Questões de Concurso Para prefeitura

Foram encontradas 495.636 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4352692 História
A ideia de humanidade construída pela modernidade estabelece uma separação entre sociedade e natureza, produzindo uma compreensão na qual o ser humano se percebe como exterior ao mundo natural. Essa dissociação permite que a natureza seja reduzida à condição de recurso, ao mesmo tempo em que desconsidera outras formas de existência que não se organizam a partir dessa distinção.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado.

No contexto das disputas contemporâneas pela terra envolvendo os povos originários no Brasil, as ações estatais entram em conflito com as formas indígenas de organização da vida, na medida em que
Alternativas
Q4352691 História
A colonização não se contenta em impor sua lei ao presente e ao futuro do país dominado. Ela se ocupa igualmente em desfigurar, desvalorizar e destruir o passado do povo oprimido. Ao negar a historicidade das sociedades colonizadas, o colonialismo constrói uma narrativa que as apresenta como incapazes de produzir formas próprias de organização política, econômica e cultural, obscurecendo a complexidade de suas formações sociais anteriores à dominação europeia.

FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. Adaptado.

A operação descrita no texto permite compreender que a construção historiográfica sobre as civilizações africanas pré-coloniais foi profundamente condicionada por uma lógica de deslegitimação que, ao negar sua historicidade, produziu interpretações que
Alternativas
Q4352690 História
A institucionalização do regime militar brasileiro não implicou a imediata supressão da ordem constitucional, mas a sua progressiva reconfiguração por meio de dispositivos de exceção. Nesse processo, os Atos Institucionais operaram como instrumentos jurídicos que ampliaram os poderes do Executivo e restringiram direitos políticos, preservando, ao mesmo tempo, formas institucionais que conferiam aparência de legalidade ao regime.

CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. Adaptado.

A partir do texto e dos conhecimentos sobre os Atos Institucionais durante o período militar no Brasil, analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F, para as falsas.

( ) O Ato Institucional nº 1 instituiu mecanismos de cassação de mandatos e suspensão de direitos políticos, ao mesmo tempo em que preservou formalmente o funcionamento do Congresso Nacional.
( ) O Ato Institucional nº 2 estabeleceu eleições indiretas para governadores e vice-governadores, reforçando a centralização política e reduzindo a autonomia dos estados no interior do regime.
( ) O Ato Institucional nº 3 extinguiu os partidos políticos existentes, instituiu o bipartidarismo e ampliou o controle do Executivo sobre o sistema político, mantendo formas restritas de competição institucional.
( ) O Ato Institucional nº 4, ao reorganizar a ordem constitucional por meio da Constituição de 1967, extinguiu formalmente a função legislativa do Parlamento, concentrando a produção normativa no Poder Executivo.
( ) O Ato Institucional nº 5 ampliou os poderes do Executivo, permitindo a suspensão de garantias individuais e a intervenção nos demais poderes, sem implicar a revogação formal da Constituição vigente.

A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4352689 História
Captura_de tela 2026-10-02 082440.png (343×213)

CALIXTO, Benedito. Proclamação da República, 1893. Óleo sobre tela.

A crise do Império brasileiro, nas décadas finais do século XIX, esteve profundamente associada às transformações estruturais do sistema escravista e às tensões políticas decorrentes de sua desagregação. A abolição da escravidão, em 1888, ao mesmo tempo em que representou a ruptura formal com a base do trabalho cativo, produziu reconfigurações nas alianças políticas que sustentavam o regime monárquico.

CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. Adaptado.

A partir das informações contidas no texto, na imagem que retrata o golpe militar de 1889 e nos conhecimentos sobre a crise do Império, a abolição da escravidão e a Proclamação da República são eventos estruturalmente conectados, porque
Alternativas
Q4352688 História
A Independência do Brasil não implicou uma revolução social clássica, mas um processo de reorganização política que preservou as estruturas econômicas e sociais herdadas da Colônia. A nova ordem nacional consolidouse mediante a conciliação entre as elites agrárias e os setores emergentes, permitindo a internalização do poder político sem ruptura com o padrão de dominação vigente.

FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. 5. ed. São Paulo: Globo, 2006. Adaptado.

A Independência do Brasil não configurou uma ruptura radical, sendo uma transição marcada pela conciliação entre uma nova burguesia e as antigas elites agrárias.

Considerando essa especificidade, as implicações socioeconômicas desse processo
Alternativas
Q4352687 História
Captura_de tela 2026-10-02 082325.png (345×272)

Guerrilha, Johann Moritz Rugendas. 1835

As formas de resistência protagonizadas por populações indígenas e africanas no contexto da colonização não se limitaram a rebeliões abertas, mas assumiram múltiplas expressões, que variavam desde confrontos armados até estratégias cotidianas de enfrentamento à dominação.

MOURA, Clóvis. Rebeliões da senzala: quilombos, insurreições, guerrilhas. São Paulo: Anita Garibaldi, 1981. Adaptado.

A interpretação de representações visuais da violência colonial exige considerar que tais imagens não apenas retratam conflitos, mas também expressam modos de compreensão das relações sociais em seu tempo.

Tomando como referência o texto de Clóvis Moura e a obra Guerrilha (1835), as resistências indígenas e africanas representadas
Alternativas
Q4352686 Sociologia
A abolição da escravidão no Brasil não representou a integração da população negra à sociedade de classes, mas sua exclusão das condições materiais necessárias à participação social. Sem acesso à terra, ao trabalho estável e à educação, os libertos foram lançados à marginalidade econômica e social. O negro foi lançado à própria sorte, o que explica sua marginalização no período posterior à abolição.

FERNANDES, Florestan. A integração do negro na sociedade de classes: o legado da "raça branca". v. 1. 5. ed. São Paulo: Globo, 2008. Adaptado.

Compreender a abolição da escravidão no Brasil exige ultrapassar a leitura simplista que a define exclusivamente como um ato jurídico da Lei Áurea, e considerar suas implicações históricas na reorganização das relações sociais.

Nessa perspectiva, a reorganização social do Brasil pós-abolição foi caracterizada pela
Alternativas
Q4352685 História
A economia colonial brasileira integrou-se ao processo de expansão do capitalismo comercial europeu, articulando-se a circuitos mais amplos de produção e circulação. Essa inserção implicou formas específicas de organização econômica e social, nas quais diferentes níveis de determinação se combinavam na constituição da dinâmica colonial.

FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil. 5. ed. São Paulo: Globo, 2006. Adaptado.

A compreensão da economia colonial exige distinguir, com precisão, o papel das determinações externas e das mediações internas na configuração de sua estrutura histórica. A formulação conceitualmente consistente dessa relação pressupõe reconhecer que o Brasil colonial
Alternativas
Q4352684 História
As sociedades pré-colombianas da América desenvolveram formas complexas de organização social e política antes da conquista europeia. Civilizações como astecas e incas estruturaram sistemas de poder, baseados na articulação entre autoridade política, organização religiosa e controle da produção agrícola, com destaque para técnicas adaptadas a diferentes condições ambientais.

BETHELL, Leslie (org.). História da América Latina: América Latina Colonial. São Paulo: Edusp, 2004. Adaptado.

A caracterização das sociedades pré-colombianas como formas sociais simples e homogêneas implica um erro de interpretação histórica ao desconsiderar a complexidade de suas estruturas de organização social, política e econômica, uma vez que essas sociedades
Alternativas
Q4352683 Economia
A inserção das economias latino-americanas no mercado mundial não corresponde a um processo de desenvolvimento autônomo, mas a uma forma específica de integração subordinada à dinâmica do capital internacional. Nesse quadro, a dependência se manifesta por meio da transferência de valor e da superexploração do trabalho, mecanismos que permitem compensar as desvantagens estruturais dessas economias no interior do sistema capitalista global.

MARINI, Ruy Mauro. Dialética da dependência. In: TRASPADINI, Roberta; STEDILE, João Pedro (orgs.) Ruy Mauro Marini: vida e obra. São Paulo: Expressão Popular, 2005. Adaptado.

A interpretação da globalização como processo de intensificação da integração econômica internacional frequentemente sustenta que a reorganização das cadeias globais de valor e a ampliação dos fluxos de capital configuram uma nova etapa do capitalismo, marcada pela redefinição das relações entre economias centrais e periféricas.

A partir desse quadro teórico, o fenômeno da globalização
Alternativas
Q4352682 História
A Guerra Fria caracterizou-se por uma tensão permanente entre as superpotências, baseada na combinação de dissuasão nuclear, rivalidade ideológica e competição por zonas de influência. Esse sistema não eliminava os conflitos, mas os deslocava para formas indiretas de enfrentamento, evitando a guerra nuclear entre Estados Unidos e União Soviética.

HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914– 1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

No interior da formulação estratégica da política externa dos Estados Unidos no início da Guerra Fria, a interpretação de que a expansão soviética deveria ser enfrentada por meio de um processo contínuo de limitação geopolítica, sem confronto direto, tornou-se um dos fundamentos da atuação norteamericana no cenário internacional.

A denominação historicamente consagrada dessa estratégia é
Alternativas
Q4352681 História
A Revolução Industrial consolidou profundas transformações na Inglaterra, com a introdução de novas técnicas, a ampliação do uso de máquinas e a reorganização dos espaços produtivos. Esse processo esteve associado à concentração das atividades produtivas em unidades maiores, à intensificação do ritmo de trabalho e à crescente especialização das tarefas.

HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: 1789–1848. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012. Adaptado.

A interpretação da Revolução Industrial como um processo de transformação estrutural das relações sociais implica reconhecer que sua especificidade histórica não se reduz à inovação técnica, mas tem como fundamento principal a
Alternativas
Q4352680 História
No final do século XVIII, o problema agrário francês concentrava uma tensão estrutural decisiva: de um lado, os que cultivavam a terra; de outro, os que dela extraíam renda e privilégios. A crise do Feudalismo não se limitava, portanto, à esfera política, mas envolvia a permanência de direitos senhoriais, restrições corporativas e formas de dominação incompatíveis com a expansão de relações sociais fundadas na propriedade privada e na circulação mercantil.

HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: 1789–1848. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012. Adaptado.

Considerada um momento decisivo da constituição da ordem burguesa, a Revolução Francesa articula-se ao surgimento do capitalismo por ter
Alternativas
Q4352679 História
A colonização brasileira deve ser compreendida a partir de seu sentido, isto é, da função que desempenha no conjunto da economia europeia. Trata-se de uma empresa voltada para fora, organizada para fornecer gêneros tropicais ao mercado externo, o que condiciona profundamente sua estrutura econômica e social.

PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. 23. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. Adaptado.

As diferenças entre as formações coloniais europeias na América não se limitam à organização econômica, mas implicam padrões distintos de estrutura social e desenvolvimento histórico.

A característica estrutural que diferenciou parte das colônias inglesas de povoamento da América do Norte, especialmente as estabelecidas na Nova Inglaterra, em relação às colonizações ibéricas teve origem na
Alternativas
Q4352678 Filosofia
Captura_de tela 2026-10-02 081830.png (281×422)

Frontispício da edição original do Leviatã (1651). Thomas Hobbes.

A imagem apresentada corresponde ao frontispício da obra Leviatã (1651), na qual o filósofo inglês Thomas Hobbes formula uma das mais influentes justificações teóricas do poder político na modernidade.

A compreensão conceitualmente adequada da relação entre a obra e o absolutismo demonstra a
Alternativas
Q4352677 História
Captura_de tela 2026-10-02 081816.png (250×407)

Henrique IV em Canossa, Eduard Schwoiser, 1862

A chamada Reforma Gregoriana, associada ao papado de Gregório VII, representou um movimento de afirmação da autonomia da Igreja frente ao poder secular. Nesse contexto, a controvérsia das investiduras expressou a disputa pela autoridade de nomeação de bispos e abades, evidenciando o conflito entre a pretensão papal e a tradição imperial de controle sobre as estruturas eclesiásticas.

LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente medieval. Tradução de José Rivair Macedo. Bauru: EDUSC, 2005. Adaptado.

A Penitência de Canossa, ocorrida em janeiro de 1077, inserese no contexto da Controvérsia das Investiduras, conflito que envolveu a definição das prerrogativas relativas à nomeação de autoridades eclesiásticas no Ocidente medieval.

A interpretação historiograficamente consistente desse episódio, à luz da Reforma Gregoriana, implica reconhecer
Alternativas
Q4352676 História
A transição do mundo antigo para o feudalismo não deve ser compreendida como uma ruptura súbita, mas como um processo histórico prolongado no qual a decomposição do modo de produção escravista romano deu lugar a novas formas de dominação social. A crise do Império Romano implicou a retração das trocas comerciais, a ruralização da economia e a crescente vinculação dos trabalhadores à terra.

ANDERSON, Perry. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. Tradução de Renato Prelorentzou. São Paulo: Brasiliense, 2004. Adaptado.

A compreensão historicamente fundamentada do processo descrito exige reconhecer que a formação do feudalismo corresponde à
Alternativas
Q4352675 História
O processo de transformação política de Roma, da Monarquia à República e desta ao Império, não representou uma ruptura linear, mas a reorganização das formas de poder conforme conflitos sociais e expansão territorial. A República romana consolidou mecanismos institucionais que limitavam o poder individual por meio da divisão de magistraturas e da atuação do Senado, enquanto o Império preservou formalmente tais instituições, embora concentrasse o poder efetivo na figura do imperador.

FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Grécia e Roma. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2019. Adaptado.

Considere que um professor de História afirma que, ao analisar a passagem da República para o Império em Roma, não se deve compreender esse processo como uma simples substituição de instituições, mas como uma transformação na forma de exercício do poder, mantendo-se estruturas anteriores sob nova lógica política.

A aplicação adequada do conhecimento histórico ao argumento apresentado permite concluir que essa interpretação é
Alternativas
Q4352674 História
Captura_de tela 2026-10-02 081525.png (373×242)

SANZIO, Raffaello. A Escola de Atenas. 1509.

A pintura A Escola de Atenas, de Rafael Sanzio, representa diversos filósofos da Antiguidade clássica reunidos em um espaço arquitetônico inspirado na tradição greco-romana. No centro da cena, Platão e Aristóteles ocupam posição de destaque, simbolizando diferentes concepções de conhecimento e de realidade. A obra, produzida no contexto do Renascimento, não constitui uma representação histórica literal, mas uma releitura que expressa a valorização humanista da filosofia grega como fundamento da racionalidade ocidental.

HAUSER, Arnold. História social da arte e da literatura. Tradução de Álvaro Cabral. São Paulo: Martins Fontes, 2000. Adaptado.

A compreensão historicamente fundamentada da obra A Escola de Atenas, de Rafael Sanzio, em relação à Grécia Antiga, implica reconhecer que 
Alternativas
Q4352673 História
Na tradição marxista, a análise das formações sociais do Oriente Próximo exige cautela quanto à aplicação direta das categorias desenvolvidas a partir do mundo clássico. Nessas sociedades, a extração do excedente frequentemente se articulava a formas de dominação política centralizada, nas quais o Estado desempenhava papel decisivo na organização do trabalho e no controle dos recursos.

BOTTOMORE, Tom. Dicionário do pensamento marxista. Tradução de Waltensir Dutra. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. Adaptado.

Considere que durante um seminário acadêmico, quatro interpretações foram apresentadas sobre as sociedades mesopotâmicas:

I. A existência de excedente econômico e de coerção sobre os produtores diretos é suficiente para classificá-las como sociedades escravistas, independentemente das formas históricas específicas de organização da produção.
II. A centralização estatal na organização do trabalho e na apropriação do excedente permite identificar formas de exploração associadas ao chamado modo de produção asiático.
III. A ausência de propriedade privada amplamente disseminada impede a caracterização de relações estruturadas de exploração social.
IV. A presença de formas de dependência pessoal e de trabalho compulsório autoriza a identificação de elementos de exploração.

À luz do materialismo histórico e da análise teoricamente apropriada dessas interpretações, a alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas é:
Alternativas
Respostas
11741: C
11742: B
11743: D
11744: D
11745: B
11746: E
11747: A
11748: D
11749: D
11750: C
11751: A
11752: C
11753: B
11754: B
11755: E
11756: D
11757: A
11758: E
11759: B
11760: C