Questões de Concurso
Sobre português para cespe / cebraspe
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Mantendo-se a correção gramatical, o trecho “e isso o deixava muito atrapalhado” (l.16-17) poderia, antecedido por vírgula, ser assim reescrito: o que o deixava muito atrapalhado.
No texto, os termos “no máximo” (l.8-9) e “sem aviso” (l.12) estão isolados por vírgulas porque ambos exercem função adverbial nas orações a que pertencem e foram deslocados de suas posições originais, ou seja, não estão em ordem direta.
A expressão “esses critérios” (l.11) retoma, por coesão sequencial, o trecho “renda per capita e PIB” (l.6).
Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido do texto, caso o termo “portanto” (l.7) fosse substituído por pois, empregado com valor explicativo.
No trecho “o conceito se aplica tanto aos países ricos quanto aos pobres” (l.2-3), o termo “quanto”, em correlação com o advérbio “tanto”, introduz o segundo elemento de uma comparação de igualdade.
Na linha 2, o sinal de dois-pontos foi empregado em virtude da extensão do período e da apresentação de uma ideia pleonástica com isolamento sintático e semântico.
De acordo com o texto, a competição por status e bens materiais estabelece um alto grau de desigualdade no interior dos países capitalistas, o que corrói a riqueza por eles acumulada.
No trecho “que ocupam os patamares inferiores da pirâmide social” (l.19-20), o pronome “que” introduz uma oração que restringe a significação do antecedente “os” (l.19).
O pronome “se”, em “que se formaram” (l.7), poderia ser corretamente deslocado para logo após a forma verbal “formaram”, escrevendo-se que formaram-se.
O referente dos sujeitos das orações “que levarão anos até serem incorporados pela terra” (l.8) e “quando passarão novamente a ser fonte de recurso” (l.9) é “produtos” (l.6).
A ocorrência de hiato justifica o emprego do acento agudo nas vogais i e u nas palavras “construída” e “conteúdos”.
Dados a organização das ideias no texto e o emprego de forma verbal flexionada na primeira pessoa do plural em “a construção do mundo físico em que vivemos” (l.12-13), infere-se que os conhecimentos geológicos têm importância para toda a sociedade
A expressão no entanto, em ambas as ocorrências, na linha 13 e na linha 24, poderiam ser substituídas pela expressão em compensação, sem prejuízo para os sentidos do texto.
Os parênteses e os travessões empregados no segundo período do texto e a vírgula empregada logo após “oceânico” (l.26) são empregados para isolar definições de termos nem sempre conhecidos do leitor comum, ao qual esse gênero textual se dirige.
O emprego das formas e das locuções verbais “estaria” (l.3), “pode conter” (l.17), “Pode ser” (l.19) e “deve ocorrer” (l.21) indica que o fato abordado no texto relaciona-se a uma hipótese, que poderá ou não se confirmar no futuro.
Na linha 15, a forma verbal “observou” está no singular para concordar com o sujeito da oração, “equipamento submersível Shinkai 6.500”.
A linguagem do texto baseia-se na equivalência simbólica entre o discurso, feito de palavras, e o rio, composto de fios de água.
No texto, a grafia diferenciada de “porque” (v.11)/“por que” (v.12) justifica-se pelo fato de que, no verso 11, “porque” tem valor morfossintático semelhante ao da conjunção pois, enquanto, no verso 12, “por que” compõe-se de preposição e pronome, o qual se refere a “fio de água” (v.12).
A prevalência do sentido figurado no texto indica que o autor fala da própria construção textual sem considerar a realidade concreta do rio, da água, do poço, da enchente e da seca.
Em “o que conduziu à formação” (l.15), o emprego do sinal indicativo de crase é obrigatório, de forma que a omissão desse sinal alteraria os sentidos do texto e prejudicaria sua correção gramatical.