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Rita me abriu uma porta e chamou: “vem comigo”.
Por Martha Medeiros
01 Resumida história do jeans: durante ... Corrida do Ouro, na Califórnia, mineradores
02 precisavam de roupas fortes e duráveis, então o industrial Levi Strauss inventou calças em tecido
03 rústico, usando toldos de barracas e carroças. O molde veio de uma calça de marinheiro genovês,
04 daí a palavra “jeans”.
05 A partir de 1930, essas calças começaram a ser usadas em filmes de cowboy. Nos anos
06 1950, James Dean e Marylin Monroe aderiram, e o jeans tornou-se um símbolo de rebeldia,
07 popularizando-se entre os jovens. Nos anos 1960 e 1970, o movimento hippie consagrou-o.
08 Revolução concluída, o jeans foi adotado pela moda nos anos 1980, com estilistas lançando suas
09 próprias marcas.
10 O resumo da minha história: nasci com o gene da obediência. Fui uma menina mais calada
11 do que extrovertida, e ser livre virou um ideal. Um dia, ouvi um jingle que definia liberdade como
12 sendo uma calça velha, azul e desbotada. Comprei e não tirei mais do corpo. Na adolescência,
13 só faltava dormir com as calças da Lixo, famosas pela boca pata de elefante. ... despeito da
14 marca, eu chamava todas elas de calça Lee em vez de jeans.
15 Virou peça curinga de pessoas de todas as idades, classes, credos e cruz-credos: é da
16 natureza do jeans, a democracia. Um uniforme que convida ... autenticidade: pode-se usá-lo
17 com pedrarias ou rasgões, pérolas no pescoço ou dreadlock no cabelo.
18 Está nos brechós e nas vitrines da Avenue Montaigne. São tantos os estilos, que buscar
19 o modelo perfeito se tornou um estresse, mas depois de experimentar uns 30 no provador de
20 uma loja de departamentos, a gente acaba dando match com algum (essa sou eu, a que prefere
21 um jeans “zé-ninguém” aos de grife).
22 Comecei a escrever este texto _________ foi em 20 de maio de 1873 que Levi Strauss
23 patenteou o jeans, dando início ao seu bombástico sucesso. Há exatos 150 anos. Achei que cabia
24 o registro em crônica, e estava exatamente aqui, nos parágrafos finais, quando soube da morte
25 de Rita. Foi um flechaço: adeus. Parecia que eu tinha perdido uma amiga íntima. Fiquei sem
26 palavras, abandonei o computador e fui fazer meu luto. Só mais tarde voltei ao texto, perplexa
27 com a coincidência luminosa: Lee.
28 Minha mais importante Lee. A que me ensinou o que era liberdade para além dos refrões
29 de jingles, a que salvou a menina perdida, procurando se encontrar. Rita me abriu uma porta e
30 chamou, “vem comigo”, e fui com ela bailar, amar, gozar – e nunca mais me calei.
31 Se tive coragem para ser uma mulher independente, devo à Rita o empurrão e o caimento.
32 Agora é tratar de viver o daqui para frente, sobre o qual sei quase nada, apenas que, mesmo
33 que aos 90 anos, é de jeans que pretendo ser flagrada no final.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/05/rita-me-abriu-uma-porta-e-chamou-vem-comigo-clhtfxiuh008d0165t6g20fpv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir:
I. Na linha 01, o emprego dos dois-pontos deve-se à introdução de uma explicação a respeito de um termo anterior à ocorrência desse sinal de pontuação.
II. Na linha 04, o emprego das aspas deve-se ao fato de que a palavra está sendo citada a partir do discurso de outra pessoa.
III. Na linha 30, o emprego do travessão introduz a fala de um personagem.
Quais estão corretas?
Rita me abriu uma porta e chamou: “vem comigo”.
Por Martha Medeiros
01 Resumida história do jeans: durante ... Corrida do Ouro, na Califórnia, mineradores
02 precisavam de roupas fortes e duráveis, então o industrial Levi Strauss inventou calças em tecido
03 rústico, usando toldos de barracas e carroças. O molde veio de uma calça de marinheiro genovês,
04 daí a palavra “jeans”.
05 A partir de 1930, essas calças começaram a ser usadas em filmes de cowboy. Nos anos
06 1950, James Dean e Marylin Monroe aderiram, e o jeans tornou-se um símbolo de rebeldia,
07 popularizando-se entre os jovens. Nos anos 1960 e 1970, o movimento hippie consagrou-o.
08 Revolução concluída, o jeans foi adotado pela moda nos anos 1980, com estilistas lançando suas
09 próprias marcas.
10 O resumo da minha história: nasci com o gene da obediência. Fui uma menina mais calada
11 do que extrovertida, e ser livre virou um ideal. Um dia, ouvi um jingle que definia liberdade como
12 sendo uma calça velha, azul e desbotada. Comprei e não tirei mais do corpo. Na adolescência,
13 só faltava dormir com as calças da Lixo, famosas pela boca pata de elefante. ... despeito da
14 marca, eu chamava todas elas de calça Lee em vez de jeans.
15 Virou peça curinga de pessoas de todas as idades, classes, credos e cruz-credos: é da
16 natureza do jeans, a democracia. Um uniforme que convida ... autenticidade: pode-se usá-lo
17 com pedrarias ou rasgões, pérolas no pescoço ou dreadlock no cabelo.
18 Está nos brechós e nas vitrines da Avenue Montaigne. São tantos os estilos, que buscar
19 o modelo perfeito se tornou um estresse, mas depois de experimentar uns 30 no provador de
20 uma loja de departamentos, a gente acaba dando match com algum (essa sou eu, a que prefere
21 um jeans “zé-ninguém” aos de grife).
22 Comecei a escrever este texto _________ foi em 20 de maio de 1873 que Levi Strauss
23 patenteou o jeans, dando início ao seu bombástico sucesso. Há exatos 150 anos. Achei que cabia
24 o registro em crônica, e estava exatamente aqui, nos parágrafos finais, quando soube da morte
25 de Rita. Foi um flechaço: adeus. Parecia que eu tinha perdido uma amiga íntima. Fiquei sem
26 palavras, abandonei o computador e fui fazer meu luto. Só mais tarde voltei ao texto, perplexa
27 com a coincidência luminosa: Lee.
28 Minha mais importante Lee. A que me ensinou o que era liberdade para além dos refrões
29 de jingles, a que salvou a menina perdida, procurando se encontrar. Rita me abriu uma porta e
30 chamou, “vem comigo”, e fui com ela bailar, amar, gozar – e nunca mais me calei.
31 Se tive coragem para ser uma mulher independente, devo à Rita o empurrão e o caimento.
32 Agora é tratar de viver o daqui para frente, sobre o qual sei quase nada, apenas que, mesmo
33 que aos 90 anos, é de jeans que pretendo ser flagrada no final.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/05/rita-me-abriu-uma-porta-e-chamou-vem-comigo-clhtfxiuh008d0165t6g20fpv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual NÃO tenha havido o emprego de linguagem figurada.
Rita me abriu uma porta e chamou: “vem comigo”.
Por Martha Medeiros
01 Resumida história do jeans: durante ... Corrida do Ouro, na Califórnia, mineradores
02 precisavam de roupas fortes e duráveis, então o industrial Levi Strauss inventou calças em tecido
03 rústico, usando toldos de barracas e carroças. O molde veio de uma calça de marinheiro genovês,
04 daí a palavra “jeans”.
05 A partir de 1930, essas calças começaram a ser usadas em filmes de cowboy. Nos anos
06 1950, James Dean e Marylin Monroe aderiram, e o jeans tornou-se um símbolo de rebeldia,
07 popularizando-se entre os jovens. Nos anos 1960 e 1970, o movimento hippie consagrou-o.
08 Revolução concluída, o jeans foi adotado pela moda nos anos 1980, com estilistas lançando suas
09 próprias marcas.
10 O resumo da minha história: nasci com o gene da obediência. Fui uma menina mais calada
11 do que extrovertida, e ser livre virou um ideal. Um dia, ouvi um jingle que definia liberdade como
12 sendo uma calça velha, azul e desbotada. Comprei e não tirei mais do corpo. Na adolescência,
13 só faltava dormir com as calças da Lixo, famosas pela boca pata de elefante. ... despeito da
14 marca, eu chamava todas elas de calça Lee em vez de jeans.
15 Virou peça curinga de pessoas de todas as idades, classes, credos e cruz-credos: é da
16 natureza do jeans, a democracia. Um uniforme que convida ... autenticidade: pode-se usá-lo
17 com pedrarias ou rasgões, pérolas no pescoço ou dreadlock no cabelo.
18 Está nos brechós e nas vitrines da Avenue Montaigne. São tantos os estilos, que buscar
19 o modelo perfeito se tornou um estresse, mas depois de experimentar uns 30 no provador de
20 uma loja de departamentos, a gente acaba dando match com algum (essa sou eu, a que prefere
21 um jeans “zé-ninguém” aos de grife).
22 Comecei a escrever este texto _________ foi em 20 de maio de 1873 que Levi Strauss
23 patenteou o jeans, dando início ao seu bombástico sucesso. Há exatos 150 anos. Achei que cabia
24 o registro em crônica, e estava exatamente aqui, nos parágrafos finais, quando soube da morte
25 de Rita. Foi um flechaço: adeus. Parecia que eu tinha perdido uma amiga íntima. Fiquei sem
26 palavras, abandonei o computador e fui fazer meu luto. Só mais tarde voltei ao texto, perplexa
27 com a coincidência luminosa: Lee.
28 Minha mais importante Lee. A que me ensinou o que era liberdade para além dos refrões
29 de jingles, a que salvou a menina perdida, procurando se encontrar. Rita me abriu uma porta e
30 chamou, “vem comigo”, e fui com ela bailar, amar, gozar – e nunca mais me calei.
31 Se tive coragem para ser uma mulher independente, devo à Rita o empurrão e o caimento.
32 Agora é tratar de viver o daqui para frente, sobre o qual sei quase nada, apenas que, mesmo
33 que aos 90 anos, é de jeans que pretendo ser flagrada no final.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/05/rita-me-abriu-uma-porta-e-chamou-vem-comigo-clhtfxiuh008d0165t6g20fpv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 01, 13 e 16.
Rita me abriu uma porta e chamou: “vem comigo”.
Por Martha Medeiros
01 Resumida história do jeans: durante ... Corrida do Ouro, na Califórnia, mineradores
02 precisavam de roupas fortes e duráveis, então o industrial Levi Strauss inventou calças em tecido
03 rústico, usando toldos de barracas e carroças. O molde veio de uma calça de marinheiro genovês,
04 daí a palavra “jeans”.
05 A partir de 1930, essas calças começaram a ser usadas em filmes de cowboy. Nos anos
06 1950, James Dean e Marylin Monroe aderiram, e o jeans tornou-se um símbolo de rebeldia,
07 popularizando-se entre os jovens. Nos anos 1960 e 1970, o movimento hippie consagrou-o.
08 Revolução concluída, o jeans foi adotado pela moda nos anos 1980, com estilistas lançando suas
09 próprias marcas.
10 O resumo da minha história: nasci com o gene da obediência. Fui uma menina mais calada
11 do que extrovertida, e ser livre virou um ideal. Um dia, ouvi um jingle que definia liberdade como
12 sendo uma calça velha, azul e desbotada. Comprei e não tirei mais do corpo. Na adolescência,
13 só faltava dormir com as calças da Lixo, famosas pela boca pata de elefante. ... despeito da
14 marca, eu chamava todas elas de calça Lee em vez de jeans.
15 Virou peça curinga de pessoas de todas as idades, classes, credos e cruz-credos: é da
16 natureza do jeans, a democracia. Um uniforme que convida ... autenticidade: pode-se usá-lo
17 com pedrarias ou rasgões, pérolas no pescoço ou dreadlock no cabelo.
18 Está nos brechós e nas vitrines da Avenue Montaigne. São tantos os estilos, que buscar
19 o modelo perfeito se tornou um estresse, mas depois de experimentar uns 30 no provador de
20 uma loja de departamentos, a gente acaba dando match com algum (essa sou eu, a que prefere
21 um jeans “zé-ninguém” aos de grife).
22 Comecei a escrever este texto _________ foi em 20 de maio de 1873 que Levi Strauss
23 patenteou o jeans, dando início ao seu bombástico sucesso. Há exatos 150 anos. Achei que cabia
24 o registro em crônica, e estava exatamente aqui, nos parágrafos finais, quando soube da morte
25 de Rita. Foi um flechaço: adeus. Parecia que eu tinha perdido uma amiga íntima. Fiquei sem
26 palavras, abandonei o computador e fui fazer meu luto. Só mais tarde voltei ao texto, perplexa
27 com a coincidência luminosa: Lee.
28 Minha mais importante Lee. A que me ensinou o que era liberdade para além dos refrões
29 de jingles, a que salvou a menina perdida, procurando se encontrar. Rita me abriu uma porta e
30 chamou, “vem comigo”, e fui com ela bailar, amar, gozar – e nunca mais me calei.
31 Se tive coragem para ser uma mulher independente, devo à Rita o empurrão e o caimento.
32 Agora é tratar de viver o daqui para frente, sobre o qual sei quase nada, apenas que, mesmo
33 que aos 90 anos, é de jeans que pretendo ser flagrada no final.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/05/rita-me-abriu-uma-porta-e-chamou-vem-comigo-clhtfxiuh008d0165t6g20fpv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta palavra cujo significado é semelhante ao do vocábulo “rústico” (l. 03), considerando-se a situação de ocorrência no texto anterior.
Rita me abriu uma porta e chamou: “vem comigo”.
Por Martha Medeiros
01 Resumida história do jeans: durante ... Corrida do Ouro, na Califórnia, mineradores
02 precisavam de roupas fortes e duráveis, então o industrial Levi Strauss inventou calças em tecido
03 rústico, usando toldos de barracas e carroças. O molde veio de uma calça de marinheiro genovês,
04 daí a palavra “jeans”.
05 A partir de 1930, essas calças começaram a ser usadas em filmes de cowboy. Nos anos
06 1950, James Dean e Marylin Monroe aderiram, e o jeans tornou-se um símbolo de rebeldia,
07 popularizando-se entre os jovens. Nos anos 1960 e 1970, o movimento hippie consagrou-o.
08 Revolução concluída, o jeans foi adotado pela moda nos anos 1980, com estilistas lançando suas
09 próprias marcas.
10 O resumo da minha história: nasci com o gene da obediência. Fui uma menina mais calada
11 do que extrovertida, e ser livre virou um ideal. Um dia, ouvi um jingle que definia liberdade como
12 sendo uma calça velha, azul e desbotada. Comprei e não tirei mais do corpo. Na adolescência,
13 só faltava dormir com as calças da Lixo, famosas pela boca pata de elefante. ... despeito da
14 marca, eu chamava todas elas de calça Lee em vez de jeans.
15 Virou peça curinga de pessoas de todas as idades, classes, credos e cruz-credos: é da
16 natureza do jeans, a democracia. Um uniforme que convida ... autenticidade: pode-se usá-lo
17 com pedrarias ou rasgões, pérolas no pescoço ou dreadlock no cabelo.
18 Está nos brechós e nas vitrines da Avenue Montaigne. São tantos os estilos, que buscar
19 o modelo perfeito se tornou um estresse, mas depois de experimentar uns 30 no provador de
20 uma loja de departamentos, a gente acaba dando match com algum (essa sou eu, a que prefere
21 um jeans “zé-ninguém” aos de grife).
22 Comecei a escrever este texto _________ foi em 20 de maio de 1873 que Levi Strauss
23 patenteou o jeans, dando início ao seu bombástico sucesso. Há exatos 150 anos. Achei que cabia
24 o registro em crônica, e estava exatamente aqui, nos parágrafos finais, quando soube da morte
25 de Rita. Foi um flechaço: adeus. Parecia que eu tinha perdido uma amiga íntima. Fiquei sem
26 palavras, abandonei o computador e fui fazer meu luto. Só mais tarde voltei ao texto, perplexa
27 com a coincidência luminosa: Lee.
28 Minha mais importante Lee. A que me ensinou o que era liberdade para além dos refrões
29 de jingles, a que salvou a menina perdida, procurando se encontrar. Rita me abriu uma porta e
30 chamou, “vem comigo”, e fui com ela bailar, amar, gozar – e nunca mais me calei.
31 Se tive coragem para ser uma mulher independente, devo à Rita o empurrão e o caimento.
32 Agora é tratar de viver o daqui para frente, sobre o qual sei quase nada, apenas que, mesmo
33 que aos 90 anos, é de jeans que pretendo ser flagrada no final.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/05/rita-me-abriu-uma-porta-e-chamou-vem-comigo-clhtfxiuh008d0165t6g20fpv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Coloque os eventos a seguir em ordem cronológica, sendo o número 1 relacionado ao primeiro evento, e assim subsequentemente, de acordo com a história do surgimento do jeans relatada pelo texto:
( ) O jeans tornou-se um símbolo de rebeldia entre os jovens.
( ) Foram lançadas calças jeans com a assinatura de estilistas.
( ) Levi Strauss inventou as calças jeans.
( ) As calças jeans passaram a ser usadas em filmes de cowboys.
( ) O movimento hippie consagrou o jeans.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Rita me abriu uma porta e chamou: “vem comigo”.
Por Martha Medeiros
01 Resumida história do jeans: durante ... Corrida do Ouro, na Califórnia, mineradores
02 precisavam de roupas fortes e duráveis, então o industrial Levi Strauss inventou calças em tecido
03 rústico, usando toldos de barracas e carroças. O molde veio de uma calça de marinheiro genovês,
04 daí a palavra “jeans”.
05 A partir de 1930, essas calças começaram a ser usadas em filmes de cowboy. Nos anos
06 1950, James Dean e Marylin Monroe aderiram, e o jeans tornou-se um símbolo de rebeldia,
07 popularizando-se entre os jovens. Nos anos 1960 e 1970, o movimento hippie consagrou-o.
08 Revolução concluída, o jeans foi adotado pela moda nos anos 1980, com estilistas lançando suas
09 próprias marcas.
10 O resumo da minha história: nasci com o gene da obediência. Fui uma menina mais calada
11 do que extrovertida, e ser livre virou um ideal. Um dia, ouvi um jingle que definia liberdade como
12 sendo uma calça velha, azul e desbotada. Comprei e não tirei mais do corpo. Na adolescência,
13 só faltava dormir com as calças da Lixo, famosas pela boca pata de elefante. ... despeito da
14 marca, eu chamava todas elas de calça Lee em vez de jeans.
15 Virou peça curinga de pessoas de todas as idades, classes, credos e cruz-credos: é da
16 natureza do jeans, a democracia. Um uniforme que convida ... autenticidade: pode-se usá-lo
17 com pedrarias ou rasgões, pérolas no pescoço ou dreadlock no cabelo.
18 Está nos brechós e nas vitrines da Avenue Montaigne. São tantos os estilos, que buscar
19 o modelo perfeito se tornou um estresse, mas depois de experimentar uns 30 no provador de
20 uma loja de departamentos, a gente acaba dando match com algum (essa sou eu, a que prefere
21 um jeans “zé-ninguém” aos de grife).
22 Comecei a escrever este texto _________ foi em 20 de maio de 1873 que Levi Strauss
23 patenteou o jeans, dando início ao seu bombástico sucesso. Há exatos 150 anos. Achei que cabia
24 o registro em crônica, e estava exatamente aqui, nos parágrafos finais, quando soube da morte
25 de Rita. Foi um flechaço: adeus. Parecia que eu tinha perdido uma amiga íntima. Fiquei sem
26 palavras, abandonei o computador e fui fazer meu luto. Só mais tarde voltei ao texto, perplexa
27 com a coincidência luminosa: Lee.
28 Minha mais importante Lee. A que me ensinou o que era liberdade para além dos refrões
29 de jingles, a que salvou a menina perdida, procurando se encontrar. Rita me abriu uma porta e
30 chamou, “vem comigo”, e fui com ela bailar, amar, gozar – e nunca mais me calei.
31 Se tive coragem para ser uma mulher independente, devo à Rita o empurrão e o caimento.
32 Agora é tratar de viver o daqui para frente, sobre o qual sei quase nada, apenas que, mesmo
33 que aos 90 anos, é de jeans que pretendo ser flagrada no final.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/05/rita-me-abriu-uma-porta-e-chamou-vem-comigo-clhtfxiuh008d0165t6g20fpv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. A autora começa a escrever a crônica sobre o jeans para homenagear a cantora Rita Lee, cujo sobrenome era o de uma famosa marca dessas calças.
II. A calça jeans passou a ser usada por Martha Medeiros pela sua associação com a liberdade.
III. As calças Lee foram as que ensinaram a autora o que era realmente liberdade, para além dos jingles.
Quais estão corretas?
Conforme ensinam Platão e Fiorin, há dois tipos de mecanismos de coesão: a) a retomada de termos, expressões ou frases já ditos ou sua antecipação; b) o encadeamento de segmentos do texto. Sobre esses mecanismos, analise as assertivas que seguem, conforme descreve Koch:
I. São mecanismos de coesão: a referência, a substituição, a elipse, a conjunção e a coesão lexical.
II. São elementos de referência os itens da língua que não podem ser interpretados semanticamente por si mesmos, mas remetem a outros itens do discurso necessários à sua interpretação.
III. A referência pessoal é feita por meio de pronomes pessoais e possessivos; a demonstrativa é realizada por meio de pronomes demonstrativos e advérbios indicativos de lugar; e a comparativa é efetuada por via indireta, por meio de identidades e similaridades.
Quais estão corretas?
Segundo Cegalla, analise as assertivas abaixo a respeito do emprego e do valor dos modos e tempos verbais:
I. Dentre as várias possibilidades de emprego do pretérito imperfeito, pode-se dizer que ele enuncia um fato passado, porém não concluído, um fato que se prolongou.
II. O tempo presente, dentre as várias possibilidades de emprego, pode substituir o futuro do subjuntivo, principalmente na linguagem emotiva, quando os sentimentos nos levam a romper com a disciplina gramatical.
III. O modo indicativo é empregado para exprimir um fato possível, incerto, hipotético, irreal ou dependente de outro.
IV. O modo subjuntivo exprime um fato certo, efetivo, indiscutível. Excepcionalmente, pode traduzir incerteza, possibilidade. Aparece com mais frequência em orações independentes (absolutas, coordenadas e principais).
Quais estão corretas?
Segundo preconiza Cegalla, analise as assertivas a seguir a respeito de estrutura e formação de palavras, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Raiz é o elemento originário e irredutível em que se concentra a significação das palavras, consideradas pelo ângulo histórico. Geralmente monossilábica, a raiz encerra sentido lato e geral, comum às palavras da mesma família etimológica.
( ) Radical é o elemento básico e significativo das palavras, consideradas sob o aspecto gramatical e prático, dentro da língua portuguesa atual. Acha-se o radical despojando-se a palavra de seus elementos secundários (quando houver).
( ) Vogais e consoantes de ligação são fonemas que, em certas palavras derivadas ou compostas, se inserem entre os elementos mórficos, em geral por motivos de eufonia, isto é, para facilitar a pronúncia de tais palavras.
( ) Cognatos são vocábulos que procedem de uma raiz comum. Tais palavras constituem uma família etimológica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Para responder à questão 37, considere o seguinte fragmento de texto:
Tendo em vista a importância do papel do professor na vida dos alunos que compartilham dos seus ensinamentos, esteja atento e dedique-se para criar um vínculo de respeito, confiança, escuta ativa e carinho com seus alunos. Incentive sua autonomia, sua individualidade, seu bem-estar e suas potencialidades.
Professores inspiradores formam multiplicadores de seus conhecimentos, alunos engajados e com vontade de aprender, corajosos e sem medo de errar. Alunos verdadeiramente confiantes e com a certeza de que são únicos e que, por isso, têm muito a compartilhar com a sociedade.
(Disponível em: superautor.com.br/ – fragmento adaptado especialmente para essa prova)
Sobre concordância e regência, conforme nos ensina Cegalla, analise as assertivas a seguir:
I. A troca de 'compartilham' por 'trocam' não implicaria alteração de regência no contexto de ocorrência.
II. Quanto à regência, o verbo incentivar é transitivo direto e indireto.
III. Caso o vocábulo ‘Alunos’ fosse passado para o singular, outras quatro palavras deveriam ser alteradas, visando manter a correção da frase.
Quais estão corretas?
Para responder à questão 36, considere o seguinte fragmento de texto:
Para as crianças menores, nos anos iniciais, o apoio das professoras e professores é fundamental. É na primeira infância que a criança pode desenvolver uma base sólida de autoconfiança e certamente seu mestre será um grande aliado nesse processo, pois ela o enxerga como autoridade e inspiração.
(Disponível em: superautor.com.br/ – fragmento adaptado especialmente para essa prova)
Em relação à fonética, analise as assertivas que seguem:
I. Em ‘professoras’ e ‘professores’, identifica-se a ocorrência de dois encontros consonantais em cada um dos vocábulos.
II. Dígrafo é o emprego de duas letras para a representação gráfica de um só fonema, conforme se observa no vocábulo ‘desenvolver’.
III. Tendo-se presente que ditongo é o encontro de uma vogal e de uma semivogal, ou vice-versa, na mesma sílaba, pode-se afirmar que em ‘aliado’ ocorre esse tipo de encontro.
Quais estão corretas?
Em relação aos termos da oração, analise as definições que seguem, considerando o que preconiza Cegalla:
I. Complemento nominal é o termo complementar reclamado pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos, adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição.
II. O agente da passiva é o complemento de um verbo na voz passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo. Vem regido comumente pela preposição por e, menos frequentemente, pela preposição de.
III. O aposto é uma palavra que explicita e/ou exemplifica de tal modo o sentido de uma palavra que se torna indispensável para a construção do enunciado.
IV. Vocativo (do latim vocare) é o termo que compõe a oração, se referindo sempre à 1ª pessoa do discurso, cuja identificação depende do verbo.
Quais estão corretas?
Para responder à questão 34, considere o fragmento abaixo:
A relação positiva entre alunos e mestres pode se dar em diversas fases da vida, seja no ensino fundamental, no médio ou até mesmo na graduação e depois dela! A figura do educador em sala de aula é extremamente importante e se relaciona diretamente com a forma com que o discente se vê potente para que aprenda coisas novas e enfrente seus próximos desafios.
(Disponível em: superautor.com.br/ – fragmento adaptado especialmente para essa prova)
Sobre vozes verbais à luz do que preconiza Cegalla, analise as assertivas abaixo, tendo como base as palavras sublinhadas no texto:
I. A forma verbal ‘é’ expressa no fragmento acima está na voz passiva analítica.
II. As formas verbais ‘aprenda’ e ‘enfrente’ estão na voz ativa.
III. O sujeito das formas verbais ‘aprenda’ e ‘enfrente’ é identificado no próprio contexto.
Quais estão corretas?
Como muito bem disse Pagliaro: “Também as palavras são uma espécie de conchas, às quais temos de encostar o ouvido com humilde atenção, se quisermos apreender a voz que dentro delas ressoa” (in BECHARA, 2019). Pensando nisso, e considerando o que nos ensina Bechara a respeito de figuras de linguagem, analise as assertivas que seguem a respeito de determinadas figuras:
I. Metáfora: translação de significado motivada pelo emprego em solidariedades, em que os termos implicados pertencem a classes diferentes, mas pela combinação se percebem também como assimilados. Por exemplo: cabelos de neve.
II. Antonomásia: substituição de um nome próprio por um comum ou vice-versa com intuito explicativo, elogioso, irônico, etc. Por exemplo: a cidade luz em referência a Paris.
III. Oximoro: figura em que se combinam palavras de sentido oposto que aparecem excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão. Por exemplo: obscura claridade.
Quais definições e exemplos acima estão corretos?
De acordo com Cunha e Cintra, a respeito de ortografia, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Para reproduzirmos na escrita as palavras de nossa língua, empregamos um certo número de sinais gráficos chamados letras e acentos gráficos; o conjunto ordenado de letras de que nos servimos para transcrever os sons que representam as ideias denomina-se vocábulo, o qual, hoje constitui-se de 23 letras.
( ) O acento pode ser agudo, grave ou circunflexo. O agudo é empregado para assinalar as vogais tônicas fechadas i e u, e as vogais tônicas abertas e semiabertas a, e e o. O acento grave é empregado para indicar a crase da preposição a com a forma feminina do artigo (a, as) e com os pronomes demonstrativos a(s), aquele(s), aquilo. O circunflexo é empregado para indicar o timbre semifechado das vogais tônicas a, e e o.
( ) O apóstrofo serve para assinalar a inserção de um fonema – geralmente de uma vogal – no texto lírico, em certas pronúncias populares e em palavras compostas ligadas pela preposição de.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Considere as seguintes assertivas acerca da conceituação, tipos e representação de fonemas:
I. Conforme descreve Azeredo, em sua Gramática Houaiss, em português há, basicamente, duas espécies de fonemas: vogais e consoantes. Esta distinção baseia-se em dois critérios: o modo de produzir o som e a situação deles na sílaba.
II. De acordo com Cunha e Cintra, em Nova Gramática do Português, os sons de nossa fala resultam quase todos da ação de certos órgãos sobre a corrente de ar vinda dos pulmões. Para a sua produção, três condições são necessárias: a corrente de ar; um obstáculo encontrado por essa correte de ar; uma caixa de ressonância.
III. Segundo Bechara, em Moderna Gramática Portuguesa, fonema, fone e alofone devem ser representados na escrita da mesma maneira, fazendo–se uso de barras, colchetes e travessões, respectivamente, para que se identifique cada um deles.
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Uma semana de trabalho de 4 dias?
Por Luciana Lima
- Um final de semana estendido é o sonho de muitos profissionais — e desde novembro do
- ano passado essa é a realidade de alguns funcionários da Vockan, empresa de tecnologia que
- desenvolve sistemas de ERP e soluções para a indústria de manufatura, com sede em São Paulo.
- De novembro do ano passado ___ março deste ano, a companhia, que possui 100
- funcionários, realizou um projeto piloto e reduziu de 5 para 4 dias a semana de trabalho de cerca
- de dez funcionários da área de suporte ao cliente, sem a diminuição de salário.
- “Percebemos que o time de suporte, dentro da empresa, era um dos que mais estavam
- estressados e com dificuldade de se adaptar ao modelo híbrido. Algo que tem um impacto direto
- no negócio porque são eles que lidam com o cliente final”, diz Fabrício Oliveira, CEO da Vockan.
- Para con...iliar um período de descanso maior dos funcionários e, ao mesmo tempo, garantir
- que não houvesse impacto na operação, a Vockan estabeleceu escalas. Metade do time, então,
- passou a fo...gar na segunda-feira e outra metade na sexta-feira.
- Além do desafio logístico para continuar funcionando normalmente, Oliveira conta que
- enfrentou ___ resistência dos líderes que temiam que a produtividade caísse. “Alguns chegaram
- a questionar: mas se eles estão com dificuldades para entregar resultados trabalhando cinco dias
- por semana, imagina como será com a jornada de apenas quatro dias?”, afirma.
- Mesmo assim, o executivo insistiu na ideia. “Eu já sabia que existiam empresas adotando
- uma jornada reduzida fora do Brasil. Além disso, também tomamos o cuidado de começar com
- uma área e testar o modelo antes de implementar na empresa toda”, diz Oliveira.
- Logo após o início do programa, a Vockan se tornou a primeira empresa brasileira a se filiar
- ___organização 4 Day Week Global, sem fins lucrativos, sediada na Nova Zelândia, que realiza
- testes com empresas ao redor do mundo que adotaram a jornada de 4 dias de trabalho.
- A 4 Day Week Global também irá avaliar o impacto da redução de jornada na Vockan, em
- uma análise que contará com empresas portuguesas que também adotaram a semana de quatro
- dias. Por enquanto, dados preliminares coletados pela própria Vockan mostram que o projeto foi
- bem-sucedido.
- De acordo com o executivo, além de impactar o engajamento e a qualidade de vida dos
- profissionais, a ideia da prática também é atrair talentos no disputado mercado de tecnologia.
- “Tem muita empresa que en...erga uma semana de trabalho de quatro dias como um custo
- extra. Mas, olhando os dados, além de não haver impacto na receita, a produtividade aumentou”,
- diz Oliveira. “Além disso, a prática vai trazer ganhos em termos de retenção e atração de talentos.
- Mesmo na área tech, o meu maior ativo são as pessoas. E pessoas esgotadas ou insatisfeitas
- impactam o negócio”, afirma.
(Disponível em: exame.com/carreira/apos-adotar-semana-de-trabalho-de-4-dias-empresas-brasileiras-veem-
produtividade-aumentar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. O sistema de escalas visava à busca por uma operação eficiente com funcionários trabalhando mais horas.
II. O processo de início da nova jornada de trabalho foi gradativo.
III. Para o executivo da Vockan, a nova jornada trará ganhos tanto na produtividade quanto na manutenção de um quadro de funcionários de qualidade.
Quais estão corretas?
Com relação ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa INCORRETA.
Instrução: As questões de números 21 a 26 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Ser professor
Por Ester Rosseto
- Ser professor é um lance de amor. Nesse caminho que venho trilhando constatei que existe
- uma profunda diferença entre dar aula e ser professor. Dar aula é muito bom. É querer
- compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
- Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor, porque dar aula é uma
- atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
- Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem
- amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”, porque
- professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no
- holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.
- Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, as origens,
- os rumos pretendidos. Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente.
- Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem
- assiste a um jogo de futebol, lamentando-se quando um craque chuta a bola no travessão.
- Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.
- Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.
- Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá
- para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do - pouco ou
- muito - que sabe sobre a vida.
- Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos,
- as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite
- alheia, as angústias, os caminhos.
- Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de
- roupa preta suja de giz, de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários
- no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.
- Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido.
- Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que
- quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.
(Disponível em: http://zimemaper.blogspot.com/2015/11/cronica-ser-professor-ester-rosseto.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando os gêneros e tipos textuais, assinale a alternativa que indica a análise correta do texto anterior.
Instrução: As questões de números 21 a 26 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Ser professor
Por Ester Rosseto
- Ser professor é um lance de amor. Nesse caminho que venho trilhando constatei que existe
- uma profunda diferença entre dar aula e ser professor. Dar aula é muito bom. É querer
- compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
- Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor, porque dar aula é uma
- atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
- Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem
- amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”, porque
- professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no
- holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.
- Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, as origens,
- os rumos pretendidos. Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente.
- Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem
- assiste a um jogo de futebol, lamentando-se quando um craque chuta a bola no travessão.
- Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.
- Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.
- Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá
- para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do - pouco ou
- muito - que sabe sobre a vida.
- Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos,
- as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite
- alheia, as angústias, os caminhos.
- Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de
- roupa preta suja de giz, de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários
- no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.
- Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido.
- Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que
- quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.
(Disponível em: http://zimemaper.blogspot.com/2015/11/cronica-ser-professor-ester-rosseto.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego dos recursos coesivos, analise as assertivas a seguir:
I. No trecho “Só o que sei é que”, tem-se um caso de coesão referencial no qual o pronome demonstrativo “o” é o sujeito da forma verbal “sei”.
II. Nas linhas 08-09, a repetição do termo “além de” é um mecanismo de coesão sequencial.
III. Na linha 19, o emprego do pronome possessivo “sua” é considerado um mecanismo coesivo referencial por empregar uma forma remissiva gramatical presa a um substantivo.
Quais estão corretas?