Foram encontradas 3.276 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
As sentenças abaixo foram retiradas de documentos oficiais. Em qual delas a concordância está de acordo com a norma culta?
A mudança da voz verbal nas frases correspondentes I e II está correta, tanto sintática quanto semanticamente, em:
“Dizia pro pesssoal a previsão, mas sem dá a notícia à
imprensa nem coisa nem nada, dava a notícia para um
vizinho: ‘Fulano, vai chover, assim, assim, assim’...às
pessoas amigas aí eu dizia. Mas quando se surgiu, uma vez
o cientista botou no jornal, parece que foi 97, que era seco,
aí descobriram por aí que eu sabia. Aí o jornalista me
chamou: ‘Rapaz, ouvi dizer por aí que você sabe até o dia
que chove. Você pode me dizer?’ ‘Rapaz, eu não gosto de
dizer não, mas pra você é a primeira vez que eu vou dizer’.
‘Tem inverno?’ ‘Tem. Dia 20 de janeiro começa a chover’.
Entrevista de Chico Mariano à Revista Horizonte Geográfico, p.69.
Releia o fragmento a seguir.
“Mas quando se surgiu, uma vez o cientista botou no jornal, parece que foi 97, que era seco, aí descobriram por aí que eu sabia. Aí o jornalista me chamou: ‘Rapaz, ouvi dizer por aí que você sabe até o dia que chove.’ ”
O trecho que reescreve adequadamente o extrato acima, substituindo o uso popular da palavra aí por vocábulos ou recursos lingüísticos que explicitem as relações pretendidas pelo autor, sem alteração de sentido, é:
Reescrevendo a oração “Se os próprios cientistas levam a sério as previsões dos profetas,” (l. 48-49), mantendo o mesmo sentido e a mesma ênfase, tem-se:
I - Se mesmo os cientistas levam a sério as previsões dos profetas,
II - Se até os cientistas levam a sério as previsões dos profetas,
III - Se os cientistas levam ainda a sério as previsões dos profetas,
IV - Se os cientistas levam a sério as previsões dos próprios profetas,
Estão corretas as orações
Em “Quando o juazeiro flora...”(l. 4), a palavra em negrito é verbo. Pode, no entanto, num outro contexto, ser usada como substantivo.
Dentre as seguintes, as palavras que também podem ocorrer como verbo ou substantivo, dependendo do contexto, são:Leia o texto a seguir para responder às questões de nos 1 a 8.
PROFETAS DA CHUVA
“O meu trunfo é o juazeiro”, diz, com a certeza
de muitos anos de observação, o cearense José Erasmo
Barreira, sertanejo de 67 anos, nascido na região de
Quixadá. “Quando o juazeiro flora em novembro, é sinal
5 de inverno tardio.” Erasmo é representante de uma tra-
dição que atravessou os séculos e ainda está presente
na vida do Nordeste brasileiro. Ele é um profeta da chu-
va e, a partir da observação dessa árvore e de outros
indícios da natureza da caatinga, acredita que o tempo
10 está bom para começar o plantio do sertão cearense.
“Do dia 15 de fevereiro até o final de maio, vai ser um
bom inverno”, promete.
Erasmo é um dos cerca de 25 sertanejos que
aprenderam a entender e a prever o clima a partir dos
15 sinais da natureza, da posição das estrelas, da lua, do
comportamento e canto dos pássaros, do vento, da po-
sição do sol e das nuvens. “Em comunidades que so-
frem com a seca, o papel desses personagens adquire
um caráter político, de organização da população em
20 torno de suas previsões”, explica a psicanalista Karla
Patrícia Martins, professora da Unifor (Universidade de
Fortaleza) e autora do livro Os Profetas da Chuva, do
qual foram retirados os depoimentos que constam des-
ta reportagem. Ela conta que “já houve casos de serta-
25 nejos que foram perseguidos, responsabilizados pelas
secas que previram”.
Ultimamente, os profetas estão desaparecendo,
uma vez que seus filhos não se interessam em levar
adiante esse conhecimento adquirido dos seus avós.
30 “Eu nasci e sempre morei no sertão, daí a gente reúne a
experiência”, conta Erasmo. “É uma coisa que a minha
avó sabia e ensinou p’ra minha mãe, que ensinou p’ra
mim e assim vai.” Em janeiro, Erasmo e os profetas
tradicionais participaram de um encontro que ocorre há
35 doze anos em Quixadá, reunindo pesquisadores brasi-
leiros e estrangeiros, técnicos da Funceme (Fundação
Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos) e agri-
cultores.
O meteorologista Namir Melo, da Funceme, parti-
40 cipa do encontro há dez anos e acredita nessa troca de
conhecimentos. “A ciência vê esse tipo de manifestação
com muito respeito”, afirma. “Afinal de contas, a
meteorologia evoluiu de observações da natureza, como
as que são feitas pelos profetas.” Para ele, o índice de
45 aproveitamento das previsões dos profetas mostra que suas
observações devem ser levadas em consideração. [...]
Figuras importantes
Se os próprios cientistas levam a sério as previ-
sões dos profetas, mais ainda os agricultores de Quixadá,
50 que esperam ansiosamente as manifestações de seus
“meteorologistas”. A cidade [...] está localizada em ple-
no semi-árido do sertão central cearense e sofre com a
falta de água. Tanto que lá foi construído o açude do
Cedro, inaugurado em 1906, o mais antigo do Brasil. A
55 eterna luta contra as intempéries da caatinga faz dos
profetas figuras importantes na região. Poucos agricul-
tores apostam suas sementes antes de ouvir suas pre-
visões e até mesmo o comércio vende mais quando eles
prometem chuva.
60 Os profetas não se intimidam com o peso da res-
ponsabilidade. “A gente não adivinha nada, apenas pra-
tica o conhecimento adquirido no passado”, explica
Erasmo. “Peço desculpas, quando não é do agrado de
todo mundo, mas o sertanejo é assim mesmo.” [...]
BONANOME, Flávio. Revista Horizonte Geográfico, no 115, fev. 2008.
(Adaptado)
No texto, “intempéries” (l. 55) significa
A sentença “Para ele, o índice de aproveitamento das previsões dos profetas mostra que suas observações devem ser levadas em consideração.” (l. 44-46)pressupõe que os(as)
Que trecho do texto NÃO se refere à previsão de chuvas por parte dos profetas?
Analise as sentenças.
I - Os sertanejos que fazem profecias meteorológicas têm uma capacidade divina de prever fatos em geral.
II - Os indícios em que se baseiam os sertanejos para suas previsões meteorológicas são respeitáveis cientificamente.
III - Há uma preocupação dos habitantes das regiões áridas de que estejam desaparecendo as pessoas com habilidades de previsão.
IV - Os profetas suportam sem medo a responsabilidade que lhes é confiada.
Apresentam idéias contidas no texto APENASas afirmativas
A oração “O meu trunfo é o juazeiro” (l. 1) expressa que
O objetivo principal do texto é
SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO
Costuma-se definir nossa era como a era do conhecimento.
Se for pela importância dada hoje ao conhecimento,
em todos os setores, pode-se dizer que se vive
mesmo na era do conhecimento, na sociedade do
5 conhecimento, sobretudo em conseqüência da
informatização e do processo de globalização das
telecomunicações a ela associado. Pode ser que, de fato,
já se tenha ingressado na era do conhecimento, mesmo
admitindo que grandes massas da população estejam
10 excluídas dele. Todavia, o que se constata é a predominância
da difusão de dados e informações e não de
conhecimentos. Isso está sendo possível graças às
novas tecnologias que estocam o conhecimento, de
forma prática e acessível, em gigantescos volumes de
15 informações, que são armazenadas inteligentemente,
permitindo a pesquisa e o acesso de maneira muito
simples, amigável e flexível. É o que já acontece com a
Internet: para ser “usuário”, basta dispor de uma linha
telefônica e um computador. “Usuário” não significa aqui
20 apenas receptor de informações, mas também emissor
de informações. Pela Internet, a partir de qualquer sala
de aula do planeta, podem-se acessar inúmeras bibliotecas
em muitas partes do mundo. As novas tecnologias
permitem acessar conhecimentos transmitidos não apenas
25 por palavras, mas também por imagens, sons, fotos,
vídeos (hipermídia), etc. Nos últimos anos, a informação
deixou de ser uma área ou especialidade para se tornar
uma dimensão de tudo, transformando profundamente a
forma como a sociedade se organiza. Pode-se dizer que
30 está em andamento uma Revolução da Informação, como
ocorreram no passado a Revolução Agrícola e a Revolução
Industrial. (...)
As novas tecnologias criaram novos espaços do
conhecimento. Agora, além da escola, também a
35 empresa, o espaço domiciliar e o espaço social tornaram-se
educativos. (...) Esses espaços de formação têm tudo
para permitir maior democratização da informação e do
conhecimento, portanto, menos distorção e menos
manipulação, menos controle e mais liberdade.(...)
40 ___ O conhecimento é o grande capital da humanidade.
Não é apenas o capital da transnacional que precisa dele
para a inovação tecnológica. Ele é básico para a sobrevivência
de todos e, por isso, não deve ser vendido ou comprado,
mas sim disponibilizado a todos. Esta é a função
45 de instituições que se dedicam ao conhecimento
apoiado nos avanços tecnológicos. Espera-se que a educação
do futuro seja mais democrática, menos excludente.
Essa é ao mesmo tempo nossa causa e nosso desafio.
Infelizmente, diante da falta de políticas públicas no
50 setor, acabaram surgindo “indústrias do conhecimento”,
prejudicando uma possível visão humanista, tornando-o
instrumento de lucro e de poder econômico.(...)
Neste contexto de impregnação do conhecimento,
cabe à escola: amar o conhecimento como espaço
55 de realização humana, de alegria e de contentamento
cultural; selecionar e rever criticamente a informação;
formular hipóteses; ser criativa e inventiva (inovar); ser
provocadora de mensagens e não pura receptora; produzir,
construir e reconstruir conhecimento elaborado.
60 E mais: numa perspectiva emancipadora da educação, a
escola tem que fazer tudo isso em favor dos excluídos,
não discriminando o pobre. Ela não pode distribuir poder,
mas pode construir e reconstruir conhecimentos, saber,
que é poder. Numa perspectiva emancipadora da educação,
65 a tecnologia contribui muito pouco para a emancipação
dos excluídos se não for associada ao exercício da
cidadania.(...)
Em geral, temos a tendência de desvalorizar o que
fazemos na escola e de buscar receitas fora dela quando
70 é ela mesma que deveria governar-se. É dever dela ser
cidadã e desenvolver na sociedade a capacidade de
governar e controlar o desenvolvimento econômico e o
mercado. A cidadania precisa controlar o Estado e o
mercado, verdadeira alternativa ao capitalismo neoliberal
75 e ao socialismo burocrático e autoritário. A escola precisa
dar o exemplo, ousar construir o futuro. Inovar é mais
importante do que reproduzir com qualidade o que existe.
A matéria-prima da escola é sua visão do futuro.(...)
GADOTTI, Moacir. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?
Acesso em abr 2008
Conforme o texto, é INCORRETO afirmar que "ser cidadão" é
SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO
Costuma-se definir nossa era como a era do conhecimento.
Se for pela importância dada hoje ao conhecimento,
em todos os setores, pode-se dizer que se vive
mesmo na era do conhecimento, na sociedade do
5 conhecimento, sobretudo em conseqüência da
informatização e do processo de globalização das
telecomunicações a ela associado. Pode ser que, de fato,
já se tenha ingressado na era do conhecimento, mesmo
admitindo que grandes massas da população estejam
10 excluídas dele. Todavia, o que se constata é a predominância
da difusão de dados e informações e não de
conhecimentos. Isso está sendo possível graças às
novas tecnologias que estocam o conhecimento, de
forma prática e acessível, em gigantescos volumes de
15 informações, que são armazenadas inteligentemente,
permitindo a pesquisa e o acesso de maneira muito
simples, amigável e flexível. É o que já acontece com a
Internet: para ser “usuário”, basta dispor de uma linha
telefônica e um computador. “Usuário” não significa aqui
20 apenas receptor de informações, mas também emissor
de informações. Pela Internet, a partir de qualquer sala
de aula do planeta, podem-se acessar inúmeras bibliotecas
em muitas partes do mundo. As novas tecnologias
permitem acessar conhecimentos transmitidos não apenas
25 por palavras, mas também por imagens, sons, fotos,
vídeos (hipermídia), etc. Nos últimos anos, a informação
deixou de ser uma área ou especialidade para se tornar
uma dimensão de tudo, transformando profundamente a
forma como a sociedade se organiza. Pode-se dizer que
30 está em andamento uma Revolução da Informação, como
ocorreram no passado a Revolução Agrícola e a Revolução
Industrial. (...)
As novas tecnologias criaram novos espaços do
conhecimento. Agora, além da escola, também a
35 empresa, o espaço domiciliar e o espaço social tornaram-se
educativos. (...) Esses espaços de formação têm tudo
para permitir maior democratização da informação e do
conhecimento, portanto, menos distorção e menos
manipulação, menos controle e mais liberdade.(...)
40 ___ O conhecimento é o grande capital da humanidade.
Não é apenas o capital da transnacional que precisa dele
para a inovação tecnológica. Ele é básico para a sobrevivência
de todos e, por isso, não deve ser vendido ou comprado,
mas sim disponibilizado a todos. Esta é a função
45 de instituições que se dedicam ao conhecimento
apoiado nos avanços tecnológicos. Espera-se que a educação
do futuro seja mais democrática, menos excludente.
Essa é ao mesmo tempo nossa causa e nosso desafio.
Infelizmente, diante da falta de políticas públicas no
50 setor, acabaram surgindo “indústrias do conhecimento”,
prejudicando uma possível visão humanista, tornando-o
instrumento de lucro e de poder econômico.(...)
Neste contexto de impregnação do conhecimento,
cabe à escola: amar o conhecimento como espaço
55 de realização humana, de alegria e de contentamento
cultural; selecionar e rever criticamente a informação;
formular hipóteses; ser criativa e inventiva (inovar); ser
provocadora de mensagens e não pura receptora; produzir,
construir e reconstruir conhecimento elaborado.
60 E mais: numa perspectiva emancipadora da educação, a
escola tem que fazer tudo isso em favor dos excluídos,
não discriminando o pobre. Ela não pode distribuir poder,
mas pode construir e reconstruir conhecimentos, saber,
que é poder. Numa perspectiva emancipadora da educação,
65 a tecnologia contribui muito pouco para a emancipação
dos excluídos se não for associada ao exercício da
cidadania.(...)
Em geral, temos a tendência de desvalorizar o que
fazemos na escola e de buscar receitas fora dela quando
70 é ela mesma que deveria governar-se. É dever dela ser
cidadã e desenvolver na sociedade a capacidade de
governar e controlar o desenvolvimento econômico e o
mercado. A cidadania precisa controlar o Estado e o
mercado, verdadeira alternativa ao capitalismo neoliberal
75 e ao socialismo burocrático e autoritário. A escola precisa
dar o exemplo, ousar construir o futuro. Inovar é mais
importante do que reproduzir com qualidade o que existe.
A matéria-prima da escola é sua visão do futuro.(...)
GADOTTI, Moacir. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?
Acesso em abr 2008
Para o autor, na atualidade, a era do computador promove a(o)
SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO
Costuma-se definir nossa era como a era do conhecimento.
Se for pela importância dada hoje ao conhecimento,
em todos os setores, pode-se dizer que se vive
mesmo na era do conhecimento, na sociedade do
5 conhecimento, sobretudo em conseqüência da
informatização e do processo de globalização das
telecomunicações a ela associado. Pode ser que, de fato,
já se tenha ingressado na era do conhecimento, mesmo
admitindo que grandes massas da população estejam
10 excluídas dele. Todavia, o que se constata é a predominância
da difusão de dados e informações e não de
conhecimentos. Isso está sendo possível graças às
novas tecnologias que estocam o conhecimento, de
forma prática e acessível, em gigantescos volumes de
15 informações, que são armazenadas inteligentemente,
permitindo a pesquisa e o acesso de maneira muito
simples, amigável e flexível. É o que já acontece com a
Internet: para ser “usuário”, basta dispor de uma linha
telefônica e um computador. “Usuário” não significa aqui
20 apenas receptor de informações, mas também emissor
de informações. Pela Internet, a partir de qualquer sala
de aula do planeta, podem-se acessar inúmeras bibliotecas
em muitas partes do mundo. As novas tecnologias
permitem acessar conhecimentos transmitidos não apenas
25 por palavras, mas também por imagens, sons, fotos,
vídeos (hipermídia), etc. Nos últimos anos, a informação
deixou de ser uma área ou especialidade para se tornar
uma dimensão de tudo, transformando profundamente a
forma como a sociedade se organiza. Pode-se dizer que
30 está em andamento uma Revolução da Informação, como
ocorreram no passado a Revolução Agrícola e a Revolução
Industrial. (...)
As novas tecnologias criaram novos espaços do
conhecimento. Agora, além da escola, também a
35 empresa, o espaço domiciliar e o espaço social tornaram-se
educativos. (...) Esses espaços de formação têm tudo
para permitir maior democratização da informação e do
conhecimento, portanto, menos distorção e menos
manipulação, menos controle e mais liberdade.(...)
40 ___ O conhecimento é o grande capital da humanidade.
Não é apenas o capital da transnacional que precisa dele
para a inovação tecnológica. Ele é básico para a sobrevivência
de todos e, por isso, não deve ser vendido ou comprado,
mas sim disponibilizado a todos. Esta é a função
45 de instituições que se dedicam ao conhecimento
apoiado nos avanços tecnológicos. Espera-se que a educação
do futuro seja mais democrática, menos excludente.
Essa é ao mesmo tempo nossa causa e nosso desafio.
Infelizmente, diante da falta de políticas públicas no
50 setor, acabaram surgindo “indústrias do conhecimento”,
prejudicando uma possível visão humanista, tornando-o
instrumento de lucro e de poder econômico.(...)
Neste contexto de impregnação do conhecimento,
cabe à escola: amar o conhecimento como espaço
55 de realização humana, de alegria e de contentamento
cultural; selecionar e rever criticamente a informação;
formular hipóteses; ser criativa e inventiva (inovar); ser
provocadora de mensagens e não pura receptora; produzir,
construir e reconstruir conhecimento elaborado.
60 E mais: numa perspectiva emancipadora da educação, a
escola tem que fazer tudo isso em favor dos excluídos,
não discriminando o pobre. Ela não pode distribuir poder,
mas pode construir e reconstruir conhecimentos, saber,
que é poder. Numa perspectiva emancipadora da educação,
65 a tecnologia contribui muito pouco para a emancipação
dos excluídos se não for associada ao exercício da
cidadania.(...)
Em geral, temos a tendência de desvalorizar o que
fazemos na escola e de buscar receitas fora dela quando
70 é ela mesma que deveria governar-se. É dever dela ser
cidadã e desenvolver na sociedade a capacidade de
governar e controlar o desenvolvimento econômico e o
mercado. A cidadania precisa controlar o Estado e o
mercado, verdadeira alternativa ao capitalismo neoliberal
75 e ao socialismo burocrático e autoritário. A escola precisa
dar o exemplo, ousar construir o futuro. Inovar é mais
importante do que reproduzir com qualidade o que existe.
A matéria-prima da escola é sua visão do futuro.(...)
GADOTTI, Moacir. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?
Acesso em abr 2008
O alargamento dos espaços do conhecimento, referido no segundo parágrafo, traz, como conseqüência,
SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO
Costuma-se definir nossa era como a era do conhecimento.
Se for pela importância dada hoje ao conhecimento,
em todos os setores, pode-se dizer que se vive
mesmo na era do conhecimento, na sociedade do
5 conhecimento, sobretudo em conseqüência da
informatização e do processo de globalização das
telecomunicações a ela associado. Pode ser que, de fato,
já se tenha ingressado na era do conhecimento, mesmo
admitindo que grandes massas da população estejam
10 excluídas dele. Todavia, o que se constata é a predominância
da difusão de dados e informações e não de
conhecimentos. Isso está sendo possível graças às
novas tecnologias que estocam o conhecimento, de
forma prática e acessível, em gigantescos volumes de
15 informações, que são armazenadas inteligentemente,
permitindo a pesquisa e o acesso de maneira muito
simples, amigável e flexível. É o que já acontece com a
Internet: para ser “usuário”, basta dispor de uma linha
telefônica e um computador. “Usuário” não significa aqui
20 apenas receptor de informações, mas também emissor
de informações. Pela Internet, a partir de qualquer sala
de aula do planeta, podem-se acessar inúmeras bibliotecas
em muitas partes do mundo. As novas tecnologias
permitem acessar conhecimentos transmitidos não apenas
25 por palavras, mas também por imagens, sons, fotos,
vídeos (hipermídia), etc. Nos últimos anos, a informação
deixou de ser uma área ou especialidade para se tornar
uma dimensão de tudo, transformando profundamente a
forma como a sociedade se organiza. Pode-se dizer que
30 está em andamento uma Revolução da Informação, como
ocorreram no passado a Revolução Agrícola e a Revolução
Industrial. (...)
As novas tecnologias criaram novos espaços do
conhecimento. Agora, além da escola, também a
35 empresa, o espaço domiciliar e o espaço social tornaram-se
educativos. (...) Esses espaços de formação têm tudo
para permitir maior democratização da informação e do
conhecimento, portanto, menos distorção e menos
manipulação, menos controle e mais liberdade.(...)
40 ___ O conhecimento é o grande capital da humanidade.
Não é apenas o capital da transnacional que precisa dele
para a inovação tecnológica. Ele é básico para a sobrevivência
de todos e, por isso, não deve ser vendido ou comprado,
mas sim disponibilizado a todos. Esta é a função
45 de instituições que se dedicam ao conhecimento
apoiado nos avanços tecnológicos. Espera-se que a educação
do futuro seja mais democrática, menos excludente.
Essa é ao mesmo tempo nossa causa e nosso desafio.
Infelizmente, diante da falta de políticas públicas no
50 setor, acabaram surgindo “indústrias do conhecimento”,
prejudicando uma possível visão humanista, tornando-o
instrumento de lucro e de poder econômico.(...)
Neste contexto de impregnação do conhecimento,
cabe à escola: amar o conhecimento como espaço
55 de realização humana, de alegria e de contentamento
cultural; selecionar e rever criticamente a informação;
formular hipóteses; ser criativa e inventiva (inovar); ser
provocadora de mensagens e não pura receptora; produzir,
construir e reconstruir conhecimento elaborado.
60 E mais: numa perspectiva emancipadora da educação, a
escola tem que fazer tudo isso em favor dos excluídos,
não discriminando o pobre. Ela não pode distribuir poder,
mas pode construir e reconstruir conhecimentos, saber,
que é poder. Numa perspectiva emancipadora da educação,
65 a tecnologia contribui muito pouco para a emancipação
dos excluídos se não for associada ao exercício da
cidadania.(...)
Em geral, temos a tendência de desvalorizar o que
fazemos na escola e de buscar receitas fora dela quando
70 é ela mesma que deveria governar-se. É dever dela ser
cidadã e desenvolver na sociedade a capacidade de
governar e controlar o desenvolvimento econômico e o
mercado. A cidadania precisa controlar o Estado e o
mercado, verdadeira alternativa ao capitalismo neoliberal
75 e ao socialismo burocrático e autoritário. A escola precisa
dar o exemplo, ousar construir o futuro. Inovar é mais
importante do que reproduzir com qualidade o que existe.
A matéria-prima da escola é sua visão do futuro.(...)
GADOTTI, Moacir. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?
Acesso em abr 2008
A "Revolução da Informação" a que se refere o autor exerce influência na organização social, utilizando instrumentos que
No quadro abaixo, foram reescritos trechos do texto, utilizando-se pronomes relativos. O pronome NÃO está usado de acordo com a norma culta da língua em

