Questões de Concurso
Sobre português para cespe / cebraspe
Foram encontradas 18.402 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Texto CG3A1-I
Os impactos ambientais gerados pelo crescimento urbano aumentaram consideravelmente, com a redução da qualidade da água segura para a população. Isso ocorreu, também, em Aracaju, que teve seu processo de urbanização pautado em métodos conservadores de traçado urbano.
Em pleno século XXI, a sociedade brasileira encontra-se, ainda, na concepção higienista de cidades, pois busca garantir a infraestrutura básica local, mas deixa para o meio ambiente o maior ônus, ao transferir à jusante os impactos relacionados à drenagem, o que faz ampliar as cheias naturais, degradar os corpos hídricos e desequilibrar os ciclos naturais (hidrológicos, biológicos e ecológicos).
Recentemente, as políticas públicas do estado passaram a reconhecer a necessidade de equilíbrio entre o meio ambiente e as questões de drenagem urbana, ao identificarem a importância de manutenção local das águas pluviais, política específica sobre drenagem, gestão integrada das águas urbanas, vegetação e paisagem como elementos complementares às estratégias de drenagem e medidas estruturais extensivas de menor impacto ambiental (como as que visam modificar os processos de chuva-vazão na bacia hidrográfica ou em zona urbanizada, implementadas ao longo de sua extensão, e que incluem o controle da cobertura vegetal e da erosão do solo).
Entretanto, mesmo com a implementação dessas diretrizes, percebe-se que a prática e a execução delas têm sido realizadas de forma muito lenta. As medidas de controle à urbanização dependem de uma política urbana municipal rígida. A atualização do plano diretor de Aracaju é fundamental para a execução de boas práticas, para a manutenção e o equilíbrio da cidade e de seus bairros, no que se refere à preservação do meio natural, ao controle das construções nesse meio, bem como ao equilíbrio da oferta de serviços de saneamento.
Yuri Augusto Dorea de Carvalho Silva, Rebeca Pereira de Souza Diniz e Lina Martins de Carvalho.
Drenagem urbana e espaços livres: reflexões preliminares sobre o caso do Jabotiana em Aracaju/SE.
XIII Encontro de Recursos Hídricos em Sergipe. Associação Brasileira de Recursos Hídricos.
Internet:
Clarice Lispector. Os obedientes. In: Felicidade Clandestina. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1998 (com adaptações).
Infere-se que, no fragmento de conto apresentado, é narrada a história de um casamento problematizado como contrato institucionalizado que opera como um dispositivo pautado
Texto CG4A2-I
Pindaíba: do tupi pindá (“anzol”) e íua (“haste”). É o nome de várias árvores e arbustos brasileiros usados por indígenas para fabricar a vara do anzol. Uma dessas árvores dá um fruto parecido com uma pinha.
Pindá também era o nome, na língua tupi, dado por indígenas ao ouriço-do-mar, um bicho muito espinhento.
No Brasil, emprega-se a expressão “estar na pindaíba” ou “andar na pindaíba” para falar de uma pessoa que está sem dinheiro ou com dificuldade financeira. A origem da expressão até hoje divide os estudiosos. Para alguns, ela tem a ver com a situação azarada de quem só tem uma vara de pescar para conseguir comida. Para outros, como o indígena dependia de sua vara de pescar para comer, quando o anzol era ruim e não apanhava nada, a pessoa ficava com fome e na miséria. Outros, enfim, dizem que os ouriços-do-mar dão muito trabalho para serem apanhados e, depois de arrancados os espinhos, têm muito pouca carne a oferecer. A pessoa que só come o ouriço-do-mar, portanto, estaria na pindaíba. Seja qual for a origem, a verdade é que ninguém gosta de estar na pindaíba!
Marcos Bagno e Orlene Carvalho. Pororoca, pipoca, paca e outras palavras do tupi. São Paulo: Parábola, 2014, p. 101-102 (com adaptações).
Texto CG4A2-I
Pindaíba: do tupi pindá (“anzol”) e íua (“haste”). É o nome de várias árvores e arbustos brasileiros usados por indígenas para fabricar a vara do anzol. Uma dessas árvores dá um fruto parecido com uma pinha.
Pindá também era o nome, na língua tupi, dado por indígenas ao ouriço-do-mar, um bicho muito espinhento.
No Brasil, emprega-se a expressão “estar na pindaíba” ou “andar na pindaíba” para falar de uma pessoa que está sem dinheiro ou com dificuldade financeira. A origem da expressão até hoje divide os estudiosos. Para alguns, ela tem a ver com a situação azarada de quem só tem uma vara de pescar para conseguir comida. Para outros, como o indígena dependia de sua vara de pescar para comer, quando o anzol era ruim e não apanhava nada, a pessoa ficava com fome e na miséria. Outros, enfim, dizem que os ouriços-do-mar dão muito trabalho para serem apanhados e, depois de arrancados os espinhos, têm muito pouca carne a oferecer. A pessoa que só come o ouriço-do-mar, portanto, estaria na pindaíba. Seja qual for a origem, a verdade é que ninguém gosta de estar na pindaíba!
Marcos Bagno e Orlene Carvalho. Pororoca, pipoca, paca e outras palavras do tupi. São Paulo: Parábola, 2014, p. 101-102 (com adaptações).
Texto CG4A2-I
Pindaíba: do tupi pindá (“anzol”) e íua (“haste”). É o nome de várias árvores e arbustos brasileiros usados por indígenas para fabricar a vara do anzol. Uma dessas árvores dá um fruto parecido com uma pinha.
Pindá também era o nome, na língua tupi, dado por indígenas ao ouriço-do-mar, um bicho muito espinhento.
No Brasil, emprega-se a expressão “estar na pindaíba” ou “andar na pindaíba” para falar de uma pessoa que está sem dinheiro ou com dificuldade financeira. A origem da expressão até hoje divide os estudiosos. Para alguns, ela tem a ver com a situação azarada de quem só tem uma vara de pescar para conseguir comida. Para outros, como o indígena dependia de sua vara de pescar para comer, quando o anzol era ruim e não apanhava nada, a pessoa ficava com fome e na miséria. Outros, enfim, dizem que os ouriços-do-mar dão muito trabalho para serem apanhados e, depois de arrancados os espinhos, têm muito pouca carne a oferecer. A pessoa que só come o ouriço-do-mar, portanto, estaria na pindaíba. Seja qual for a origem, a verdade é que ninguém gosta de estar na pindaíba!
Marcos Bagno e Orlene Carvalho. Pororoca, pipoca, paca e outras palavras do tupi. São Paulo: Parábola, 2014, p. 101-102 (com adaptações).
Texto CG4A2-I
Pindaíba: do tupi pindá (“anzol”) e íua (“haste”). É o nome de várias árvores e arbustos brasileiros usados por indígenas para fabricar a vara do anzol. Uma dessas árvores dá um fruto parecido com uma pinha.
Pindá também era o nome, na língua tupi, dado por indígenas ao ouriço-do-mar, um bicho muito espinhento.
No Brasil, emprega-se a expressão “estar na pindaíba” ou “andar na pindaíba” para falar de uma pessoa que está sem dinheiro ou com dificuldade financeira. A origem da expressão até hoje divide os estudiosos. Para alguns, ela tem a ver com a situação azarada de quem só tem uma vara de pescar para conseguir comida. Para outros, como o indígena dependia de sua vara de pescar para comer, quando o anzol era ruim e não apanhava nada, a pessoa ficava com fome e na miséria. Outros, enfim, dizem que os ouriços-do-mar dão muito trabalho para serem apanhados e, depois de arrancados os espinhos, têm muito pouca carne a oferecer. A pessoa que só come o ouriço-do-mar, portanto, estaria na pindaíba. Seja qual for a origem, a verdade é que ninguém gosta de estar na pindaíba!
Marcos Bagno e Orlene Carvalho. Pororoca, pipoca, paca e outras palavras do tupi. São Paulo: Parábola, 2014, p. 101-102 (com adaptações).
Texto CG4A1
As enchentes podem ser controladas a partir de mecanismos que reduzam o excesso de escoamento pluvial e(ou) amorteçam as ondas de cheias em rios urbanos.
As medidas de controle de inundações em áreas urbanas podem ser classificadas em estruturais, quando o homem modifica o rio, mediante a construção de obras hidráulicas, como barragens, diques e canalizações, e em não estruturais, preventivas, quando o homem convive com o rio, efetivadas por meio de zoneamento de áreas de inundação, de sistema de alerta ligado à defesa civil e de seguros.
No Brasil, não existe nenhum programa sistemático de controle de enchentes que envolva seus diferentes aspectos. O que se observa são ações isoladas por parte de algumas cidades.
Carlos Eduardo Morelli Tucci. Água no meio urbano. In: Água Doce.
Porto Alegre: IPH/UFRGS, 1997, p. 12-13. Internet:
Texto CG4A1
As enchentes podem ser controladas a partir de mecanismos que reduzam o excesso de escoamento pluvial e(ou) amorteçam as ondas de cheias em rios urbanos.
As medidas de controle de inundações em áreas urbanas podem ser classificadas em estruturais, quando o homem modifica o rio, mediante a construção de obras hidráulicas, como barragens, diques e canalizações, e em não estruturais, preventivas, quando o homem convive com o rio, efetivadas por meio de zoneamento de áreas de inundação, de sistema de alerta ligado à defesa civil e de seguros.
No Brasil, não existe nenhum programa sistemático de controle de enchentes que envolva seus diferentes aspectos. O que se observa são ações isoladas por parte de algumas cidades.
Carlos Eduardo Morelli Tucci. Água no meio urbano. In: Água Doce.
Porto Alegre: IPH/UFRGS, 1997, p. 12-13. Internet:
Texto CG4A1
As enchentes podem ser controladas a partir de mecanismos que reduzam o excesso de escoamento pluvial e(ou) amorteçam as ondas de cheias em rios urbanos.
As medidas de controle de inundações em áreas urbanas podem ser classificadas em estruturais, quando o homem modifica o rio, mediante a construção de obras hidráulicas, como barragens, diques e canalizações, e em não estruturais, preventivas, quando o homem convive com o rio, efetivadas por meio de zoneamento de áreas de inundação, de sistema de alerta ligado à defesa civil e de seguros.
No Brasil, não existe nenhum programa sistemático de controle de enchentes que envolva seus diferentes aspectos. O que se observa são ações isoladas por parte de algumas cidades.
Carlos Eduardo Morelli Tucci. Água no meio urbano. In: Água Doce.
Porto Alegre: IPH/UFRGS, 1997, p. 12-13. Internet:
Texto CG4A1
As enchentes podem ser controladas a partir de mecanismos que reduzam o excesso de escoamento pluvial e(ou) amorteçam as ondas de cheias em rios urbanos.
As medidas de controle de inundações em áreas urbanas podem ser classificadas em estruturais, quando o homem modifica o rio, mediante a construção de obras hidráulicas, como barragens, diques e canalizações, e em não estruturais, preventivas, quando o homem convive com o rio, efetivadas por meio de zoneamento de áreas de inundação, de sistema de alerta ligado à defesa civil e de seguros.
No Brasil, não existe nenhum programa sistemático de controle de enchentes que envolva seus diferentes aspectos. O que se observa são ações isoladas por parte de algumas cidades.
Carlos Eduardo Morelli Tucci. Água no meio urbano. In: Água Doce.
Porto Alegre: IPH/UFRGS, 1997, p. 12-13. Internet:
Aula
Fala de vendedor ambulante
é signo em rotação. A gente
lança no ar o que tem de ser
dito e colhe — nem sempre —
o fruto de algo vendido.
Repetimos as falas aceitas
para garantir a venda, mas
o risco do improviso é o que
há. Três por dois, duas por
uma — essa sintaxe apraz.
A gente lança no ar. Se der
ritmo ganhamos a feira, se
não, fazemos finta de baile.
Edimilson de Almeida Pereira. Aula. In: Poesia +: antologia 1984-2019. São Paulo: Editora 34, 2019, p. 187 (com adaptações).
No poema, a aproximação entre as imagens do poeta e do vendedor ambulante é disparada primeiramente pelo uso da expressão
Com o correr das décadas, a prática da literatura no Brasil foi-se revestindo duma capa, ou seja, duma dupla meta ideológica. Ao explorar os meandros da observação direta dos acontecimentos cotidianos ou históricos e ao incentivar a reflexão sobre os observadores privilegiados, nossa literatura tanto configura a carência socioeconômica e educacional do país quanto define, pelo exercício impiedoso da autocrítica, o grupo reduzido e singular que tem exercido de uma forma ou de outra as formas clássicas de mando e governabilidade nas nações da América Latina.
Por um lado, o trabalho literário busca dramatizar objetivamente a necessidade do resgate dos miseráveis a fim de elevá-los à condição de seres humanos (já não digo à condição de cidadãos) e, por outro lado, procura avançar — pela escolha para personagens da literatura de pessoas do círculo social dos autores — uma análise da burguesia econômica nos seus desacertos e injustiças seculares. Dessa dupla e antípoda tônica ideológica — de que os escritores não conseguem desvencilhar-se em virtude do papel que eles ainda ocupam na esfera pública da sociedade brasileira — advém o caráter anfíbio da nossa produção artística.
No século XX, os nossos melhores livros apontam para a Arte, ao observar os princípios individualizantes, libertadores e rigorosos da vanguarda estética europeia, e, ao mesmo tempo, apontam para a Política, ao querer denunciar pelos recursos literários não só as mazelas oriundas do passado colonial e escravocrata da sociedade brasileira, mas também os regimes ditatoriais que assolam a vida republicana. A atividade artística do escritor não se descola da sua influência política; a influência da política sobre o cidadão não se descola da sua atividade artística. O todo se completa numa forma meio que manca na aparência, apenas na aparência. Ao dramatizar os graves problemas da sociedade brasileira no contexto global e os impasses que a nação atravessou e atravessa no plano nacional, a literatura quer, em evidente paradoxo, falar em particular ao cidadão brasileiro responsável. Não são muitos, infelizmente.
Silviano Santiago. Uma literatura anfíbia. In: O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004, p. 66 (com adaptações).
De acordo com as observações de Silviano Santiago no texto precedente, a literatura brasileira do século XX é anfíbia, pois contempla, ao mesmo tempo, a Arte e a Política, buscando abranger os princípios da liberdade, do individualismo e do rigor estético e, ao mesmo tempo, a preocupação com as mazelas sociais. Ao elaborar seu conceito de literatura anfíbia, o autor utiliza método que
O programa Mulheres Inspiradoras implementa projetos de leitura e escrita baseados em autores ou personagens históricas femininas do país e do mundo, abordando as diferentes narrativas de mulheres negras, indígenas e periféricas, entre outras. Dessa forma, o programa visa estimular o desenvolvimento de uma pedagogia comprometida com o aprendizado integral dos estudantes, centrada na educação para os direitos humanos e para a diversidade.
A professora Gina Vieira Ponte explica que o programa foi desenvolvido pela primeira vez em 2014, no Centro de Ensino Fundamental 12 de Ceilândia, a 30 quilômetros de Brasília, com cinco turmas do 9.º ano. Segundo Gina, as estudantes tiveram a oportunidade de ler obras literárias produzidas por mulheres, estudar a biografia de personagens ou autoras inspiradoras para que pudessem vislumbrar oportunidades de identidade que transcendam os estereótipos de gênero, e os meninos pudessem questionar a masculinidade tóxica.
A iniciativa também permitiu aos estudantes entrevistar uma mulher inspiradora em sua vida. A maioria escolheu a mãe, a avó ou a bisavó. A partir das entrevistas que realizaram, eles produziram textos em que apresentaram as histórias de luta e de determinação e a revolução silenciosa que essas mulheres realizam em suas comunidades. As histórias foram transformadas no livro Mulheres Inspiradoras, publicado em 2016.
Agência Brasil. Programa promove valorização do legado de mulheres em escolas do DF. Internet: <agenciabrasil.ebc.com.br> (com adaptações).
A partir do texto precedente, é correto afirmar que os resultados alcançados com o programa Mulheres Inspiradoras situam-se, segundo as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular, predominantemente no contexto da habilidade que prevê
As práticas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, como também novas formas de produzir, de configurar, de disponibilizar, de replicar e de interagir. As novas ferramentas de edição de textos, áudios, fotos e vídeos tornam acessíveis a qualquer um a produção e a disponibilização de textos multissemióticos nas redes sociais e em outros ambientes da Web. Não só é possível acessar conteúdos variados em diferentes mídias, como também produzir e publicar fotos, vídeos diversos, podcasts, infográficos, enciclopédias colaborativas, revistas e livros digitais etc. Depois de ler um livro de literatura ou assistir a um filme, pode-se postar comentários em redes sociais específicas, seguir diretores, autores e escritores e acompanhar de perto seu trabalho; pode-se produzir playlists, vlogs e vídeos-minuto, escrever fanfics, produzir e-zines, tornar-se um booktuber, entre outras muitas possibilidades. Em tese, a Web é democrática: todos podem acessá-la e alimentá-la continuamente. Mas, se esse espaço é livre e bastante familiar para crianças, adolescentes e jovens de hoje, por que a escola teria que, de alguma forma, considerá-lo?
Ser familiarizado e usar não significa necessariamente levar em conta as dimensões ética, estética e política desse uso, tampouco lidar de forma crítica com os conteúdos que circulam na Web. A contrapartida do fato de que todos podem postar quase tudo é que os critérios editoriais e de seleção do que é adequado, bom e fidedigno não estão “garantidos” de início. Passamos a depender de curadores ou de uma curadoria própria, que supõe o desenvolvimento de diferentes habilidades.
Brasil. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Fundamental. Ministério da Educação, p. 68 (com adaptações).
Considerando-se o texto precedente como referência inicial, é correto afirmar que, na perspectiva dos multiletramentos, com o objetivo de desenvolver habilidades para a leitura crítica e a redação de textos que circulem nos meios digitais, a metodologia utilizada pelo professor de Língua Portuguesa deve levar em consideração a
Ao “amigo do escravo”
Cativo um povo, gemendo
Da vergasta o açoite vil,
Estende os braços convulsos
Vertendo prantos a mil...
Vós despertastes ao grito
Da infeliz escravidão;
Somos amigos, dissestes,
Dos míseros que não têm pão.
Quanta doçura, Deus grande,
Quanta fé e quanto amor,
Nesta esperança que brilha
Do cativeiro no horror!
Remir no mundo os escravos
É curar de Cristo as chagas;
Marchai! Que o suor da luta
Vos doure a fronte em bagas.
Quando um dia o sol brasíleo
Surgir, mimoso de amor,
Aquecendo as faces frias
Do escravo ao seu calor.
Estátuas de luz e vida,
mil renascido à toa,
Tentarão roubar seus raios
Para tecer-vos uma croa!
Ide, librai vossas asas
Da fé no dorso possante!
Acordai Deus, que aniquile
A hidra negra, infamante.
Etelvina Amália de Siqueira. Ao “amigo do escravo”. Internet: <academialiterariadevida.blogspot.com> (com adaptações).
A poetisa Etelvina Amália de Siqueira (1862–1935) notabilizou-se pelo engajamento na causa abolicionista, tematizada no fragmento do poema apresentado, em que o posicionamento do sujeito lírico em relação à população negra escravizada é
Gladis Massini-Cagliari. O texto na alfabetização. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2001, p. 13-14 (com adaptações).
O texto é considerado a partir de seu pertencimento a um gênero discursivo. (...) Os conhecimentos sobre os gêneros, sobre os textos, sobre a língua, sobre a norma padrão, sobre as diferentes linguagens (semioses) devem ser mobilizados em favor do desenvolvimento das capacidades de leitura, produção e tratamento das linguagens, que, por sua vez, devem estar a serviço da ampliação das possibilidades de participação em práticas de diferentes esferas/campos de atividades humanas.
Base Nacional Curricular Comum. Língua Portuguesa, p. 67 (com adaptações).
Tendo como referência os textos anteriores, julgue os itens seguintes.
I A Linguística investiga a fala e a escrita das línguas do mundo, a fim de estabelecer as regras de cada sistema linguístico a serem ensinadas, com o objetivo de difundir o uso da norma padrão no desenvolvimento da leitura e da escrita, o que possibilita a ampliação da participação dos estudantes nas diferentes esferas das práticas sociais e das atividades humanas.
II As línguas do mundo são formadas de elementos que se relacionam em um conjunto estruturado de regras, cujo estudo interessa não somente aos linguistas, mas também aos profissionais da educação, uma vez que os conhecimentos obtidos na pesquisa sobre a estrutura das línguas podem ser direcionados ao desenvolvimento da capacidade de leitura e de produção textual.
III Sendo tarefa da Linguística investigar o funcionamento das línguas humanas, essa ciência tem como objeto de estudo tanto os textos orais quanto os textos escritos, o que propicia uma relação recíproca entre linguistas e professores: a pesquisa contribui para o desenvolvimento da leitura e da escrita, e a produção gerada no ambiente educacional beneficia o desenvolvimento da pesquisa.
Assinale a opção correta.
Texto 14A1-I
No dia em que vim ao mundo, num bairro pobrezinho de marré, marré, marré, a luz elétrica chegou à primeira casa de nossa rua. (...) Sozinha, em casa, minha mãe se contorcia com as dores do parto e gritava por ajuda, mas sua voz era abafada pelos acordes da banda de música que saíam do palacete. Pegando-se com Nossa Senhora do Bom Parto e com São Raimundo Nonato, ela mesma tomou as providências, encheu várias panelas com água, colocou-as no fogão e assoprou as brasas. O esforço foi benéfico para o parto: a bolsa arrebentou, e eu comecei a nascer. (...) Bem, quando a parteira chegou, eu já tinha nascido. D. Tomásia só teve de cortar o cordão umbilical. E no alto do céu, a lua cheia imperava toda branca, na toalha negra furada de estrelinhas. Eu nasci empelicada, o que era bom presságio. Teria sorte na vida. (...) Quando, meio desconfiada abri os olhinhos, titia afirmou que eu sorri:
— As crianças demoravam uma semana para abrir os olhos. Você, na mesma noite, já observava tudo. Até sorriu. Parecia trazer esperança para nós todos. Nunca vi uma criança tão especulativa.
Tina Correia. Essa menina. In: De Paris a Paripiranga. Aracaju: Afaguara, 2016.
Texto 14A1-I
No dia em que vim ao mundo, num bairro pobrezinho de marré, marré, marré, a luz elétrica chegou à primeira casa de nossa rua. (...) Sozinha, em casa, minha mãe se contorcia com as dores do parto e gritava por ajuda, mas sua voz era abafada pelos acordes da banda de música que saíam do palacete. Pegando-se com Nossa Senhora do Bom Parto e com São Raimundo Nonato, ela mesma tomou as providências, encheu várias panelas com água, colocou-as no fogão e assoprou as brasas. O esforço foi benéfico para o parto: a bolsa arrebentou, e eu comecei a nascer. (...) Bem, quando a parteira chegou, eu já tinha nascido. D. Tomásia só teve de cortar o cordão umbilical. E no alto do céu, a lua cheia imperava toda branca, na toalha negra furada de estrelinhas. Eu nasci empelicada, o que era bom presságio. Teria sorte na vida. (...) Quando, meio desconfiada abri os olhinhos, titia afirmou que eu sorri:
— As crianças demoravam uma semana para abrir os olhos. Você, na mesma noite, já observava tudo. Até sorriu. Parecia trazer esperança para nós todos. Nunca vi uma criança tão especulativa.
Tina Correia. Essa menina. In: De Paris a Paripiranga. Aracaju: Afaguara, 2016.