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Q477241 Português
                                                    Somos gente

          Decretaram que pessoas com mais de sessenta anos merecem alguns benefícios. Há mais tempo decretaram que negro era gente.
          Há menos tempo que isso decretaram que mulher também era gente, pois podia votar.
          Mas voltando aos com mais de sessenta: decretaram coisas que deveriam ser naturais numa sociedade razoável. Não as vejo como benefícios, mas como condições mínimas de dignidade e respeito. Benefício tem jeito de concessão, caridade. Coisas como não lhes cobrarem mais pelo seguro saúde porque estão mais velhos, na idade em que possivelmente vão de verdade começar a precisar de médico, remédio, hospital, não deveriam ser impostas por decreto.
         Decretaram também que depois dos sessenta as pessoas podem andar de graça no ônibus e pagar meia entrada no cinema. Perceberam, pois, que após os sessenta as pessoas ainda se locomovem e se divertem. Pensei que achassem que nessa altura a gente ficasse inexoravelmente meio inválido e... invalidado.
          Que sociedade esquisita esta nossa, em que é preciso decretar que em qualquer idade a gente é gente. [...]

                                                                                      LUFT, Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro:
                                                                                                            Record, 2005. p. 137 (Fragmento).

Dadas as afirmações abaixo com relação aos vocábulos destacados no fragmento “Pensei que achassem que nessa altura a gente ficasse inexoravelmente inválido e... invalidado ",

I. Ao empregar o vocábulo “inválido", a característica atribuída ao ser parece natural, inerente.

II. Com o vocábulo “invalidado", que denota uma voz passiva, a característica ao ser parece ter sido dada, gerada ou causada por outrem.

III. Ao empregar o particípio “invalidado", a autora pretende enfatizar que a sociedade “invalida" o idoso, colocando-o de lado, menosprezando-o.

IV. A autora enfatiza que o cidadão não é invalidado por ser idoso, mas pelo fato de a sociedade o “invalidar".

verifica-se que está(ão) correta(s)
Alternativas
Q477240 Português
                                            Somos gente

           Decretaram que pessoas com mais de sessenta anos merecem alguns benefícios. Há mais tempo decretaram que negro era gente.
           Há menos tempo que isso decretaram que mulher também era gente, pois podia votar.
           Mas voltando aos com mais de sessenta: decretaram coisas que deveriam ser naturais numa sociedade razoável. Não as vejo como benefícios, mas como condições mínimas de dignidade e respeito. Benefício tem jeito de concessão, caridade. Coisas como não lhes cobrarem mais pelo seguro saúde porque estão mais velhos, na idade em que possivelmente vão de verdade começar a precisar de médico, remédio, hospital, não deveriam ser impostas por decreto.
           Decretaram também que depois dos sessenta as pessoas podem andar de graça no ônibus e pagar meia entrada no cinema. Perceberam, pois, que após os sessenta as pessoas ainda se locomovem e se divertem. Pensei que achassem que nessa altura a gente ficasse inexoravelmente meio inválido e... invalidado.
           Que sociedade esquisita esta nossa, em que é preciso decretar que em qualquer idade a gente é gente. [...]

                                                                                      LUFT, Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro:
                                                                                                             Record, 2005. p. 137 (Fragmento).

Assinale a opção que apresenta a opinião do narrador do texto acerca da concessão de benefícios aos que têm mais de sessenta anos.
Alternativas
Q477239 Português
                                                    Somos gente

           Decretaram que pessoas com mais de sessenta anos merecem alguns benefícios. Há mais tempo decretaram que negro era gente.
           Há menos tempo que isso decretaram que mulher também era gente, pois podia votar.
           Mas voltando aos com mais de sessenta: decretaram coisas que deveriam ser naturais numa sociedade razoável. Não as vejo como benefícios, mas como condições mínimas de dignidade e respeito. Benefício tem jeito de concessão, caridade. Coisas como não lhes cobrarem mais pelo seguro saúde porque estão mais velhos, na idade em que possivelmente vão de verdade começar a precisar de médico, remédio, hospital, não deveriam ser impostas por decreto.
           Decretaram também que depois dos sessenta as pessoas podem andar de graça no ônibus e pagar meia entrada no cinema. Perceberam, pois, que após os sessenta as pessoas ainda se locomovem e se divertem. Pensei que achassem que nessa altura a gente ficasse inexoravelmente meio inválido e... invalidado.
            Que sociedade esquisita esta nossa, em que é preciso decretar que em qualquer idade a gente é gente. [...]

                                                                                       LUFT, Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro:
                                                                                                             Record, 2005. p. 137 (Fragmento).

A respeito do texto acima, assinale a opção incorreta
Alternativas
Q477238 Português
[...]
Vai e diz
Diz assim:
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim (Vinícius de Moraes)

O “que” em “que estou sozinho” classifica-se como
Alternativas
Q477237 Português
[...]
Vai e diz
Diz assim:
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim (Vinícius de Moraes)

No verso “Diz que estou sozinho”, a 2ª oração apresenta caráter sintático de
Alternativas
Q477236 Português
INVEROSSIMILHANÇA: Michaelis inverossimilhança • sf (in+verossimilhança) Falta de verossimilhança; improbabilidade. Coisa inverossímil. Houaiss inverossimilhança • substantivo feminino caráter de inverossimilhante, condição do que não parece verdadeiro ou provável; falta de verossimilhança Michaelis inverosimilhança • sf (in+verosimilhança) Inverossimilhança.

Qual a função da linguagem predominante no texto?
Alternativas
Q477235 Português
INVEROSSIMILHANÇA: Michaelis inverossimilhança • sf (in+verossimilhança) Falta de verossimilhança; improbabilidade. Coisa inverossímil. Houaiss inverossimilhança • substantivo feminino caráter de inverossimilhante, condição do que não parece verdadeiro ou provável; falta de verossimilhança Michaelis inverosimilhança • sf (in+verosimilhança) Inverossimilhança.

Como se pode ver, trata-se aí de fragmentos de informações dicionarizadas da palavra “inverossimilhança”. Segundo esses significados, o inverossímil
Alternativas
Q477234 Português
Sustentabilidade significa criar alicerces econômicos, sociais e ambientais duradouros, que possam ser usufruídos de forma justa e igualitária por todas as gerações atuais e futuras, de qualquer classe social, credo ou cultura. Já a sociedade sustentável é aquela que é autônoma e democrática na busca por um futuro comum que garanta qualidade de vida ebem estar a todas as formas de vida, sem diminuir as possibilidades de usufruto das gerações vindouras (www.euescrevo.com.br).

A que ideia remete-se o fragmento do texto “sem diminuir as possibilidades de usufruto das gerações vindouras”?
Alternativas
Q477233 Português
Sustentabilidade significa criar alicerces econômicos, sociais e ambientais duradouros, que possam ser usufruídos de forma justa e igualitária por todas as gerações atuais e futuras, de qualquer classe social, credo ou cultura. Já a sociedade sustentável é aquela que é autônoma e democrática na busca por um futuro comum que garanta qualidade de vida ebem estar a todas as formas de vida, sem diminuir as possibilidades de usufruto das gerações vindouras (www.euescrevo.com.br).

A afirmação “Já a sociedade sustentável é aquela que é autônoma e democrática na busca por um futuro comum”
Alternativas
Q477232 Português
Sustentabilidade significa criar alicerces econômicos, sociais e ambientais duradouros, que possam ser usufruídos de forma justa e igualitária por todas as gerações atuais e futuras, de qualquer classe social, credo ou cultura. Já a sociedade sustentável é aquela que é autônoma e democrática na busca por um futuro comum que garanta qualidade de vida ebem estar a todas as formas de vida, sem diminuir as possibilidades de usufruto das gerações vindouras (www.euescrevo.com.br).

Qual das afirmações abaixo não constitui um objetivo da sustentabilidade?
Alternativas
Q477231 Português
Há um ódio barato vigente em nossa cultura. E ele é programado quando se dirige aos pobres, aos tachados de loucos, às prostitutas, aos travestis, aos grupos de adolescentes que se vestem de modo inusitado ou pertencem a uma tribo que não a das roupas de marcas sempre aceitas. Ódio barato porque é fácil de sentir e dirigir-se a quem é marcado como descartável pelo sistema econômico (TIBURI, Márcia. Cult, ano 15, abril 2012, p. 41).

A que ideia remete-se o fragmento do texto “aos grupos de adolescentes que se vestem de modo inusitado”?
Alternativas
Q477230 Português
Há um ódio barato vigente em nossa cultura. E ele é programado quando se dirige aos pobres, aos tachados de loucos, às prostitutas, aos travestis, aos grupos de adolescentes que se vestem de modo inusitado ou pertencem a uma tribo que não a das roupas de marcas sempre aceitas. Ódio barato porque é fácil de sentir e dirigir-se a quem é marcado como descartável pelo sistema econômico (TIBURI, Márcia. Cult, ano 15, abril 2012, p. 41).

Quando a autora afirma “aos tachados de loucos”, quer dizer:
Alternativas
Q477229 Português
Há um ódio barato vigente em nossa cultura. E ele é programado quando se dirige aos pobres, aos tachados de loucos, às prostitutas, aos travestis, aos grupos de adolescentes que se vestem de modo inusitado ou pertencem a uma tribo que não a das roupas de marcas sempre aceitas. Ódio barato porque é fácil de sentir e dirigir-se a quem é marcado como descartável pelo sistema econômico (TIBURI, Márcia. Cult, ano 15, abril 2012, p. 41).

A opinião que a autora expressa no texto acima tem como argumento principal:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UFAL Prova: COPEVE-UFAL - 2012 - UFAL - Químico |
Q400274 Português
[...] Aos meus olhinhos infantis, o mundo se dividia entre as forças bandidas exaladas pelo fígado de bacalhau - só a ingenuidade das mães para acreditar em fígado de animal que sequer cabeça tinha - e, do outro lado do ringue, capitaneando as noites de lua romântica que um dia iluminariam de felicidade minha existência, lá estava o casal dançarino do rótulo do Sonho de Valsa. Uma vida é feita de gente, livros, músicas, cenas - e produtos do armazém da esquina. O casal elegante e apaixonado, o violino, o sax e o bongô desenhados ao redor deles, aquilo era mais que um papel defendendo o bombom das formigas. Era um projeto de vida.

                        SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Na pista do sonho. O que as mulheres procuram na bolsa. Rio de Janeiro: Record, 2003.


Dadas as afirmações seguintes, acerca da pontuação do fragmento de texto anterior,

I. As reticências foram empregadas para indicar hesitação ou a suspensão de uma ideia que fica a cargo do leitor completar.
II. A primeira vírgula, empregada no fragmento, indica que há um termo fora de posição habitual, ou seja, um termo deslocado.
III. O travessão duplo foi utilizado para indicar o discurso direto.
IV. Usou-se o travessão duplo para isolar enunciado intercalado em outro enunciado.
V. Os dois primeiros travessões isolam enunciado intercalado, finalizando o primeiro.

assinale
Alternativas
Ano: 2012 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UFAL Prova: COPEVE-UFAL - 2012 - UFAL - Químico |
Q400273 Português
[...] Aos meus olhinhos infantis, o mundo se dividia entre as forças bandidas exaladas pelo fígado de bacalhau - só a ingenuidade das mães para acreditar em fígado de animal que sequer cabeça tinha - e, do outro lado do ringue, capitaneando as noites de lua romântica que um dia iluminariam de felicidade minha existência, lá estava o casal dançarino do rótulo do Sonho de Valsa. Uma vida é feita de gente, livros, músicas, cenas - e produtos do armazém da esquina. O casal elegante e apaixonado, o violino, o sax e o bongô desenhados ao redor deles, aquilo era mais que um papel defendendo o bombom das formigas. Era um projeto de vida.

                        SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Na pista do sonho. O que as mulheres procuram na bolsa. Rio de Janeiro: Record, 2003.


A noção de tempo e modo expressa pelos verbos nos fragmentos “[...] o mundo se dividia entre [...]” e “[...] num animal que sequer cabeça tinha [...]”, sugere
Alternativas
Ano: 2012 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UFAL Prova: COPEVE-UFAL - 2012 - UFAL - Químico |
Q400271 Português
“É claro, portanto, que a paz universal é a melhor dentre todas as coisas que contribuem à nossa felicidade.”

                                 (Dante Alighieri)


No que concerne ao emprego do sinal indicativo de crase em “[...] que contribuem à nossa felicidade”, a justificativa correta aparece em que opção?
Alternativas
Ano: 2012 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UFAL Prova: COPEVE-UFAL - 2012 - UFAL - Químico |
Q400270 Português
“É claro, portanto, que a paz universal é a melhor dentre todas as coisas que contribuem à nossa felicidade.”

                                 (Dante Alighieri)


No texto acima, o vocábulo “que” está introduzindo, respectivamente, orações:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UFAL Prova: COPEVE-UFAL - 2012 - UFAL - Químico |
Q400268 Português
                                Assistência médica

        Devido ao fato de não estar aguentando mais levar teus desaforos em casa, chamei uma dessas UTIs móveis pra te internar bem longe daqui. Eu tenho direito a quinze minutos desse espetáculo, não? Eles vão te amarrar numa maca, te entubar a seco, espetar tua carne e sair correndo, fazendo aquele barulho de guerra pela cidade. Teu coraçãozinho vaidoso vai aparecer em diversas televisões que apitam de graça, lançando sinais evidentes da tua maldita presunção. Tudo incluído na mensalidade. Já vão chegar. Não conhecem trânsito. Você vai, finalmente, ter o caminho livre. Tuas furiosas gripes espanholas serão cuidadas por outros trouxas profissionais. Você vai correr à vontade. Ter visão de raio x. Dar de cara no poste.

                        BONASSI, Fernando. Entre vida e morte. São Paulo: FTD, 2004.

No período “Teu coraçãozinho vaidoso vai aparecer em diversas televisões que apitam de graça, lançando sinais evidentes da tua maldita presunção”, o vocábulo “que” é
Alternativas
Ano: 2012 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UFAL Prova: COPEVE-UFAL - 2012 - UFAL - Químico |
Q400265 Português
                                Assistência médica

        Devido ao fato de não estar aguentando mais levar teus desaforos em casa, chamei uma dessas UTIs móveis pra te internar bem longe daqui. Eu tenho direito a quinze minutos desse espetáculo, não? Eles vão te amarrar numa maca, te entubar a seco, espetar tua carne e sair correndo, fazendo aquele barulho de guerra pela cidade. Teu coraçãozinho vaidoso vai aparecer em diversas televisões que apitam de graça, lançando sinais evidentes da tua maldita presunção. Tudo incluído na mensalidade. Já vão chegar. Não conhecem trânsito. Você vai, finalmente, ter o caminho livre. Tuas furiosas gripes espanholas serão cuidadas por outros trouxas profissionais. Você vai correr à vontade. Ter visão de raio x. Dar de cara no poste.

                        BONASSI, Fernando. Entre vida e morte. São Paulo: FTD, 2004.

Dadas as proposições sobre o texto,

I. O texto dá voz à personagem e, nesse caso, temos acesso a alguns de seus sentimentos, ao seu desejo de vingança gerado pelos maus-tratos sofridos.
II. O narrador-personagem sente-se explorado pela pessoa com a qual convive e, por isso, de algum modo, deseja afastá-la.
III. Percebe-se, no texto, a vulnerabilidade do sujeito moderno (urbano).
IV. Não há, no texto, uma percepção geral do isolamento e da vulnerabilidade do sujeito moderno (urbano).

verifica-se que
Alternativas
Ano: 2012 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UFAL Prova: COPEVE-UFAL - 2012 - UFAL - Químico |
Q400264 Português
        A vontade e a ambição, quando verdadeiramente dominam, podem lutar com outros sentimentos, mas hão de sempre vencer, porque elas são as armas do forte, e a vitória é dos fortes

                           (Machado de Assis - A mão e a luva).

Sobre a sentença “mas hão de sempre vencer, porque elas são as armas do forte”, marque a opção correta.
Alternativas
Respostas
821: A
822: C
823: D
824: C
825: A
826: D
827: E
828: B
829: E
830: B
831: D
832: E
833: C
834: D
835: B
836: B
837: D
838: D
839: A
840: C