Questões de Concurso Sobre português para cesgranrio

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Q1725 Português
Assinale a frase em que a parte destacada NÃO atende às regras da norma culta.
Alternativas
Q1724 Português
A seqüência em que a letra x corresponde ao mesmo fonema em todas as palavras é:
Alternativas
Q1723 Português
Assinale a afirmativa que se comprova no texto.
Alternativas
Q1722 Português
A partir do texto, interpreta-se a capacidade de adaptação, na vida da sociedade, como:
Alternativas
Q1721 Português
A alusão ao poema e à opinião do poeta Garcia Lorca reforça os argumentos do autor do texto contra:
Alternativas
Ano: 2007 Banca: CESGRANRIO Órgão: EPE Provas: CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa Júnior - Área Tecnologia da Informação | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Advogado Júnior | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Administração Geral | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Contabilidade | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Economia de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Gás e Bioenergia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Recursos Hídricos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Análises Ambientais | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Emissão e Efluentes | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Recursos Humanos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Exploração | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Planejamento da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Projetos da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Abastecimento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Recursos Energéticos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Transmissão de Energia |
Q1679 Português
RECOMEÇAR!

"Começar de novo, e contar "comigo", vai valer a pena, ter
amanhecido..."

*Ivan Lins*

Ter coragem de recomeçar a cada vez...fácil de
dizer, difícil de fazer.
Todas as manhãs pelo mundo afora, pessoas
acordam com essa meta, esse desejo de recomeço,
enfrentando o dilema: Por onde e como encontrar
forças pra recomeçar.
É preciso enlaçar as tristezas, num laço apertado,
e jogá-las no desfiladeiro, que só tem o eco como
companheiro.
É preciso enfrentar o inimigo maior, nosso eu
interior, e torná-lo nosso cúmplice.
É preciso que nos tornemos perdoadores de nós
mesmos. Nosso eu é nosso carrasco maior, na maioria
das vezes.
Ninguém nos poderá ajudar nessa tarefa! É uma
incumbência que só podemos delegar a nós mesmos.
É preciso achar o trilho perdido, nesta nossa
vidinha de cada dia, de estradas nem sempre tão
planas, nem sempre bem sinalizadas, que se repartem
em múltiplos caminhos sem setas de chegada.
É necessário, muitas vezes, juntar os cacos
partidos de um coração que de alguma forma foi
estraçalhado.
Abrir a janela e perceber que o sol brilha a cada
manhã, não apenas por nossa causa, mas apesar de
nós. Saber que a vida continua, quer queiramos ou não!
estejamos alegres, ou estejamos tristes...
A vida caminha, esteja nossa alma leve ou
pesada!
Estamos vivos e enquanto houver vida dentro de
nós...temos de ter coragem e esperança de...
começar de novo, ainda que comigo, vai valer a pena,
ter amanhecido!!...

POLLICE, Ercilia de Arruda(adaptado).
Assinale a opção em que o pronome pessoal de tratamento referente ao cargo NÃO deve ser abreviado.
Alternativas
Ano: 2007 Banca: CESGRANRIO Órgão: EPE Provas: CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa Júnior - Área Tecnologia da Informação | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Advogado Júnior | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Administração Geral | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Contabilidade | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Economia de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Gás e Bioenergia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Recursos Hídricos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Análises Ambientais | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Emissão e Efluentes | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Recursos Humanos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Exploração | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Planejamento da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Projetos da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Abastecimento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Recursos Energéticos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Transmissão de Energia |
Q1678 Português
RECOMEÇAR!

"Começar de novo, e contar "comigo", vai valer a pena, ter
amanhecido..."

*Ivan Lins*

Ter coragem de recomeçar a cada vez...fácil de
dizer, difícil de fazer.
Todas as manhãs pelo mundo afora, pessoas
acordam com essa meta, esse desejo de recomeço,
enfrentando o dilema: Por onde e como encontrar
forças pra recomeçar.
É preciso enlaçar as tristezas, num laço apertado,
e jogá-las no desfiladeiro, que só tem o eco como
companheiro.
É preciso enfrentar o inimigo maior, nosso eu
interior, e torná-lo nosso cúmplice.
É preciso que nos tornemos perdoadores de nós
mesmos. Nosso eu é nosso carrasco maior, na maioria
das vezes.
Ninguém nos poderá ajudar nessa tarefa! É uma
incumbência que só podemos delegar a nós mesmos.
É preciso achar o trilho perdido, nesta nossa
vidinha de cada dia, de estradas nem sempre tão
planas, nem sempre bem sinalizadas, que se repartem
em múltiplos caminhos sem setas de chegada.
É necessário, muitas vezes, juntar os cacos
partidos de um coração que de alguma forma foi
estraçalhado.
Abrir a janela e perceber que o sol brilha a cada
manhã, não apenas por nossa causa, mas apesar de
nós. Saber que a vida continua, quer queiramos ou não!
estejamos alegres, ou estejamos tristes...
A vida caminha, esteja nossa alma leve ou
pesada!
Estamos vivos e enquanto houver vida dentro de
nós...temos de ter coragem e esperança de...
começar de novo, ainda que comigo, vai valer a pena,
ter amanhecido!!...

POLLICE, Ercilia de Arruda(adaptado).
Assinale a opção cujo comentário gramatical ou sintático está INCORRETO.
Alternativas
Ano: 2007 Banca: CESGRANRIO Órgão: EPE Provas: CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa Júnior - Área Tecnologia da Informação | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Advogado Júnior | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Administração Geral | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Contabilidade | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Economia de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Gás e Bioenergia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Recursos Hídricos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Análises Ambientais | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Emissão e Efluentes | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Recursos Humanos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Exploração | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Planejamento da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Projetos da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Abastecimento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Recursos Energéticos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Transmissão de Energia |
Q1677 Português
RECOMEÇAR!

"Começar de novo, e contar "comigo", vai valer a pena, ter
amanhecido..."

*Ivan Lins*

Ter coragem de recomeçar a cada vez...fácil de
dizer, difícil de fazer.
Todas as manhãs pelo mundo afora, pessoas
acordam com essa meta, esse desejo de recomeço,
enfrentando o dilema: Por onde e como encontrar
forças pra recomeçar.
É preciso enlaçar as tristezas, num laço apertado,
e jogá-las no desfiladeiro, que só tem o eco como
companheiro.
É preciso enfrentar o inimigo maior, nosso eu
interior, e torná-lo nosso cúmplice.
É preciso que nos tornemos perdoadores de nós
mesmos. Nosso eu é nosso carrasco maior, na maioria
das vezes.
Ninguém nos poderá ajudar nessa tarefa! É uma
incumbência que só podemos delegar a nós mesmos.
É preciso achar o trilho perdido, nesta nossa
vidinha de cada dia, de estradas nem sempre tão
planas, nem sempre bem sinalizadas, que se repartem
em múltiplos caminhos sem setas de chegada.
É necessário, muitas vezes, juntar os cacos
partidos de um coração que de alguma forma foi
estraçalhado.
Abrir a janela e perceber que o sol brilha a cada
manhã, não apenas por nossa causa, mas apesar de
nós. Saber que a vida continua, quer queiramos ou não!
estejamos alegres, ou estejamos tristes...
A vida caminha, esteja nossa alma leve ou
pesada!
Estamos vivos e enquanto houver vida dentro de
nós...temos de ter coragem e esperança de...
começar de novo, ainda que comigo, vai valer a pena,
ter amanhecido!!...

POLLICE, Ercilia de Arruda(adaptado).
Assinale a opção em que a classe gramatical do que difere da dos demais.
Alternativas
Ano: 2007 Banca: CESGRANRIO Órgão: EPE Provas: CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa Júnior - Área Tecnologia da Informação | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Advogado Júnior | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Administração Geral | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Contabilidade | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Economia de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Gás e Bioenergia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Recursos Hídricos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Análises Ambientais | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Emissão e Efluentes | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Recursos Humanos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Exploração | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Planejamento da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Projetos da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Abastecimento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Recursos Energéticos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Transmissão de Energia |
Q1676 Português
RECOMEÇAR!

"Começar de novo, e contar "comigo", vai valer a pena, ter
amanhecido..."

*Ivan Lins*

Ter coragem de recomeçar a cada vez...fácil de
dizer, difícil de fazer.
Todas as manhãs pelo mundo afora, pessoas
acordam com essa meta, esse desejo de recomeço,
enfrentando o dilema: Por onde e como encontrar
forças pra recomeçar.
É preciso enlaçar as tristezas, num laço apertado,
e jogá-las no desfiladeiro, que só tem o eco como
companheiro.
É preciso enfrentar o inimigo maior, nosso eu
interior, e torná-lo nosso cúmplice.
É preciso que nos tornemos perdoadores de nós
mesmos. Nosso eu é nosso carrasco maior, na maioria
das vezes.
Ninguém nos poderá ajudar nessa tarefa! É uma
incumbência que só podemos delegar a nós mesmos.
É preciso achar o trilho perdido, nesta nossa
vidinha de cada dia, de estradas nem sempre tão
planas, nem sempre bem sinalizadas, que se repartem
em múltiplos caminhos sem setas de chegada.
É necessário, muitas vezes, juntar os cacos
partidos de um coração que de alguma forma foi
estraçalhado.
Abrir a janela e perceber que o sol brilha a cada
manhã, não apenas por nossa causa, mas apesar de
nós. Saber que a vida continua, quer queiramos ou não!
estejamos alegres, ou estejamos tristes...
A vida caminha, esteja nossa alma leve ou
pesada!
Estamos vivos e enquanto houver vida dentro de
nós...temos de ter coragem e esperança de...
começar de novo, ainda que comigo, vai valer a pena,
ter amanhecido!!...

POLLICE, Ercilia de Arruda(adaptado).
Os substantivos dicção e junção, derivados de "dizer" (l. 2) e "juntar" (l. 21), são grafados com ç. Assinale a opção em que o vocábulo é grafado com essa mesma letra.
Alternativas
Ano: 2007 Banca: CESGRANRIO Órgão: EPE Provas: CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa Júnior - Área Tecnologia da Informação | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Advogado Júnior | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Administração Geral | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Contabilidade | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Economia de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Gás e Bioenergia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Recursos Hídricos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Análises Ambientais | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Emissão e Efluentes | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Recursos Humanos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Exploração | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Planejamento da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Projetos da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Abastecimento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Recursos Energéticos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Transmissão de Energia |
Q1675 Português
RECOMEÇAR!

"Começar de novo, e contar "comigo", vai valer a pena, ter
amanhecido..."

*Ivan Lins*

Ter coragem de recomeçar a cada vez...fácil de
dizer, difícil de fazer.
Todas as manhãs pelo mundo afora, pessoas
acordam com essa meta, esse desejo de recomeço,
enfrentando o dilema: Por onde e como encontrar
forças pra recomeçar.
É preciso enlaçar as tristezas, num laço apertado,
e jogá-las no desfiladeiro, que só tem o eco como
companheiro.
É preciso enfrentar o inimigo maior, nosso eu
interior, e torná-lo nosso cúmplice.
É preciso que nos tornemos perdoadores de nós
mesmos. Nosso eu é nosso carrasco maior, na maioria
das vezes.
Ninguém nos poderá ajudar nessa tarefa! É uma
incumbência que só podemos delegar a nós mesmos.
É preciso achar o trilho perdido, nesta nossa
vidinha de cada dia, de estradas nem sempre tão
planas, nem sempre bem sinalizadas, que se repartem
em múltiplos caminhos sem setas de chegada.
É necessário, muitas vezes, juntar os cacos
partidos de um coração que de alguma forma foi
estraçalhado.
Abrir a janela e perceber que o sol brilha a cada
manhã, não apenas por nossa causa, mas apesar de
nós. Saber que a vida continua, quer queiramos ou não!
estejamos alegres, ou estejamos tristes...
A vida caminha, esteja nossa alma leve ou
pesada!
Estamos vivos e enquanto houver vida dentro de
nós...temos de ter coragem e esperança de...
começar de novo, ainda que comigo, vai valer a pena,
ter amanhecido!!...

POLLICE, Ercilia de Arruda(adaptado).
A passagem que repete semanticamente a epígrafe (o trecho da música transcrito) é:
Alternativas
Ano: 2007 Banca: CESGRANRIO Órgão: EPE Provas: CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa Júnior - Área Tecnologia da Informação | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Advogado Júnior | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Administração Geral | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Contabilidade | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Economia de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Gás e Bioenergia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Recursos Hídricos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Análises Ambientais | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Emissão e Efluentes | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Recursos Humanos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Exploração | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Planejamento da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Projetos da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Abastecimento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Recursos Energéticos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Transmissão de Energia |
Q1674 Português
RECOMEÇAR!

"Começar de novo, e contar "comigo", vai valer a pena, ter
amanhecido..."

*Ivan Lins*

Ter coragem de recomeçar a cada vez...fácil de
dizer, difícil de fazer.
Todas as manhãs pelo mundo afora, pessoas
acordam com essa meta, esse desejo de recomeço,
enfrentando o dilema: Por onde e como encontrar
forças pra recomeçar.
É preciso enlaçar as tristezas, num laço apertado,
e jogá-las no desfiladeiro, que só tem o eco como
companheiro.
É preciso enfrentar o inimigo maior, nosso eu
interior, e torná-lo nosso cúmplice.
É preciso que nos tornemos perdoadores de nós
mesmos. Nosso eu é nosso carrasco maior, na maioria
das vezes.
Ninguém nos poderá ajudar nessa tarefa! É uma
incumbência que só podemos delegar a nós mesmos.
É preciso achar o trilho perdido, nesta nossa
vidinha de cada dia, de estradas nem sempre tão
planas, nem sempre bem sinalizadas, que se repartem
em múltiplos caminhos sem setas de chegada.
É necessário, muitas vezes, juntar os cacos
partidos de um coração que de alguma forma foi
estraçalhado.
Abrir a janela e perceber que o sol brilha a cada
manhã, não apenas por nossa causa, mas apesar de
nós. Saber que a vida continua, quer queiramos ou não!
estejamos alegres, ou estejamos tristes...
A vida caminha, esteja nossa alma leve ou
pesada!
Estamos vivos e enquanto houver vida dentro de
nós...temos de ter coragem e esperança de...
começar de novo, ainda que comigo, vai valer a pena,
ter amanhecido!!...

POLLICE, Ercilia de Arruda(adaptado).
Segundo o texto, a maior barreira que o sujeito enfrenta para recomeçar é a necessidade de:
Alternativas
Ano: 2007 Banca: CESGRANRIO Órgão: EPE Provas: CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa Júnior - Área Tecnologia da Informação | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Advogado Júnior | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Administração Geral | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Contabilidade | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Economia de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Gás e Bioenergia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Recursos Hídricos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Análises Ambientais | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Emissão e Efluentes | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Recursos Humanos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Exploração | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Planejamento da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Projetos da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Abastecimento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Recursos Energéticos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Transmissão de Energia |
Q1673 Português
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"Começar de novo, e contar "comigo", vai valer a pena, ter
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*Ivan Lins*

Ter coragem de recomeçar a cada vez...fácil de
dizer, difícil de fazer.
Todas as manhãs pelo mundo afora, pessoas
acordam com essa meta, esse desejo de recomeço,
enfrentando o dilema: Por onde e como encontrar
forças pra recomeçar.
É preciso enlaçar as tristezas, num laço apertado,
e jogá-las no desfiladeiro, que só tem o eco como
companheiro.
É preciso enfrentar o inimigo maior, nosso eu
interior, e torná-lo nosso cúmplice.
É preciso que nos tornemos perdoadores de nós
mesmos. Nosso eu é nosso carrasco maior, na maioria
das vezes.
Ninguém nos poderá ajudar nessa tarefa! É uma
incumbência que só podemos delegar a nós mesmos.
É preciso achar o trilho perdido, nesta nossa
vidinha de cada dia, de estradas nem sempre tão
planas, nem sempre bem sinalizadas, que se repartem
em múltiplos caminhos sem setas de chegada.
É necessário, muitas vezes, juntar os cacos
partidos de um coração que de alguma forma foi
estraçalhado.
Abrir a janela e perceber que o sol brilha a cada
manhã, não apenas por nossa causa, mas apesar de
nós. Saber que a vida continua, quer queiramos ou não!
estejamos alegres, ou estejamos tristes...
A vida caminha, esteja nossa alma leve ou
pesada!
Estamos vivos e enquanto houver vida dentro de
nós...temos de ter coragem e esperança de...
começar de novo, ainda que comigo, vai valer a pena,
ter amanhecido!!...

POLLICE, Ercilia de Arruda(adaptado).
Na passagem "começar de novo, ainda que comigo," (l. 32), semanticamente, a expressão em destaque significa que é:
Alternativas
Ano: 2007 Banca: CESGRANRIO Órgão: EPE Provas: CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa Júnior - Área Tecnologia da Informação | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Advogado Júnior | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Administração Geral | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Contabilidade | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Economia de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Gás e Bioenergia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Recursos Hídricos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Análises Ambientais | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Emissão e Efluentes | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Recursos Humanos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Exploração | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Planejamento da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Projetos da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Abastecimento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Recursos Energéticos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Transmissão de Energia |
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"Começar de novo, e contar "comigo", vai valer a pena, ter
amanhecido..."

*Ivan Lins*

Ter coragem de recomeçar a cada vez...fácil de
dizer, difícil de fazer.
Todas as manhãs pelo mundo afora, pessoas
acordam com essa meta, esse desejo de recomeço,
enfrentando o dilema: Por onde e como encontrar
forças pra recomeçar.
É preciso enlaçar as tristezas, num laço apertado,
e jogá-las no desfiladeiro, que só tem o eco como
companheiro.
É preciso enfrentar o inimigo maior, nosso eu
interior, e torná-lo nosso cúmplice.
É preciso que nos tornemos perdoadores de nós
mesmos. Nosso eu é nosso carrasco maior, na maioria
das vezes.
Ninguém nos poderá ajudar nessa tarefa! É uma
incumbência que só podemos delegar a nós mesmos.
É preciso achar o trilho perdido, nesta nossa
vidinha de cada dia, de estradas nem sempre tão
planas, nem sempre bem sinalizadas, que se repartem
em múltiplos caminhos sem setas de chegada.
É necessário, muitas vezes, juntar os cacos
partidos de um coração que de alguma forma foi
estraçalhado.
Abrir a janela e perceber que o sol brilha a cada
manhã, não apenas por nossa causa, mas apesar de
nós. Saber que a vida continua, quer queiramos ou não!
estejamos alegres, ou estejamos tristes...
A vida caminha, esteja nossa alma leve ou
pesada!
Estamos vivos e enquanto houver vida dentro de
nós...temos de ter coragem e esperança de...
começar de novo, ainda que comigo, vai valer a pena,
ter amanhecido!!...

POLLICE, Ercilia de Arruda(adaptado).
Assinale a passagem do texto que traduz o esforço que o "eu" precisa despender para conseguir vencer os sofrimentos e ter condições de tentar recomeçar.
Alternativas
Ano: 2007 Banca: CESGRANRIO Órgão: EPE Provas: CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa Júnior - Área Tecnologia da Informação | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Advogado Júnior | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Administração Geral | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Contabilidade | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Finanças e Orçamento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Economia de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Gás e Bioenergia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Recursos Hídricos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Análises Ambientais | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Meio Ambiente - Emissão e Efluentes | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Gestão Corporativa - Recursos Humanos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Exploração | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Planejamento da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Projetos da Geração de Energia | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Petróleo - Abastecimento | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Recursos Energéticos | CESGRANRIO - 2007 - EPE - Analista de Pesquisa Energética - Transmissão de Energia |
Q1671 Português
RECOMEÇAR!

"Começar de novo, e contar "comigo", vai valer a pena, ter
amanhecido..."

*Ivan Lins*

Ter coragem de recomeçar a cada vez...fácil de
dizer, difícil de fazer.
Todas as manhãs pelo mundo afora, pessoas
acordam com essa meta, esse desejo de recomeço,
enfrentando o dilema: Por onde e como encontrar
forças pra recomeçar.
É preciso enlaçar as tristezas, num laço apertado,
e jogá-las no desfiladeiro, que só tem o eco como
companheiro.
É preciso enfrentar o inimigo maior, nosso eu
interior, e torná-lo nosso cúmplice.
É preciso que nos tornemos perdoadores de nós
mesmos. Nosso eu é nosso carrasco maior, na maioria
das vezes.
Ninguém nos poderá ajudar nessa tarefa! É uma
incumbência que só podemos delegar a nós mesmos.
É preciso achar o trilho perdido, nesta nossa
vidinha de cada dia, de estradas nem sempre tão
planas, nem sempre bem sinalizadas, que se repartem
em múltiplos caminhos sem setas de chegada.
É necessário, muitas vezes, juntar os cacos
partidos de um coração que de alguma forma foi
estraçalhado.
Abrir a janela e perceber que o sol brilha a cada
manhã, não apenas por nossa causa, mas apesar de
nós. Saber que a vida continua, quer queiramos ou não!
estejamos alegres, ou estejamos tristes...
A vida caminha, esteja nossa alma leve ou
pesada!
Estamos vivos e enquanto houver vida dentro de
nós...temos de ter coragem e esperança de...
começar de novo, ainda que comigo, vai valer a pena,
ter amanhecido!!...

POLLICE, Ercilia de Arruda(adaptado).
Assinale a idéia que o texto NÃO apresenta.
Alternativas
Q1615 Português

É preciso voltar a gostar do Brasil


Muitos motivos se somaram, ao longo da nossa história,
para dificultar a tarefa de decifrar, mesmo imperfeitamente,
o enigma brasileiro. Já independentes, continuamos
a ser um animal muito estranho no zoológico das nações:
sociedade recente, produto da expansão européia, concebida
desde o início para servir ao mercado mundial, organizada
em torno de um escravismo prolongado e tardio, única
monarquia em um continente republicano, assentada
em uma extensa base territorial situada nos trópicos, com
um povo em processo de formação, sem um passado profundo
onde pudesse ancorar sua identidade. Que futuro
estaria reservado para uma nação assim?
Durante muito tempo, as tentativas feitas para compreender
esse enigma e constituir uma teoria do Brasil foram,
em larga medida, infrutíferas. Não sabíamos fazer
outra coisa senão copiar saberes da Europa (...) Enquanto
o Brasil se olhou no espelho europeu só pôde construir
uma imagem negativa e pessimista de si mesmo, ao constatar
sua óbvia condição não-européia.
Houve muitos esforços meritórios para superar esse
impasse. Porém, só na década de 1930, depois de mais
de cem anos de vida independente, começamos a puxar
consistentemente o fio da nossa própria meada. Devemos
ao conservador Gilberto Freyre, em 1934, com Casa-grande
& Senzala, uma revolucionária releitura do Brasil, visto
a partir do complexo do açúcar e à luz da moderna antropologia
cultural, disciplina que então apenas engatinhava.
(...) Freyre revirou tudo de ponta-cabeça, realizando um
tremendo resgate do papel civilizatório de negros e índios
dentro da formação social brasileira. (...)
A colonização do Brasil, ele diz, não foi obra do Estado
ou das demais instituições formais, todas aqui muito fracas.
Foi obra da família patriarcal, em torno da qual se
constituiu um modo de vida completo e específico. (...)
Nada escapa ao abrangente olhar investigativo do antropólogo:
comidas, lendas, roupas, cores, odores, festas,
canções, arquitetura, sexualidade, superstições, costumes,
ferramentas e técnicas, palavras e expressões de
linguagem. (...) Ela (a singularidade da experiência brasileira)
não se encontrava na política nem na economia, muito
menos nos feitos dos grandes homens. Encontrava-se na
cultura, obra coletiva de gerações anônimas. (...)
Devemos a Sérgio Buarque, apenas dois anos depois,
com Raízes do Brasil, um instigante ensaio - "clássico de
nascença", nas palavras de Antônio Cândido - que tentava
compreender como uma sociedade rural, de raízes ibéricas,
experimentaria o inevitável trânsito para a
modernidade urbana e "americana" do século 20. Ao contrário
do pernambucano Gilberto Freyre, o paulista Sérgio
Buarque não sentia nostalgia pelo Brasil agrário que estava
se desfazendo, mas tampouco acreditava na eficácia
das vias autoritárias, em voga na década de 1930, que
prometiam acelerar a modernização pelo alto. Observa o
tempo secular da história. Considera a modernização um
processo. Também busca a singularidade do processo
brasileiro, mas com olhar sociológico: somos uma sociedade
transplantada, mas nacional, com características
próprias. (...)
Anuncia que "a nossa revolução" está em marcha, com
a dissolução do complexo ibérico de base rural e a emergência
de um novo ator decisivo, as massas urbanas.
Crescentemente numerosas, libertadas da tutela dos senhores
locais, elas não mais seriam demandantes de favores,
mas de direitos. No lugar da comunidade doméstica,
patriarcal e privada, seríamos enfim levados a fundar a
comunidade política, de modo a transformar, ao nosso
modo, o homem cordial em cidadão.
O esforço desses pensadores deixou pontos de partida
muito valiosos, mesmo que tenham descrito um país
que, em parte, deixou de existir. O Brasil de Gilberto Freyre
girava em torno da família extensa da casa-grande, um
espaço integrador dentro da monumental desigualdade; o
de Sérgio Buarque apenas iniciava a aventura de uma urbanização
que prometia associar-se a modernidade e cidadania.


BENJAMIN, César. Revista Caros Amigos.
Ano X, no 111. jun. 2006. (adaptado)

Assinale a opção em que está correto o uso do acento indicativo da crase.
Alternativas
Q1614 Português

É preciso voltar a gostar do Brasil


Muitos motivos se somaram, ao longo da nossa história,
para dificultar a tarefa de decifrar, mesmo imperfeitamente,
o enigma brasileiro. Já independentes, continuamos
a ser um animal muito estranho no zoológico das nações:
sociedade recente, produto da expansão européia, concebida
desde o início para servir ao mercado mundial, organizada
em torno de um escravismo prolongado e tardio, única
monarquia em um continente republicano, assentada
em uma extensa base territorial situada nos trópicos, com
um povo em processo de formação, sem um passado profundo
onde pudesse ancorar sua identidade. Que futuro
estaria reservado para uma nação assim?
Durante muito tempo, as tentativas feitas para compreender
esse enigma e constituir uma teoria do Brasil foram,
em larga medida, infrutíferas. Não sabíamos fazer
outra coisa senão copiar saberes da Europa (...) Enquanto
o Brasil se olhou no espelho europeu só pôde construir
uma imagem negativa e pessimista de si mesmo, ao constatar
sua óbvia condição não-européia.
Houve muitos esforços meritórios para superar esse
impasse. Porém, só na década de 1930, depois de mais
de cem anos de vida independente, começamos a puxar
consistentemente o fio da nossa própria meada. Devemos
ao conservador Gilberto Freyre, em 1934, com Casa-grande
& Senzala, uma revolucionária releitura do Brasil, visto
a partir do complexo do açúcar e à luz da moderna antropologia
cultural, disciplina que então apenas engatinhava.
(...) Freyre revirou tudo de ponta-cabeça, realizando um
tremendo resgate do papel civilizatório de negros e índios
dentro da formação social brasileira. (...)
A colonização do Brasil, ele diz, não foi obra do Estado
ou das demais instituições formais, todas aqui muito fracas.
Foi obra da família patriarcal, em torno da qual se
constituiu um modo de vida completo e específico. (...)
Nada escapa ao abrangente olhar investigativo do antropólogo:
comidas, lendas, roupas, cores, odores, festas,
canções, arquitetura, sexualidade, superstições, costumes,
ferramentas e técnicas, palavras e expressões de
linguagem. (...) Ela (a singularidade da experiência brasileira)
não se encontrava na política nem na economia, muito
menos nos feitos dos grandes homens. Encontrava-se na
cultura, obra coletiva de gerações anônimas. (...)
Devemos a Sérgio Buarque, apenas dois anos depois,
com Raízes do Brasil, um instigante ensaio - "clássico de
nascença", nas palavras de Antônio Cândido - que tentava
compreender como uma sociedade rural, de raízes ibéricas,
experimentaria o inevitável trânsito para a
modernidade urbana e "americana" do século 20. Ao contrário
do pernambucano Gilberto Freyre, o paulista Sérgio
Buarque não sentia nostalgia pelo Brasil agrário que estava
se desfazendo, mas tampouco acreditava na eficácia
das vias autoritárias, em voga na década de 1930, que
prometiam acelerar a modernização pelo alto. Observa o
tempo secular da história. Considera a modernização um
processo. Também busca a singularidade do processo
brasileiro, mas com olhar sociológico: somos uma sociedade
transplantada, mas nacional, com características
próprias. (...)
Anuncia que "a nossa revolução" está em marcha, com
a dissolução do complexo ibérico de base rural e a emergência
de um novo ator decisivo, as massas urbanas.
Crescentemente numerosas, libertadas da tutela dos senhores
locais, elas não mais seriam demandantes de favores,
mas de direitos. No lugar da comunidade doméstica,
patriarcal e privada, seríamos enfim levados a fundar a
comunidade política, de modo a transformar, ao nosso
modo, o homem cordial em cidadão.
O esforço desses pensadores deixou pontos de partida
muito valiosos, mesmo que tenham descrito um país
que, em parte, deixou de existir. O Brasil de Gilberto Freyre
girava em torno da família extensa da casa-grande, um
espaço integrador dentro da monumental desigualdade; o
de Sérgio Buarque apenas iniciava a aventura de uma urbanização
que prometia associar-se a modernidade e cidadania.


BENJAMIN, César. Revista Caros Amigos.
Ano X, no 111. jun. 2006. (adaptado)

A ausência do sinal gráfico de acentuação cria outro sentido para a palavra:
Alternativas
Q1613 Português

É preciso voltar a gostar do Brasil


Muitos motivos se somaram, ao longo da nossa história,
para dificultar a tarefa de decifrar, mesmo imperfeitamente,
o enigma brasileiro. Já independentes, continuamos
a ser um animal muito estranho no zoológico das nações:
sociedade recente, produto da expansão européia, concebida
desde o início para servir ao mercado mundial, organizada
em torno de um escravismo prolongado e tardio, única
monarquia em um continente republicano, assentada
em uma extensa base territorial situada nos trópicos, com
um povo em processo de formação, sem um passado profundo
onde pudesse ancorar sua identidade. Que futuro
estaria reservado para uma nação assim?
Durante muito tempo, as tentativas feitas para compreender
esse enigma e constituir uma teoria do Brasil foram,
em larga medida, infrutíferas. Não sabíamos fazer
outra coisa senão copiar saberes da Europa (...) Enquanto
o Brasil se olhou no espelho europeu só pôde construir
uma imagem negativa e pessimista de si mesmo, ao constatar
sua óbvia condição não-européia.
Houve muitos esforços meritórios para superar esse
impasse. Porém, só na década de 1930, depois de mais
de cem anos de vida independente, começamos a puxar
consistentemente o fio da nossa própria meada. Devemos
ao conservador Gilberto Freyre, em 1934, com Casa-grande
& Senzala, uma revolucionária releitura do Brasil, visto
a partir do complexo do açúcar e à luz da moderna antropologia
cultural, disciplina que então apenas engatinhava.
(...) Freyre revirou tudo de ponta-cabeça, realizando um
tremendo resgate do papel civilizatório de negros e índios
dentro da formação social brasileira. (...)
A colonização do Brasil, ele diz, não foi obra do Estado
ou das demais instituições formais, todas aqui muito fracas.
Foi obra da família patriarcal, em torno da qual se
constituiu um modo de vida completo e específico. (...)
Nada escapa ao abrangente olhar investigativo do antropólogo:
comidas, lendas, roupas, cores, odores, festas,
canções, arquitetura, sexualidade, superstições, costumes,
ferramentas e técnicas, palavras e expressões de
linguagem. (...) Ela (a singularidade da experiência brasileira)
não se encontrava na política nem na economia, muito
menos nos feitos dos grandes homens. Encontrava-se na
cultura, obra coletiva de gerações anônimas. (...)
Devemos a Sérgio Buarque, apenas dois anos depois,
com Raízes do Brasil, um instigante ensaio - "clássico de
nascença", nas palavras de Antônio Cândido - que tentava
compreender como uma sociedade rural, de raízes ibéricas,
experimentaria o inevitável trânsito para a
modernidade urbana e "americana" do século 20. Ao contrário
do pernambucano Gilberto Freyre, o paulista Sérgio
Buarque não sentia nostalgia pelo Brasil agrário que estava
se desfazendo, mas tampouco acreditava na eficácia
das vias autoritárias, em voga na década de 1930, que
prometiam acelerar a modernização pelo alto. Observa o
tempo secular da história. Considera a modernização um
processo. Também busca a singularidade do processo
brasileiro, mas com olhar sociológico: somos uma sociedade
transplantada, mas nacional, com características
próprias. (...)
Anuncia que "a nossa revolução" está em marcha, com
a dissolução do complexo ibérico de base rural e a emergência
de um novo ator decisivo, as massas urbanas.
Crescentemente numerosas, libertadas da tutela dos senhores
locais, elas não mais seriam demandantes de favores,
mas de direitos. No lugar da comunidade doméstica,
patriarcal e privada, seríamos enfim levados a fundar a
comunidade política, de modo a transformar, ao nosso
modo, o homem cordial em cidadão.
O esforço desses pensadores deixou pontos de partida
muito valiosos, mesmo que tenham descrito um país
que, em parte, deixou de existir. O Brasil de Gilberto Freyre
girava em torno da família extensa da casa-grande, um
espaço integrador dentro da monumental desigualdade; o
de Sérgio Buarque apenas iniciava a aventura de uma urbanização
que prometia associar-se a modernidade e cidadania.


BENJAMIN, César. Revista Caros Amigos.
Ano X, no 111. jun. 2006. (adaptado)

Em qual das palavras apresentadas a seguir as lacunas NÃO podem ser preenchidas com os mesmos sinais gráficos destacados no vocábulo expansão?
Alternativas
Q1612 Português

É preciso voltar a gostar do Brasil


Muitos motivos se somaram, ao longo da nossa história,
para dificultar a tarefa de decifrar, mesmo imperfeitamente,
o enigma brasileiro. Já independentes, continuamos
a ser um animal muito estranho no zoológico das nações:
sociedade recente, produto da expansão européia, concebida
desde o início para servir ao mercado mundial, organizada
em torno de um escravismo prolongado e tardio, única
monarquia em um continente republicano, assentada
em uma extensa base territorial situada nos trópicos, com
um povo em processo de formação, sem um passado profundo
onde pudesse ancorar sua identidade. Que futuro
estaria reservado para uma nação assim?
Durante muito tempo, as tentativas feitas para compreender
esse enigma e constituir uma teoria do Brasil foram,
em larga medida, infrutíferas. Não sabíamos fazer
outra coisa senão copiar saberes da Europa (...) Enquanto
o Brasil se olhou no espelho europeu só pôde construir
uma imagem negativa e pessimista de si mesmo, ao constatar
sua óbvia condição não-européia.
Houve muitos esforços meritórios para superar esse
impasse. Porém, só na década de 1930, depois de mais
de cem anos de vida independente, começamos a puxar
consistentemente o fio da nossa própria meada. Devemos
ao conservador Gilberto Freyre, em 1934, com Casa-grande
& Senzala, uma revolucionária releitura do Brasil, visto
a partir do complexo do açúcar e à luz da moderna antropologia
cultural, disciplina que então apenas engatinhava.
(...) Freyre revirou tudo de ponta-cabeça, realizando um
tremendo resgate do papel civilizatório de negros e índios
dentro da formação social brasileira. (...)
A colonização do Brasil, ele diz, não foi obra do Estado
ou das demais instituições formais, todas aqui muito fracas.
Foi obra da família patriarcal, em torno da qual se
constituiu um modo de vida completo e específico. (...)
Nada escapa ao abrangente olhar investigativo do antropólogo:
comidas, lendas, roupas, cores, odores, festas,
canções, arquitetura, sexualidade, superstições, costumes,
ferramentas e técnicas, palavras e expressões de
linguagem. (...) Ela (a singularidade da experiência brasileira)
não se encontrava na política nem na economia, muito
menos nos feitos dos grandes homens. Encontrava-se na
cultura, obra coletiva de gerações anônimas. (...)
Devemos a Sérgio Buarque, apenas dois anos depois,
com Raízes do Brasil, um instigante ensaio - "clássico de
nascença", nas palavras de Antônio Cândido - que tentava
compreender como uma sociedade rural, de raízes ibéricas,
experimentaria o inevitável trânsito para a
modernidade urbana e "americana" do século 20. Ao contrário
do pernambucano Gilberto Freyre, o paulista Sérgio
Buarque não sentia nostalgia pelo Brasil agrário que estava
se desfazendo, mas tampouco acreditava na eficácia
das vias autoritárias, em voga na década de 1930, que
prometiam acelerar a modernização pelo alto. Observa o
tempo secular da história. Considera a modernização um
processo. Também busca a singularidade do processo
brasileiro, mas com olhar sociológico: somos uma sociedade
transplantada, mas nacional, com características
próprias. (...)
Anuncia que "a nossa revolução" está em marcha, com
a dissolução do complexo ibérico de base rural e a emergência
de um novo ator decisivo, as massas urbanas.
Crescentemente numerosas, libertadas da tutela dos senhores
locais, elas não mais seriam demandantes de favores,
mas de direitos. No lugar da comunidade doméstica,
patriarcal e privada, seríamos enfim levados a fundar a
comunidade política, de modo a transformar, ao nosso
modo, o homem cordial em cidadão.
O esforço desses pensadores deixou pontos de partida
muito valiosos, mesmo que tenham descrito um país
que, em parte, deixou de existir. O Brasil de Gilberto Freyre
girava em torno da família extensa da casa-grande, um
espaço integrador dentro da monumental desigualdade; o
de Sérgio Buarque apenas iniciava a aventura de uma urbanização
que prometia associar-se a modernidade e cidadania.


BENJAMIN, César. Revista Caros Amigos.
Ano X, no 111. jun. 2006. (adaptado)

Assinale a opção em que há uso INADEQUADO da regência verbal, segundo a norma culta da língua.
Alternativas
Q1611 Português

É preciso voltar a gostar do Brasil


Muitos motivos se somaram, ao longo da nossa história,
para dificultar a tarefa de decifrar, mesmo imperfeitamente,
o enigma brasileiro. Já independentes, continuamos
a ser um animal muito estranho no zoológico das nações:
sociedade recente, produto da expansão européia, concebida
desde o início para servir ao mercado mundial, organizada
em torno de um escravismo prolongado e tardio, única
monarquia em um continente republicano, assentada
em uma extensa base territorial situada nos trópicos, com
um povo em processo de formação, sem um passado profundo
onde pudesse ancorar sua identidade. Que futuro
estaria reservado para uma nação assim?
Durante muito tempo, as tentativas feitas para compreender
esse enigma e constituir uma teoria do Brasil foram,
em larga medida, infrutíferas. Não sabíamos fazer
outra coisa senão copiar saberes da Europa (...) Enquanto
o Brasil se olhou no espelho europeu só pôde construir
uma imagem negativa e pessimista de si mesmo, ao constatar
sua óbvia condição não-européia.
Houve muitos esforços meritórios para superar esse
impasse. Porém, só na década de 1930, depois de mais
de cem anos de vida independente, começamos a puxar
consistentemente o fio da nossa própria meada. Devemos
ao conservador Gilberto Freyre, em 1934, com Casa-grande
& Senzala, uma revolucionária releitura do Brasil, visto
a partir do complexo do açúcar e à luz da moderna antropologia
cultural, disciplina que então apenas engatinhava.
(...) Freyre revirou tudo de ponta-cabeça, realizando um
tremendo resgate do papel civilizatório de negros e índios
dentro da formação social brasileira. (...)
A colonização do Brasil, ele diz, não foi obra do Estado
ou das demais instituições formais, todas aqui muito fracas.
Foi obra da família patriarcal, em torno da qual se
constituiu um modo de vida completo e específico. (...)
Nada escapa ao abrangente olhar investigativo do antropólogo:
comidas, lendas, roupas, cores, odores, festas,
canções, arquitetura, sexualidade, superstições, costumes,
ferramentas e técnicas, palavras e expressões de
linguagem. (...) Ela (a singularidade da experiência brasileira)
não se encontrava na política nem na economia, muito
menos nos feitos dos grandes homens. Encontrava-se na
cultura, obra coletiva de gerações anônimas. (...)
Devemos a Sérgio Buarque, apenas dois anos depois,
com Raízes do Brasil, um instigante ensaio - "clássico de
nascença", nas palavras de Antônio Cândido - que tentava
compreender como uma sociedade rural, de raízes ibéricas,
experimentaria o inevitável trânsito para a
modernidade urbana e "americana" do século 20. Ao contrário
do pernambucano Gilberto Freyre, o paulista Sérgio
Buarque não sentia nostalgia pelo Brasil agrário que estava
se desfazendo, mas tampouco acreditava na eficácia
das vias autoritárias, em voga na década de 1930, que
prometiam acelerar a modernização pelo alto. Observa o
tempo secular da história. Considera a modernização um
processo. Também busca a singularidade do processo
brasileiro, mas com olhar sociológico: somos uma sociedade
transplantada, mas nacional, com características
próprias. (...)
Anuncia que "a nossa revolução" está em marcha, com
a dissolução do complexo ibérico de base rural e a emergência
de um novo ator decisivo, as massas urbanas.
Crescentemente numerosas, libertadas da tutela dos senhores
locais, elas não mais seriam demandantes de favores,
mas de direitos. No lugar da comunidade doméstica,
patriarcal e privada, seríamos enfim levados a fundar a
comunidade política, de modo a transformar, ao nosso
modo, o homem cordial em cidadão.
O esforço desses pensadores deixou pontos de partida
muito valiosos, mesmo que tenham descrito um país
que, em parte, deixou de existir. O Brasil de Gilberto Freyre
girava em torno da família extensa da casa-grande, um
espaço integrador dentro da monumental desigualdade; o
de Sérgio Buarque apenas iniciava a aventura de uma urbanização
que prometia associar-se a modernidade e cidadania.


BENJAMIN, César. Revista Caros Amigos.
Ano X, no 111. jun. 2006. (adaptado)

Na construção de uma das opções abaixo foi empregada uma forma verbal que segue o mesmo tipo de uso do verbo haver em "Houve muitos esforços meritórios para superar esse impasse." (l. 20-21). Indique-a.
Alternativas
Q1610 Português

É preciso voltar a gostar do Brasil


Muitos motivos se somaram, ao longo da nossa história,
para dificultar a tarefa de decifrar, mesmo imperfeitamente,
o enigma brasileiro. Já independentes, continuamos
a ser um animal muito estranho no zoológico das nações:
sociedade recente, produto da expansão européia, concebida
desde o início para servir ao mercado mundial, organizada
em torno de um escravismo prolongado e tardio, única
monarquia em um continente republicano, assentada
em uma extensa base territorial situada nos trópicos, com
um povo em processo de formação, sem um passado profundo
onde pudesse ancorar sua identidade. Que futuro
estaria reservado para uma nação assim?
Durante muito tempo, as tentativas feitas para compreender
esse enigma e constituir uma teoria do Brasil foram,
em larga medida, infrutíferas. Não sabíamos fazer
outra coisa senão copiar saberes da Europa (...) Enquanto
o Brasil se olhou no espelho europeu só pôde construir
uma imagem negativa e pessimista de si mesmo, ao constatar
sua óbvia condição não-européia.
Houve muitos esforços meritórios para superar esse
impasse. Porém, só na década de 1930, depois de mais
de cem anos de vida independente, começamos a puxar
consistentemente o fio da nossa própria meada. Devemos
ao conservador Gilberto Freyre, em 1934, com Casa-grande
& Senzala, uma revolucionária releitura do Brasil, visto
a partir do complexo do açúcar e à luz da moderna antropologia
cultural, disciplina que então apenas engatinhava.
(...) Freyre revirou tudo de ponta-cabeça, realizando um
tremendo resgate do papel civilizatório de negros e índios
dentro da formação social brasileira. (...)
A colonização do Brasil, ele diz, não foi obra do Estado
ou das demais instituições formais, todas aqui muito fracas.
Foi obra da família patriarcal, em torno da qual se
constituiu um modo de vida completo e específico. (...)
Nada escapa ao abrangente olhar investigativo do antropólogo:
comidas, lendas, roupas, cores, odores, festas,
canções, arquitetura, sexualidade, superstições, costumes,
ferramentas e técnicas, palavras e expressões de
linguagem. (...) Ela (a singularidade da experiência brasileira)
não se encontrava na política nem na economia, muito
menos nos feitos dos grandes homens. Encontrava-se na
cultura, obra coletiva de gerações anônimas. (...)
Devemos a Sérgio Buarque, apenas dois anos depois,
com Raízes do Brasil, um instigante ensaio - "clássico de
nascença", nas palavras de Antônio Cândido - que tentava
compreender como uma sociedade rural, de raízes ibéricas,
experimentaria o inevitável trânsito para a
modernidade urbana e "americana" do século 20. Ao contrário
do pernambucano Gilberto Freyre, o paulista Sérgio
Buarque não sentia nostalgia pelo Brasil agrário que estava
se desfazendo, mas tampouco acreditava na eficácia
das vias autoritárias, em voga na década de 1930, que
prometiam acelerar a modernização pelo alto. Observa o
tempo secular da história. Considera a modernização um
processo. Também busca a singularidade do processo
brasileiro, mas com olhar sociológico: somos uma sociedade
transplantada, mas nacional, com características
próprias. (...)
Anuncia que "a nossa revolução" está em marcha, com
a dissolução do complexo ibérico de base rural e a emergência
de um novo ator decisivo, as massas urbanas.
Crescentemente numerosas, libertadas da tutela dos senhores
locais, elas não mais seriam demandantes de favores,
mas de direitos. No lugar da comunidade doméstica,
patriarcal e privada, seríamos enfim levados a fundar a
comunidade política, de modo a transformar, ao nosso
modo, o homem cordial em cidadão.
O esforço desses pensadores deixou pontos de partida
muito valiosos, mesmo que tenham descrito um país
que, em parte, deixou de existir. O Brasil de Gilberto Freyre
girava em torno da família extensa da casa-grande, um
espaço integrador dentro da monumental desigualdade; o
de Sérgio Buarque apenas iniciava a aventura de uma urbanização
que prometia associar-se a modernidade e cidadania.


BENJAMIN, César. Revista Caros Amigos.
Ano X, no 111. jun. 2006. (adaptado)

Assinale a opção em que o conjunto destacado NÃO atribui ao texto a idéia de FINALIDADE.
Alternativas
Respostas
3041: B
3042: E
3043: C
3044: A
3045: E
3046: A
3047: C
3048: B
3049: A
3050: D
3051: E
3052: B
3053: C
3054: E
3055: E
3056: A
3057: C
3058: D
3059: C
3060: E