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Q2631610 Português

Algumas dúvidas sobre o chip implantado no cérebro


Por Aluizio Falcão Filho


  1. Talvez a maior notícia científica dos últimos anos foi divulgada ontem (30/01/2024) – o
  2. onipresente Elon Musk anunciou que uma de suas empresas, a Neuralink, realizou o implante de
  3. um chip em cérebro humano que permite ao usuário utilizar telefones e computadores, por
  4. exemplo, apenas pela ação do pensamento (nesta fase, apenas indivíduos sem membros do
  5. corpo, como braços e pernas, poderão experimentar a nova tecnologia).
  6. É importante ressaltar que outros chips já foram acoplados .... mente humana, mas com
  7. finalidades diferentes da “Telepathy”, o sugestivo nome criado pela empresa de Musk.
  8. Isso, evidentemente, é só o começo. Musk pretende estender o uso do chip para outros
  9. equipamentos e, mais à frente, usar essa ferramenta para aumentar a inteligência humana.
  10. “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido que um datilógrafo ou leiloeiro.
  11. Esse é o objetivo”, afirmou Musk em rede social (leiloeiros americanos, especialmente os de
  12. gado, falam muito rápido quando estão anunciando os produtos .... plateias).
  13. Aumentar a inteligência dos seres humanos é um objetivo de vários cientistas – e
  14. preocupação de alguns teóricos, como o autor israelense Yuval Harari. Ele acredita que os chips
  15. vão criar duas castas na sociedade: aqueles que são superdotados pela tecnologia e aqueles que
  16. não são. Isso, para ele, terá impactos terríveis na sociedade por conta do desequilíbrio que será
  17. causado por essa diferença.
  18. Ocorre que o sistema capitalista sempre busca baratear e popularizar um determinado
  19. produto tecnológico – especialmente um chip com esse apelo, o de melhorar a inteligência. Dessa
  20. forma, se duas castas forem formadas, a tendência é a de que o chip se popularize rapidamente
  21. e iguale a sociedade, exatamente o que aconteceu com a disseminação dos telefones celulares.
  22. Mas aumentar a inteligência talvez não seja suficiente para que nos tornemos uma espécie
  23. mais evoluída. É possível ver pessoas inteligentes e com preconceitos pré-históricos. Um chip
  24. melhoraria o discernimento desses indivíduos, .... ponto de diminuir a intolerância? Ou
  25. simplesmente vai fornecer novos argumentos para fortalecer posições retrógradas?
  26. Outro ponto importante é a capacidade de analisar um processo antes de dar início a um
  27. trabalho. Como o próprio Musk diz, “possivelmente o erro mais comum de um engenheiro
  28. inteligente é otimizar algo que não deveria existir”. Para isso, no entanto, não é preciso
  29. inteligência – e sim bom senso.
  30. Tenho três dúvidas sobre o funcionamento desse chip:
  31. SONHOS – O chip continua funcionando durante o sono? Que comandos ele pode acionar
  32. se o usuário estiver, por exemplo, sonhando? A Neuralink informou que o aparelho foi instalado
  33. em uma área do cérebro que coordena os movimentos e, assim, não estaria sujeito aos efeitos
  34. do inconsciente. Mesmo assim, é bom efetuar testes neste sentido. Prevenir é melhor que
  35. remediar.
  36. ROMPANTES – Várias vezes temos o impulso de fazer alguma coisa e nos arrependemos
  37. segundos depois. Como vai se comportar o chip nessa hora?
  38. HACKERS – Nosso cérebro, uma vez abrigando um chip, pode ser acessado por alguém de
  39. fora? Ou seja, é possível hackear o cérebro de quem instalou um chip? Obrigar alguém a seguir
  40. ordens?
  41. Essas e outras perguntas vão surgir com o tempo. Mesmo que a ideia pareça assustadora,
  42. precisamos nos acostumar com ela. A alternativa ao chip é uma vida muito mais limitada e sem
  43. nenhuma competitividade.


(Disponível em: www.exame.com/colunistas/money-report-aluizio-falcao-filho/algumas-duvidas-sobre-o-chip-implantado-no-cerebro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

O termo “nos” (l. 42) é classificado morfologicamente como:

Alternativas
Q2631609 Português

Algumas dúvidas sobre o chip implantado no cérebro


Por Aluizio Falcão Filho


  1. Talvez a maior notícia científica dos últimos anos foi divulgada ontem (30/01/2024) – o
  2. onipresente Elon Musk anunciou que uma de suas empresas, a Neuralink, realizou o implante de
  3. um chip em cérebro humano que permite ao usuário utilizar telefones e computadores, por
  4. exemplo, apenas pela ação do pensamento (nesta fase, apenas indivíduos sem membros do
  5. corpo, como braços e pernas, poderão experimentar a nova tecnologia).
  6. É importante ressaltar que outros chips já foram acoplados .... mente humana, mas com
  7. finalidades diferentes da “Telepathy”, o sugestivo nome criado pela empresa de Musk.
  8. Isso, evidentemente, é só o começo. Musk pretende estender o uso do chip para outros
  9. equipamentos e, mais à frente, usar essa ferramenta para aumentar a inteligência humana.
  10. “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido que um datilógrafo ou leiloeiro.
  11. Esse é o objetivo”, afirmou Musk em rede social (leiloeiros americanos, especialmente os de
  12. gado, falam muito rápido quando estão anunciando os produtos .... plateias).
  13. Aumentar a inteligência dos seres humanos é um objetivo de vários cientistas – e
  14. preocupação de alguns teóricos, como o autor israelense Yuval Harari. Ele acredita que os chips
  15. vão criar duas castas na sociedade: aqueles que são superdotados pela tecnologia e aqueles que
  16. não são. Isso, para ele, terá impactos terríveis na sociedade por conta do desequilíbrio que será
  17. causado por essa diferença.
  18. Ocorre que o sistema capitalista sempre busca baratear e popularizar um determinado
  19. produto tecnológico – especialmente um chip com esse apelo, o de melhorar a inteligência. Dessa
  20. forma, se duas castas forem formadas, a tendência é a de que o chip se popularize rapidamente
  21. e iguale a sociedade, exatamente o que aconteceu com a disseminação dos telefones celulares.
  22. Mas aumentar a inteligência talvez não seja suficiente para que nos tornemos uma espécie
  23. mais evoluída. É possível ver pessoas inteligentes e com preconceitos pré-históricos. Um chip
  24. melhoraria o discernimento desses indivíduos, .... ponto de diminuir a intolerância? Ou
  25. simplesmente vai fornecer novos argumentos para fortalecer posições retrógradas?
  26. Outro ponto importante é a capacidade de analisar um processo antes de dar início a um
  27. trabalho. Como o próprio Musk diz, “possivelmente o erro mais comum de um engenheiro
  28. inteligente é otimizar algo que não deveria existir”. Para isso, no entanto, não é preciso
  29. inteligência – e sim bom senso.
  30. Tenho três dúvidas sobre o funcionamento desse chip:
  31. SONHOS – O chip continua funcionando durante o sono? Que comandos ele pode acionar
  32. se o usuário estiver, por exemplo, sonhando? A Neuralink informou que o aparelho foi instalado
  33. em uma área do cérebro que coordena os movimentos e, assim, não estaria sujeito aos efeitos
  34. do inconsciente. Mesmo assim, é bom efetuar testes neste sentido. Prevenir é melhor que
  35. remediar.
  36. ROMPANTES – Várias vezes temos o impulso de fazer alguma coisa e nos arrependemos
  37. segundos depois. Como vai se comportar o chip nessa hora?
  38. HACKERS – Nosso cérebro, uma vez abrigando um chip, pode ser acessado por alguém de
  39. fora? Ou seja, é possível hackear o cérebro de quem instalou um chip? Obrigar alguém a seguir
  40. ordens?
  41. Essas e outras perguntas vão surgir com o tempo. Mesmo que a ideia pareça assustadora,
  42. precisamos nos acostumar com ela. A alternativa ao chip é uma vida muito mais limitada e sem
  43. nenhuma competitividade.


(Disponível em: www.exame.com/colunistas/money-report-aluizio-falcao-filho/algumas-duvidas-sobre-o-chip-implantado-no-cerebro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “tendência” (l. 20) sem causar alterações significativas ao trecho em que ocorre.

Alternativas
Q2631608 Português

Algumas dúvidas sobre o chip implantado no cérebro


Por Aluizio Falcão Filho


  1. Talvez a maior notícia científica dos últimos anos foi divulgada ontem (30/01/2024) – o
  2. onipresente Elon Musk anunciou que uma de suas empresas, a Neuralink, realizou o implante de
  3. um chip em cérebro humano que permite ao usuário utilizar telefones e computadores, por
  4. exemplo, apenas pela ação do pensamento (nesta fase, apenas indivíduos sem membros do
  5. corpo, como braços e pernas, poderão experimentar a nova tecnologia).
  6. É importante ressaltar que outros chips já foram acoplados .... mente humana, mas com
  7. finalidades diferentes da “Telepathy”, o sugestivo nome criado pela empresa de Musk.
  8. Isso, evidentemente, é só o começo. Musk pretende estender o uso do chip para outros
  9. equipamentos e, mais à frente, usar essa ferramenta para aumentar a inteligência humana.
  10. “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido que um datilógrafo ou leiloeiro.
  11. Esse é o objetivo”, afirmou Musk em rede social (leiloeiros americanos, especialmente os de
  12. gado, falam muito rápido quando estão anunciando os produtos .... plateias).
  13. Aumentar a inteligência dos seres humanos é um objetivo de vários cientistas – e
  14. preocupação de alguns teóricos, como o autor israelense Yuval Harari. Ele acredita que os chips
  15. vão criar duas castas na sociedade: aqueles que são superdotados pela tecnologia e aqueles que
  16. não são. Isso, para ele, terá impactos terríveis na sociedade por conta do desequilíbrio que será
  17. causado por essa diferença.
  18. Ocorre que o sistema capitalista sempre busca baratear e popularizar um determinado
  19. produto tecnológico – especialmente um chip com esse apelo, o de melhorar a inteligência. Dessa
  20. forma, se duas castas forem formadas, a tendência é a de que o chip se popularize rapidamente
  21. e iguale a sociedade, exatamente o que aconteceu com a disseminação dos telefones celulares.
  22. Mas aumentar a inteligência talvez não seja suficiente para que nos tornemos uma espécie
  23. mais evoluída. É possível ver pessoas inteligentes e com preconceitos pré-históricos. Um chip
  24. melhoraria o discernimento desses indivíduos, .... ponto de diminuir a intolerância? Ou
  25. simplesmente vai fornecer novos argumentos para fortalecer posições retrógradas?
  26. Outro ponto importante é a capacidade de analisar um processo antes de dar início a um
  27. trabalho. Como o próprio Musk diz, “possivelmente o erro mais comum de um engenheiro
  28. inteligente é otimizar algo que não deveria existir”. Para isso, no entanto, não é preciso
  29. inteligência – e sim bom senso.
  30. Tenho três dúvidas sobre o funcionamento desse chip:
  31. SONHOS – O chip continua funcionando durante o sono? Que comandos ele pode acionar
  32. se o usuário estiver, por exemplo, sonhando? A Neuralink informou que o aparelho foi instalado
  33. em uma área do cérebro que coordena os movimentos e, assim, não estaria sujeito aos efeitos
  34. do inconsciente. Mesmo assim, é bom efetuar testes neste sentido. Prevenir é melhor que
  35. remediar.
  36. ROMPANTES – Várias vezes temos o impulso de fazer alguma coisa e nos arrependemos
  37. segundos depois. Como vai se comportar o chip nessa hora?
  38. HACKERS – Nosso cérebro, uma vez abrigando um chip, pode ser acessado por alguém de
  39. fora? Ou seja, é possível hackear o cérebro de quem instalou um chip? Obrigar alguém a seguir
  40. ordens?
  41. Essas e outras perguntas vão surgir com o tempo. Mesmo que a ideia pareça assustadora,
  42. precisamos nos acostumar com ela. A alternativa ao chip é uma vida muito mais limitada e sem
  43. nenhuma competitividade.


(Disponível em: www.exame.com/colunistas/money-report-aluizio-falcao-filho/algumas-duvidas-sobre-o-chip-implantado-no-cerebro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

As palavras “ontem” (l. 01), “onipresente” (l. 02) e “outros” (l. 06) são classificadas, respectivamente, como:

Alternativas
Q2631607 Português

Algumas dúvidas sobre o chip implantado no cérebro


Por Aluizio Falcão Filho


  1. Talvez a maior notícia científica dos últimos anos foi divulgada ontem (30/01/2024) – o
  2. onipresente Elon Musk anunciou que uma de suas empresas, a Neuralink, realizou o implante de
  3. um chip em cérebro humano que permite ao usuário utilizar telefones e computadores, por
  4. exemplo, apenas pela ação do pensamento (nesta fase, apenas indivíduos sem membros do
  5. corpo, como braços e pernas, poderão experimentar a nova tecnologia).
  6. É importante ressaltar que outros chips já foram acoplados .... mente humana, mas com
  7. finalidades diferentes da “Telepathy”, o sugestivo nome criado pela empresa de Musk.
  8. Isso, evidentemente, é só o começo. Musk pretende estender o uso do chip para outros
  9. equipamentos e, mais à frente, usar essa ferramenta para aumentar a inteligência humana.
  10. “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido que um datilógrafo ou leiloeiro.
  11. Esse é o objetivo”, afirmou Musk em rede social (leiloeiros americanos, especialmente os de
  12. gado, falam muito rápido quando estão anunciando os produtos .... plateias).
  13. Aumentar a inteligência dos seres humanos é um objetivo de vários cientistas – e
  14. preocupação de alguns teóricos, como o autor israelense Yuval Harari. Ele acredita que os chips
  15. vão criar duas castas na sociedade: aqueles que são superdotados pela tecnologia e aqueles que
  16. não são. Isso, para ele, terá impactos terríveis na sociedade por conta do desequilíbrio que será
  17. causado por essa diferença.
  18. Ocorre que o sistema capitalista sempre busca baratear e popularizar um determinado
  19. produto tecnológico – especialmente um chip com esse apelo, o de melhorar a inteligência. Dessa
  20. forma, se duas castas forem formadas, a tendência é a de que o chip se popularize rapidamente
  21. e iguale a sociedade, exatamente o que aconteceu com a disseminação dos telefones celulares.
  22. Mas aumentar a inteligência talvez não seja suficiente para que nos tornemos uma espécie
  23. mais evoluída. É possível ver pessoas inteligentes e com preconceitos pré-históricos. Um chip
  24. melhoraria o discernimento desses indivíduos, .... ponto de diminuir a intolerância? Ou
  25. simplesmente vai fornecer novos argumentos para fortalecer posições retrógradas?
  26. Outro ponto importante é a capacidade de analisar um processo antes de dar início a um
  27. trabalho. Como o próprio Musk diz, “possivelmente o erro mais comum de um engenheiro
  28. inteligente é otimizar algo que não deveria existir”. Para isso, no entanto, não é preciso
  29. inteligência – e sim bom senso.
  30. Tenho três dúvidas sobre o funcionamento desse chip:
  31. SONHOS – O chip continua funcionando durante o sono? Que comandos ele pode acionar
  32. se o usuário estiver, por exemplo, sonhando? A Neuralink informou que o aparelho foi instalado
  33. em uma área do cérebro que coordena os movimentos e, assim, não estaria sujeito aos efeitos
  34. do inconsciente. Mesmo assim, é bom efetuar testes neste sentido. Prevenir é melhor que
  35. remediar.
  36. ROMPANTES – Várias vezes temos o impulso de fazer alguma coisa e nos arrependemos
  37. segundos depois. Como vai se comportar o chip nessa hora?
  38. HACKERS – Nosso cérebro, uma vez abrigando um chip, pode ser acessado por alguém de
  39. fora? Ou seja, é possível hackear o cérebro de quem instalou um chip? Obrigar alguém a seguir
  40. ordens?
  41. Essas e outras perguntas vão surgir com o tempo. Mesmo que a ideia pareça assustadora,
  42. precisamos nos acostumar com ela. A alternativa ao chip é uma vida muito mais limitada e sem
  43. nenhuma competitividade.


(Disponível em: www.exame.com/colunistas/money-report-aluizio-falcao-filho/algumas-duvidas-sobre-o-chip-implantado-no-cerebro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que encontra respaldo no texto.

Alternativas
Q2631606 Português

Algumas dúvidas sobre o chip implantado no cérebro


Por Aluizio Falcão Filho


  1. Talvez a maior notícia científica dos últimos anos foi divulgada ontem (30/01/2024) – o
  2. onipresente Elon Musk anunciou que uma de suas empresas, a Neuralink, realizou o implante de
  3. um chip em cérebro humano que permite ao usuário utilizar telefones e computadores, por
  4. exemplo, apenas pela ação do pensamento (nesta fase, apenas indivíduos sem membros do
  5. corpo, como braços e pernas, poderão experimentar a nova tecnologia).
  6. É importante ressaltar que outros chips já foram acoplados .... mente humana, mas com
  7. finalidades diferentes da “Telepathy”, o sugestivo nome criado pela empresa de Musk.
  8. Isso, evidentemente, é só o começo. Musk pretende estender o uso do chip para outros
  9. equipamentos e, mais à frente, usar essa ferramenta para aumentar a inteligência humana.
  10. “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido que um datilógrafo ou leiloeiro.
  11. Esse é o objetivo”, afirmou Musk em rede social (leiloeiros americanos, especialmente os de
  12. gado, falam muito rápido quando estão anunciando os produtos .... plateias).
  13. Aumentar a inteligência dos seres humanos é um objetivo de vários cientistas – e
  14. preocupação de alguns teóricos, como o autor israelense Yuval Harari. Ele acredita que os chips
  15. vão criar duas castas na sociedade: aqueles que são superdotados pela tecnologia e aqueles que
  16. não são. Isso, para ele, terá impactos terríveis na sociedade por conta do desequilíbrio que será
  17. causado por essa diferença.
  18. Ocorre que o sistema capitalista sempre busca baratear e popularizar um determinado
  19. produto tecnológico – especialmente um chip com esse apelo, o de melhorar a inteligência. Dessa
  20. forma, se duas castas forem formadas, a tendência é a de que o chip se popularize rapidamente
  21. e iguale a sociedade, exatamente o que aconteceu com a disseminação dos telefones celulares.
  22. Mas aumentar a inteligência talvez não seja suficiente para que nos tornemos uma espécie
  23. mais evoluída. É possível ver pessoas inteligentes e com preconceitos pré-históricos. Um chip
  24. melhoraria o discernimento desses indivíduos, .... ponto de diminuir a intolerância? Ou
  25. simplesmente vai fornecer novos argumentos para fortalecer posições retrógradas?
  26. Outro ponto importante é a capacidade de analisar um processo antes de dar início a um
  27. trabalho. Como o próprio Musk diz, “possivelmente o erro mais comum de um engenheiro
  28. inteligente é otimizar algo que não deveria existir”. Para isso, no entanto, não é preciso
  29. inteligência – e sim bom senso.
  30. Tenho três dúvidas sobre o funcionamento desse chip:
  31. SONHOS – O chip continua funcionando durante o sono? Que comandos ele pode acionar
  32. se o usuário estiver, por exemplo, sonhando? A Neuralink informou que o aparelho foi instalado
  33. em uma área do cérebro que coordena os movimentos e, assim, não estaria sujeito aos efeitos
  34. do inconsciente. Mesmo assim, é bom efetuar testes neste sentido. Prevenir é melhor que
  35. remediar.
  36. ROMPANTES – Várias vezes temos o impulso de fazer alguma coisa e nos arrependemos
  37. segundos depois. Como vai se comportar o chip nessa hora?
  38. HACKERS – Nosso cérebro, uma vez abrigando um chip, pode ser acessado por alguém de
  39. fora? Ou seja, é possível hackear o cérebro de quem instalou um chip? Obrigar alguém a seguir
  40. ordens?
  41. Essas e outras perguntas vão surgir com o tempo. Mesmo que a ideia pareça assustadora,
  42. precisamos nos acostumar com ela. A alternativa ao chip é uma vida muito mais limitada e sem
  43. nenhuma competitividade.


(Disponível em: www.exame.com/colunistas/money-report-aluizio-falcao-filho/algumas-duvidas-sobre-o-chip-implantado-no-cerebro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as seguintes assertivas sobre a síntese dos parágrafos do texto:


I. No primeiro parágrafo, é introduzida uma notícia científica divulgada em janeiro de 2024, bem como o nome da empresa envolvida no fato e o nome do chip criado pela empresa de Elon Musk.

II. No terceiro parágrafo, são mencionados os objetivos de Elon Musk para o chip, como expandir a consciência humana.

III. No quarto parágrafo, é mencionado um objetivo de vários cientistas, que também é uma preocupação de alguns teóricos, como o escritor israelense Yuval Harari.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2631605 Português

Algumas dúvidas sobre o chip implantado no cérebro


Por Aluizio Falcão Filho


  1. Talvez a maior notícia científica dos últimos anos foi divulgada ontem (30/01/2024) – o
  2. onipresente Elon Musk anunciou que uma de suas empresas, a Neuralink, realizou o implante de
  3. um chip em cérebro humano que permite ao usuário utilizar telefones e computadores, por
  4. exemplo, apenas pela ação do pensamento (nesta fase, apenas indivíduos sem membros do
  5. corpo, como braços e pernas, poderão experimentar a nova tecnologia).
  6. É importante ressaltar que outros chips já foram acoplados .... mente humana, mas com
  7. finalidades diferentes da “Telepathy”, o sugestivo nome criado pela empresa de Musk.
  8. Isso, evidentemente, é só o começo. Musk pretende estender o uso do chip para outros
  9. equipamentos e, mais à frente, usar essa ferramenta para aumentar a inteligência humana.
  10. “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido que um datilógrafo ou leiloeiro.
  11. Esse é o objetivo”, afirmou Musk em rede social (leiloeiros americanos, especialmente os de
  12. gado, falam muito rápido quando estão anunciando os produtos .... plateias).
  13. Aumentar a inteligência dos seres humanos é um objetivo de vários cientistas – e
  14. preocupação de alguns teóricos, como o autor israelense Yuval Harari. Ele acredita que os chips
  15. vão criar duas castas na sociedade: aqueles que são superdotados pela tecnologia e aqueles que
  16. não são. Isso, para ele, terá impactos terríveis na sociedade por conta do desequilíbrio que será
  17. causado por essa diferença.
  18. Ocorre que o sistema capitalista sempre busca baratear e popularizar um determinado
  19. produto tecnológico – especialmente um chip com esse apelo, o de melhorar a inteligência. Dessa
  20. forma, se duas castas forem formadas, a tendência é a de que o chip se popularize rapidamente
  21. e iguale a sociedade, exatamente o que aconteceu com a disseminação dos telefones celulares.
  22. Mas aumentar a inteligência talvez não seja suficiente para que nos tornemos uma espécie
  23. mais evoluída. É possível ver pessoas inteligentes e com preconceitos pré-históricos. Um chip
  24. melhoraria o discernimento desses indivíduos, .... ponto de diminuir a intolerância? Ou
  25. simplesmente vai fornecer novos argumentos para fortalecer posições retrógradas?
  26. Outro ponto importante é a capacidade de analisar um processo antes de dar início a um
  27. trabalho. Como o próprio Musk diz, “possivelmente o erro mais comum de um engenheiro
  28. inteligente é otimizar algo que não deveria existir”. Para isso, no entanto, não é preciso
  29. inteligência – e sim bom senso.
  30. Tenho três dúvidas sobre o funcionamento desse chip:
  31. SONHOS – O chip continua funcionando durante o sono? Que comandos ele pode acionar
  32. se o usuário estiver, por exemplo, sonhando? A Neuralink informou que o aparelho foi instalado
  33. em uma área do cérebro que coordena os movimentos e, assim, não estaria sujeito aos efeitos
  34. do inconsciente. Mesmo assim, é bom efetuar testes neste sentido. Prevenir é melhor que
  35. remediar.
  36. ROMPANTES – Várias vezes temos o impulso de fazer alguma coisa e nos arrependemos
  37. segundos depois. Como vai se comportar o chip nessa hora?
  38. HACKERS – Nosso cérebro, uma vez abrigando um chip, pode ser acessado por alguém de
  39. fora? Ou seja, é possível hackear o cérebro de quem instalou um chip? Obrigar alguém a seguir
  40. ordens?
  41. Essas e outras perguntas vão surgir com o tempo. Mesmo que a ideia pareça assustadora,
  42. precisamos nos acostumar com ela. A alternativa ao chip é uma vida muito mais limitada e sem
  43. nenhuma competitividade.


(Disponível em: www.exame.com/colunistas/money-report-aluizio-falcao-filho/algumas-duvidas-sobre-o-chip-implantado-no-cerebro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Sobre o implante de chip realizado pela Neuralink, analise as assertivas abaixo:


I. Apenas pessoas sem membros do corpo poderão experimentar o chip na atual fase do projeto.

II. O implante permite que os usuários movam objetos com a ação do pensamento.

III. Outros chips com o mesmo objetivo do chip Telepathy já foram implantados no cérebro humano.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2631565 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

O termo “mas” (l. 14) transmite valor semântico de:

Alternativas
Q2631564 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras retiradas do texto às suas respectivas classes gramaticais.


Coluna 1

1. Adjetivo.

2. Pronome.

3. Advérbio.

4. Conjunção.


Coluna 2

( ) Nossa (l. 01).

( ) Antigo (l. 07).

( ) Mas (l. 08).

( ) Infelizmente (l. 22).


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2631563 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a correta classe gramatical da palavra sublinhada na frase “Parece que foi ontem”.

Alternativas
Q2631562 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que poderia substituir, sem prejudicar o sentido do texto, a palavra “fraquejar” (l. 30).

Alternativas
Q2631561 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a síntese dos parágrafos do texto, analise as assertivas a seguir:


I. No primeiro parágrafo, a autora menciona formas de diminuir a distância geográfica entre a filha e ela.

II. Por meio da leitura do segundo, terceiro e quarto parágrafos, é possível perceber que a autora respeita a decisão da filha de morar fora do Brasil.

III. No último parágrafo, a autora deixa claro que a filha mais nova a receberá em sua casa.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2631560 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento “Parece que foi ontem” (l. 01), infere-se predominantemente que a autora:

Alternativas
Q2631559 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas abaixo sobre o texto:


I. É possível inferir que a autora tem duas filhas.

II. Tendo em vista o trecho “Que invenção, o avião” (l. 05) e a frase que o precede, infere-se que a escritora demonstra uma visão negativa a respeito das vantagens desse meio de transporte.

III. Pelo fragmento “Perdi a conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram” (l. 05-06) infere-se que a autora se esqueceu das outras vezes em que preparou a casa para receber a filha.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2631558 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Enumere as assertivas a seguir, em ordem crescente, de acordo com sua ordem de abordagem no texto.


( ) É mencionada uma interação entre mãe e filha durante a despedida no aeroporto, na qual a filha faz um questionamento à mãe.

( ) A escritora menciona que visitará a filha na França.

( ) A autora pede para sua funcionária preparar uma lasanha.

( ) Martha Medeiros compartilha os preparativos para a estada da filha.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2631557 Português

Algumas dúvidas sobre o chip implantado no cérebro


Por Aluizio Falcão Filho


  1. Talvez a maior notícia científica dos últimos anos foi divulgada ontem (30/01/2024) – o
  2. onipresente Elon Musk anunciou que uma de suas empresas, a Neuralink, realizou o implante de
  3. um chip em cérebro humano que permite ao usuário utilizar telefones e computadores, por
  4. exemplo, apenas pela ação do pensamento (nesta fase, apenas indivíduos sem membros do
  5. corpo, como braços e pernas, poderão experimentar a nova tecnologia).
  6. É importante ressaltar que outros chips já foram acoplados .... mente humana, mas com
  7. finalidades diferentes da “Telepathy”, o sugestivo nome criado pela empresa de Musk.
  8. Isso, evidentemente, é só o começo. Musk pretende estender o uso do chip para outros
  9. equipamentos e, mais à frente, usar essa ferramenta para aumentar a inteligência humana.
  10. “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido que um datilógrafo ou leiloeiro.
  11. Esse é o objetivo”, afirmou Musk em rede social (leiloeiros americanos, especialmente os de
  12. gado, falam muito rápido quando estão anunciando os produtos .... plateias).
  13. Aumentar a inteligência dos seres humanos é um objetivo de vários cientistas – e
  14. preocupação de alguns teóricos, como o autor israelense Yuval Harari. Ele acredita que os chips
  15. vão criar duas castas na sociedade: aqueles que são superdotados pela tecnologia e aqueles que
  16. não são. Isso, para ele, terá impactos terríveis na sociedade por conta do desequilíbrio que será
  17. causado por essa diferença.
  18. Ocorre que o sistema capitalista sempre busca baratear e popularizar um determinado
  19. produto tecnológico – especialmente um chip com esse apelo, o de melhorar a inteligência. Dessa
  20. forma, se duas castas forem formadas, a tendência é a de que o chip se popularize rapidamente
  21. e iguale a sociedade, exatamente o que aconteceu com a disseminação dos telefones celulares.
  22. Mas aumentar a inteligência talvez não seja suficiente para que nos tornemos uma espécie
  23. mais evoluída. É possível ver pessoas inteligentes e com preconceitos pré-históricos. Um chip
  24. melhoraria o discernimento desses indivíduos, .... ponto de diminuir a intolerância? Ou
  25. simplesmente vai fornecer novos argumentos para fortalecer posições retrógradas?
  26. Outro ponto importante é a capacidade de analisar um processo antes de dar início a um
  27. trabalho. Como o próprio Musk diz, “possivelmente o erro mais comum de um engenheiro
  28. inteligente é otimizar algo que não deveria existir”. Para isso, no entanto, não é preciso
  29. inteligência – e sim bom senso.
  30. Tenho três dúvidas sobre o funcionamento desse chip:
  31. SONHOS – O chip continua funcionando durante o sono? Que comandos ele pode acionar
  32. se o usuário estiver, por exemplo, sonhando? A Neuralink informou que o aparelho foi instalado
  33. em uma área do cérebro que coordena os movimentos e, assim, não estaria sujeito aos efeitos
  34. do inconsciente. Mesmo assim, é bom efetuar testes neste sentido. Prevenir é melhor que
  35. remediar.
  36. ROMPANTES – Várias vezes temos o impulso de fazer alguma coisa e nos arrependemos
  37. segundos depois. Como vai se comportar o chip nessa hora?
  38. HACKERS – Nosso cérebro, uma vez abrigando um chip, pode ser acessado por alguém de
  39. fora? Ou seja, é possível hackear o cérebro de quem instalou um chip? Obrigar alguém a seguir
  40. ordens?
  41. Essas e outras perguntas vão surgir com o tempo. Mesmo que a ideia pareça assustadora,
  42. precisamos nos acostumar com ela. A alternativa ao chip é uma vida muito mais limitada e sem
  43. nenhuma competitividade.


(Disponível em: www.exame.com/colunistas/money-report-aluizio-falcao-filho/algumas-duvidas-sobre-o-chip-implantado-no-cerebro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Na frase “Ocorre que o sistema capitalista sempre busca baratear e popularizar um determinado produto tecnológico”, se o vocábulo “sistema” fosse flexionado no plural, quantas outras palavras precisariam ter a grafia modificada para garantir a correta concordância verbo-nominal?

Alternativas
Q2631556 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a correta concordância verbal em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 03 (duas ocorrências) e 14.

Alternativas
Q2631531 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a correta ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 06, 07 e 10.

Alternativas
Q2631524 Português

Algumas dúvidas sobre o chip implantado no cérebro


Por Aluizio Falcão Filho


  1. Talvez a maior notícia científica dos últimos anos foi divulgada ontem (30/01/2024) – o
  2. onipresente Elon Musk anunciou que uma de suas empresas, a Neuralink, realizou o implante de
  3. um chip em cérebro humano que permite ao usuário utilizar telefones e computadores, por
  4. exemplo, apenas pela ação do pensamento (nesta fase, apenas indivíduos sem membros do
  5. corpo, como braços e pernas, poderão experimentar a nova tecnologia).
  6. É importante ressaltar que outros chips já foram acoplados .... mente humana, mas com
  7. finalidades diferentes da “Telepathy”, o sugestivo nome criado pela empresa de Musk.
  8. Isso, evidentemente, é só o começo. Musk pretende estender o uso do chip para outros
  9. equipamentos e, mais à frente, usar essa ferramenta para aumentar a inteligência humana.
  10. “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido que um datilógrafo ou leiloeiro.
  11. Esse é o objetivo”, afirmou Musk em rede social (leiloeiros americanos, especialmente os de
  12. gado, falam muito rápido quando estão anunciando os produtos .... plateias).
  13. Aumentar a inteligência dos seres humanos é um objetivo de vários cientistas – e
  14. preocupação de alguns teóricos, como o autor israelense Yuval Harari. Ele acredita que os chips
  15. vão criar duas castas na sociedade: aqueles que são superdotados pela tecnologia e aqueles que
  16. não são. Isso, para ele, terá impactos terríveis na sociedade por conta do desequilíbrio que será
  17. causado por essa diferença.
  18. Ocorre que o sistema capitalista sempre busca baratear e popularizar um determinado
  19. produto tecnológico – especialmente um chip com esse apelo, o de melhorar a inteligência. Dessa
  20. forma, se duas castas forem formadas, a tendência é a de que o chip se popularize rapidamente
  21. e iguale a sociedade, exatamente o que aconteceu com a disseminação dos telefones celulares.
  22. Mas aumentar a inteligência talvez não seja suficiente para que nos tornemos uma espécie
  23. mais evoluída. É possível ver pessoas inteligentes e com preconceitos pré-históricos. Um chip
  24. melhoraria o discernimento desses indivíduos, .... ponto de diminuir a intolerância? Ou
  25. simplesmente vai fornecer novos argumentos para fortalecer posições retrógradas?
  26. Outro ponto importante é a capacidade de analisar um processo antes de dar início a um
  27. trabalho. Como o próprio Musk diz, “possivelmente o erro mais comum de um engenheiro
  28. inteligente é otimizar algo que não deveria existir”. Para isso, no entanto, não é preciso
  29. inteligência – e sim bom senso.
  30. Tenho três dúvidas sobre o funcionamento desse chip:
  31. SONHOS – O chip continua funcionando durante o sono? Que comandos ele pode acionar
  32. se o usuário estiver, por exemplo, sonhando? A Neuralink informou que o aparelho foi instalado
  33. em uma área do cérebro que coordena os movimentos e, assim, não estaria sujeito aos efeitos
  34. do inconsciente. Mesmo assim, é bom efetuar testes neste sentido. Prevenir é melhor que
  35. remediar.
  36. ROMPANTES – Várias vezes temos o impulso de fazer alguma coisa e nos arrependemos
  37. segundos depois. Como vai se comportar o chip nessa hora?
  38. HACKERS – Nosso cérebro, uma vez abrigando um chip, pode ser acessado por alguém de
  39. fora? Ou seja, é possível hackear o cérebro de quem instalou um chip? Obrigar alguém a seguir
  40. ordens?
  41. Essas e outras perguntas vão surgir com o tempo. Mesmo que a ideia pareça assustadora,
  42. precisamos nos acostumar com ela. A alternativa ao chip é uma vida muito mais limitada e sem
  43. nenhuma competitividade.


(Disponível em: www.exame.com/colunistas/money-report-aluizio-falcao-filho/algumas-duvidas-sobre-o-chip-implantado-no-cerebro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 06, 12 e 24.

Alternativas
Q2631442 Português

As redes sociais como um espaço de expressão do sofrimento

Por Juliana Potter

01 É cada vez mais comum a expressão de sofrimento emocional através das redes sociais.

02 Encontramos no nosso próprio feed relatos sobre ___ perdas, lutos ro....pimentos, sofrimentos

03 existenciais relacionados ou não ___ transtornos mentais, que comovem, mobilizam a rede e

04 evocam também a expressão emocional de todos os seguidores que fazem parte de um perfil.

05 Esse fenômeno teve expressivo aumento durante a pandemia, e parece continuar se estendendo

06 na medida em que não encontramos espaço de acolhimento e validação nas relações e encontros

07 presenciais. A vida corrida, o olhar “adultizado” de que tudo deve envolver algum tipo de

08 performance e produtividade nos distancia uns dos outros e também dificulta a intimidade para

09 a expressão das emoções vulneráveis.

10 Nesse cenário, as redes sociais se tornaram um espaço importante e necessário.

11 É comum que enlutados, por exemplo, revelem sentirem-se mais acolhidos e identificados

12 nas redes, por vezes, recebendo apoio de grupos de pessoas que jamais viram presencialmente.

13 Por outro lado, a vulnerabilidade exposta nessas mesmas plataformas pode ser alvo de haters,

14 comentários maldo....os e também de postagens que servem como gatilhos emocionais para um

15 sofrimento ainda mais intenso. Outro ponto de atenção é que a rede social não é exatamente

16 um local onde a pessoa encontra a ajuda que realmente necessita, como a busca por um

17 profissional de saúde mental, por exemplo.

18 Portanto, é fundamental e urgente que possamos conversar com adultos e crianças sobre

19 o uso que fazemos das redes sociais, sobre a nossa responsabilidade em relação ao que postamos

20 ou comentamos, e a repercu....ão desses conteúdos tanto em nossas vidas como na vida de toda

21 a comunidade que faz parte de nossas relações no universo digital.

22 Mais do que nunca, é necessário pensarmos sobre as consequências do que acontece nas

23 redes sociais, porque essas sim são muito reais. Para os adultos que aprenderam ___ medida

24 que usavam os dispositivos e redes sociais pode ser mais complexo, mas, para as crianças, um

25 bom momento para introduzirmos esses assuntos é antes de elas terem acesso aos dispositivos

26 eletrônicos. E lembrando, claro, que essa construção de crítica e reflexão não se constrói em um

27 único momento. Somos a primeira geração de pais que necessita pensar sobre isso e a

28 responsabilidade é grande. Mas se compartilharmos nossas inquietações e pudermos pensar

29 juntos, buscando orientação adequada, o resultado pode ser bastante favorável e o bom uso das

30 redes pode estar associado a bem-estar e consequências positivas a longo prazo.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2024/01/as-redes-sociais-como-um-espacode-expressao-do-sofrimento-clr5haqqr001s015aujhwf9fy.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 02, 03 e 23.

Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Ibirapuitã - RS Provas: FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Analista Administrativo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Psicopedagogo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fiscal Ambiental | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Analista Fazendário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fiscal Tributário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Procurador do Município | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Técnico Previdenciário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Professor de Educação Física | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Analista Executivo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Assistente Social | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Contador | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Coordenador do CRAS | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Dentista Comunitário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Engenheiro Civil II | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fisioterapeuta | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Gestor Controle Interno | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Médico Comunitário | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2024 - Prefeitura de Ibirapuitã - RS - Psicólogo |
Q2629846 Português

Farofa de Tanajura

Por Leonardo Igor de Souza

01 Em 13 de julho de 1553, desembarcou em Salvador o padre jesuíta José de Anchieta,

02considerado hoje um dos primeiros escritores da Literatura Brasileira. Em sua convivência com

03 os povos indígenas no Brasil, um dos hábitos que lhe chamou atenção – e do qual ele provou

04 – foi o de coletar e comer as chamadas içás, conhecidas em parte do Brasil como saúvas e, no

05 Ceará, como tanajuras.

06 Ainda agora, o hábito de comer tanajura, observado nos tempos da colônia, segue

07 preservado no Ceará, na região da Serra da Ibiapaba, onde estão municípios como Ubajara,

08 Tianguá, Ibiapina, São Benedito, Viçosa do Ceará, entre outros.

09 As tanajuras (Atta cephalotes) são uma espécie de formiga com asas e com o abdômen

10 pronunciado. Elas costumam aparecer no período chuvoso, na época chamada de revoada,

11 quando elas deixam o solo _______ da chuva. Nesse período, elas se reproduzem e formam

12 uma nova colônia, um novo lar, em um espaço mais seco.

13 É nesse período que muita gente aproveita para coletar os espécimes e prepará-los para

14 o consumo. Na maior parte das vezes, a iguaria é consumida frita, sendo utilizada como

15 ingrediente principal para o preparo de farofa de tanajura.

16 “Quando tem uma boa chuva com trovão e no dia seguinte faz um sol quente que começa

17 a sair [tanajura], você vê um monte de gente na rua. Quem pode vai para os sítios, quem tem

18 a _______ de entrar nos formigueiros, coloca bota e tudo para poder ir pegar”, conta a

19 nutricionista Lídia Sousa, moradora do município de Ibiapina, na Serra da Ibiapaba.

20 Lídia nasceu no Distrito Federal, mas seus pais são cearenses da região da Ibiapaba. Ela

21 conta que vive em Ibiapina há cerca de 15 anos, mas já tinha o hábito de comer tanajuras desde

22 pequena na capital federal. No Distrito Federal, ela e a família moravam em uma chácara, por

23 isso conseguiam capturar as tanajuras no período de chuvas. “Lá mesmo ninguém consumia,

24 pessoal inclusive achava engraçado, julgava, dizia que a gente tava comendo formiga”, relembra.

25 Na Serra da Ibiapiaba, se alguém perguntar de onde vem o hábito de comer tanajuras, diferentes

26 versões vão surgir. Hoje, no entanto, especialistas concordam que o hábito é uma herança do

27 povo indígena Tabajara, que habita a região.

28 O professor Paulo Henrique Machado, do curso de Gastronomia da Universidade Federal

29 do Ceará (UFC), integra um grupo na universidade que estuda a entomofagia, que é o consumo

30 de insetos como alimentos. O professor aponta que a prática pode ser encontrada em várias

31 comunidades do Brasil. “E não só o inseto, mas produtos dele, no caso do mel da abelha, da

32 cochonilha que produz corante vermelho, mais para rosado. E tem muitos produtos, mesmo

33 industrializados. Então é um hábito comum que às vezes a gente não sabe”, destaca.

34 Do ponto de vista nutricional, .... tanajura é considerada um alimento com altas

35 concentrações de lipídios e proteínas, de acordo com análise feita em laboratório pelo professor

36 Paulo Henrique Machado e outros dois colegas da UFC. A pesquisa, publicada em 2020, indicou

37 que as tanajuras têm um perfil de ácidos graxos majoritariamente composto de ácidos graxos

38 monoinsaturados, semelhante .... carnes de boi e de porco, “enriquecendo .... dieta daqueles

39 que .... ingerem”.

(Disponível em: www.g1.globo.com/ce/ceara/noticia – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas abaixo sobre a frase “Ela e a família moravam em uma chácara, por isso conseguiam capturar as tanajuras no período de chuvas”:


I. Há, no período, três verbos de ligação.

II. O período é corretamente classificado como período composto por conter mais de uma oração.

III. O sujeito da forma verbal “moravam” é corretamente classificado como sujeito composto.


Quais estão corretas?

Alternativas
Respostas
4021: C
4022: E
4023: D
4024: B
4025: C
4026: A
4027: E
4028: D
4029: C
4030: B
4031: D
4032: E
4033: A
4034: D
4035: C
4036: A
4037: C
4038: E
4039: E
4040: D