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Na alusão à “...política mundial face à escassez de água potável e ao aquecimento global do planeta.” (l. 18-20), o autor
As razões _________ não simpatizo com você são muitas. Não faça críticas negativas, _________ se arrependerá. O que eu disser poderá ser _________ interpretado.
A opção cuja sequência completa, corretamente, as sentenças acima é
“Porém aquele que fala, mal ou bem, sempre fala de si mesmo.” (l. 4-5).
Por qual conector a conjunção destacada acima pode ser substituída sem que haja alteração de sentido?
O vocábulo destacado está em DESACORDO com o registro culto e formal da língua, quanto à flexão de gênero ou número, em
Segundo o Texto II, a “autocompensação” é ilusória porque
Ao falar mal do outro, falo mal de mim mesmo porque
Segundo o Texto II, quem fica em evidência no ato de falar mal é o(a)
Assinale a opção em que há ERRO de pontuação.
Em “...que tem imputado àqueles que se empenham...” (��.18-19), ocorre o acento grave, indicativo da crase, no vocábulo destacado. Assinale a opção cujo “a” também deve receber o acento grave, indicativo da crase.
Em relação às ideias do Texto I, é correto afirmar que a
“A grandiosidade do conhecimento” para o ser humano está em
Indique a passagem do texto que traz um exemplo de linguagem informal.
Assinale a sentença em que a concordância verbal está correta, de acordo com a norma culta da língua.
Indique a opção em que a reescritura do período “ ‘Somos todos corredores naturais, apesar de boa parte de nós ter se esquecido desse fato,’ ” (l. 23-25) NÃO mantém o mesmo sentido com que ocorre no texto.
Em qual das frases a seguir a palavra “disposição” ocorre com o mesmo sentido da que é usada no trecho “Essa disposição,” (l. 30)?
A expressão em destaque no trecho “... pessoas vestindo roupas esportivas, correndo pelas ruas para todos os lados.” (l. 9-10) significa que as pessoas
O hábito tão disseminado mencionado na l. 11 se refere a
A pergunta existente no parágrafo introdutório indaga por que
A vida dos outros
Almoço fora todos os dias. Isso não é problema,
porque meu escritório fica em local muito movimenta-
do e com grande variedade de restaurantes. Em ge-
ral, prefiro aqueles que oferecem comida a quilo, essa
5 maravilhosa invenção moderna (há quem garanta ser
invenção brasileira) que permite comer na medida cer-
ta, sem desperdícios, e observar os pratos antes de
fazer a escolha.
Mas gosto dos restaurantes a quilo também por
10 outra razão: são feitos sob medida para os solitários.
Neles, reinam os introvertidos, os retraídos, os tími-
dos. Você entra, escolhe, pesa, se senta, come, paga
e vai embora. Se não quiser, não precisa conversar
com ninguém, emitir um som, pronunciar uma só pa-
15 lavra.
Talvez por isso, os restaurantes a quilo vivam api-
nhados de pessoas sozinhas. Neles, elas não têm
qualquer pudor de se sentar à mesa sem ter compa-
nhia, nem nos fins de semana, que é tempo de famí-
20 lia, amigos, congregação. Os restaurantes a quilo são
também muito frequentados por turistas, pois é um
conforto para eles entrar e comer num lugar em que
não precisam tentar se entender com pessoas que só
falam essa língua secreta chamada português.
25___O restaurante a quilo é o lugar onde a palavra é
supérflua e onde deveria reinar o silêncio. Pois é –
deveria. Mas o que ocorre é justamente o contrário. E
por quê? Por culpa do telefone celular.
Por alguma razão, as pessoas precisam falar ao
30 celular quando se sentam para comer. Resolvem as-
suntos pendentes, pedem informações, fazem enco-
mendas, fecham negócios ou mesmo batem papo com
o amigo ou amiga que não vêem há tempos – e tudo
isso enquanto mastigam e engolem o almoço. Pobres
35 estômagos.
E pobre de mim. Não consigo ficar indiferente ao
que está sendo dito nos celulares à minha volta. As-
sim que a conversa se estabelece, começo a prestar
atenção ao que está sendo dito e, daqui a pouco, qua-
40 se sem perceber, me vejo vivendo a vida dos outros.
Sofro, brigo, peço ou dou informação, falo de traba-
lho, marco reuniões, fico estressada com a mercado-
ria que não chegou – e tudo sem ter nada a ver com
isso.
45___Outro dia, durante um almoço, participei de duas
conversas inquietantes. A primeira foi quando uma jo-
vem na mesa à minha esquerda atendeu um telefone-
ma a respeito de uma encomenda. Do outro lado do
fio, alguém tinha dúvidas e queria que ela confirmas-
50 se certas coisas. Não consegui entender a que produ-
to se referiam, mas sei que a moça parou de comer e,
segurando o celular entre a orelha e o ombro, catou
na bolsa um caderninho e repetiu, aos gritos (a liga-
ção parecia estar ruim), números de série do artigo
55 encomendado. Enquanto isso, a comida em seu prato
esfriava. E a minha também. Como eu poderia comer
sem ver aquele assunto resolvido?
Mal ela desligou e já tocava o celular de outra
senhora, duas ou três mesas à minha frente. Estava
60 encoberta e não pude ver-lhe o rosto. Mas acompa-
nhei, acabrunhada, sua conversa sobre a amiga inter-
nada, que acabara de ser operada. Perdi a fome de
vez.
Com o advento do celular, minha vida ficou as-
65 sim. Já não tenho noção dos limites (onde acaba a
minha vida e começa a do outro?). Ou talvez tenham
sido as pessoas que perderam esses limites. Porque
a tecnologia transformou o mundo, mas não surgiram
novas regras para acompanhar as transformações.
70 Será que algum dia uma nova etiqueta vai entrar em
vigor, estabelecendo que é falta de educação falar
enquanto se almoça num restaurante (estando ou não
de boca cheia)? Espero que sim. Mas enquanto isso
não acontece, vou vivendo a vida dos outros.
SEIXAS, Heloisa. Disponível em: www.selecoes.com.br.
Acesso em: set. 2008. (Adaptado).
Qual das frases a seguir está corretamente pontuada?

