Questões de Concurso
Sobre português para ibfc
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Leia atentamente a letra da canção “O meu Guri” do compositor brasileiro Chico Buarque e responda a questão.
Quando, seu moço, nasceu meu rebento
Não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando não sei lhe explicar
Fui assim levando, ele a me levar
E na sua meninice, ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí! Olha aí!
Olha aí!
Ai, o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega
Chega suado e veloz do batente
Traz sempre um presente pra me encabular
Tanta corrente de ouro, seu moço
Que haja pescoço pra enfiar
Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro
Chave, caderneta, terço e patuá
Um lenço e uma penca de documentos
Pra finalmente eu me identificar
(...)
Chega no morro com carregamento
Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar cá no alto
Essa onda de assaltos está um horror
Eu consolo ele, ele me consola
Boto ele no colo pra ele me ninar
De repente acordo, olho pro lado
E o danado já foi trabalhar
(...)
Chega estampado, manchete, retrato
Com venda nos olhos, legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente, seu moço
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato, acho que tá rindo
Acho que tá lindo de papo pro ar
Desde o começo eu não disse, seu moço!
Ele disse que chegava lá
Olha aí! Olha aí!
Ref. https://www.letras.mus.br/chico-buarque/66513/
Na canção “O Meu guri”, o compositor Chico Buarque faz um retrato de determinada classe social. Leia com atenção a letra e analise as afirmativas a seguir, depois assinale a alternativa correta:
I. Os versos “Chega estampado, manchete, retrato/Com venda nos olhos, legenda e as iniciais” indicam o êxito do filho do eu-lírico, que alcançou a fama e prosperou na vida.
II. Os versos a seguir “ele um dia me disse/Que chegava lá” podem ser entendidos como uma promessa, enunciada em discurso indireto pelo filho do eu-lírico, de que ele sairia da condição social precária em que nasceu.
III. O verso “Chega suado e veloz do batente”, no contexto da letra, atesta a perseverança do filho do eu-lírico em alcançar seu objetivo de vida por meio do trabalho honesto.
IV. O verso “Boto ele no colo pra ele me ninar” apresenta um jogo de palavras que inverte a lógica usual das ações e de seus, respectivos, agentes enunciados no verso.
Observe com atenção a tirinha de “Calvin e Haroldo” e responda a questão.

De acordo com a leitura atenta da tira acima, de “Calvin e Haroldo” e, de acordo com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. No primeiro quadrinho há o uso do discurso indireto, já que o discurso da mãe é enunciado por outra personagem, no caso, por seu filho Calvin.
II. No segundo quadrinho a oração “que nós não entendemos realmente isto” é classificada como Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta.
III. Os verbos “pudermos” e “temos” no segundo quadrinho estão conjugados no modo indicativo.
IV. O pronome de tratamento “você” no último quadrinho é, sintaticamente, um vocativo por se referir diretamente a Haroldo seu interlocutor.
Observe com atenção a tirinha de “Calvin e Haroldo” e responda a questão.

João Cruz e Sousa (1861 - 1898), lançador do Simbolismo no Brasil, é situado, por alguns estudiosos, junto de Mallarmé e Stefan George, entre os três maiores simbolistas do mundo, formando a “grande tríade harmoniosa”.
Além de ter uma boa apresentação física, era um homem extremamente culto e elogiado por seus mestres. Mas nada disso, para as pessoas da época, superava o fato de ser negro, o que lhe causou sérios problemas.
Em vida, sofreu muito e não conheceu o sucesso. Mudou-se de Santa Catarina (seu estado natal) para o Rio de Janeiro e, com muito empenho, chegou a ser arquivista da Central do Brasil, cargo que lhe garantia subsistência e não valorizava sequer um décimo de sua capacidade intelectual. Terminou atacado pela “doença dos poetas”, a tuberculose, que matou, junto com ele, toda sua família.
É nesse ambiente de dor que nasce sua incrível obra, onde transparecem a melancolia e a revolta, porém com versos magicamente ricos e sonoros. Arte é a palavra-chave. Arte libertária, ansiosa, criativa, que foge dos padrões métricos sem perder a classe e a musicalidade. Cruz e Sousa é, sem dúvida, um dos maiores expoentes da poesia brasileira. Entre suas obras estão Missal, Broquéis, Os Faróis e Últimos Sonetos, todos livros de poesia.
(brasilescola.uol.com.br/biografa/joao-cruz-sousa)
João Cruz e Sousa (1861 - 1898), lançador do Simbolismo no Brasil, é situado, por alguns estudiosos, junto de Mallarmé e Stefan George, entre os três maiores simbolistas do mundo, formando a “grande tríade harmoniosa”.
Além de ter uma boa apresentação física, era um homem extremamente culto e elogiado por seus mestres. Mas nada disso, para as pessoas da época, superava o fato de ser negro, o que lhe causou sérios problemas.
Em vida, sofreu muito e não conheceu o sucesso. Mudou-se de Santa Catarina (seu estado natal) para o Rio de Janeiro e, com muito empenho, chegou a ser arquivista da Central do Brasil, cargo que lhe garantia subsistência e não valorizava sequer um décimo de sua capacidade intelectual. Terminou atacado pela “doença dos poetas”, a tuberculose, que matou, junto com ele, toda sua família.
É nesse ambiente de dor que nasce sua incrível obra, onde transparecem a melancolia e a revolta, porém com versos magicamente ricos e sonoros. Arte é a palavra-chave. Arte libertária, ansiosa, criativa, que foge dos padrões métricos sem perder a classe e a musicalidade. Cruz e Sousa é, sem dúvida, um dos maiores expoentes da poesia brasileira. Entre suas obras estão Missal, Broquéis, Os Faróis e Últimos Sonetos, todos livros de poesia.
(brasilescola.uol.com.br/biografa/joao-cruz-sousa)
VIA LÁCTEA
Soneto XIII
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
Olavo Bilac
VIA LÁCTEA
Soneto XIII
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
Olavo Bilac
Observe:
I. “E abro as janelas...” 4º verso
II. “Capaz de ouvir e entender estrelas” Último verso
III. “Inda as procuro pelo céu deserto.” 8º verso
IV. “A via láctea, como um pálio aberto, cintila.” 6º verso
Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as funções sintáticas dos termos destacados.
VIA LÁCTEA
Soneto XIII
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
Olavo Bilac
“O deus verme”
Fator universal do transformismo.
Filho da teleológica matéria,
Na superabundância ou na miséria,
Verme - é o seu nome obscuro de batismo.
Jamais emprega o acérrimo exorcismo
Em sua diária ocupação funérea,
E vive em contubérnio com a bactéria,
Livre das roupas do antropomorfismo.
Almoça a podridão das drupas agras,
Janta hidrópicos, rói vísceras magras
E dos defuntos novos incha a mão...
Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!
(Augusto dos Anjos)
De acordo com as regras de ortografa, atribua valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) para as afirmações a seguir.
( ) A palavra pega-pega é escrita com hífen, pois é composta por dois vocábulos semelhantes.
( ) Girassol deve ser escrito sem o hífen, pois o primeiro elemento é verbo e o segundo substantivo.
( ) Usa-se hífen em palavras que apresentam elementos de ligação como cara-de-pau.
( ) Não se usa hífen se o prefxo terminar com a mesma letra com que se inicia a outra palavra. Ex: anti inflacionário.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.
I. Cheguei ____ Curitiba depois de longas horas ao volante.
II. Chegamos ___ duas horas em ponto e o almoço ainda estava ___ nos esperar.
III. Já chegaram ___terra. Os radares da NASA foram avisados.
IV. Já chegamos ___ terra dos antepassados. Foi como tivéssemos feito uma bela viagem no túnel do tempo.
Na charge, aparecem por quatro vezes a letra o de forma isolada, no 1º e 3º balão de fala. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta sobre a função sintática desta letra isolada no texto.
I. O 1º e 3º uso têm a função de acompanhar o pronome interrogativo que e substitui uma intenção.
II. No 2º e 4º uso são classificados como pronomes pessoais do caso reto e substituem o nome do interlocutor.
III. O 2º e 4º uso são classificados como pronomes pessoais oblíquos e aparecem corretamente no texto na forma proclítica.
IV. O 1º e 3º têm a função de pronomes e o 2º e 4º têm a função de artigos que acompanham verbos.
Estão corretas
Leia o trecho a seguir para responder a questão.
Trem Bala - Ana Vilela
[...] A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe pra perto de mim [...]
Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir [...]
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
I. A música apresenta uma encadeação de pareceres de como se ter um viver mais jucundo
II. Há a presença de uma indagação sobre os haveres humanos e uma posição convergente ao processo de busca por estes ideais.
III. Amparar os filhos e dar atenção e apreço aos pais é algo vultoso.
Estão corretas as afirmativas:
Leia o trecho a seguir para responder a questão.
Trem Bala - Ana Vilela
[...] A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe pra perto de mim [...]
Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir [...]
Leia o poema para responder a questão.
Soneto de Fidelidade - Vinicius de Moraes
“De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento [...]”
De acordo com o texto e normas gramaticais, analise as afirmativas e atribua valor Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) O trecho apresentado é parte de um soneto que possui dois quartetos, dois tercetos e versos decassílabos.
( ) No 3º verso do trecho do poema, a palavra face rege o artigo do formado por de+o.
( ) Os dois útlimos versos apresentados sintetizam o assunto do poema.
Assinale a sequência correta de cima para baixo.
Leia o poema para responder a questão.
Soneto de Fidelidade - Vinicius de Moraes
“De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento [...]”
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.
___ duas coisas no mundo verdadeiramente fatigantes: ouvir um tenor célebre e conversar com pessoas notáveis. Eu tenho medo de pessoas notáveis. Se ___ notabilidade reside num cavalheiro dado ___ poesia, ele e Leconte de Lisle, ele e Baudelaire, ele e Apolonius de Rodes desprezam ___ crítica e o Sr. José Veríssimo;[...] - (João do Rio, no livro “A alma encantadora das ruas”. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012)
