Questões de Concurso
Sobre português para fgv
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Por que caem tantas árvores em São Paulo?
Moradores da cidade de São Paulo enfrentam transtornos com o grande número de quedas de árvore após a forte chuva da segunda-feira (16). A tempestade com rajadas de vento de mais de 50 km/h deixou uma pessoa morta e pelo menos oito feridas. O Corpo de Bombeiros registrou a queda de ao menos 177 árvores durante a tarde.
Mas por que tantas quedas? Especialistas consultados pelo UOL apontam os motivos que provocam tamanha destruição.
A combinação de chuva e vento fortes tem um potencial arrasador. "Ventos acima de 60 km por hora podem derrubar árvores boas e ruins", afirma o agrônomo Demóstenes Ferreira da Silva Filho, professor do Departamento de Ciências Florestais da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - Universidade de São Paulo).
RAMALHOSO, Wellington. Disponível em: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2016/05/17/por-que-tantasarvores-caem-em-sao-paulo.htm. Acesso em 17/02/2022.
A reportagem é um gênero textual jornalístico de caráter informativo.
Dada essa característica, assinale a opção em que se revela a função da linguagem predominante no trecho de reportagem em análise nesta questão.
“Ninguém sabe. Mas tem teorias, e cada linguista acredita em uma. Sim, tem gangues de linguistas e elas brigam sobre esse assunto (a verdade não é bem assim, mas eu gosto de falar em gangues de linguistas porque faz parecer que a faculdade de Letras foi mais animada do que ela de fato era). A primeira gangue defende que a função primordial da linguagem era apelativa. O macaco queria pedir algo. “Pega ali aquela banana?”. Ou seja, a linguagem nasce na segunda pessoa: pega. Faz. Sai. Volta. Nessa teoria, o ser humano é um macaco preguiçoso. Mas outros linguistas defendem que a função primordial da língua é a expressiva. A linguagem nasce da vontade do macaco de falar o que tá sentindo. “Que vontade de comer uma banana”. Ou seja, ela nasce na primeira pessoa. Eu. Nessa teoria, o ser humano é um macaco carente. Mas outros linguistas dizem que não é uma coisa nem outra. Ela é referencial. Para eles, a fala nasce na terceira pessoa: “Eles tão brigando por causa da banana”. Nessa teoria, o ser humano é sobretudo um fofoqueiro. Ele fala porque não consegue segurar o ímpeto de comentar a vida alheia. Mas tem uma quarta teoria, que é a minha preferida. A função primordial da língua não é nem apelativa nem expressiva nem referencial: ela é fática. Fático é tudo aquilo que a gente diz só pra fazer barulho. Tudo aquilo que não significa nada além de Tô aqui. Alô. Som. Testando. Fala. Podecrer. Tamo junto. É. Ô! Ihh. Ãrrã. Complicado. É cada uma que me aparece. Não repara a bagunça. Calor, né? E esse tempo que não firma? A gente vai se falando. Pra essa gangue, a principal função da linguagem é preencher o silêncio insuportável da existência.”
(DUVIVIER, Gregório. O céu da Língua. Rio de Janeiro, Paddock, 2025.p. 23-24.)
A pontuação pode servir como recurso expressivo em um texto e, mesmo sua ausência, pode manifestar intenções discursivas. Considerando isso, assinale a afirmativa em que se comenta adequadamente a presença ou a ausência de sinais de pontuação no texto de Gregório Duvivier em análise nesta questão.
Assinale a opção que indica a frase em que a modificação da voz ativa para a voz passiva está correta.
Assinale a frase que mostra uma oposição entre os segmentos que a compõem.
Assinale a opção que apresenta a frase em que o termo referido está corretamente identificado.
Assinale afirmativa que tem a função correspondente da língua escrita incorretamente indicada.
A correção faz parte da boa escrita.
Assinale a frase que exemplifica o correto emprego gramatical da língua.
Assinale a opção que apresenta a frase que está rigorosamente de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa.
Dissemos que a grafia não é a imagem fiel da pronúncia, nem poderia sê-lo. É, na realidade, uma representação aproximada e convencional da pronúncia. Nem ambiciona fixar a pronúncia de qualquer língua, pois a pronúncia evolui com o tempo, deixando a ortografia para trás.
(Sílvio Elia, A questão ortográfica.)
Segundo o texto, é correto afirmar que
Assinale a opção em que essa correspondência foi feita de forma correta.
Assinale a frase em que a modificação foi feita de forma adequada.
Assinale a frase em que o número empregado não indica objetivamente a quantidade que ele representa.
Assinale a opção que mostra, corretamente, duas frases com tipos diferentes de voz passiva.
A correção faz parte da boa escrita.
Assinale a frase que exemplifica o correto emprego gramatical da língua.
Assinale a frase em que isso foi feito de forma não conveniente, por prejudicar o sentido original.
Assinale a frase em que a substituição dessa palavra por uma palavra mais específica é feita de forma adequada.
Assinale a opção em que a expressão sublinhada foi corretamente substituída por uma expressão formal equivalente.