Questões de Concurso
Sobre português para cespe / cebraspe
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Em relação ao texto acima, julgue o item abaixo.
Embora existam problemas em relação à norma escrita, o nível
de formalidade da linguagem empregado no texto está
apropriado para o gênero diário.
Para estudar a culpabilidade, nossa cultura sempre recorre ao modelo causal, ou seja, procura detectar uma causa para a pretendida culpa; é culpado por causa disso, daquilo... A forma mais humana de se cogitar sobre causas da culpa se dá por meio da ligação psíquica entre o agente e o fato. É por isso que a noção de culpabilidade e, conseqüentemente, da imputabilidade, deve sempre utilizar subsídios da ciência médica especializada na função psíquica. Foi aplicando as noções das funções psíquicas à ética que se supôs a existência de, no mínimo, duas situações determinantes entre a pessoa e o ato: a situação voluntária (volitiva) e a situação involuntária (ou impulsiva, casual). A função da linguagem predominante no trecho é a função poética.
O termo imputar significa atribuir culpa ou delito a outro, portanto, imputar é o mesmo que atribuir a outro, diferentemente do simples atribuir, que pode ser auto-aplicado (eu me atribuo). Assim sendo, como imputar só pode ser utilizado em relação a outra pessoa, uma pessoa considerada imputável é aquela sobre quem podemos atribuir alguma coisa, seja uma culpa, um delito, uma responsabilidade. Predomina, neste trecho, a função emotiva ou expressiva da linguagem.
Infere-se do texto que o tabagismo, além de criar dependência química, envolve aspectos emocionais e psicológicos, o que explica a decisão ministerial de oferecer programa de psicoterapia em grupo para atendimento àqueles que se dispuserem a abandonar o vício.
Ao referir-se a “panorama mundial tão melancólico” (l.3) e a “galeria de pedestais vazios” (l.4-5), o autor do texto acusa as atuais lideranças pacifistas do mundo de não estarem à altura dos desafios do tempo presente e de serem menos preparadas que as do passado.
A direção argumentativa do texto leva a concluir que atos criminosos violentos estão significativamente mais associados a psicopatas do que a pessoas consideradas normais na população em geral.
Ao se substituir a expressão “A despeito dos” (l.7) por Em detrimento dos, a informação do texto modifica-se e há prejuízo para a coerência textual.
Depreende-se das idéias do texto que somente haverá intervenção estrangeira para impedir ou atenuar guerras nos países e regiões onde existam riquezas que possam interessar outros países.
A oração “que justifique a intervenção das tropas globocolonizadas” (l.9-10) não está antecedida por vírgula porque expressa restrição.
Depreende-se do neologismo “globocolonizadas” (l.10) que os exércitos que atuam nas intervenções em países que vivem guerras genocidas representam forças hegemônicas do processo de globalização.
Pelo contexto, compreende-se que a palavra “palco” (l.8) foi empregada em seu sentido denotativo.
A palavra “genocídio” (l.7) significa extermínio deliberado, parcial ou total, de uma comunidade, grupo étnico, racial ou religioso.
A idéia expressa pela palavra “mercantilização” (l.2), que é oposta à de solidariedade e à de amizade, articula-se com as noções de mercado e de relações baseadas em vantagens. É essa idéia que se tem mostrado muito presente nos encontros internacionais de chefes de Estado e de governo, marcados pela celebração de acordos comerciais.
No texto, a substituição de “À luz” (l.2) por Sob a luz prejudicaria a coerência e a correção gramatical do período
Na linha 8, o emprego de preposição em “ao que se passa” justifica-se pela regência do verbo “assistir” (l.7).
Na linha 5, a expressão entre travessões poderia ser substituída por desde os meios de transporte até a Internet, sem que houvesse prejuízo para a correção gramatical do texto.
Na linha 4, a substituição de “Graças ao” por Devido o prejudicaria a correção gramatical do texto.
O autor do texto aponta a utilização de sofisticada tecnologia de comunicações como a principal causa da prevalência do modelo de globalização econômica, que atenta contra os direitos humanos.
A expressão “o seu custo ruinoso” (l.23) exerce a função de aposto, o que justifica a sua colocação entre vírgulas.
Sem prejuízo para os sentidos do texto, a forma verbal “inflige” (l.20) poderia ser substituída por suporta.






