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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Nazinha
No meio da noite comum do jornal um colega de redação perguntou-me:
– Quinze anos – é menina ou senhorita?
Estava redigindo uma nota social e me propunha esse problema simples.
– Senhorita.
Ele ficou meio em dúvida e eu argumentei:
– Põe senhorita. Mocinha de quinze anos fica toda contente quando o jornal chama de senhorita...
Mas ele explicou:
– Essa, coitada, não vai ficar contente. É um falecimento...
E pôs “senhorita”. E continuou a noite comum de jornal. Nem sei explicar por que pensei nisso no meu caminho de sempre, depois do trabalho, na rua vazia, de madrugada. Menina ou senhorita? Senti de repente uma pena gratuita daquela mocinha que morrera. Nem me dera ao trabalho de perguntar seu nome. Entretanto ali estava comovido... Oh!, Senhor, o Diabo carregue as meninas e senhoritas, e que elas morram aos quinze anos, se julgarem conveniente! Pensei vagamente assim, mas a lembrança daquele diálogo perdido na rotina do serviço de redação insistia em me comover. Senti simpatia pelo meu companheiro de trabalho por causa de sua expressão:
– Essa, coitada...
Bom sujeito, o Viana. E fiquei imaginando que no dia seguinte poderia ler no jornal o nome da mocinha e de seus pais. E que talvez um dia por acaso, eu conhecesse esses pais. Ele seria um senhor de uns quarenta e cinco anos, moreno, bigodes mal cuidados, a cara magra, os cabelos grisalhos. Ela seria uma senhora de quarenta e um anos, ou apenas trinta e oito anos, vagamente loura, os olhos parados, a cara triste, talvez um pouco gorda, de luto, muito religiosa, meio espírita depois da morte da filha. E então eu lhes contaria que me lembrava bem dessa morte, e contaria a conversa da redação – mentindo talvez um pouco, inventando uma conversa mais comovida, para ser delicado. E eles chamariam a outra irmã, uma garota de seis ou sete anos, os olhos claros, e lhe diriam que fosse lá dentro buscar os retratos de Iná – poderia ser Iná, talvez com o apelido de Nazinha, o nome da filha morta. E viriam dois retratos: um aos treze anos, na janela da casa, rindo, outro aos nove anos, com a irmãzinha ao colo, muito séria. E então a mãe diria que só tinham aqueles dois retratos – que pena! – e que gostava mais daquele dos nove anos:
– Não é, Alfredo? Está mais com o jeitinho dela...
O Sr. Alfredo concordaria mudamente e eu me sentiria ali inútil, sem saber o que dizer, e iria embora. E talvez, depois que eu saísse, a mulher dissesse ao marido:
– Parece ser boa pessoa...
(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Nazinha
No meio da noite comum do jornal um colega de redação perguntou-me:
– Quinze anos – é menina ou senhorita?
Estava redigindo uma nota social e me propunha esse problema simples.
– Senhorita.
Ele ficou meio em dúvida e eu argumentei:
– Põe senhorita. Mocinha de quinze anos fica toda contente quando o jornal chama de senhorita...
Mas ele explicou:
– Essa, coitada, não vai ficar contente. É um falecimento...
E pôs “senhorita”. E continuou a noite comum de jornal. Nem sei explicar por que pensei nisso no meu caminho de sempre, depois do trabalho, na rua vazia, de madrugada. Menina ou senhorita? Senti de repente uma pena gratuita daquela mocinha que morrera. Nem me dera ao trabalho de perguntar seu nome. Entretanto ali estava comovido... Oh!, Senhor, o Diabo carregue as meninas e senhoritas, e que elas morram aos quinze anos, se julgarem conveniente! Pensei vagamente assim, mas a lembrança daquele diálogo perdido na rotina do serviço de redação insistia em me comover. Senti simpatia pelo meu companheiro de trabalho por causa de sua expressão:
– Essa, coitada...
Bom sujeito, o Viana. E fiquei imaginando que no dia seguinte poderia ler no jornal o nome da mocinha e de seus pais. E que talvez um dia por acaso, eu conhecesse esses pais. Ele seria um senhor de uns quarenta e cinco anos, moreno, bigodes mal cuidados, a cara magra, os cabelos grisalhos. Ela seria uma senhora de quarenta e um anos, ou apenas trinta e oito anos, vagamente loura, os olhos parados, a cara triste, talvez um pouco gorda, de luto, muito religiosa, meio espírita depois da morte da filha. E então eu lhes contaria que me lembrava bem dessa morte, e contaria a conversa da redação – mentindo talvez um pouco, inventando uma conversa mais comovida, para ser delicado. E eles chamariam a outra irmã, uma garota de seis ou sete anos, os olhos claros, e lhe diriam que fosse lá dentro buscar os retratos de Iná – poderia ser Iná, talvez com o apelido de Nazinha, o nome da filha morta. E viriam dois retratos: um aos treze anos, na janela da casa, rindo, outro aos nove anos, com a irmãzinha ao colo, muito séria. E então a mãe diria que só tinham aqueles dois retratos – que pena! – e que gostava mais daquele dos nove anos:
– Não é, Alfredo? Está mais com o jeitinho dela...
O Sr. Alfredo concordaria mudamente e eu me sentiria ali inútil, sem saber o que dizer, e iria embora. E talvez, depois que eu saísse, a mulher dissesse ao marido:
– Parece ser boa pessoa...
(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001)
Leia o texto para responder à questão.
Os Cavalinhos de Platiplanto
O meu avô Rubem havia me prometido um cavalinho de sua fazenda do Chove-Chuva se eu deixasse lancetarem* o meu pé, arruinado com uma estrepada no brinquedo de pique. Por duas vezes o farmacêutico Osmúsio estivera lá em casa com a sua caixa de ferrinhos para o serviço, mas eu fiz tamanho escarcéu que ele não chegou a passar a porta do quarto. Da segunda vez meu pai pediu a seu Osmúsio que esperasse na varanda enquanto ele ia ter uma conversa comigo. Eu sabia bem que espécie de conversa seria; e aproveitando a vantagem da doença, mal ele caminhou para a cama, eu comecei novamente a chorar e gritar, esperando atrair a simpatia da minha mãe e, se possível, também a de algum vizinho para reforçar. Por sorte vovô Rubem ia chegando justamente naquela hora. Quando vi a barba dele apontar na porta, compreendi que estava salvo pelo menos por aquela vez; era uma regra assentada lá em casa que ninguém devia contrariar vovô Rubem. Em todo caso, chorei um pouco mais para consolidar minha vitória, e só sosseguei quando ele intimou meu pai a sair do quarto.
Vovô sentou-se na beira da cama, pôs o chapéu e a bengala ao meu lado e perguntou porque era que meu pai estava judiando comigo. Para impressioná-lo melhor eu disse que era porque eu não queria deixar seu Osmúsio cortar o meu pé.
– Cortar fora?
Não era exatamente isso que eu tinha querido dizer, mas achei eficaz confirmar; e por prudência não falei, apenas bati a cabeça.
– Mas que malvados! Então isso se faz? Deixe eu ver.
E depois de examinar:
– É exagero deles. Não é preciso cortar nada. Basta lancetar.
Ele deve ter notado o meu desapontamento, porque explicou depressa, fazendo cócega na sola do meu pé:
– Mas nessas coisas, mesmo sendo preciso, quem resolve é o dono da doença. Se você não disser que pode, eu não deixo ninguém mexer, nem o rei. Você não é mais desses menininhos de cueiro, que não têm querer. Na festa do Divino você já vai vestir um parelhinho de calça comprida que eu vou comprar, e vou lhe dar também um cavalinho pra você acompanhar a folia.
– Com arreio mexicano?
– Com arreio mexicano. Já encomendei ao Felipe. Mas tem uma coisa. Se você não ficar bom desse pé, não vai poder montar. Eu acho que o jeito é você mandar lancetar logo.
José J. Veiga, “Os Cavalinhos de Platiplanto”. Em: Antologia Escolar de Contos Brasileiros, org. Herberto Sales)
* lancetar: abrir um abscesso, furúnculo ou vesícula para drenar líquidos.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
“Não complique sua vida”. Eu gostaria que alguém tivesse me dito isso aos 18 anos. Alguém possivelmente me falou aos 28, mas demorei para escutar. Então, agilize-se. Repita em voz alta, escreva no espelho do banheiro ou deixe um recado na porta da geladeira: não complique sua vida.
Você tem noção da rapidez com que a vida escorre pelos dedos? Mesmo que você morra bem velhinho, ainda assim, passa muito rápido. Você terá desilusões amorosas, dívidas a pagar e sonhos inalcançáveis. É a nossa mochila de pedras. Cada um tem a sua e dá conta dela — ou já deu, e sabe como foi difícil. Não coloque nem mais uma pedrinha sequer.
Amores confusos são tentadores. Quem é que não estufa o peito diante de um desafio? Quem resiste à tentação de mergulhar no redemoinho dos quereres? Quem não se sente um super-herói ao conquistar uma declaração de amor que parecia impossível? Quando vê, está viciado nessas batalhas, correndo atrás de mais adrenalina. Ah, querido sofredor, entendo que você insista neste drama até a metade do livro, mas não fique para ver o final. Abandone a leitura pela metade. Abandone suas complicações pela metade.
Largue o namorado encostado, a parceira confusa e o emprego (se aquele escritório é um hospício). Porém, a não ser em casos de polícia, não brigue feio com seus pais e mantenha os amigos de infância por perto; é sempre divertido ouvir quem conheceu você na juventude. Junte dinheiro para viajar. Lá fora você encontrará o paraíso e a solidão.
O amanhã jamais vai deixar de ser uma página em branco. Então, celebre a cada vez que o dia terminar bem. Você nem imagina a turbulência que poderia ter surgido. Ora, você imagina sim, você sabe.
(Martha Medeiros. Não complique sua vida. Disponível em: https://oglobo.globo.com, 26.07.2026. Adaptado)
Considere os trechos:
• Alguém possivelmente me falou aos 28, mas demorei para escutar. (1º parágrafo)
• Não coloque nem mais uma pedrinha sequer. (2º parágrafo)
A expressão e a palavra destacadas podem ser substituídas, respectivamente, em conformidade com a norma-padrão de colocação pronominal, por:
• Os números são o retrato das dificuldades históricas que esse grupo enfrenta no acesso à educação. (4o parágrafo)
• ... sem esquecer os responsáveis por transmitir esse conhecimento. (7o parágrafo)
De acordo com a norma-padrão, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:
Leia a tira a seguir para responder à questão:

(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”, 27.05.2026. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos)
Leia o trecho da crônica “Minhas fila” a seguir para responder à questão.
A fila é um sofrimento. É mesmo? Depende de como você encara uma fila. Em primeiro lugar, você não pode levar a fila a sério. Existem filas e filas. Uma fila de banco, por exemplo, é completamente diferente de uma fila de padaria.
A pior fila, por consenso, é a fila do banco. Sim, você começa a sofrer com ela no dia anterior. Amanhã vou ter de ir ao banco. E você já dorme com aquela fila na cabeça. Sonha com ela. Ela vai até à rua. Ninguém está feliz na fila do banco, já notou? O sujeito que está ali está sofrendo. Já chega sofrendo. Ele sabe que vai sair dali um pouco mais pobre, no mínimo.
Mas o pior na fila do banco é que a gente, que está mais atrás, olha a quantidade de papelzinho que o da frente tem na mão e logo pensa: isso vai longe. E quando a menina do caixa pede licença e sai para obter uma orientação do gerente lá na outra sala? Todo mundo olha o relógio. E a inveja que a gente fica do segundo da fila? Dá vontade de matar o sujeito. E aquele que disfarça? Está só com um papelzinho na mão. Mas quando chega na vez dele, abre uma pasta. Uma pasta!
Mas toda fila tem seus encantos (basta saber curtir). Menos a fila da fome, esperando comida. Não dá para olhar para a foto (na primeira página dos jornais) daqueles brasileiros e fazer brincadeira. Aquela fila é uma coisa muito séria, gente.
(Mário Prata, Minhas tudo. Adaptado)
Leia a seguir um trecho do prólogo do livro A literatura como remédio: os clássicos e a saúde da alma, para responder à questão
Prólogo ao leitor extremamente ocupado
“Desocupado leitor…” É assim que Miguel de Cervantes iniciava o prólogo de uma das mais célebres obras literárias da história universal: O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha. Quatrocentos anos depois, neste mundo marcado pelo imediatismo e pelo produtivismo, fico pensando se ainda seria possível iniciar um livro fazendo um convite ao “desocupado leitor” de Cervantes… Pois, na verdade, hoje estamos todos tão extremamente ocupados… Extremamente ocupa dos e extremamente apressados.
Esta pressa e esta azáfama têm, mais que nos ocupa do, nos preocupado e, em última análise, nos desumanizado e nos adoecido. E como os que estão doentes precisam de remédio, passo, rapidamente — porque nos falta tempo — a falar sobre o porquê deste livro.
Este livro fala sobre um remédio; um tipo muito especial de remédio. O remédio é, como veremos, muito, muito antigo. Foi descoberto ou inventado ainda na aurora da humanidade e, ficando às vezes meio esquecido, precisa ser constante mente resgatado, para que essa mesma humanidade não adoeça mortalmente.
Quem nunca experimentou, algum dia, os seus efeitos benfazejos? Eu mesmo me lembro o quanto o desejava e esperava, ansiosamente, quando minha mãe, às vezes meu pai, ou mesmo meu avô, vinham administrá-lo à noite, antes de dormir…
Sim, não cabe mais fazer mistério: esse remédio são as histórias. As narrativas que, algumas vezes, brotam da imaginação fértil; outras, das coisas efetivamente ocorridas e reinventadas; e, na maioria, dos livros clássicos de contos infantis.
Chamo de remédio, porque, desde a mais tenra infância, essas histórias eram o que enchiam a alma, quebravam a rotina dos dias cinzentos, abriam as portas para outras dimensões e patamares da realidade. Divertiam, encantavam, ensinavam e, mesmo quando eram amargas e tristes (pois é próprio do remédio às vezes ser amargo), sempre faziam bem.
Com o passar do tempo, entretanto, e as demandas da vida — escola, trabalho etc. — vamos nos afastando deste maravilhoso remédio, fortificante da alma. No contexto do mundo moderno, aliás, passaram a acreditar que tal remédio é não só dispensável, mas até prejudicial, pois ficção, fantasia, sonho, nos distrai da “realidade”, determinada pelas coisas “reais”, sérias, produtivas. Mas então, quando começamos a sentir os sintomas de um tipo muito particular de adoecimento, nos damos conta da sua falta e nos lembramos dos seus efeitos.
(Dante Gallian. São Paulo: Martin Claret, 2019. Adaptado).
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali. E a insistente pergunta martelando, martelando. De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusativo. Então eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?
Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe, aprendi a conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer, em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, descobria-me cheia de culpa por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela.
Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe; às vezes, essas histórias confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida.
(Conceição Evaristo, “Olhos d’água”, 19.05.2023. Disponível em: https://files.ufgd.edu.br. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Mais cedo ou mais tarde vai bater um desespero na humanidade em relação às mudanças climáticas. E, então, vamos procurar soluções radicais e arriscadas. Um grupo de cientistas já está desenvolvendo essas soluções. A questão é se teremos coragem de tirá-las da prateleira.
Do ponto de vista científico, o aquecimento global é um fenômeno com causas já conhecidas e solução já identificada. Hoje, o problema é convencer a humanidade a fazer o óbvio e adotar a solução. Mas isso tem sido impossível. Nossa espécie parece incapaz de sacrificar o presente por um futuro melhor. E, por esse motivo, estamos sentados vendo o problema se agravar, na esperança de morrermos de morte natural antes de a situação ficar desesperadora.
Na história do planeta, uma quantidade enorme de material orgânico produzido por seres vivos ao longo de milhões de anos foi enterrada em grandes depósitos. É o que chamamos de petróleo e outros combustíveis fósseis. Outro nome adequado é hidrocarbonetos, pois são constituídos por moléculas que possuem carbono reduzido, fruto de milhões de anos de fotossíntese que aos poucos foi retirando carbono oxidado da atmosfera, reduzindo a quantidade de gás carbônico.
Há aproximadamente 150 anos, a humanidade descobriu os combustíveis fósseis e passou a queimá-los de forma desenfreada. Uma energia barata enterrada pelos seres vivos que nos antecederam no planeta. E, com isso, estamos liberando quantidades crescentes de gás carbônico na atmosfera. E esse é um dos gases responsáveis pelo efeito estufa, outro nome perfeito. Esses gases permitem que a luz solar entre na atmosfera, mas impedem que o calor gerado volte para o espaço sideral. Eles funcionam como o vidro de uma estufa, deixam a luz entrar, mas impedem a saída do calor. E o planeta vai esquentando aos poucos. Mas, como o sapo na panela, estamos sentindo o calor aumentar sem tomar providências.
A receita para interromper esse processo é simples. Basta deixar de queimar combustíveis fósseis e buscar outras formas de energia. Mas, como o sapo, ficamos esperando que alguma coisa aconteça, talvez que o fogo sob a panela se apague sozinho. Como o sapo, um dia vamos perceber que a situação é desesperadora.
(Fernando Reinach, “Uma solução para quando o desespero chegar”, 18.05.2026. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)
Leia a tira para responder à questão.

(Mort Walker, “Recruta Zero”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 26.04.2026. Adaptado)


(Mort Walker, “Recruta Zero”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 11.04.2026. Adaptado)