Questões de Concurso Sobre português para cespe / cebraspe

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Q3856567 Português
Texto CG1A1-II


    No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao divã.


Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações). 
No quarto período do texto CG1A1-II, a expressão “ao delegar a vida aos algoritmos” poderia ser substituída, preservados os sentidos do texto e a correção gramatical, por
Alternativas
Q3856566 Português
Texto CG1A1-II


    No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao divã.


Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações). 
Assinale a opção correta em relação ao seguinte trecho do texto CG1A1-II: ‘Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada’.
Alternativas
Q3856565 Português
Texto CG1A1-II


    No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao divã.


Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações). 
Em relação às ideias e às características do texto CG1A1-II, julgue os itens a seguir.

I Conforme o texto, a IA tem ajudado a população que reside em regiões mais pobres a conseguir atendimento por profissionais de saúde.
II Das características discursivas do texto é correto concluir que ele se enquadra na tipologia dissertativa. 
III É possível inferir do texto que a IA foi usada como ferramenta profissional no ano de 2025.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Q3856564 Português
Texto CG1A1-II


    No admirável mundo novo da inteligência artificial (IA), o ano de 2025 representou um salto — os robôs movidos a algoritmos, que já faziam parte do cotidiano das relações profissionais, invadiram, sem pompa nem circunstância, recantos íntimos, em meio ao intenso e inescapável debate ético. “O risco é criar uma intimidade sem reciprocidade, em que parece haver relação humana, mas não há”, dizem os psicólogos. A IA trabalha com uma proximidade confortável e sem consequências, mas carrega o risco de afastar usuários das complexidades dos relacionamentos reais. O estrondoso debate que atravessou o ano deixa uma questão central: o que perdemos ao delegar a vida aos algoritmos? No caso das consultas médicas, um argumento a favor da IA tem sido o acesso aos profissionais. “Talvez o melhor médico do mundo seja muito melhor do que o ChatGPT. Mas, se não há alternativa, se não é possível pagar por um médico, especialmente em regiões mais pobres, será muito melhor do que nada”. É um ponto, mas não há dúvida: a IA precisa ser levada ao divã.


Lígia Morais. A IA no divã. In: Veja, 24/12/2025, p. 49 (com adaptações). 
Da leitura do texto CG1A1-II conclui-se que
Alternativas
Q3856563 Português
Texto CG1A1-I


    Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm3 ) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.

    Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.

    No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).


Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações). 
Estariam preservadas a correção gramatical e a coerência do texto CG1A1-I caso fosse inserida uma vírgula imediatamente após o termo
Alternativas
Q3856562 Português
Texto CG1A1-I


    Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm3 ) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.

    Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.

    No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).


Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações). 
Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita do penúltimo período do primeiro parágrafo do texto CG1A1-I. Assinale a opção em que a proposta de reescrita é gramaticalmente correta e coerente com as ideias do texto. 
Alternativas
Q3856561 Português
Texto CG1A1-I


    Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm3 ) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.

    Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.

    No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).


Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações). 
Julgue os itens a seguir, no que se refere à ortografia oficial e ao emprego do sinal indicativo de crase no texto CG1A1-I.

I Os vocábulos “agência”, “indústria” e “subterrânea” são acentuados graficamente de acordo com regras distintas de acentuação gráfica.
II No trecho “devolvidos à natureza” (último período do segundo parágrafo), o emprego do acento indicativo de crase é facultativo.
III De acordo com a ortografia oficial vigente, o vocábulo “aquicultura” pode ser grafado também com trema — aqüicultura.
IV O numeral “14” pode ser corretamente grafado de duas formas: quatorze e catorze.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Q3856560 Português
Texto CG1A1-I


    Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm3 ) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.

    Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.

    No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).


Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações). 
Julgue os seguintes itens, que se referem a aspectos gramaticais do seguinte trecho do texto CG1A1-I: “Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira.” (primeiro e segundo períodos do primeiro parágrafo).

I O pronome “se” tem a mesma função gramatical em suas duas ocorrências no trecho. 
II No primeiro período, a vírgula separa o sujeito do predicado.
III No segundo período, o verbo da oração estabelece concordância com o termo “importância”.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Q3856559 Português
Texto CG1A1-I


    Em 5 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Por isso, destaca-se, neste texto, a importância da água para a economia brasileira. Segundo o terceiro número das Contas econômicas ambientais da água: Brasil 2018-2020, lançado, em 2023, pelo IBGE em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, foram retirados, em 2020, do meio ambiente brasileiro 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm3 ) de água para integrar o sistema econômico do país. A atividade de eletricidade e gás foi a que mais captou água (85,1%), mas não a consumiu, pois apenas a utilizou para movimentar turbinas geradoras de energia elétrica e a devolveu à natureza. As atividades de coleta de águas pluviais tampouco consomem a água que captam.

    Excluídas essas duas atividades, chega-se às que consomem a água captada (14% do total). As principais atividades econômicas que consomem a água que captam são a agricultura, a pecuária, a produção florestal, a pesca e a aquicultura (95,2%); e a captação, o tratamento e a distribuição de água (3,5%). Os volumes consumidos são, de uma forma ou de outra, devolvidos à natureza, mas muitas vezes tão modificados que seu reúso depende de grandes esforços de recuperação.

    No caso das atividades da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 92,4% do volume retirado em 2020 originou-se da água armazenada no solo, usada principalmente para a agricultura não irrigada. Essa atividade também retirou a maior parte das águas superficiais e subterrâneas, pois respondeu por 58,2% dos 71,2 mil hm3 diretamente captados naquele ano, seguida pelas de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e pelas indústrias de transformação e construção (8,4%).


Pesquisa FAPESP, n.º 340, ano 25, jun./2024, p. 37 (com adaptações). 
Da leitura do texto CG1A1-I infere-se que
Alternativas
Q3855818 Português
Texto CG1A1-III


   1976: esse foi o ano do surgimento do termo meme, com o biólogo Richard Dawkins, numa obra que tratava majoritariamente de uma perspectiva evolucionista dos genes. O argumento central é o de que os seres vivos são máquinas de sobrevivência para replicadores biológicos — os genes —, mas é possível que haja outros tipos de replicadores, o que leva a outros tipos de evolução, como a que acontece nas culturas humanas. É sob a égide desse pensamento que se propõe a existência de um replicador cultural, o que permite que as culturas evoluam.

   Meme, segundo o autor, é entendido como uma unidade de transmissão cultural, ou unidade de imitação. São ideias que também são replicadas de tempos em tempos, e ele tem três características de replicadores: a longevidade, a fecundidade e a fidelidade da cópia. A longevidade diz respeito ao tempo em que um meme ficará disponível numa cultura; a fecundidade é a sua habilidade de gerar cópias; e a fidelidade da cópia é a capacidade de o meme gerar cópias com a maior semelhança possível consigo, o original.


Vicente de Lima-Neto. Meme é gênero? Questionamentos sobre o estatuto genérico do meme. In: Trabalhos em Linguística Aplicada, 59(3), 2020, p. 2.251 (com adaptações).
Assinale a opção em que é apresentado um pronome que atua tanto na coesão referencial quanto na coesão sequencial do texto CG1A1-III.
Alternativas
Q3855817 Português
Texto CG1A1-III


   1976: esse foi o ano do surgimento do termo meme, com o biólogo Richard Dawkins, numa obra que tratava majoritariamente de uma perspectiva evolucionista dos genes. O argumento central é o de que os seres vivos são máquinas de sobrevivência para replicadores biológicos — os genes —, mas é possível que haja outros tipos de replicadores, o que leva a outros tipos de evolução, como a que acontece nas culturas humanas. É sob a égide desse pensamento que se propõe a existência de um replicador cultural, o que permite que as culturas evoluam.

   Meme, segundo o autor, é entendido como uma unidade de transmissão cultural, ou unidade de imitação. São ideias que também são replicadas de tempos em tempos, e ele tem três características de replicadores: a longevidade, a fecundidade e a fidelidade da cópia. A longevidade diz respeito ao tempo em que um meme ficará disponível numa cultura; a fecundidade é a sua habilidade de gerar cópias; e a fidelidade da cópia é a capacidade de o meme gerar cópias com a maior semelhança possível consigo, o original.


Vicente de Lima-Neto. Meme é gênero? Questionamentos sobre o estatuto genérico do meme. In: Trabalhos em Linguística Aplicada, 59(3), 2020, p. 2.251 (com adaptações).
No último período do primeiro parágrafo do texto CG1A1-III, o vocábulo “se”, na oração “que se propõe a existência de um replicador cultural”, classifica-se como
Alternativas
Q3855816 Português
Texto CG1A1-II


    O ser humano é um paradoxo. Nós somos um paradoxo porque somos animais capazes de refletir sobre o tempo e entender que temos uma dimensão finita neste planeta. Nós somos criaturas que nascemos, crescemos e, finalmente, morremos. Mas também somos capazes de ver um ciclo no qual a própria natureza repete essa ordem. Toda forma de vida repete essa fórmula: nascer, crescer e, finalmente, morrer, ou seja, existe um ponto de criação e de destruição no universo e nós somos partes desse ciclo. Portanto, uma das grandes indagações do espírito humano é tentar compreender de onde nós viemos: por que nós estamos aqui? Qual é o sentido da nossa existência? Nós somos os únicos animais capazes de formular esse tipo de pergunta.

   Uma das lições que aprendemos com a ciência moderna, que julgo ser essencial, porém pouco discutida, é a da exclusividade do ser humano no universo. Dito isto, posso assegurar que não há outro ser humano no universo, ou seja, é impossível que, entre a vasta existência dos planetas que existem no universo, possa ter havido outro planeta que tenha tido uma evolução e uma história similar à do planeta Terra — com mais de 4,5 bilhões de anos — e que tenha forjado a emergência de outra espécie primata semelhante à nossa. Desta forma, aquilo a que me refiro é algo muito importante, isto é, apenas a nossa espécie existe como ser humano. Ainda que haja outros seres extraterrestres bípedes e com uma simetria bilateral, eles não serão humanos, eles serão diferentes, porque a história da vida, em cada planeta, reflete a história da vida daquele planeta.


Marcelo Gleiser. In: À escuta do infinito: estamos mais perto de Deus?
Um encontro entre Marcelo Gleiser e Gianfranco Ravasi. Coordenador: Fabiano Incerti.
Tradução: Natan Marinho Junior. Curitiba: PUCPRESS, 2018, p. 15-16 (com adaptações).
Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos do texto CG1A1-II, a oração “no qual a própria natureza repete essa ordem” (quarto período do primeiro parágrafo) poderia ser reescrita como
Alternativas
Q3855815 Português
Texto CG1A1-II


    O ser humano é um paradoxo. Nós somos um paradoxo porque somos animais capazes de refletir sobre o tempo e entender que temos uma dimensão finita neste planeta. Nós somos criaturas que nascemos, crescemos e, finalmente, morremos. Mas também somos capazes de ver um ciclo no qual a própria natureza repete essa ordem. Toda forma de vida repete essa fórmula: nascer, crescer e, finalmente, morrer, ou seja, existe um ponto de criação e de destruição no universo e nós somos partes desse ciclo. Portanto, uma das grandes indagações do espírito humano é tentar compreender de onde nós viemos: por que nós estamos aqui? Qual é o sentido da nossa existência? Nós somos os únicos animais capazes de formular esse tipo de pergunta.

   Uma das lições que aprendemos com a ciência moderna, que julgo ser essencial, porém pouco discutida, é a da exclusividade do ser humano no universo. Dito isto, posso assegurar que não há outro ser humano no universo, ou seja, é impossível que, entre a vasta existência dos planetas que existem no universo, possa ter havido outro planeta que tenha tido uma evolução e uma história similar à do planeta Terra — com mais de 4,5 bilhões de anos — e que tenha forjado a emergência de outra espécie primata semelhante à nossa. Desta forma, aquilo a que me refiro é algo muito importante, isto é, apenas a nossa espécie existe como ser humano. Ainda que haja outros seres extraterrestres bípedes e com uma simetria bilateral, eles não serão humanos, eles serão diferentes, porque a história da vida, em cada planeta, reflete a história da vida daquele planeta.


Marcelo Gleiser. In: À escuta do infinito: estamos mais perto de Deus?
Um encontro entre Marcelo Gleiser e Gianfranco Ravasi. Coordenador: Fabiano Incerti.
Tradução: Natan Marinho Junior. Curitiba: PUCPRESS, 2018, p. 15-16 (com adaptações).
Julgue os itens que se seguem, referentes a relações de concordância estabelecidas no texto CG1A1-II.

I No terceiro período do primeiro parágrafo, a flexão da forma verbal “nascemos” na primeira pessoa do plural deve-se à concordância dessa forma verbal com o sujeito oculto da oração, cujo referente é “Nós”.
II A substituição da forma verbal “existem” (segundo período do segundo parágrafo) pela forma verbal manteria a correção gramatical do texto.
III Estaria preservada a correção gramatical do segundo período do segundo parágrafo caso se substituísse “similar à do planeta Terra” por similares às do planeta Terra.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Q3855814 Português
Texto CG1A1-II


    O ser humano é um paradoxo. Nós somos um paradoxo porque somos animais capazes de refletir sobre o tempo e entender que temos uma dimensão finita neste planeta. Nós somos criaturas que nascemos, crescemos e, finalmente, morremos. Mas também somos capazes de ver um ciclo no qual a própria natureza repete essa ordem. Toda forma de vida repete essa fórmula: nascer, crescer e, finalmente, morrer, ou seja, existe um ponto de criação e de destruição no universo e nós somos partes desse ciclo. Portanto, uma das grandes indagações do espírito humano é tentar compreender de onde nós viemos: por que nós estamos aqui? Qual é o sentido da nossa existência? Nós somos os únicos animais capazes de formular esse tipo de pergunta.

   Uma das lições que aprendemos com a ciência moderna, que julgo ser essencial, porém pouco discutida, é a da exclusividade do ser humano no universo. Dito isto, posso assegurar que não há outro ser humano no universo, ou seja, é impossível que, entre a vasta existência dos planetas que existem no universo, possa ter havido outro planeta que tenha tido uma evolução e uma história similar à do planeta Terra — com mais de 4,5 bilhões de anos — e que tenha forjado a emergência de outra espécie primata semelhante à nossa. Desta forma, aquilo a que me refiro é algo muito importante, isto é, apenas a nossa espécie existe como ser humano. Ainda que haja outros seres extraterrestres bípedes e com uma simetria bilateral, eles não serão humanos, eles serão diferentes, porque a história da vida, em cada planeta, reflete a história da vida daquele planeta.


Marcelo Gleiser. In: À escuta do infinito: estamos mais perto de Deus?
Um encontro entre Marcelo Gleiser e Gianfranco Ravasi. Coordenador: Fabiano Incerti.
Tradução: Natan Marinho Junior. Curitiba: PUCPRESS, 2018, p. 15-16 (com adaptações).
Consoante as ideias expressas no segundo parágrafo do texto CG1A1-II, 
Alternativas
Q3855813 Português
Texto CG1A1-II


    O ser humano é um paradoxo. Nós somos um paradoxo porque somos animais capazes de refletir sobre o tempo e entender que temos uma dimensão finita neste planeta. Nós somos criaturas que nascemos, crescemos e, finalmente, morremos. Mas também somos capazes de ver um ciclo no qual a própria natureza repete essa ordem. Toda forma de vida repete essa fórmula: nascer, crescer e, finalmente, morrer, ou seja, existe um ponto de criação e de destruição no universo e nós somos partes desse ciclo. Portanto, uma das grandes indagações do espírito humano é tentar compreender de onde nós viemos: por que nós estamos aqui? Qual é o sentido da nossa existência? Nós somos os únicos animais capazes de formular esse tipo de pergunta.

   Uma das lições que aprendemos com a ciência moderna, que julgo ser essencial, porém pouco discutida, é a da exclusividade do ser humano no universo. Dito isto, posso assegurar que não há outro ser humano no universo, ou seja, é impossível que, entre a vasta existência dos planetas que existem no universo, possa ter havido outro planeta que tenha tido uma evolução e uma história similar à do planeta Terra — com mais de 4,5 bilhões de anos — e que tenha forjado a emergência de outra espécie primata semelhante à nossa. Desta forma, aquilo a que me refiro é algo muito importante, isto é, apenas a nossa espécie existe como ser humano. Ainda que haja outros seres extraterrestres bípedes e com uma simetria bilateral, eles não serão humanos, eles serão diferentes, porque a história da vida, em cada planeta, reflete a história da vida daquele planeta.


Marcelo Gleiser. In: À escuta do infinito: estamos mais perto de Deus?
Um encontro entre Marcelo Gleiser e Gianfranco Ravasi. Coordenador: Fabiano Incerti.
Tradução: Natan Marinho Junior. Curitiba: PUCPRESS, 2018, p. 15-16 (com adaptações).
De acordo com as ideias veiculadas no texto CG1A1-II, o ser humano é um paradoxo porque é capaz de
Alternativas
Q3855812 Português
Texto CG1A1-I


   Referência em gestão fiscal, com superávit de R$ 6,4 bilhões em 2024 e mantendo a nota A+ na classificação máxima de capacidade de pagamento (CAPAG) do Tesouro Nacional pelo segundo ano consecutivo, o estado do Paraná demonstra que mesmo estados bem administrados não estão imunes aos efeitos macroeconômicos. Sua base tributável diversificada — agronegócio, indústria automotiva, energia, combustíveis, logística — também registra desaceleração, especialmente em segmentos sensíveis a juros, como veículos e materiais de construção. O que se pode inferir desse comportamento é que mesmo a gestão fiscal responsável não está imune a choques macroeconômicos, mas prepara o estado para atravessar períodos adversos com menor risco de desequilíbrio.

   A experiência de estados como o Paraná, que consolidaram suas finanças públicas e alcançaram as melhores classificações de capacidade de pagamento, oferece lições importantes. A disciplina fiscal em períodos de abundância criou uma margem de segurança para o estado atravessar períodos de menor dinamismo sem rupturas. O controle rigoroso de gastos correntes preserva espaço fiscal para investimentos prioritários. A transparência na gestão orçamentária e o planejamento de longo prazo permitem a antecipação de cenários adversos e a implementação de ajustes graduais, evitando correções abruptas que comprometem a prestação de serviços públicos. Contudo, mesmo para estados bem-preparados, o cenário de 2026 exige postura cautelosa. O fim da fase de abundância não significa crise fiscal, mas demanda prudência nas decisões de gasto e foco na sustentabilidade de longo prazo das finanças públicas estaduais.


Internet: <fazenda.pr.gov.br> (com adaptações)
Julgue os itens seguintes, relativos ao emprego da vírgula no texto CG1A1-I.

I Estaria mantida a correção gramatical do texto caso a expressão “mesmo a gestão fiscal responsável” (último período do primeiro parágrafo) estivesse isolada entre vírgulas.
II A supressão da vírgula empregada após o termo “Paraná” (primeiro período do segundo parágrafo) manteria a correção gramatical do período, mas alteraria seu sentido.
III No quarto período do segundo parágrafo, a inserção de vírgula imediatamente depois do termo “abruptas” não prejudicaria a correção gramatical do texto, mas alteraria o seu sentido original.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Q3855811 Português
Texto CG1A1-I


   Referência em gestão fiscal, com superávit de R$ 6,4 bilhões em 2024 e mantendo a nota A+ na classificação máxima de capacidade de pagamento (CAPAG) do Tesouro Nacional pelo segundo ano consecutivo, o estado do Paraná demonstra que mesmo estados bem administrados não estão imunes aos efeitos macroeconômicos. Sua base tributável diversificada — agronegócio, indústria automotiva, energia, combustíveis, logística — também registra desaceleração, especialmente em segmentos sensíveis a juros, como veículos e materiais de construção. O que se pode inferir desse comportamento é que mesmo a gestão fiscal responsável não está imune a choques macroeconômicos, mas prepara o estado para atravessar períodos adversos com menor risco de desequilíbrio.

   A experiência de estados como o Paraná, que consolidaram suas finanças públicas e alcançaram as melhores classificações de capacidade de pagamento, oferece lições importantes. A disciplina fiscal em períodos de abundância criou uma margem de segurança para o estado atravessar períodos de menor dinamismo sem rupturas. O controle rigoroso de gastos correntes preserva espaço fiscal para investimentos prioritários. A transparência na gestão orçamentária e o planejamento de longo prazo permitem a antecipação de cenários adversos e a implementação de ajustes graduais, evitando correções abruptas que comprometem a prestação de serviços públicos. Contudo, mesmo para estados bem-preparados, o cenário de 2026 exige postura cautelosa. O fim da fase de abundância não significa crise fiscal, mas demanda prudência nas decisões de gasto e foco na sustentabilidade de longo prazo das finanças públicas estaduais.


Internet: <fazenda.pr.gov.br> (com adaptações)
No primeiro período do primeiro parágrafo do texto CG1A1-I, o termo “do Paraná”, em “o estado do Paraná”, desempenha a função sintática de
Alternativas
Q3855810 Português
Texto CG1A1-I


   Referência em gestão fiscal, com superávit de R$ 6,4 bilhões em 2024 e mantendo a nota A+ na classificação máxima de capacidade de pagamento (CAPAG) do Tesouro Nacional pelo segundo ano consecutivo, o estado do Paraná demonstra que mesmo estados bem administrados não estão imunes aos efeitos macroeconômicos. Sua base tributável diversificada — agronegócio, indústria automotiva, energia, combustíveis, logística — também registra desaceleração, especialmente em segmentos sensíveis a juros, como veículos e materiais de construção. O que se pode inferir desse comportamento é que mesmo a gestão fiscal responsável não está imune a choques macroeconômicos, mas prepara o estado para atravessar períodos adversos com menor risco de desequilíbrio.

   A experiência de estados como o Paraná, que consolidaram suas finanças públicas e alcançaram as melhores classificações de capacidade de pagamento, oferece lições importantes. A disciplina fiscal em períodos de abundância criou uma margem de segurança para o estado atravessar períodos de menor dinamismo sem rupturas. O controle rigoroso de gastos correntes preserva espaço fiscal para investimentos prioritários. A transparência na gestão orçamentária e o planejamento de longo prazo permitem a antecipação de cenários adversos e a implementação de ajustes graduais, evitando correções abruptas que comprometem a prestação de serviços públicos. Contudo, mesmo para estados bem-preparados, o cenário de 2026 exige postura cautelosa. O fim da fase de abundância não significa crise fiscal, mas demanda prudência nas decisões de gasto e foco na sustentabilidade de longo prazo das finanças públicas estaduais.


Internet: <fazenda.pr.gov.br> (com adaptações)
No primeiro parágrafo do texto CG1A1-I, predomina a tipologia textual
Alternativas
Q3855809 Português
Texto CG1A1-I


   Referência em gestão fiscal, com superávit de R$ 6,4 bilhões em 2024 e mantendo a nota A+ na classificação máxima de capacidade de pagamento (CAPAG) do Tesouro Nacional pelo segundo ano consecutivo, o estado do Paraná demonstra que mesmo estados bem administrados não estão imunes aos efeitos macroeconômicos. Sua base tributável diversificada — agronegócio, indústria automotiva, energia, combustíveis, logística — também registra desaceleração, especialmente em segmentos sensíveis a juros, como veículos e materiais de construção. O que se pode inferir desse comportamento é que mesmo a gestão fiscal responsável não está imune a choques macroeconômicos, mas prepara o estado para atravessar períodos adversos com menor risco de desequilíbrio.

   A experiência de estados como o Paraná, que consolidaram suas finanças públicas e alcançaram as melhores classificações de capacidade de pagamento, oferece lições importantes. A disciplina fiscal em períodos de abundância criou uma margem de segurança para o estado atravessar períodos de menor dinamismo sem rupturas. O controle rigoroso de gastos correntes preserva espaço fiscal para investimentos prioritários. A transparência na gestão orçamentária e o planejamento de longo prazo permitem a antecipação de cenários adversos e a implementação de ajustes graduais, evitando correções abruptas que comprometem a prestação de serviços públicos. Contudo, mesmo para estados bem-preparados, o cenário de 2026 exige postura cautelosa. O fim da fase de abundância não significa crise fiscal, mas demanda prudência nas decisões de gasto e foco na sustentabilidade de longo prazo das finanças públicas estaduais.


Internet: <fazenda.pr.gov.br> (com adaptações)
De acordo com o texto CG1A1-I,
Alternativas
Q3825716 Português
        Também, como já mencionado, nos anos finais do ensino fundamental, os conhecimentos sobre a língua, sobre as demais semioses e sobre a norma padrão se articulam aos demais eixos em que se organizam os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de língua portuguesa. Dessa forma, as abordagens linguística, metalinguística e reflexiva ocorrem sempre a favor da prática de linguagem que está em evidência nos eixos de leitura, escrita ou oralidade.

        Os conhecimentos sobre a língua, as demais semioses e a norma padrão não devem ser tomados como uma lista de conteúdos dissociados das práticas de linguagem, mas como propiciadores de reflexão a respeito do funcionamento da língua no contexto dessas práticas. A seleção de habilidades na BNCC está relacionada com aqueles conhecimentos fundamentais para que o estudante possa apropriar-se do sistema linguístico que organiza o português brasileiro.

        Alguns desses objetivos, sobretudo aqueles que dizem respeito à norma, são transversais a toda a base de língua portuguesa. O conhecimento da ortografia, da pontuação, da acentuação, por exemplo, deve estar presente ao longo de toda escolaridade, abordado conforme o ano da escolaridade. Assume-se, na BNCC de língua portuguesa, uma perspectiva de progressão de conhecimentos que vai das regularidades às irregularidades e dos usos mais frequentes e simples aos menos habituais e mais complexos.

Internet:<basenacionalcomum.mec.gov.br>  (com adaptações).
Assinale a opção correta em relação a esse texto e aos princípios gerais da BNCC para o componente de língua portuguesa. 
Alternativas
Respostas
421: D
422: C
423: D
424: C
425: A
426: A
427: C
428: C
429: C
430: C
431: C
432: D
433: E
434: C
435: D
436: B
437: D
438: C
439: B
440: E