funcionários,

04 clientes, fornecedores, parceiros e partes interessadas”.

05 É uma mudança de comportamento e processos que afeta todos os setores,

06 principalmente a indústria farmacêutica. O digital está capacitando as pessoas a desempenharem

07 um papel mais ativo em seus próprios cuidados e tornando os processos mais eficientes para os

08 prestadores de serviços.

09 As grandes empresas farmacêuticas não são mais a única fonte de informações sobre

10 como seus produtos funcionam. As recentes tendências da transformação digital fornecem a

11 pacientes e players do setor acesso sem paralelo sobre o impacto de uma estratégia de saúde e

12 como isso pode afetar seu bem-estar geral e a vida cotidiana.

13 As plataformas e comunidades online permitem que as pessoas discutam o progresso de

14 seus tratamentos, enquanto alguns aplicativos conseguem rastrear como um paciente é afetado

15 por uma medida terapêutica prescrita. Essas fontes fornecem aos especialistas insights

16 acionáveis sobre a segurança e a eficácia de tecnologias, de um medicamento ou de uma terapia.

17 A visualização de dados não é apenas estética, é baseada em resultados reais e em

18 descobertas do setor. Com uma quantidade crescente de conteúdo disponível online diariamente,

19 a maneira como as pessoas acessam e processam informações está mudando.

20 O compartilhamento da inteligência baseada em dados deve ser feito de uma maneira

21 tangível e acessível a um público mais amplo, não apenas ___ mente científica. Por exemplo, a

22 visualização de dados pode melhorar como as informações do paciente são comunicadas a eles

23 ou como certos medicamentos e tratamentos estão afetando diferentes áreas do sistema

24 fisiológico. É a democratização de tecnologias.

25 Embora os profissionais de saúde continuem representando a relação entre pacientes e a

26 indústria farmacêutica, as tendências digitais estão demonstrando que uma quantidade

27 crescente de pessoas está mais engajada com seus planos de tratamento. A McKinsey diz que,

28 devido ___ grande quantidade de informações digitais acessíveis em assistência médica e

29 farmacêutica, mais de 85% dos pacientes se sentem mais à vontade em tomar as rédeas de

30 seus tratamentos – mesmo que com o mínimo acompanhamento profissional.

31 Essas tecnologias permitem que os pacientes desenvolvam um melhor relacionamento

32 com sua saúde e avaliem o custo dos produtos farmacêuticos ou serviços de saúde de que

33 precisam. Para novas empresas farmacêuticas, as chamadas biotechs, tendências de

34 transformação digital como essas podem ser benéficas, pois a indústria tem a oportunidade de

35 se conectar e se envolver com potenciais clientes no ambiente digital.

36 Não apenas o atendimento ao paciente será aprimorado por meio de análises, inteligência

37 artificial e outras tecnologias avançadas, mas a indústria de desenvolvimento farmacêutico

38 também será transformada. Com informações em tempo real de ensaios clínicos, os fabricantes

39 de medicamentos entenderão melhor como um medicamento afeta um usuário e como eles

40 podem otimizar seus efeitos e minimizar os efeitos colaterais.


(Disponível em: https://enginebr.com.br/tecnologias-industria-farmaceutica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)

Assinale a alternativa que indica o número correto de preposições no trecho a seguir: “O digital está capacitando as pessoas a desempenharem um papel mais ativo em seus próprios cuidados e tornando os processos mais eficientes para os prestadores de serviços”.

Alternativas
Q2670987 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Indústria Farmacêutica 4.0


01 O Agile Elephant define transformação digital como “uma mudança de liderança,

02 pensamento, incentivo ___ inovação e novos modelos de negócios, incorporando a digitalização

03 de ativos e um aumento no uso de tecnologias para melhorar a experiência dos funcionários,

04 clientes, fornecedores, parceiros e partes interessadas”.

05 É uma mudança de comportamento e processos que afeta todos os setores,

06 principalmente a indústria farmacêutica. O digital está capacitando as pessoas a desempenharem

07 um papel mais ativo em seus próprios cuidados e tornando os processos mais eficientes para os

08 prestadores de serviços.

09 As grandes empresas farmacêuticas não são mais a única fonte de informações sobre

10 como seus produtos funcionam. As recentes tendências da transformação digital fornecem a

11 pacientes e players do setor acesso sem paralelo sobre o impacto de uma estratégia de saúde e

12 como isso pode afetar seu bem-estar geral e a vida cotidiana.

13 As plataformas e comunidades online permitem que as pessoas discutam o progresso de

14 seus tratamentos, enquanto alguns aplicativos conseguem rastrear como um paciente é afetado

15 por uma medida terapêutica prescrita. Essas fontes fornecem aos especialistas insights

16 acionáveis sobre a segurança e a eficácia de tecnologias, de um medicamento ou de uma terapia.

17 A visualização de dados não é apenas estética, é baseada em resultados reais e em

18 descobertas do setor. Com uma quantidade crescente de conteúdo disponível online diariamente,

19 a maneira como as pessoas acessam e processam informações está mudando.

20 O compartilhamento da inteligência baseada em dados deve ser feito de uma maneira

21 tangível e acessível a um público mais amplo, não apenas ___ mente científica. Por exemplo, a

22 visualização de dados pode melhorar como as informações do paciente são comunicadas a eles

23 ou como certos medicamentos e tratamentos estão afetando diferentes áreas do sistema

24 fisiológico. É a democratização de tecnologias.

25 Embora os profissionais de saúde continuem representando a relação entre pacientes e a

26 indústria farmacêutica, as tendências digitais estão demonstrando que uma quantidade

27 crescente de pessoas está mais engajada com seus planos de tratamento. A McKinsey diz que,

28 devido ___ grande quantidade de informações digitais acessíveis em assistência médica e

29 farmacêutica, mais de 85% dos pacientes se sentem mais à vontade em tomar as rédeas de

30 seus tratamentos – mesmo que com o mínimo acompanhamento profissional.

31 Essas tecnologias permitem que os pacientes desenvolvam um melhor relacionamento

32 com sua saúde e avaliem o custo dos produtos farmacêuticos ou serviços de saúde de que

33 precisam. Para novas empresas farmacêuticas, as chamadas biotechs, tendências de

34 transformação digital como essas podem ser benéficas, pois a indústria tem a oportunidade de

35 se conectar e se envolver com potenciais clientes no ambiente digital.

36 Não apenas o atendimento ao paciente será aprimorado por meio de análises, inteligência

37 artificial e outras tecnologias avançadas, mas a indústria de desenvolvimento farmacêutico

38 também será transformada. Com informações em tempo real de ensaios clínicos, os fabricantes

39 de medicamentos entenderão melhor como um medicamento afeta um usuário e como eles

40 podem otimizar seus efeitos e minimizar os efeitos colaterais.


(Disponível em: https://enginebr.com.br/tecnologias-industria-farmaceutica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)

Assinale a alternativa na qual haja emprego da voz passiva.

Alternativas
Q2670986 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Indústria Farmacêutica 4.0


01 O Agile Elephant define transformação digital como “uma mudança de liderança,

02 pensamento, incentivo ___ inovação e novos modelos de negócios, incorporando a digitalização

03 de ativos e um aumento no uso de tecnologias para melhorar a experiência dos funcionários,

04 clientes, fornecedores, parceiros e partes interessadas”.

05 É uma mudança de comportamento e processos que afeta todos os setores,

06 principalmente a indústria farmacêutica. O digital está capacitando as pessoas a desempenharem

07 um papel mais ativo em seus próprios cuidados e tornando os processos mais eficientes para os

08 prestadores de serviços.

09 As grandes empresas farmacêuticas não são mais a única fonte de informações sobre

10 como seus produtos funcionam. As recentes tendências da transformação digital fornecem a

11 pacientes e players do setor acesso sem paralelo sobre o impacto de uma estratégia de saúde e

12 como isso pode afetar seu bem-estar geral e a vida cotidiana.

13 As plataformas e comunidades online permitem que as pessoas discutam o progresso de

14 seus tratamentos, enquanto alguns aplicativos conseguem rastrear como um paciente é afetado

15 por uma medida terapêutica prescrita. Essas fontes fornecem aos especialistas insights

16 acionáveis sobre a segurança e a eficácia de tecnologias, de um medicamento ou de uma terapia.

17 A visualização de dados não é apenas estética, é baseada em resultados reais e em

18 descobertas do setor. Com uma quantidade crescente de conteúdo disponível online diariamente,

19 a maneira como as pessoas acessam e processam informações está mudando.

20 O compartilhamento da inteligência baseada em dados deve ser feito de uma maneira

21 tangível e acessível a um público mais amplo, não apenas ___ mente científica. Por exemplo, a

22 visualização de dados pode melhorar como as informações do paciente são comunicadas a eles

23 ou como certos medicamentos e tratamentos estão afetando diferentes áreas do sistema

24 fisiológico. É a democratização de tecnologias.

25 Embora os profissionais de saúde continuem representando a relação entre pacientes e a

26 indústria farmacêutica, as tendências digitais estão demonstrando que uma quantidade

27 crescente de pessoas está mais engajada com seus planos de tratamento. A McKinsey diz que,

28 devido ___ grande quantidade de informações digitais acessíveis em assistência médica e

29 farmacêutica, mais de 85% dos pacientes se sentem mais à vontade em tomar as rédeas de

30 seus tratamentos – mesmo que com o mínimo acompanhamento profissional.

31 Essas tecnologias permitem que os pacientes desenvolvam um melhor relacionamento

32 com sua saúde e avaliem o custo dos produtos farmacêuticos ou serviços de saúde de que

33 precisam. Para novas empresas farmacêuticas, as chamadas biotechs, tendências de

34 transformação digital como essas podem ser benéficas, pois a indústria tem a oportunidade de

35 se conectar e se envolver com potenciais clientes no ambiente digital.

36 Não apenas o atendimento ao paciente será aprimorado por meio de análises, inteligência

37 artificial e outras tecnologias avançadas, mas a indústria de desenvolvimento farmacêutico

38 também será transformada. Com informações em tempo real de ensaios clínicos, os fabricantes

39 de medicamentos entenderão melhor como um medicamento afeta um usuário e como eles

40 podem otimizar seus efeitos e minimizar os efeitos colaterais.


(Disponível em: https://enginebr.com.br/tecnologias-industria-farmaceutica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)

Analise o trecho a seguir: “As recentes tendências da transformação digital (1) fornecem a pacientes e players (2) do setor (3) acesso (4) sem paralelo sobre o impacto de uma estratégia de saúde (5)”. Assinale a alternativa que indica o número do termo que tem a função sintática de objeto indireto no trecho. O número referente ao termo sublinhado está inserido imediatamente após cada um dos termos.

Alternativas
Q2670985 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Indústria Farmacêutica 4.0


01 O Agile Elephant define transformação digital como “uma mudança de liderança,

02 pensamento, incentivo ___ inovação e novos modelos de negócios, incorporando a digitalização

03 de ativos e um aumento no uso de tecnologias para melhorar a experiência dos funcionários,

04 clientes, fornecedores, parceiros e partes interessadas”.

05 É uma mudança de comportamento e processos que afeta todos os setores,

06 principalmente a indústria farmacêutica. O digital está capacitando as pessoas a desempenharem

07 um papel mais ativo em seus próprios cuidados e tornando os processos mais eficientes para os

08 prestadores de serviços.

09 As grandes empresas farmacêuticas não são mais a única fonte de informações sobre

10 como seus produtos funcionam. As recentes tendências da transformação digital fornecem a

11 pacientes e players do setor acesso sem paralelo sobre o impacto de uma estratégia de saúde e

12 como isso pode afetar seu bem-estar geral e a vida cotidiana.

13 As plataformas e comunidades online permitem que as pessoas discutam o progresso de

14 seus tratamentos, enquanto alguns aplicativos conseguem rastrear como um paciente é afetado

15 por uma medida terapêutica prescrita. Essas fontes fornecem aos especialistas insights

16 acionáveis sobre a segurança e a eficácia de tecnologias, de um medicamento ou de uma terapia.

17 A visualização de dados não é apenas estética, é baseada em resultados reais e em

18 descobertas do setor. Com uma quantidade crescente de conteúdo disponível online diariamente,

19 a maneira como as pessoas acessam e processam informações está mudando.

20 O compartilhamento da inteligência baseada em dados deve ser feito de uma maneira

21 tangível e acessível a um público mais amplo, não apenas ___ mente científica. Por exemplo, a

22 visualização de dados pode melhorar como as informações do paciente são comunicadas a eles

23 ou como certos medicamentos e tratamentos estão afetando diferentes áreas do sistema

24 fisiológico. É a democratização de tecnologias.

25 Embora os profissionais de saúde continuem representando a relação entre pacientes e a

26 indústria farmacêutica, as tendências digitais estão demonstrando que uma quantidade

27 crescente de pessoas está mais engajada com seus planos de tratamento. A McKinsey diz que,

28 devido ___ grande quantidade de informações digitais acessíveis em assistência médica e

29 farmacêutica, mais de 85% dos pacientes se sentem mais à vontade em tomar as rédeas de

30 seus tratamentos – mesmo que com o mínimo acompanhamento profissional.

31 Essas tecnologias permitem que os pacientes desenvolvam um melhor relacionamento

32 com sua saúde e avaliem o custo dos produtos farmacêuticos ou serviços de saúde de que

33 precisam. Para novas empresas farmacêuticas, as chamadas biotechs, tendências de

34 transformação digital como essas podem ser benéficas, pois a indústria tem a oportunidade de

35 se conectar e se envolver com potenciais clientes no ambiente digital.

36 Não apenas o atendimento ao paciente será aprimorado por meio de análises, inteligência

37 artificial e outras tecnologias avançadas, mas a indústria de desenvolvimento farmacêutico

38 também será transformada. Com informações em tempo real de ensaios clínicos, os fabricantes

39 de medicamentos entenderão melhor como um medicamento afeta um usuário e como eles

40 podem otimizar seus efeitos e minimizar os efeitos colaterais.


(Disponível em: https://enginebr.com.br/tecnologias-industria-farmaceutica/ – texto adaptado especialmente para esta prova)

Assinale a alternativa que NÃO apresenta, de acordo com o texto, uma ideia relacionada à transformação digital.

Alternativas
Respostas
8181: B
8182: D
8183: C
8184: A
8185: E
8186: C
8187: B
8188: A
8189: D
8190: D
8191: C
8192: E
8193: A
8194: B
8195: A
8196: C
8197: D
8198: E
8199: B
8200: D