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No ensino de Música ao longo do século XX, diferentes educadores formularam metodologias que influenciaram profundamente a Educação Musical em diversos contextos escolares, inclusive no Brasil.
Dentre eles, está Hans-Joachim Koellreutter, que apresenta como princípio central de sua proposta pedagógico- -musical uma
A abordagem do gênero sertanejo pode contribuir para a compreensão crítica de processos sociais, estéticos e mercadológicos da música popular brasileira. Ao analisar a atuação feminina no sertanejo, um professor do ensino médio discorre sobre as transformações históricas, disputas simbólicas e reconfigurações de papéis de gênero no interior desse gênero musical.
Considerando-se uma abordagem pedagógica crítica e contextualizada do sertanejo na Educação Musical, acerca da atuação feminina no sertanejo, verifica-se que a(o)
No âmbito da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino de Música, do segundo segmento do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, está inserido no componente Arte e orienta-se por princípios que articulam experiências estéticas, processos de criação, fruição, reflexão e contextualização cultural.
À luz das diretrizes da BNCC para o ensino de Música nesses níveis de escolarização, verifica-se que a(o)
Ao comparar obras de compositoras como Chiquinha Gonzaga, Dolores Duran, Joyce Moreno e Rita Lee, o docente busca problematizar a presença feminina na MPB e suas relações com contextos sociais e culturais.
Considerando-se essa proposta pedagógica, qual é o papel das mulheres compositoras na MPB?
Durante uma atividade pedagógica, um professor propõe a análise de um grupo de música popular formado por bateria, contrabaixo elétrico, guitarra, teclado e voz. Ao discutir a organização sonora do conjunto, o docente solicita que os alunos identifiquem a característica estrutural que melhor define esse tipo de formação instrumental e vocal, no contexto da música popular urbana contemporânea.
Considerando-se os fundamentos teóricos sobre conjuntos musicais instrumentais da música popular, esse grupo de música é fomado a partir da seguinte característica estrutural:
Na Educação Musical Básica, a prática de conjunto musical constitui um espaço privilegiado para o desenvolvimento de competências musicais, sociais e cognitivas. Em turmas do ensino médio, o professor precisa planejar situações de ensaio e performance coletiva que articulem escuta, execução, interação e reflexão crítica.
À luz dos fundamentos pedagógico-musicais da prática de conjunto no contexto escolar, constata-se que a(o)
Durante uma aula de Educação Musical, os alunos executam e comparam duas sequências melódicas construídas com as mesmas notas naturais (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si), ambas iniciando e finalizando em notas diferentes. Os estudantes percebem que, embora as alturas utilizadas sejam idênticas, as melodias apresentam sensações distintas de centralidade e caráter sonoro.
Considerando-se os princípios teóricos musicais e sua relação com os modos gregos, verifica-se que
Classificando-se as produções de obras vinculadas ao Clube da Esquina, identifica-se a presença simultânea de elementos associados à MPB, ao rock, ao jazz e à música erudita, o que problematiza sua inserção em categorias tradicionais de gênero musical.
À luz dos fundamentos teóricos sobre gêneros musicais e hibridismo, constata-se que
Em uma aula de Educação Musical, um professor utiliza uma canção do repertório popular brasileiro para trabalhar conceitos de harmonia funcional tonal, relacionando melodia, ritmo e encadeamento de acordes. Para a atividade, é apresentado o seguinte trecho com as cifras harmônicas indicadas:
| C | G7 | C | F C |
Considerando-se a harmonia funcional do trecho apresentado, verifica-se que
Em uma hamburgueria artesanal, o cliente pode montar o hamburguer a seu gosto. Essa hamburgueria dispõe de três tipos de pães: pão de brioche, pão australiano e pão francês. Ela também dispõe de três tipos de carne: carne bovina, carne de porco e carne de frango, e de dois tipos de queijo, cheddar e prato. Para montar seu hamburguer, o freguês tem de escolher um dos pães, uma das carnes e um dos queijos. Ademais, opcionalmente, o freguês dispõe de mais três escolhas possíveis: um dentre dois tipos de molhos; uma salada; e bacon.
Assim, quantos tipos distintos de hamburguer podem ser montados?
Chama-se amplitude de uma função em um intervalo [a, b] ao módulo da diferença entre o maior e o menor valor assumido pela função no intervalo [a, b].
Qual é a amplitude da função
no intervalo [- 3, 3]?
Uma loja oferece duas opções de pagamento:
i) à vista com 50% de desconto;
ii) em duas prestações iguais sem desconto, cada uma delas igual à metade do valor da compra, sendo uma um mês após a compra e a outra dois meses após a compra.
Qual a taxa mensal de juros embutida nas vendas a prazo?

Em um laboratório, um simulador pretende reproduzir as condições de um rio de margens retas e paralelas. Inicialmente, a água do “rio” (água do simulador) está parada, e um pequeno barco (modelo de um barco real) parte de uma das margens em linha reta e com velocidade constante de 3 cm/s, perpendicularmente às margens. Logo após a partida do pequeno barco, uma corrente de água paralela às margens do “rio”, e com velocidade de 4 cm/s, é gerada no simulador, fazendo com que o barco não se movimente mais com velocidade perpendicular às margens, haja vista que sua velocidade passou a ser a soma de sua velocidade inicial com a velocidade da correnteza.
Lembrando que velocidades são grandezas vetoriais, para um observador parado no laboratório, qual é o módulo da velocidade do barco, em cm/s, ao sofrer a ação da correnteza?
Dois amigos moram à beira, e do mesmo lado, de uma larga, reta e longa avenida. Os dois combinaram de almoçar juntos em um restaurante que fica do outro lado da avenida. Na frente do restaurante, há uma faixa de pedestre. Cada um dos amigos, ao sair de casa, terá que caminhar sobre a calçada até a faixa de pedestre e, então, atravessar a avenida sobre a faixa, chegando ao restaurante. O primeiro amigo caminhará 290 metros até o restaurante, e o segundo, 360 metros.
Se a distância entre as casas dos dois, ou seja, se a distância entre os pontos iniciais das caminhadas, é de 570 metros, qual é o comprimento da faixa de pedestre, em metros?
Texto XVII

VEJA o santinho de Fernanda Torres que Wagner Moura levou ao Globo deOuro. Portal Metrópoles. Disponível em em: https://www.metropoles. com/entretenimento/veja-o-santinho-de-fernanda-torres-que-wagner-moura-levou-ao-globo-de-ouro. Acesso em: 28 jan. 2026. Adaptado.
O santinho é um gênero textual de teor político e derivado da esfera religiosa. O Texto XVII foi distribuído entre a equipe do filme O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho, na cerimônia de premiação do Globo de Ouro 2026.
Para a efetivação da produção de sentidos sobre esse texto, que principal princípio discursivo deve ser mobilizado pelo estudante?
Texto XVI
Ainda estou aqui
Meu filho nasceu às 8h45. Me lembro e me lembrarei de cada segundo do seu parto. Me lembro de ver sua cabecinha saindo. De ele balançar os bracinhos na luz. De eu chorar sem sair lágrimas. Ou de sair lágrimas sem eu chorar. Duvido que me esquecerei de algum detalhe desse dia milagroso. Existir é passar de um estado para outro: tenho fome, como, tenho frio, me agasalho, estou alegre, e agora triste, e depois estarei alegre, penso e chego a conclusões, me lembro de algo que me toca o coração, sinto um cheiro que me lembra alguém, sinto um gosto que me lembra um lugar, me emociono. Emocionar-se é passar de um estado para o outro. Você vê um quadro hoje. Vê o quadro de novo daqui a dez anos, o revê daqui a vinte, trinta, quarenta… É o mesmo quadro com a mesma moldura, na mesma parede do mesmo museu, com a mesma luz, é você, mas cada vez será visto de outra forma. Cada vez ele nos conta uma história. O quadro não mudou. Já nós…
[...]
Se tudo é recriação de algo já inventado, nada é invenção.
Sei que repetirei lá na frente o que narrei antes. Este livro sobre memórias nasce assim. Histórias são recuperadas. Umas puxam outras. As histórias vão e voltam com mais detalhes e referências. Faço uma releitura da vida da minha família. Reescrever o que já escrevi.
Ainda vejo o facho, não quero me afastar. Existem várias formas de contar a história sobre a memória e a falta dela. Procurarei a fogueira no alto quando o mar me puxar. Vou para voltar. Quem nadou em mar aberto sabe: antes de lutar desesperadamente contra a correnteza, é melhor deixar-se levar por instantes; é preciso ter calma e coragem; a correnteza enfraquece, então saímos fora.
PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. Rio de Janeiro: Alfagura, 2014. p. 27-9.
A língua varia com base em múltiplos fatores. Dessa forma, faz-se necessário substituir as noções de “certo” e “errado” pelas de “adequado” ou “inadequado” a depender dos diferentes objetivos e contextos discursivos.
Em “Meu filho nasceu às 8h45. Me lembro e me lembrarei de cada segundo do seu parto. Me lembro de ver sua cabecinha saindo.” (parágrafo 1), a(o)
Texto XVI
Ainda estou aqui
Meu filho nasceu às 8h45. Me lembro e me lembrarei de cada segundo do seu parto. Me lembro de ver sua cabecinha saindo. De ele balançar os bracinhos na luz. De eu chorar sem sair lágrimas. Ou de sair lágrimas sem eu chorar. Duvido que me esquecerei de algum detalhe desse dia milagroso. Existir é passar de um estado para outro: tenho fome, como, tenho frio, me agasalho, estou alegre, e agora triste, e depois estarei alegre, penso e chego a conclusões, me lembro de algo que me toca o coração, sinto um cheiro que me lembra alguém, sinto um gosto que me lembra um lugar, me emociono. Emocionar-se é passar de um estado para o outro. Você vê um quadro hoje. Vê o quadro de novo daqui a dez anos, o revê daqui a vinte, trinta, quarenta… É o mesmo quadro com a mesma moldura, na mesma parede do mesmo museu, com a mesma luz, é você, mas cada vez será visto de outra forma. Cada vez ele nos conta uma história. O quadro não mudou. Já nós…
[...]
Se tudo é recriação de algo já inventado, nada é invenção.
Sei que repetirei lá na frente o que narrei antes. Este livro sobre memórias nasce assim. Histórias são recuperadas. Umas puxam outras. As histórias vão e voltam com mais detalhes e referências. Faço uma releitura da vida da minha família. Reescrever o que já escrevi.
Ainda vejo o facho, não quero me afastar. Existem várias formas de contar a história sobre a memória e a falta dela. Procurarei a fogueira no alto quando o mar me puxar. Vou para voltar. Quem nadou em mar aberto sabe: antes de lutar desesperadamente contra a correnteza, é melhor deixar-se levar por instantes; é preciso ter calma e coragem; a correnteza enfraquece, então saímos fora.
PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. Rio de Janeiro: Alfagura, 2014. p. 27-9.
Texto XVI
Ainda estou aqui
Meu filho nasceu às 8h45. Me lembro e me lembrarei de cada segundo do seu parto. Me lembro de ver sua cabecinha saindo. De ele balançar os bracinhos na luz. De eu chorar sem sair lágrimas. Ou de sair lágrimas sem eu chorar. Duvido que me esquecerei de algum detalhe desse dia milagroso. Existir é passar de um estado para outro: tenho fome, como, tenho frio, me agasalho, estou alegre, e agora triste, e depois estarei alegre, penso e chego a conclusões, me lembro de algo que me toca o coração, sinto um cheiro que me lembra alguém, sinto um gosto que me lembra um lugar, me emociono. Emocionar-se é passar de um estado para o outro. Você vê um quadro hoje. Vê o quadro de novo daqui a dez anos, o revê daqui a vinte, trinta, quarenta… É o mesmo quadro com a mesma moldura, na mesma parede do mesmo museu, com a mesma luz, é você, mas cada vez será visto de outra forma. Cada vez ele nos conta uma história. O quadro não mudou. Já nós…
[...]
Se tudo é recriação de algo já inventado, nada é invenção.
Sei que repetirei lá na frente o que narrei antes. Este livro sobre memórias nasce assim. Histórias são recuperadas. Umas puxam outras. As histórias vão e voltam com mais detalhes e referências. Faço uma releitura da vida da minha família. Reescrever o que já escrevi.
Ainda vejo o facho, não quero me afastar. Existem várias formas de contar a história sobre a memória e a falta dela. Procurarei a fogueira no alto quando o mar me puxar. Vou para voltar. Quem nadou em mar aberto sabe: antes de lutar desesperadamente contra a correnteza, é melhor deixar-se levar por instantes; é preciso ter calma e coragem; a correnteza enfraquece, então saímos fora.
PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. Rio de Janeiro: Alfagura, 2014. p. 27-9.
O trecho do livro Ainda estou aqui (Texto XVI), de Marcelo Rubens Paiva, promove uma reflexão sobre a criação artística.
Segundo o narrador, a construção narrativa de sua obra compara-se ao(à)
Texto XIV
Analfabetismo
Gosto dos algarismos, porque não são de meias medidas nem de metáforas. Eles dizem as coisas pelo seu nome, às vezes um nome feio, mas não havendo outro, não o escolhem. São sinceros, francos, ingênuos. As letras fizeram-se para frases: o algarismo não tem frases, nem retórica.
Assim, por exemplo, um homem, o leitor ou eu, querendo falar do nosso país dirá:
— Quando uma Constituição livre pôs nas mãos de um povo o seu destino, força é que este povo caminhe para o futuro com as bandeiras do progresso desfraldadas. A soberania nacional reside nas Câmaras; as Câmaras são a representação nacional. A opinião pública deste país é o magistrado último, o supremo tribunal dos homens e das coisas. Peço à nação que decida entre mim e o Sr. Fidélis Teles de Meireles Queles; ela possui nas mãos o direito a todos superior a todos os direitos.
A isto responderá o algarismo com a maior simplicidade:
— A nação não sabe ler. Há só 30% dos indivíduos residentes neste país que podem ler; desses uns 9% não leem letra de mão. 70% jazem em profunda ignorância. Não saber ler é ignorar o Sr. Meireles Queles: é não saber o que ele vale, o que ele pensa, o que ele quer; nem se realmente pode querer ou pensar. 70% dos cidadãos votam do mesmo modo que respiram: sem saber por que nem o quê. Votam como vão à festa da Penha, — por divertimento. A Constituição é para eles uma coisa inteiramente desconhecida. Estão prontos para tudo: uma revolução ou um golpe de Estado.
Replico eu:
— Mas, Sr. Algarismo, creio que as instituições…
— As instituições existem, mas por e para 30% dos cidadãos. Proponho uma reforma no estilo político. Não se deve dizer: “consultar a nação, representantes da nação, os poderes da nação”; mas — “consultar os 30%, representantes dos 30%, poderes dos 30%”. A opinião pública é uma metáfora sem base: há só a opinião dos 30%. Um deputado que disser na Câmara: “Sr. Presidente, falo deste modo porque os 30% nos ouvem…” dirá uma coisa extremamente sensata.
E eu não sei que se possa dizer ao algarismo, se ele falar desse modo, porque nós não temos base segura para os nossos discursos, e ele tem o recenseamento.
15 de agosto de 1876
ASSIS, Machado. Crônicas escolhidas. São Paulo: Ática, 1994. p. 19.