Questões de Concurso
Para prefeitura
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Observe as imagens a seguir:

Praia da Foca - Armação dos Búzios/RJ.
As imagens apresentam diferentes perspectivas da paisagem da Praia da Foca, localizada no município de Armação dos Búzios, no estado do Rio de Janeiro. Inserida no contexto climático tropical do litoral carioca, a localidade apresenta uma cobertura vegetal com fisionomia diferenciada. Considerando os elementos observados e a interação entre os fatores atmosféricos e oceânicos, essa particularidade da paisagem pode ser explicada pelo fato de que o(a):
Leia o fragmento a seguir:
“A inflação, que já vinha se acelerando nos últimos anos do regime militar, tornou-se um dos principais problemas da Nova República. As sucessivas tentativas de estabilização econômica, embora provocassem efeitos imediatos, não conseguiram eliminar os mecanismos que alimentavam a alta contínua dos preços.”
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013.)
A economia brasileira, durante o governo de José Sarney (1985 - 1990), foi marcada por uma grave crise inflacionária, com sucessivas tentativas de estabilização. Nesse período, ocorreram mudanças na moeda e o lançamento de diferentes planos econômicos. Assim sendo, caracteriza assertivamente a política econômica do governo Sarney e seus respectivos resultados o fato de que:
Observe a charge a seguir.

Disponível em: https://f5dahistoria.wordpress.com/2010/08/31/videos-e-imagens-sobre-janio-quadros/. Acesso em 31 de agosto de 2026.
Jânio Quadros foi eleito presidente da República em 1960. Sua campanha girou em torno de um discurso moralizador, simbolizado pela “vassoura”, e prometia combater a corrupção e os problemas da administração pública. Seu curto governo adotou medidas que provocaram reações internas e externas. Na política externa, o ex-presidente procurou ampliar a autonomia brasileira, estabelecendo relações e negociações com diferentes países, inclusive do bloco socialista. A respeito do governo Jânio Quadros (1961), os fatores que contribuíram para o agravamento da crise que o levou à renúncia referem-se ao fato de que:
Leia o fragmento a seguir:
“A pergunta sobre quem ou o que causou a Segunda Guerra Mundial pode ser respondida em duas palavras: Adolf Hitler.”
(HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Tradução de Marcos Santarrita. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 43.)
A política expansionista adotada pela Alemanha Nazista durante a década de 1930 contribuiu para a desestruturação da ordem internacional estabelecida após a Primeira Guerra Mundial. Considerando os acontecimentos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, a interpretação mais adequada para esse processo histórico está relacionada ao fato de que o(a):
Observe a charge abaixo:

Durante os últimos anos da Primeira República (1889 – 1930), o sistema oligárquico brasileiro passou por uma profunda crise, marcada: pela ruptura da política do “café com leite”, pelo Tenentismo e pelos efeitos da crise econômica mundial de 1929. Nesse contexto, a Aliança Liberal liderada por Getúlio Vargas, apresentou-se como alternativa ao domínio das oligarquias tradicionais. Considerando esses fatores e o contexto histórico marcado pela crise do poder oligárquico e sua relação com a ascensão de Getúlio Vargas a partir de 1930, pode-se afirmar que:
Leia o fragmento a seguir:
“Os conceitos de revolução, liberdade e propriedade foram ganhando novos significados no final do século XVIII, à medida que se aprofundavam as transformações econômicas e sociais e se evidenciava a crise do Antigo Sistema Colonial Português.”
(Adaptado de: MOTA, Carlos Guilherme. Ideia de revolução no Brasil (1789-1801): estudo das formas de pensamento. São Paulo: Ática, 1996.)
A circulação das ideias iluministas e liberais no mundo luso - americano contribuiu para intensificar a crise do sistema colonial português, pois essas ideias:
(Adaptado de: Karnal, Leandro et al. História dos Estados Unidos: das origens ao século XXI. São Paulo: Contexto, 2007.)
A partir do texto e de seus conhecimentos históricos, é correto afirmar que a relação entre a formação do Estado inglês, a Reforma Anglicana e o início da colonização inglesa na América do Norte foi caracterizada pela:
(Fonte: Adaptado de BEARD, Mary. SPQR: uma história da Roma Antiga. São Paulo: Planeta, 2017.)
Com base no fragmento de texto e em seus conhecimentos sobre o expansionismo romano, pode-se aferir que:
Leia o texto a seguir.
Nova IA adapta correção de redação
às neurodivergências dos estudantes
Ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro
condições específicas: transtorno do espectro autista, transtorno do
déficit de atenção com hiperatividade, dislexia e disgrafia
Uma inteligência artificial (IA) educacional foi desenvolvida para corrigir redações de estudantes neurodivergentes adaptando suas dificuldades às notas. A ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro condições específicas — transtorno do espectro autista (TEA), transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), dislexia e disgrafia — e não os considera para a pontuação final dos alunos.
A nova função foi implementada na Red1000, uma plataforma de correção de texto automática do grupo Cogna. Atualmente, há 2,3 mil estudantes com neurodivergências cadastrados. Isso corresponde a 5% do total de alunos que utilizam a plataforma.
Em meia década, o número de diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas quadruplicou, passando de 294.394, em 2021, para 1.298.637 no ano passado. Os dados do Censo Escolar 2025, promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), indicam a primeira vez em que os matriculados com TEA superaram aqueles com deficiência intelectual, respondendo por mais da metade do total de alunos da chamada educação especial. Neste novo cenário, diferentes ferramentas educacionais têm sido criadas ou adaptadas para atender esses estudantes.
Algumas escolas que utilizam a plataforma, segundo a Red1000, chegam a ter registrados com alguma neurodivergência mais de 20% dos estudantes. No Distrito Federal, um colégio privado que utiliza a ferramenta chegou a ter 26% dos alunos apenas com uma das quatro condições (TEA, TDAH, dislexia e disgrafia) que têm adaptações na IA de correção de redações.
De acordo com Carolina Siequeroli, gerente sênior de produto e fundadora da Red1000, os alunos atípicos acabavam se desestimulando em usar a plataforma por conta das baixas notas geradas pela correção padronizada. Com a nova função, a IA identifica os tipos de problemas causados pela neurodivergência, mas não desconta a pontuação.
— O aluno não utilizava a plataforma e deixava de treinar a redação. A ferramenta possibilitou que cada vez mais os alunos praticassem para fazer o Enem mais preparado — conta Siequeroli.
De acordo com os desenvolvedores, as escolas precisam cadastrar os alunos apontando suas neurodivergências para ativar a correção adaptada. Para isso, ela não exige laudo ou qualquer tipo de comprovação.
— Respeitamos a autonomia das instituições de ensino nesse processo: cabe à escola definir quando uma redação deve ser avaliada considerando necessidades educacionais específicas. Assim, mesmo que o estudante não tenha um diagnóstico formal, se a escola entender que esse tipo de avaliação é o mais adequado ao seu contexto pedagógico, ela pode solicitar essa configuração na plataforma, sem necessidade de apresentar um documento ou laudo — diz Siequeroli.
Em alguns casos, ela pode até identificar padrões de escritas compatíveis com características frequentemente observadas em estudantes neurodivergentes. No entanto, isso não permite inferir qualquer diagnóstico — o que também não é a finalidade da tecnologia, de acordo com os idealizadores.
Cada uma das quatro neurodivergências possuem adaptações específicas para os alunos na plataforma. Os que estão no transtorno do espectro autista, por exemplo, têm sinalizados no máximo 15 desvios de ortografia, gramática, sintaxe ou vocabulário. Caso passe disso, apenas os mais relevantes são apresentados.
Para esse grupo, também há maior tolerância para organização textual não convencional, repetição de palavras, textos em blocos únicos, fuga ao tema ou tangenciamento.
Já as adaptações para estudantes com TDAH procuram “reduzir o impacto de dificuldades relacionadas à atenção sustentada, revisão textual e organização da escrita, sem comprometer a avaliação do conteúdo desenvolvido”, segundo o documento Red1000 com as adaptações programadas.
Na prática, isso significa que erros ortográficos possuem peso reduzido, pequenas distrações não geram penalizações desproporcionais e erros isolados recebem tratamento mais leve do que erros recorrentes. Além disso, transições abruptas; pequenas falhas de sequência lógica; e organização menos fluida, recebem penalizações leves quando o conteúdo principal está preservado.
Já transtornos específicos de aprendizagem, como dislexia e disgrafia, possuem adaptações como menores punições gramaticais; marcações deixam de ser penalizadoras e passam a funcionar apenas como sinalização pedagógica; e erros repetitivos deixam de ser punidos diversas vezes. Em vez disso, quando um mesmo padrão ocorre repetidamente, ele é explicado apenas uma vez ao estudante.
Outra adaptação aos alunos neurodivergentes é a forma como seus erros são explicados. Para eles, os comentários enfatizam mais estratégias de revisão, evolução da escrita e aspectos positivos do texto do que os erros. Os textos também passam a ter linguagem mais objetiva e orientações concretas.
Na avaliação de Jucélia Linhares, coordenadora do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Tecnologia Assistiva (Lepta) da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), a IA pode ser uma ferramenta efetiva de inclusão ao identificar padrões de escrita relacionados às neurodivergências e oferecer feedback imediato e personalizado, promovendo autonomia e reduzindo a exposição do aluno.
— Mas, para que seja efetiva, é fundamental que seja usada como ferramenta de apoio ao professor, e não como substituta, com formação docente adequada para a interpretação dos relatórios — afirmou a especialista.
De acordo com ela, a adaptação da correção, não punindo desvios da redação que são característicos das neurodivergências, permite uma avaliação mais justa. Segundo Linhares, a ferramenta não configura “facilitação”, mas sim uma adaptação razoável ao desconsiderar na correção aspectos que são manifestações diretas da neurodivergência.
— Ela passa a medir o conhecimento e o potencial do aluno, e não o sintoma. Isso valoriza o aprendizado, aumenta a autoestima e a motivação do estudante, evitando a desmotivação causada por notas baixas recorrentes que não refletem sua capacidade intelectual. Mas também é essencial que a plataforma e a escola utilizem um “modo simulado Enem”, sem as compensações, para que o aluno treine e desenvolva estratégias de revisão e adaptação para a prova. O objetivo da IA deve ser ainda preparar o aluno para a realidade da avaliação externa.
Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2026/08/03/nova-ia-adap-ta-correcao-de-redacao-as-neurodivergencias-dos-estudantes.ghtml. Acesso em 30/08/2026. Texto adaptado.
Leia o texto a seguir.
Nova IA adapta correção de redação
às neurodivergências dos estudantes
Ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro
condições específicas: transtorno do espectro autista, transtorno do
déficit de atenção com hiperatividade, dislexia e disgrafia
Uma inteligência artificial (IA) educacional foi desenvolvida para corrigir redações de estudantes neurodivergentes adaptando suas dificuldades às notas. A ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro condições específicas — transtorno do espectro autista (TEA), transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), dislexia e disgrafia — e não os considera para a pontuação final dos alunos.
A nova função foi implementada na Red1000, uma plataforma de correção de texto automática do grupo Cogna. Atualmente, há 2,3 mil estudantes com neurodivergências cadastrados. Isso corresponde a 5% do total de alunos que utilizam a plataforma.
Em meia década, o número de diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas quadruplicou, passando de 294.394, em 2021, para 1.298.637 no ano passado. Os dados do Censo Escolar 2025, promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), indicam a primeira vez em que os matriculados com TEA superaram aqueles com deficiência intelectual, respondendo por mais da metade do total de alunos da chamada educação especial. Neste novo cenário, diferentes ferramentas educacionais têm sido criadas ou adaptadas para atender esses estudantes.
Algumas escolas que utilizam a plataforma, segundo a Red1000, chegam a ter registrados com alguma neurodivergência mais de 20% dos estudantes. No Distrito Federal, um colégio privado que utiliza a ferramenta chegou a ter 26% dos alunos apenas com uma das quatro condições (TEA, TDAH, dislexia e disgrafia) que têm adaptações na IA de correção de redações.
De acordo com Carolina Siequeroli, gerente sênior de produto e fundadora da Red1000, os alunos atípicos acabavam se desestimulando em usar a plataforma por conta das baixas notas geradas pela correção padronizada. Com a nova função, a IA identifica os tipos de problemas causados pela neurodivergência, mas não desconta a pontuação.
— O aluno não utilizava a plataforma e deixava de treinar a redação. A ferramenta possibilitou que cada vez mais os alunos praticassem para fazer o Enem mais preparado — conta Siequeroli.
De acordo com os desenvolvedores, as escolas precisam cadastrar os alunos apontando suas neurodivergências para ativar a correção adaptada. Para isso, ela não exige laudo ou qualquer tipo de comprovação.
— Respeitamos a autonomia das instituições de ensino nesse processo: cabe à escola definir quando uma redação deve ser avaliada considerando necessidades educacionais específicas. Assim, mesmo que o estudante não tenha um diagnóstico formal, se a escola entender que esse tipo de avaliação é o mais adequado ao seu contexto pedagógico, ela pode solicitar essa configuração na plataforma, sem necessidade de apresentar um documento ou laudo — diz Siequeroli.
Em alguns casos, ela pode até identificar padrões de escritas compatíveis com características frequentemente observadas em estudantes neurodivergentes. No entanto, isso não permite inferir qualquer diagnóstico — o que também não é a finalidade da tecnologia, de acordo com os idealizadores.
Cada uma das quatro neurodivergências possuem adaptações específicas para os alunos na plataforma. Os que estão no transtorno do espectro autista, por exemplo, têm sinalizados no máximo 15 desvios de ortografia, gramática, sintaxe ou vocabulário. Caso passe disso, apenas os mais relevantes são apresentados.
Para esse grupo, também há maior tolerância para organização textual não convencional, repetição de palavras, textos em blocos únicos, fuga ao tema ou tangenciamento.
Já as adaptações para estudantes com TDAH procuram “reduzir o impacto de dificuldades relacionadas à atenção sustentada, revisão textual e organização da escrita, sem comprometer a avaliação do conteúdo desenvolvido”, segundo o documento Red1000 com as adaptações programadas.
Na prática, isso significa que erros ortográficos possuem peso reduzido, pequenas distrações não geram penalizações desproporcionais e erros isolados recebem tratamento mais leve do que erros recorrentes. Além disso, transições abruptas; pequenas falhas de sequência lógica; e organização menos fluida, recebem penalizações leves quando o conteúdo principal está preservado.
Já transtornos específicos de aprendizagem, como dislexia e disgrafia, possuem adaptações como menores punições gramaticais; marcações deixam de ser penalizadoras e passam a funcionar apenas como sinalização pedagógica; e erros repetitivos deixam de ser punidos diversas vezes. Em vez disso, quando um mesmo padrão ocorre repetidamente, ele é explicado apenas uma vez ao estudante.
Outra adaptação aos alunos neurodivergentes é a forma como seus erros são explicados. Para eles, os comentários enfatizam mais estratégias de revisão, evolução da escrita e aspectos positivos do texto do que os erros. Os textos também passam a ter linguagem mais objetiva e orientações concretas.
Na avaliação de Jucélia Linhares, coordenadora do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Tecnologia Assistiva (Lepta) da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), a IA pode ser uma ferramenta efetiva de inclusão ao identificar padrões de escrita relacionados às neurodivergências e oferecer feedback imediato e personalizado, promovendo autonomia e reduzindo a exposição do aluno.
— Mas, para que seja efetiva, é fundamental que seja usada como ferramenta de apoio ao professor, e não como substituta, com formação docente adequada para a interpretação dos relatórios — afirmou a especialista.
De acordo com ela, a adaptação da correção, não punindo desvios da redação que são característicos das neurodivergências, permite uma avaliação mais justa. Segundo Linhares, a ferramenta não configura “facilitação”, mas sim uma adaptação razoável ao desconsiderar na correção aspectos que são manifestações diretas da neurodivergência.
— Ela passa a medir o conhecimento e o potencial do aluno, e não o sintoma. Isso valoriza o aprendizado, aumenta a autoestima e a motivação do estudante, evitando a desmotivação causada por notas baixas recorrentes que não refletem sua capacidade intelectual. Mas também é essencial que a plataforma e a escola utilizem um “modo simulado Enem”, sem as compensações, para que o aluno treine e desenvolva estratégias de revisão e adaptação para a prova. O objetivo da IA deve ser ainda preparar o aluno para a realidade da avaliação externa.
Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2026/08/03/nova-ia-adap-ta-correcao-de-redacao-as-neurodivergencias-dos-estudantes.ghtml. Acesso em 30/08/2026. Texto adaptado.
Leia o texto a seguir.
Nova IA adapta correção de redação
às neurodivergências dos estudantes
Ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro
condições específicas: transtorno do espectro autista, transtorno do
déficit de atenção com hiperatividade, dislexia e disgrafia
Uma inteligência artificial (IA) educacional foi desenvolvida para corrigir redações de estudantes neurodivergentes adaptando suas dificuldades às notas. A ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro condições específicas — transtorno do espectro autista (TEA), transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), dislexia e disgrafia — e não os considera para a pontuação final dos alunos.
A nova função foi implementada na Red1000, uma plataforma de correção de texto automática do grupo Cogna. Atualmente, há 2,3 mil estudantes com neurodivergências cadastrados. Isso corresponde a 5% do total de alunos que utilizam a plataforma.
Em meia década, o número de diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas quadruplicou, passando de 294.394, em 2021, para 1.298.637 no ano passado. Os dados do Censo Escolar 2025, promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), indicam a primeira vez em que os matriculados com TEA superaram aqueles com deficiência intelectual, respondendo por mais da metade do total de alunos da chamada educação especial. Neste novo cenário, diferentes ferramentas educacionais têm sido criadas ou adaptadas para atender esses estudantes.
Algumas escolas que utilizam a plataforma, segundo a Red1000, chegam a ter registrados com alguma neurodivergência mais de 20% dos estudantes. No Distrito Federal, um colégio privado que utiliza a ferramenta chegou a ter 26% dos alunos apenas com uma das quatro condições (TEA, TDAH, dislexia e disgrafia) que têm adaptações na IA de correção de redações.
De acordo com Carolina Siequeroli, gerente sênior de produto e fundadora da Red1000, os alunos atípicos acabavam se desestimulando em usar a plataforma por conta das baixas notas geradas pela correção padronizada. Com a nova função, a IA identifica os tipos de problemas causados pela neurodivergência, mas não desconta a pontuação.
— O aluno não utilizava a plataforma e deixava de treinar a redação. A ferramenta possibilitou que cada vez mais os alunos praticassem para fazer o Enem mais preparado — conta Siequeroli.
De acordo com os desenvolvedores, as escolas precisam cadastrar os alunos apontando suas neurodivergências para ativar a correção adaptada. Para isso, ela não exige laudo ou qualquer tipo de comprovação.
— Respeitamos a autonomia das instituições de ensino nesse processo: cabe à escola definir quando uma redação deve ser avaliada considerando necessidades educacionais específicas. Assim, mesmo que o estudante não tenha um diagnóstico formal, se a escola entender que esse tipo de avaliação é o mais adequado ao seu contexto pedagógico, ela pode solicitar essa configuração na plataforma, sem necessidade de apresentar um documento ou laudo — diz Siequeroli.
Em alguns casos, ela pode até identificar padrões de escritas compatíveis com características frequentemente observadas em estudantes neurodivergentes. No entanto, isso não permite inferir qualquer diagnóstico — o que também não é a finalidade da tecnologia, de acordo com os idealizadores.
Cada uma das quatro neurodivergências possuem adaptações específicas para os alunos na plataforma. Os que estão no transtorno do espectro autista, por exemplo, têm sinalizados no máximo 15 desvios de ortografia, gramática, sintaxe ou vocabulário. Caso passe disso, apenas os mais relevantes são apresentados.
Para esse grupo, também há maior tolerância para organização textual não convencional, repetição de palavras, textos em blocos únicos, fuga ao tema ou tangenciamento.
Já as adaptações para estudantes com TDAH procuram “reduzir o impacto de dificuldades relacionadas à atenção sustentada, revisão textual e organização da escrita, sem comprometer a avaliação do conteúdo desenvolvido”, segundo o documento Red1000 com as adaptações programadas.
Na prática, isso significa que erros ortográficos possuem peso reduzido, pequenas distrações não geram penalizações desproporcionais e erros isolados recebem tratamento mais leve do que erros recorrentes. Além disso, transições abruptas; pequenas falhas de sequência lógica; e organização menos fluida, recebem penalizações leves quando o conteúdo principal está preservado.
Já transtornos específicos de aprendizagem, como dislexia e disgrafia, possuem adaptações como menores punições gramaticais; marcações deixam de ser penalizadoras e passam a funcionar apenas como sinalização pedagógica; e erros repetitivos deixam de ser punidos diversas vezes. Em vez disso, quando um mesmo padrão ocorre repetidamente, ele é explicado apenas uma vez ao estudante.
Outra adaptação aos alunos neurodivergentes é a forma como seus erros são explicados. Para eles, os comentários enfatizam mais estratégias de revisão, evolução da escrita e aspectos positivos do texto do que os erros. Os textos também passam a ter linguagem mais objetiva e orientações concretas.
Na avaliação de Jucélia Linhares, coordenadora do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Tecnologia Assistiva (Lepta) da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), a IA pode ser uma ferramenta efetiva de inclusão ao identificar padrões de escrita relacionados às neurodivergências e oferecer feedback imediato e personalizado, promovendo autonomia e reduzindo a exposição do aluno.
— Mas, para que seja efetiva, é fundamental que seja usada como ferramenta de apoio ao professor, e não como substituta, com formação docente adequada para a interpretação dos relatórios — afirmou a especialista.
De acordo com ela, a adaptação da correção, não punindo desvios da redação que são característicos das neurodivergências, permite uma avaliação mais justa. Segundo Linhares, a ferramenta não configura “facilitação”, mas sim uma adaptação razoável ao desconsiderar na correção aspectos que são manifestações diretas da neurodivergência.
— Ela passa a medir o conhecimento e o potencial do aluno, e não o sintoma. Isso valoriza o aprendizado, aumenta a autoestima e a motivação do estudante, evitando a desmotivação causada por notas baixas recorrentes que não refletem sua capacidade intelectual. Mas também é essencial que a plataforma e a escola utilizem um “modo simulado Enem”, sem as compensações, para que o aluno treine e desenvolva estratégias de revisão e adaptação para a prova. O objetivo da IA deve ser ainda preparar o aluno para a realidade da avaliação externa.
Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2026/08/03/nova-ia-adap-ta-correcao-de-redacao-as-neurodivergencias-dos-estudantes.ghtml. Acesso em 30/08/2026. Texto adaptado.
Leia o texto a seguir.
Nova IA adapta correção de redação
às neurodivergências dos estudantes
Ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro
condições específicas: transtorno do espectro autista, transtorno do
déficit de atenção com hiperatividade, dislexia e disgrafia
Uma inteligência artificial (IA) educacional foi desenvolvida para corrigir redações de estudantes neurodivergentes adaptando suas dificuldades às notas. A ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro condições específicas — transtorno do espectro autista (TEA), transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), dislexia e disgrafia — e não os considera para a pontuação final dos alunos.
A nova função foi implementada na Red1000, uma plataforma de correção de texto automática do grupo Cogna. Atualmente, há 2,3 mil estudantes com neurodivergências cadastrados. Isso corresponde a 5% do total de alunos que utilizam a plataforma.
Em meia década, o número de diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas quadruplicou, passando de 294.394, em 2021, para 1.298.637 no ano passado. Os dados do Censo Escolar 2025, promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), indicam a primeira vez em que os matriculados com TEA superaram aqueles com deficiência intelectual, respondendo por mais da metade do total de alunos da chamada educação especial. Neste novo cenário, diferentes ferramentas educacionais têm sido criadas ou adaptadas para atender esses estudantes.
Algumas escolas que utilizam a plataforma, segundo a Red1000, chegam a ter registrados com alguma neurodivergência mais de 20% dos estudantes. No Distrito Federal, um colégio privado que utiliza a ferramenta chegou a ter 26% dos alunos apenas com uma das quatro condições (TEA, TDAH, dislexia e disgrafia) que têm adaptações na IA de correção de redações.
De acordo com Carolina Siequeroli, gerente sênior de produto e fundadora da Red1000, os alunos atípicos acabavam se desestimulando em usar a plataforma por conta das baixas notas geradas pela correção padronizada. Com a nova função, a IA identifica os tipos de problemas causados pela neurodivergência, mas não desconta a pontuação.
— O aluno não utilizava a plataforma e deixava de treinar a redação. A ferramenta possibilitou que cada vez mais os alunos praticassem para fazer o Enem mais preparado — conta Siequeroli.
De acordo com os desenvolvedores, as escolas precisam cadastrar os alunos apontando suas neurodivergências para ativar a correção adaptada. Para isso, ela não exige laudo ou qualquer tipo de comprovação.
— Respeitamos a autonomia das instituições de ensino nesse processo: cabe à escola definir quando uma redação deve ser avaliada considerando necessidades educacionais específicas. Assim, mesmo que o estudante não tenha um diagnóstico formal, se a escola entender que esse tipo de avaliação é o mais adequado ao seu contexto pedagógico, ela pode solicitar essa configuração na plataforma, sem necessidade de apresentar um documento ou laudo — diz Siequeroli.
Em alguns casos, ela pode até identificar padrões de escritas compatíveis com características frequentemente observadas em estudantes neurodivergentes. No entanto, isso não permite inferir qualquer diagnóstico — o que também não é a finalidade da tecnologia, de acordo com os idealizadores.
Cada uma das quatro neurodivergências possuem adaptações específicas para os alunos na plataforma. Os que estão no transtorno do espectro autista, por exemplo, têm sinalizados no máximo 15 desvios de ortografia, gramática, sintaxe ou vocabulário. Caso passe disso, apenas os mais relevantes são apresentados.
Para esse grupo, também há maior tolerância para organização textual não convencional, repetição de palavras, textos em blocos únicos, fuga ao tema ou tangenciamento.
Já as adaptações para estudantes com TDAH procuram “reduzir o impacto de dificuldades relacionadas à atenção sustentada, revisão textual e organização da escrita, sem comprometer a avaliação do conteúdo desenvolvido”, segundo o documento Red1000 com as adaptações programadas.
Na prática, isso significa que erros ortográficos possuem peso reduzido, pequenas distrações não geram penalizações desproporcionais e erros isolados recebem tratamento mais leve do que erros recorrentes. Além disso, transições abruptas; pequenas falhas de sequência lógica; e organização menos fluida, recebem penalizações leves quando o conteúdo principal está preservado.
Já transtornos específicos de aprendizagem, como dislexia e disgrafia, possuem adaptações como menores punições gramaticais; marcações deixam de ser penalizadoras e passam a funcionar apenas como sinalização pedagógica; e erros repetitivos deixam de ser punidos diversas vezes. Em vez disso, quando um mesmo padrão ocorre repetidamente, ele é explicado apenas uma vez ao estudante.
Outra adaptação aos alunos neurodivergentes é a forma como seus erros são explicados. Para eles, os comentários enfatizam mais estratégias de revisão, evolução da escrita e aspectos positivos do texto do que os erros. Os textos também passam a ter linguagem mais objetiva e orientações concretas.
Na avaliação de Jucélia Linhares, coordenadora do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Tecnologia Assistiva (Lepta) da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), a IA pode ser uma ferramenta efetiva de inclusão ao identificar padrões de escrita relacionados às neurodivergências e oferecer feedback imediato e personalizado, promovendo autonomia e reduzindo a exposição do aluno.
— Mas, para que seja efetiva, é fundamental que seja usada como ferramenta de apoio ao professor, e não como substituta, com formação docente adequada para a interpretação dos relatórios — afirmou a especialista.
De acordo com ela, a adaptação da correção, não punindo desvios da redação que são característicos das neurodivergências, permite uma avaliação mais justa. Segundo Linhares, a ferramenta não configura “facilitação”, mas sim uma adaptação razoável ao desconsiderar na correção aspectos que são manifestações diretas da neurodivergência.
— Ela passa a medir o conhecimento e o potencial do aluno, e não o sintoma. Isso valoriza o aprendizado, aumenta a autoestima e a motivação do estudante, evitando a desmotivação causada por notas baixas recorrentes que não refletem sua capacidade intelectual. Mas também é essencial que a plataforma e a escola utilizem um “modo simulado Enem”, sem as compensações, para que o aluno treine e desenvolva estratégias de revisão e adaptação para a prova. O objetivo da IA deve ser ainda preparar o aluno para a realidade da avaliação externa.
Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2026/08/03/nova-ia-adap-ta-correcao-de-redacao-as-neurodivergencias-dos-estudantes.ghtml. Acesso em 30/08/2026. Texto adaptado.
Leia o texto a seguir:
How Teachers Feel About Adapting Instruction for Students
With Disabilities
School leadership and teaching experience strongly infl uence educators’ confi dence in their ability to adapt instruction for students with disabilities, according to a new survey. But most teachers, regardless of tenure, don’t feel prepared to diff erentiate lessons.
General education teachers were markedly less likely to feel confi dent in their ability to diff erentiate instruction than special educators. This confi dence gap exists despite most students with learning disabilities spending the majority of their school day in general education classrooms, according to a new nationally representative survey of 1,654 general and special educators by the National Center for Learning Disabilities and West Ed.
The State of Learning Disabilities survey explored educators’ confi dence in adapting instruction and the school-level factors that shape that confi dence.
Less than half of all general educators (42%) felt completely confi dent in their ability to adapt instruction for students with learning disabilities. That number drops to 17% for novice teachers with fewer than three years of experience, compared with 60% of novice special education teachers who felt completely confi dent in their abilities.
Fonte: Revista Education Week. Disponível em: https://www.edweek.org/ teaching-learning/how-teachers-feel-about-adapting-instruction-for-students-with-disabilities/2026/08. Excerto Adaptado. Acesso em: 25 de agosto de 2026.
Observe o fragmento abaixo:
“But most teachers, regardless of tenure, don’t feel prepared to diff erentiate lessons.” (1º parágrafo).
Os termos destacados são classificados, respectivamente, como:
Leia o texto a seguir:
How Teachers Feel About Adapting Instruction for Students
With Disabilities
School leadership and teaching experience strongly infl uence educators’ confi dence in their ability to adapt instruction for students with disabilities, according to a new survey. But most teachers, regardless of tenure, don’t feel prepared to diff erentiate lessons.
General education teachers were markedly less likely to feel confi dent in their ability to diff erentiate instruction than special educators. This confi dence gap exists despite most students with learning disabilities spending the majority of their school day in general education classrooms, according to a new nationally representative survey of 1,654 general and special educators by the National Center for Learning Disabilities and West Ed.
The State of Learning Disabilities survey explored educators’ confi dence in adapting instruction and the school-level factors that shape that confi dence.
Less than half of all general educators (42%) felt completely confi dent in their ability to adapt instruction for students with learning disabilities. That number drops to 17% for novice teachers with fewer than three years of experience, compared with 60% of novice special education teachers who felt completely confi dent in their abilities.
Fonte: Revista Education Week. Disponível em: https://www.edweek.org/ teaching-learning/how-teachers-feel-about-adapting-instruction-for-students-with-disabilities/2026/08. Excerto Adaptado. Acesso em: 25 de agosto de 2026.
Leia o texto a seguir:
How Teachers Feel About Adapting Instruction for Students
With Disabilities
School leadership and teaching experience strongly infl uence educators’ confi dence in their ability to adapt instruction for students with disabilities, according to a new survey. But most teachers, regardless of tenure, don’t feel prepared to diff erentiate lessons.
General education teachers were markedly less likely to feel confi dent in their ability to diff erentiate instruction than special educators. This confi dence gap exists despite most students with learning disabilities spending the majority of their school day in general education classrooms, according to a new nationally representative survey of 1,654 general and special educators by the National Center for Learning Disabilities and West Ed.
The State of Learning Disabilities survey explored educators’ confi dence in adapting instruction and the school-level factors that shape that confi dence.
Less than half of all general educators (42%) felt completely confi dent in their ability to adapt instruction for students with learning disabilities. That number drops to 17% for novice teachers with fewer than three years of experience, compared with 60% of novice special education teachers who felt completely confi dent in their abilities.
Fonte: Revista Education Week. Disponível em: https://www.edweek.org/ teaching-learning/how-teachers-feel-about-adapting-instruction-for-students-with-disabilities/2026/08. Excerto Adaptado. Acesso em: 25 de agosto de 2026.