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A força das palavras
Palavras assustam mais do que fatos: às vezes é assim.
Descobri isso quando as pessoas discutiam e lançavam palavras como dardos sobre a mesa de jantar. Nessa época, meus olhos mal alcançavam o tampo da mesa e o mundo dos adultos me parecia fascinante. O meu era demais limitado por horários que tinham de ser obedecidos (por que criança tinha de dormir tão cedo?), regras chatas (por que não correr descalça na chuva? por que não botar os pés em cima do sofá, por quê, por quê, por quê ... ?), e a escola era um fardo (seria tão mais divertido ficar lendo debaixo das árvores no jardim de casa ...).
Mas, em compensação, na escola também se brincava com palavras: lá, como em casa, havia livros, e neles as palavras eram caramelos saborosos ou pedrinhas coloridas que a gente colecionava, olhava contra a luz, revirava no céu da boca. E, às vezes, cuspia na cara de alguém de propósito para machucar ( ).
A palavra faz parte da nossa essência: com ela, nos acercamos do outro, nos entregamos ou nos negamos, apaziguamos, ferimos e matamos. Com a palavra seduzimos num texto; com a palavra, liquidamos - negócios, amores. Uma palavra confere o nome ao filho que nasce e ao navio que transportará vidas ou armas.
"Vá"," Venha"," Fique"," Eu vou"," Eu não sei"," Eu quero, mas não posso", "Eu não sou capaz", "Sim, eu mereço" - dessa forma, marcamos as nossas escolhas, a derrota diante do nosso medo ou a vitória sobre o nosso susto. Viemos ao mundo para dar nome às coisas: dessa forma, nos tornamos senhores delas ou servos de quem as batizar antes de nós.
Fonte: Lya Luft. Ponto de Vista. Veja, 14/07/04.
A figura de linguagem exemplificada no excerto: "( ... ) as palavras eram caramelos saborosos ou pedrinhas coloridas ( ... )" é:
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A força das palavras
Palavras assustam mais do que fatos: às vezes é assim.
Descobri isso quando as pessoas discutiam e lançavam palavras como dardos sobre a mesa de jantar. Nessa época, meus olhos mal alcançavam o tampo da mesa e o mundo dos adultos me parecia fascinante. O meu era demais limitado por horários que tinham de ser obedecidos (por que criança tinha de dormir tão cedo?), regras chatas (por que não correr descalça na chuva? por que não botar os pés em cima do sofá, por quê, por quê, por quê ... ?), e a escola era um fardo (seria tão mais divertido ficar lendo debaixo das árvores no jardim de casa ...).
Mas, em compensação, na escola também se brincava com palavras: lá, como em casa, havia livros, e neles as palavras eram caramelos saborosos ou pedrinhas coloridas que a gente colecionava, olhava contra a luz, revirava no céu da boca. E, às vezes, cuspia na cara de alguém de propósito para machucar ( ).
A palavra faz parte da nossa essência: com ela, nos acercamos do outro, nos entregamos ou nos negamos, apaziguamos, ferimos e matamos. Com a palavra seduzimos num texto; com a palavra, liquidamos - negócios, amores. Uma palavra confere o nome ao filho que nasce e ao navio que transportará vidas ou armas.
"Vá"," Venha"," Fique"," Eu vou"," Eu não sei"," Eu quero, mas não posso", "Eu não sou capaz", "Sim, eu mereço" - dessa forma, marcamos as nossas escolhas, a derrota diante do nosso medo ou a vitória sobre o nosso susto. Viemos ao mundo para dar nome às coisas: dessa forma, nos tornamos senhores delas ou servos de quem as batizar antes de nós.
Fonte: Lya Luft. Ponto de Vista. Veja, 14/07/04.
"Vá", "Venha", "Fique". Sobre essas formas verbais, é incorreto afirmar:
O Brasil melhorou muito em diversos aspectos da vida nacional nos últimos anos: a renda da população subiu, a desigualdade caiu, a mortalidade infantil diminuiu. Mas um aspecto se mantém terrível: o Brasil é o país com maior número de assassinato do mundo. Em 2013, 53,6 mil pessoas foram assassinadas, somando as vítimas de homicídios dolosos (com intenção de matar), latrocínios (roubos seguidos de morte de lesões corporais que acabaram em morte. São mais de 146 assassinatos a cada dia em nosso país. A violência se agrava há décadas, embora, nos últimos tempos com menos intensidade. As grandes vítimas de assassinatos são os jovens, do sexo masculino e negros. Essas são algumas das conclusões da 8ª a edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em novembro de 2014 pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O relatório também mostra que as questões estruturais, como o aumento do crime organizado, o tráfico de armas de fogo, a violência policial e a superlotação das cadeias, dificultam a redução dos índices de criminalidade. Os 53 mil mortos significam que, no Brasil, há uma pessoa assassinada a cada 10 minutos. Se considerarmos o número ao longo da última década - mais de 550 mil pessoas assassinadas - ele excede à quantidade de mortes da maioria das guerras que acontecem no mundo. E há o agravante de que cerca de 70% dessas mortes foram cometidas por armas de fogo. A violência, claro, não se restringe aos assassinatos. Inclui todos os crimes, como roubos, sequestros, estupros, tráfico de drogas etc. Os homicídios, porém, são considerados o indicador mais eloquente da violência, e, por isso, da falta de segurança da população. O fato de ter o maior número de assassinatos não significa, no entanto, que o Brasil é o país mais violento do mundo. Isso porque sua população é grande. A maneira mais precisa para comparar diferentes países é o número de assassinatos em relação ao tamanho da população. Nesse caso, o número percentual é dado pela taxa de vítimas a cada 100 mil habitantes. O cálculo mostra que o índice brasileiro - de 26,6 assassinatos por 100 mil habitantes, segundo o Anuário - também é muito alto. A organização Mundial da Saúde considera que uma taxa acima de 10 homicídios por 100 mil habitantes já indica violência epidêmica. Os números colocam o Brasil historicamente entre os 20 piores, mas não entre os cinco mais violentos. No Relatório Global sobre a Prevenção da Violência 2014, da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil ocupa o 11° lugar entre 194 nações, com a marca de 32,4 homicídios por 100 mil habitantes em 2012. Com a quinta maior população mundial, sua taxa é inferior à de países com menos habitantes nos quais a violência interna atinge extrema gravidade - como Honduras, que registrou 8248 assassinatos e teve a pior taxa entre os países - 103,9. Entre todas as vítimas da violência brasileira, um grupo é especialmente atingido os jovens de 15 a 29 anos, que representam mais da metade do total de pessoas que morrem assassinadas, embora sejam apenas 27% da população brasileira. Segundo o Mapa da Violência 2014, a taxa geral de homicídios por 100 mil habitantes sobe para 57,6 nessa faixa etária. Dentro desse grupo, a situação é ainda mais crítica para jovens negros do sexo masculino, moradores das periferias das grandes cidades. Fonte: Guia do Estudante, Ed Abril, p. 16. A palavra população, presente no texto, significa “o conjunto ou o número de habitantes dum país, região, cidade.” (Fonte: MiniAurélio), ao relacionar outros coletivos nas alternativas seguintes, em uma ocorreu falha, identifique:
“Se os povos indígenas forem beneficiados, todo o restante do país será também.”
Sobre a estrutura verbal 'forem beneficiados” é correto afirmar:
(1) Pressuposição. (2) Dedução. (3) Indução.
( ) "É evidente mesmo que um rei justo deve ser o primeiro a observar as leis que ele edita." ( ) "Se ele age de outro modo, a gente o considera um servo passível de castigo, não um rei." (Giovanni Boccacio: 1313-1375). ( ) "A ideologia só deve ser punida quando se apóia no ódio." (Charles EdgarDu Person: 1899-1940). ( ) "Quem semeia ilusão colhe sofrimento." (Elie Bem-Gal: 1940- 2015).
Millor Fernandes (1924-2012), jornalista, dramaturgo e poeta brasileiro, em Poeminhas sem Objetivo-li, do livro Poemas (L&PM Pocket).
Analise as afirmativas e assinale a alternativa que lista a opção correta: I- Os versos 1 e 2 apresentam visão positiva do Brasil. II- O verso 3 alude à república das bananas, termo pejorativo a países latinos instáveis. III- Os versos 5 e 6 exemplificam um dos males brasileiros, o de postergar a chegada do desenvolvimento no país. IV- Os versos 7 e 8 colocam os políticos brasileiros próximos ao cavalo senador de Calígula.
Triste Bahia Triste Bahia! ó quão dessemelhante Estás e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado, Rica te vi eu já, tu a mi abundante.
A ti trocou-te a máquina mercante, Que em tua larga barra tem entrado, A mim foi-me trocando, e tem trocado, Tanto negócio e tanto negociante.
Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis, que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote.
Oh se quisera Deus que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!
Dez casos de racismo que envergonhou o futebol.
Arouca
Em jogo do Santos contra o Mogi Morim pelo Campeonato Paulista, o volante santista marcou um golaço na vitória por 5 a 2. Mas a alegria foi substituída pela indignação. Torcedores do time rival o chamaram de macaco e um outro lhe disse que deveria procurar uma seleção africana para jogar. Arouca, no dia seguinte, clamou por punição exemplar. "A impunidade e a conivência das autoridades com as pessoas que fazem esse tipo de coisa são tão graves quanto os próprios atos em si. Somente discursos e promessas não resolvem a falta de educação e de humanidade de alguns", escreveu.
Boateng
Foi num amistoso do Milan, onde jogava, com o pequeno Pro Patria, da terceira divisão italiana. A torcida rival começou a entoar cantos racistas contra o meia Kevin Prince-Boateng. Revoltado, o jogador alemão, de origem ganesa, chutou a bola em direção aos torcedores, tirou a camisa e voltou para o vestiário, recusando-se a continuar jogando. Os demais jogadores do Milan foram solidários ao colega e também abandonaram a partida, que foi paralisada. Indignado, Boateng desabafou no Twitter: "É uma vergonha que essas coisas ainda aconteçam. 0 racismo tem que acabar, para sempre".
Daniel Alves
Numa das edições do clássico entre Real Madrid e Barcelona, no Santiago Bernabeu, o lateral da seleção brasileira ouviu, nos minutos finais do jogo, sons de imitações de macacos vindos das arquibancadas. A situação não foi inédita para o jogador. Ele chegara a afirmar, em outro episódio, que era uma "luta perdida".
Balotelli
Durante a Euro 2012, em jogo da Croácia contra a Itália, em Poznan, o alvo foi o atacante italiano, de origem ganesa. Uma banana foi arremessada para o campo por torcedores croatas. A rede Futebol Contra o Racismo na Europa, que trabalha junto da Uefa e tem dois "monitores internacionais" em cada partida, escreveu em sua página no Twitter que seus membros apontaram "entre 300 e 500 torcedores croatas" envolvidos em ataques raciais a Balotelli.
Márcio Chagas da Silva
O árbitro Márcio Chagas da Silva, que apitou o jogo entre Esportivo e Veranópolis, em Bento Gonçalves, encontrou seu carro danificado e com bananas no capô e no cano de descarga após a partida, válida pelo Campeonato Gaúcho. "Um grupo de torcedores se manifestou de forma racista desde o início, com gritos de 'macaco', 'teu lugar é na selva', 'volta pro circo' e coisas desse tipo", contou. Dez anos antes ele já tinha sido vítima de j preconceito no mesmo estádio, na Serra gaúcha.
Tinga
Durante o jogo do Cruzeiro no Peru, contra o Real Garcilaso, o volante brasileiro foi hostilizado por uma parte do estádio, que reproduzia chiados de macacos sempre que ele pegava na bola. O caso repercutiu. A presidente Dilma Rousseff comentou no Twitter e deu todo apoio ao jogador. "Ao sair do jogo, Tinga disse que trocaria seus títulos por um mundo com igualdade entre as raças. Por isso, hoje, o Brasil inteiro está fechado com o Tinga. Acertei com a ONU e com a Fifa que a nossa Copa das Copas também será a Copa contra o racismo. Porque o esporte não deve ser jamais palco para o preconceito", escreveu a presidente, fazendo da expressão “fechado com Tinga” uma das mais retuitadas.
Fonte: http://infograficos.oglobo.globo.com/esportes/dezcasos-de-racismo-que-envergonham-o-futebol/arouca-12082.html#description_text
Dez casos de racismo que envergonhou o futebol.
Arouca
Em jogo do Santos contra o Mogi Morim pelo Campeonato Paulista, o volante santista marcou um golaço na vitória por 5 a 2. Mas a alegria foi substituída pela indignação. Torcedores do time rival o chamaram de macaco e um outro lhe disse que deveria procurar uma seleção africana para jogar. Arouca, no dia seguinte, clamou por punição exemplar. "A impunidade e a conivência das autoridades com as pessoas que fazem esse tipo de coisa são tão graves quanto os próprios atos em si. Somente discursos e promessas não resolvem a falta de educação e de humanidade de alguns", escreveu.
Boateng
Foi num amistoso do Milan, onde jogava, com o pequeno Pro Patria, da terceira divisão italiana. A torcida rival começou a entoar cantos racistas contra o meia Kevin Prince-Boateng. Revoltado, o jogador alemão, de origem ganesa, chutou a bola em direção aos torcedores, tirou a camisa e voltou para o vestiário, recusando-se a continuar jogando. Os demais jogadores do Milan foram solidários ao colega e também abandonaram a partida, que foi paralisada. Indignado, Boateng desabafou no Twitter: "É uma vergonha que essas coisas ainda aconteçam. 0 racismo tem que acabar, para sempre".
Daniel Alves
Numa das edições do clássico entre Real Madrid e Barcelona, no Santiago Bernabeu, o lateral da seleção brasileira ouviu, nos minutos finais do jogo, sons de imitações de macacos vindos das arquibancadas. A situação não foi inédita para o jogador. Ele chegara a afirmar, em outro episódio, que era uma "luta perdida".
Balotelli
Durante a Euro 2012, em jogo da Croácia contra a Itália, em Poznan, o alvo foi o atacante italiano, de origem ganesa. Uma banana foi arremessada para o campo por torcedores croatas. A rede Futebol Contra o Racismo na Europa, que trabalha junto da Uefa e tem dois "monitores internacionais" em cada partida, escreveu em sua página no Twitter que seus membros apontaram "entre 300 e 500 torcedores croatas" envolvidos em ataques raciais a Balotelli.
Márcio Chagas da Silva
O árbitro Márcio Chagas da Silva, que apitou o jogo entre Esportivo e Veranópolis, em Bento Gonçalves, encontrou seu carro danificado e com bananas no capô e no cano de descarga após a partida, válida pelo Campeonato Gaúcho. "Um grupo de torcedores se manifestou de forma racista desde o início, com gritos de 'macaco', 'teu lugar é na selva', 'volta pro circo' e coisas desse tipo", contou. Dez anos antes ele já tinha sido vítima de j preconceito no mesmo estádio, na Serra gaúcha.
Tinga
Durante o jogo do Cruzeiro no Peru, contra o Real Garcilaso, o volante brasileiro foi hostilizado por uma parte do estádio, que reproduzia chiados de macacos sempre que ele pegava na bola. O caso repercutiu. A presidente Dilma Rousseff comentou no Twitter e deu todo apoio ao jogador. "Ao sair do jogo, Tinga disse que trocaria seus títulos por um mundo com igualdade entre as raças. Por isso, hoje, o Brasil inteiro está fechado com o Tinga. Acertei com a ONU e com a Fifa que a nossa Copa das Copas também será a Copa contra o racismo. Porque o esporte não deve ser jamais palco para o preconceito", escreveu a presidente, fazendo da expressão “fechado com Tinga” uma das mais retuitadas.
Fonte: http://infograficos.oglobo.globo.com/esportes/dezcasos-de-racismo-que-envergonham-o-futebol/arouca-12082.html#description_text