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Q3992607 Português

Analise o texto a seguir para responder à questão.


Os profetas secretos


(José Eduardo Agualusa)


    O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.


     Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.


     George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.


     “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.


    Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.


     Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.

    

  Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.


     Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.


     Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.


(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)

O vocábulo “logro”, presente em “o meticuloso logro do tempo” (7º§), foi constituído pelo mesmo processo formador da palavra destacada em: 
Alternativas
Q3992606 Português

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Os profetas secretos


(José Eduardo Agualusa)


    O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.


     Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.


     George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.


     “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.


    Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.


     Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.

    

  Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.


     Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.


     Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.


(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)

Ao estruturar uma sequência textual, o autor apresenta intenções que auxiliam na produção de sentido. Assinale a alternativa correta em relação à organização do texto de Agualusa.
Alternativas
Q3992605 Português

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Os profetas secretos


(José Eduardo Agualusa)


    O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.


     Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.


     George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.


     “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.


    Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.


     Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.

    

  Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.


     Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.


     Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.


(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)

Os adjetivos destacados em “Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável.” (9º§) evidenciam uma oposição. Assinale a função sintática exercida por cada um deles respectivamente. 
Alternativas
Q3992604 Português

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Os profetas secretos


(José Eduardo Agualusa)


    O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.


     Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.


     George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.


     “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.


    Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.


     Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.

    

  Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.


     Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.


     Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.


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Ao criticar determinado estado da sociedade, o autor refere-se a uma figura de linguagem chamada eufemismo (4º§). É possível também encontrar um exemplo de linguagem conotativa na seguinte passagem do texto: 
Alternativas
Q3992603 Português

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Os profetas secretos


(José Eduardo Agualusa)


    O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.


     Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.


     George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.


     “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.


    Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.


     Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.

    

  Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.


     Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.


     Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.


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No período composto “Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros.” (5º§), as orações classificadas como subordinadas cumprem, respectivamente, as funções sintáticas de: 
Alternativas
Q3992602 Português

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Os profetas secretos


(José Eduardo Agualusa)


    O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.


     Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.


     George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.


     “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.


    Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.


     Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.

    

  Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.


     Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.


     Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.


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Em “Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação.”(8º§), a concordância verbal está adequada. Assinale a alternativa em que, de acordo com a Norma Padrão, nota-se um erro na concordância com o verbo.  
Alternativas
Q3992601 Português

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Os profetas secretos


(José Eduardo Agualusa)


    O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.


     Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.


     George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.


     “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.


    Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.


     Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.

    

  Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.


     Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.


     Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.


(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)

A função da linguagem predominante no texto é caracterizada por: 
Alternativas
Q3992600 Português

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(José Eduardo Agualusa)


    O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.


     Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.


     George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.


     “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.


    Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.


     Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.

    

  Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.


     Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.


     Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.


(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)

A colocação do pronome oblíquo, em “Encontramo-los entre escritores” (7º§), ilustra o nível de linguagem que se destaca no texto.
Assinale a alternativa que explica, adequadamente, a grafia apresentada nesse emprego. 
Alternativas
Q3992599 Português

Analise o texto a seguir para responder à questão.


Os profetas secretos


(José Eduardo Agualusa)


    O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.


     Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.


     George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.


     “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.


    Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.


     Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.

    

  Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.


     Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.


     Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.


(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)

A partir da leitura atenta do texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3979491 Português
Analise o texto a seguir e responda à questão.

Texto III

Review | Guerra dos Mundos (2025, Amazon Prime)

(Alexandre Fernandes)

    Você é daqueles que sentem um pequeno infarto quando, ao assistir qualquer vídeo na internet, se deparam com uma propaganda da qual não é possível pular? Parecem ali os 30 segundos mais sofridos da história da civilização, não é mesmo?
    Você questiona sua fé, se pergunta quais crimes cometeu contra humanidade para receber tal castigo, pensa até em ter que desviar o olhar daquela tela?
   Exageros à parte, assistir uma propaganda indesejada não é das tarefas mais prazerosas, especialmente quando não é o seu objetivo – e longe de mim criticar a indústria da propaganda e do marketing, de onde vêm meu ganha pão, inclusive. Mas se eu quero ver algo, quero ver aquele algo que escolhi, certo?
    Agora, pegue aquele cenário inicial de ódio e desolação e multiplique por 200 vezes. Foi o que senti ao me ver preso em uma grande peça publicitária mal feita da Amazon que é esta releitura de Guerra dos Mundos, lançada recentemente pela gigante de propriedade de Jeff Bezos.
Rapaz, que ódio desse “filme”. 
    Guerra dos Mundos em diferentes mundos
    Antes de preencher minhas artérias com o mais puro ódio, vale relembrar que Guerra dos Mundos é, originalmente, uma obra literária. A Guerra dos Mundos, escrita por H. G. Wells e publicada pela primeira vez em 1897, é considerada um clássico da ficção científica, narrando a invasão de nosso singelo planeta por uma raça mais inteligente e belicamente superior.
    Um episódio bastante curioso envolvendo o livro é que, durante sua leitura, em formato de dramatização, num programa de rádio norte-americano, o caos foi instaurado na população local.
    Em 30 de outubro de 1938 a rede de rádio CBS (Columbia Broadcasting System) interrompeu sua programação musical para noticiar uma suposta invasão de marcianos. No entanto, aquela “notícia em edição extraordinária” era só a leitura e interpretação do livro.
    Só que um estrago e tanto foi feito e o povo da terra da liberdade entrou em pânico, acreditando no que ouvia na rádio.
    Engraçado imaginar que houve uma época em que as pessoas acreditavam em qualquer coisa que ouviam ou viam por aí, sem qualquer raciocínio ou fact-checking, e saíam apavorados espalhando essas “mentiras”, com o simples objetivo de desencadear ainda mais medo e desespero… Enfim.[...]

(Disponível em: https://nerdinterior.com.br/reviews/review-guerra-dosmundos-2025-amazon-prime/. Acesso em 04/02/2026)
Na passagem “Exageros à parte, assistir uma propaganda indesejada não é das tarefas mais prazerosas, especialmente quando não é o seu objetivo” (3º§), o trecho destacado conta com a pontuação para transmitir ao leitor a ideia de que se trata de: 
Alternativas
Q3979490 Português
Analise o texto a seguir e responda à questão.

Texto III

Review | Guerra dos Mundos (2025, Amazon Prime)

(Alexandre Fernandes)

    Você é daqueles que sentem um pequeno infarto quando, ao assistir qualquer vídeo na internet, se deparam com uma propaganda da qual não é possível pular? Parecem ali os 30 segundos mais sofridos da história da civilização, não é mesmo?
    Você questiona sua fé, se pergunta quais crimes cometeu contra humanidade para receber tal castigo, pensa até em ter que desviar o olhar daquela tela?
   Exageros à parte, assistir uma propaganda indesejada não é das tarefas mais prazerosas, especialmente quando não é o seu objetivo – e longe de mim criticar a indústria da propaganda e do marketing, de onde vêm meu ganha pão, inclusive. Mas se eu quero ver algo, quero ver aquele algo que escolhi, certo?
    Agora, pegue aquele cenário inicial de ódio e desolação e multiplique por 200 vezes. Foi o que senti ao me ver preso em uma grande peça publicitária mal feita da Amazon que é esta releitura de Guerra dos Mundos, lançada recentemente pela gigante de propriedade de Jeff Bezos.
Rapaz, que ódio desse “filme”. 
    Guerra dos Mundos em diferentes mundos
    Antes de preencher minhas artérias com o mais puro ódio, vale relembrar que Guerra dos Mundos é, originalmente, uma obra literária. A Guerra dos Mundos, escrita por H. G. Wells e publicada pela primeira vez em 1897, é considerada um clássico da ficção científica, narrando a invasão de nosso singelo planeta por uma raça mais inteligente e belicamente superior.
    Um episódio bastante curioso envolvendo o livro é que, durante sua leitura, em formato de dramatização, num programa de rádio norte-americano, o caos foi instaurado na população local.
    Em 30 de outubro de 1938 a rede de rádio CBS (Columbia Broadcasting System) interrompeu sua programação musical para noticiar uma suposta invasão de marcianos. No entanto, aquela “notícia em edição extraordinária” era só a leitura e interpretação do livro.
    Só que um estrago e tanto foi feito e o povo da terra da liberdade entrou em pânico, acreditando no que ouvia na rádio.
    Engraçado imaginar que houve uma época em que as pessoas acreditavam em qualquer coisa que ouviam ou viam por aí, sem qualquer raciocínio ou fact-checking, e saíam apavorados espalhando essas “mentiras”, com o simples objetivo de desencadear ainda mais medo e desespero… Enfim.[...]

(Disponível em: https://nerdinterior.com.br/reviews/review-guerra-dosmundos-2025-amazon-prime/. Acesso em 04/02/2026)
Considerando o diálogo com a atualidade, no último parágrafo, ao afirmar que “houve uma época em que as pessoas acreditavam em qualquer coisa que ouviam ou viam por aí”, o autor assume uma postura: 
Alternativas
Q3979489 Português
Analise o texto a seguir e responda à questão.

Texto III

Review | Guerra dos Mundos (2025, Amazon Prime)

(Alexandre Fernandes)

    Você é daqueles que sentem um pequeno infarto quando, ao assistir qualquer vídeo na internet, se deparam com uma propaganda da qual não é possível pular? Parecem ali os 30 segundos mais sofridos da história da civilização, não é mesmo?
    Você questiona sua fé, se pergunta quais crimes cometeu contra humanidade para receber tal castigo, pensa até em ter que desviar o olhar daquela tela?
   Exageros à parte, assistir uma propaganda indesejada não é das tarefas mais prazerosas, especialmente quando não é o seu objetivo – e longe de mim criticar a indústria da propaganda e do marketing, de onde vêm meu ganha pão, inclusive. Mas se eu quero ver algo, quero ver aquele algo que escolhi, certo?
    Agora, pegue aquele cenário inicial de ódio e desolação e multiplique por 200 vezes. Foi o que senti ao me ver preso em uma grande peça publicitária mal feita da Amazon que é esta releitura de Guerra dos Mundos, lançada recentemente pela gigante de propriedade de Jeff Bezos.
Rapaz, que ódio desse “filme”. 
    Guerra dos Mundos em diferentes mundos
    Antes de preencher minhas artérias com o mais puro ódio, vale relembrar que Guerra dos Mundos é, originalmente, uma obra literária. A Guerra dos Mundos, escrita por H. G. Wells e publicada pela primeira vez em 1897, é considerada um clássico da ficção científica, narrando a invasão de nosso singelo planeta por uma raça mais inteligente e belicamente superior.
    Um episódio bastante curioso envolvendo o livro é que, durante sua leitura, em formato de dramatização, num programa de rádio norte-americano, o caos foi instaurado na população local.
    Em 30 de outubro de 1938 a rede de rádio CBS (Columbia Broadcasting System) interrompeu sua programação musical para noticiar uma suposta invasão de marcianos. No entanto, aquela “notícia em edição extraordinária” era só a leitura e interpretação do livro.
    Só que um estrago e tanto foi feito e o povo da terra da liberdade entrou em pânico, acreditando no que ouvia na rádio.
    Engraçado imaginar que houve uma época em que as pessoas acreditavam em qualquer coisa que ouviam ou viam por aí, sem qualquer raciocínio ou fact-checking, e saíam apavorados espalhando essas “mentiras”, com o simples objetivo de desencadear ainda mais medo e desespero… Enfim.[...]

(Disponível em: https://nerdinterior.com.br/reviews/review-guerra-dosmundos-2025-amazon-prime/. Acesso em 04/02/2026)
No texto III, o autor utiliza diferentes níveis de linguagem para expressar sua opinião sobre o filme. Considerando os recursos linguísticos empregados, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3979488 Português
Analise o texto a seguir e responda à questão.

Texto II

Captura_de tela 2026-04-08 095453.png (253×322)
Ao se referirem à idade, no segundo e no quarto quadrinhos respectivamente, as personagens assumem abordagens: 
Alternativas
Q3979487 Português
Analise o texto a seguir e responda à questão.

Texto II

Captura_de tela 2026-04-08 095453.png (253×322)
A conclusão de Mafalda, no último quadrinho, evidencia, simbolicamente, uma crítica:
Alternativas
Q3979486 Português
Analise o texto abaixo para responder à questão.

Texto I

    Tinha um mês que Maria Teresa da Vazante havia tirado o diploma. Mariinha e Tuninha fizeram de um tudo para que a filha conseguisse aquele curso. Mariinha, por intermédio de Angélica, que ainda ia à cidade, arranjou uma vaga com desconto no Sacramentina e Silva, pelo vínculo que tinha com a instituição, e fez a matricula de Maria Teresa, que todo sábado, por seis meses, carreou até Santa Stella para comparecer às aulas.
    Esse foi um período difícil e de muita privação para todas elas, porque além do preço do curso tinha o transporte, que elas pagavam para Thadeu. E todo sábado ajeitavam a menina para a viagem, que a filha delas não poderia passar vergonha.
    A angústia de esperar a manhã do sábado inteira, com a menina indo e voltando sozinha, as castigava. Toda madrugada, antes do carro partir, Mariinha fazia centenas de recomendações a Thadeu para que ele não viesse embora sem Maria Teresa. A senhora tinha confiança nele, existia aquela união entre os Fontes e as mulheres da Vazante, mas a professora não conseguiu controlar seu medo. Durante os seis meses que o curso durou, a mãe agoniava o motorista com advertências e precauções.
    — Não, eu não acredito – Maria Teresa trocava olhares de felicidade com o noivo e as mães. – Será aquilo, mainha? – a menina estendeu o braço para segurar a mão de Tuninha.
    — Abre, nega! É tua! Foi um trabalho danado de conseguir, desde antes do teu curso acabar que venho fazendo esse plano – os olhos do noivo dançavam como o alívio de chuva que cai em tarde de sol refrescando a areia. 
    Mané da Gaita achou bonito tocar uma valsa doce naquele momento. Com a porta da casa aberta, o cheiro das rosas adocicava ainda mais o ambiente. Maria Teresa foi descobrindo, descobrindo, abrindo o que estava guardado naquele embrulho de coberta.
    — Sim! É uma máquina, mamãe!

(APARECIDA, Luciany. Mata Doce.Rio de Janeiro: Alfaguara, 2023, p.54)
A linguagem simbólica contribui para a expressividade no texto. Considere os fragmentos abaixo e assinale a opção em que a construção é totalmente literal, ou seja, sem conotação. 
Alternativas
Q3979485 Português
Analise o texto abaixo para responder à questão.

Texto I

    Tinha um mês que Maria Teresa da Vazante havia tirado o diploma. Mariinha e Tuninha fizeram de um tudo para que a filha conseguisse aquele curso. Mariinha, por intermédio de Angélica, que ainda ia à cidade, arranjou uma vaga com desconto no Sacramentina e Silva, pelo vínculo que tinha com a instituição, e fez a matricula de Maria Teresa, que todo sábado, por seis meses, carreou até Santa Stella para comparecer às aulas.
    Esse foi um período difícil e de muita privação para todas elas, porque além do preço do curso tinha o transporte, que elas pagavam para Thadeu. E todo sábado ajeitavam a menina para a viagem, que a filha delas não poderia passar vergonha.
    A angústia de esperar a manhã do sábado inteira, com a menina indo e voltando sozinha, as castigava. Toda madrugada, antes do carro partir, Mariinha fazia centenas de recomendações a Thadeu para que ele não viesse embora sem Maria Teresa. A senhora tinha confiança nele, existia aquela união entre os Fontes e as mulheres da Vazante, mas a professora não conseguiu controlar seu medo. Durante os seis meses que o curso durou, a mãe agoniava o motorista com advertências e precauções.
    — Não, eu não acredito – Maria Teresa trocava olhares de felicidade com o noivo e as mães. – Será aquilo, mainha? – a menina estendeu o braço para segurar a mão de Tuninha.
    — Abre, nega! É tua! Foi um trabalho danado de conseguir, desde antes do teu curso acabar que venho fazendo esse plano – os olhos do noivo dançavam como o alívio de chuva que cai em tarde de sol refrescando a areia. 
    Mané da Gaita achou bonito tocar uma valsa doce naquele momento. Com a porta da casa aberta, o cheiro das rosas adocicava ainda mais o ambiente. Maria Teresa foi descobrindo, descobrindo, abrindo o que estava guardado naquele embrulho de coberta.
    — Sim! É uma máquina, mamãe!

(APARECIDA, Luciany. Mata Doce.Rio de Janeiro: Alfaguara, 2023, p.54)
Em “Maria Teresa foi descobrindo, descobrindo, abrindo” (6º§), a sequência de verbos contribui para a sonoridade, mas também indicam uma ação:
Alternativas
Q3979484 Português
Analise o texto abaixo para responder à questão.

Texto I

    Tinha um mês que Maria Teresa da Vazante havia tirado o diploma. Mariinha e Tuninha fizeram de um tudo para que a filha conseguisse aquele curso. Mariinha, por intermédio de Angélica, que ainda ia à cidade, arranjou uma vaga com desconto no Sacramentina e Silva, pelo vínculo que tinha com a instituição, e fez a matricula de Maria Teresa, que todo sábado, por seis meses, carreou até Santa Stella para comparecer às aulas.
    Esse foi um período difícil e de muita privação para todas elas, porque além do preço do curso tinha o transporte, que elas pagavam para Thadeu. E todo sábado ajeitavam a menina para a viagem, que a filha delas não poderia passar vergonha.
    A angústia de esperar a manhã do sábado inteira, com a menina indo e voltando sozinha, as castigava. Toda madrugada, antes do carro partir, Mariinha fazia centenas de recomendações a Thadeu para que ele não viesse embora sem Maria Teresa. A senhora tinha confiança nele, existia aquela união entre os Fontes e as mulheres da Vazante, mas a professora não conseguiu controlar seu medo. Durante os seis meses que o curso durou, a mãe agoniava o motorista com advertências e precauções.
    — Não, eu não acredito – Maria Teresa trocava olhares de felicidade com o noivo e as mães. – Será aquilo, mainha? – a menina estendeu o braço para segurar a mão de Tuninha.
    — Abre, nega! É tua! Foi um trabalho danado de conseguir, desde antes do teu curso acabar que venho fazendo esse plano – os olhos do noivo dançavam como o alívio de chuva que cai em tarde de sol refrescando a areia. 
    Mané da Gaita achou bonito tocar uma valsa doce naquele momento. Com a porta da casa aberta, o cheiro das rosas adocicava ainda mais o ambiente. Maria Teresa foi descobrindo, descobrindo, abrindo o que estava guardado naquele embrulho de coberta.
    — Sim! É uma máquina, mamãe!

(APARECIDA, Luciany. Mata Doce.Rio de Janeiro: Alfaguara, 2023, p.54)
Em “A angústia de esperar a manhã do sábado inteira, com a menina indo e voltando sozinha, as castigava.” (3º§), as vírgulas são empregadas para isolar uma construção que possui o sentido de:
Alternativas
Q3979483 Português
Analise o texto abaixo para responder à questão.

Texto I

    Tinha um mês que Maria Teresa da Vazante havia tirado o diploma. Mariinha e Tuninha fizeram de um tudo para que a filha conseguisse aquele curso. Mariinha, por intermédio de Angélica, que ainda ia à cidade, arranjou uma vaga com desconto no Sacramentina e Silva, pelo vínculo que tinha com a instituição, e fez a matricula de Maria Teresa, que todo sábado, por seis meses, carreou até Santa Stella para comparecer às aulas.
    Esse foi um período difícil e de muita privação para todas elas, porque além do preço do curso tinha o transporte, que elas pagavam para Thadeu. E todo sábado ajeitavam a menina para a viagem, que a filha delas não poderia passar vergonha.
    A angústia de esperar a manhã do sábado inteira, com a menina indo e voltando sozinha, as castigava. Toda madrugada, antes do carro partir, Mariinha fazia centenas de recomendações a Thadeu para que ele não viesse embora sem Maria Teresa. A senhora tinha confiança nele, existia aquela união entre os Fontes e as mulheres da Vazante, mas a professora não conseguiu controlar seu medo. Durante os seis meses que o curso durou, a mãe agoniava o motorista com advertências e precauções.
    — Não, eu não acredito – Maria Teresa trocava olhares de felicidade com o noivo e as mães. – Será aquilo, mainha? – a menina estendeu o braço para segurar a mão de Tuninha.
    — Abre, nega! É tua! Foi um trabalho danado de conseguir, desde antes do teu curso acabar que venho fazendo esse plano – os olhos do noivo dançavam como o alívio de chuva que cai em tarde de sol refrescando a areia. 
    Mané da Gaita achou bonito tocar uma valsa doce naquele momento. Com a porta da casa aberta, o cheiro das rosas adocicava ainda mais o ambiente. Maria Teresa foi descobrindo, descobrindo, abrindo o que estava guardado naquele embrulho de coberta.
    — Sim! É uma máquina, mamãe!

(APARECIDA, Luciany. Mata Doce.Rio de Janeiro: Alfaguara, 2023, p.54)
Na narrativa, expressões como “Tinha um mês” e “todo sábado por seis meses” (1º§) revelam:
Alternativas
Q3979482 Português
Analise o texto abaixo para responder à questão.

Texto I

    Tinha um mês que Maria Teresa da Vazante havia tirado o diploma. Mariinha e Tuninha fizeram de um tudo para que a filha conseguisse aquele curso. Mariinha, por intermédio de Angélica, que ainda ia à cidade, arranjou uma vaga com desconto no Sacramentina e Silva, pelo vínculo que tinha com a instituição, e fez a matricula de Maria Teresa, que todo sábado, por seis meses, carreou até Santa Stella para comparecer às aulas.
    Esse foi um período difícil e de muita privação para todas elas, porque além do preço do curso tinha o transporte, que elas pagavam para Thadeu. E todo sábado ajeitavam a menina para a viagem, que a filha delas não poderia passar vergonha.
    A angústia de esperar a manhã do sábado inteira, com a menina indo e voltando sozinha, as castigava. Toda madrugada, antes do carro partir, Mariinha fazia centenas de recomendações a Thadeu para que ele não viesse embora sem Maria Teresa. A senhora tinha confiança nele, existia aquela união entre os Fontes e as mulheres da Vazante, mas a professora não conseguiu controlar seu medo. Durante os seis meses que o curso durou, a mãe agoniava o motorista com advertências e precauções.
    — Não, eu não acredito – Maria Teresa trocava olhares de felicidade com o noivo e as mães. – Será aquilo, mainha? – a menina estendeu o braço para segurar a mão de Tuninha.
    — Abre, nega! É tua! Foi um trabalho danado de conseguir, desde antes do teu curso acabar que venho fazendo esse plano – os olhos do noivo dançavam como o alívio de chuva que cai em tarde de sol refrescando a areia. 
    Mané da Gaita achou bonito tocar uma valsa doce naquele momento. Com a porta da casa aberta, o cheiro das rosas adocicava ainda mais o ambiente. Maria Teresa foi descobrindo, descobrindo, abrindo o que estava guardado naquele embrulho de coberta.
    — Sim! É uma máquina, mamãe!

(APARECIDA, Luciany. Mata Doce.Rio de Janeiro: Alfaguara, 2023, p.54)
De forma bastante delicada, é possível apreender, ao longo do texto, uma oposição que se estabelece entre:
Alternativas
Q3631809 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto II


    Dizem que a separação nunca é um núcleo, uma urgência. Dizem que ela começa em seu avesso. E que é justamente no momento mais suave, o primeiro encontro, o primeiro olhar, que a separação começa a existir. Eu prefiro acreditar que a separação nunca termina, e que o último dia, a última noite, é um instante que se repete, a cada espera, a cada volta, cada vez que sinto a tua falta, cada vez que pronuncio teu nome. Eu acredito que, ao te chamar, uma estratégia, um encanto, eu seja capaz de fazer com que você se vire e olhe, e, sem perceber, estenda entre nós um atalho, uma ponte.

    Mas como a gente chama alguém que foi embora? Alguém que está longe, alguém que não está? A distância deveria imediatamente impor um tom mais solene, ou menos íntimo, afinal há a distância. Mas como a gente trata com distanciamento alguém que acabou de estar tão perto? [...]


(SAAVEDRA, Carola. Flores Azuis. São Paulo: Companhia das Letras, 2008) 
No primeiro parágrafo, a palavra “avesso” expressa uma ideia:
Alternativas
Respostas
1: A
2: D
3: A
4: C
5: A
6: B
7: D
8: B
9: C
10: C
11: D
12: B
13: A
14: E
15: B
16: B
17: A
18: D
19: C
20: A