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Q3601741 Português
O cajueiro
    
    O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo.
    Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá- -manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
    No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
    A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
    Foi agora, em fins de setembro. Estava carregado de flores.

(BRAGA, Rubem. Melhores Contos. Seleção de Davi Arrigucci Jr. Global Editora – 11ª edição, 2001.)
A alternativa em que o termo destacado NÃO pertence à mesma classe gramatical dos demais é:
Alternativas
Q3601740 Português
O cajueiro
    
    O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo.
    Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá- -manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
    No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
    A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
    Foi agora, em fins de setembro. Estava carregado de flores.

(BRAGA, Rubem. Melhores Contos. Seleção de Davi Arrigucci Jr. Global Editora – 11ª edição, 2001.)
Considerando as ideias do texto, o título “O cajueiro” se justifica, pois: 
Alternativas
Q3601739 Português
O cajueiro
    
    O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo.
    Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá- -manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
    No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
    A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
    Foi agora, em fins de setembro. Estava carregado de flores.

(BRAGA, Rubem. Melhores Contos. Seleção de Davi Arrigucci Jr. Global Editora – 11ª edição, 2001.)
De acordo com o texto, as expressões destacadas mantêm o mesmo valor semântico se substituídas pelas palavras a seguir indicadas, EXCETO em: 
Alternativas
Q3601738 Português
O cajueiro
    
    O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo.
    Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá- -manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
    No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
    A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
    Foi agora, em fins de setembro. Estava carregado de flores.

(BRAGA, Rubem. Melhores Contos. Seleção de Davi Arrigucci Jr. Global Editora – 11ª edição, 2001.)
O significado contextual do vocábulo “fragor”, no trecho “[...] num fragor tremendo pela ribanceira; [...]” (4º§), pode ser entendido como:
Alternativas
Q3601737 Português
O cajueiro
    
    O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo.
    Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá- -manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
    No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
    A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
    Foi agora, em fins de setembro. Estava carregado de flores.

(BRAGA, Rubem. Melhores Contos. Seleção de Davi Arrigucci Jr. Global Editora – 11ª edição, 2001.)
A crônica “O cajueiro”, de Rubem Braga, é uma narrativa comovente sobre a relação entre o narrador e um cajueiro, que é descrito como uma árvore majestosa. Explícita ou implicitamente, é possível inferir que as ideias a seguir estão presentes no texto, EXCETO:
Alternativas
Q3543773 Segurança e Saúde no Trabalho
Com base nas normas de segurança em laboratório, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3543759 Eletrônica
Em uma nova loja de um shopping center, serão instaladas 12 lâmpadas LED de 12 W e 8 lâmpadas Dicroica LED de 5 W na vitrine. A iluminação da loja ficará permanentemente acesa durante todo o funcionamento do shopping, que é de 12 horas de segunda a sábado (das 10h até às 22h) e de 8 horas no domingo (das 14h até às 22h). Determine o consumo de energia elétrica mensal em iluminação considerando um mês de 28 dias.
Alternativas
Q3543756 Segurança e Saúde no Trabalho
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) desempenham um papel fundamental nos procedimentos básicos de segurança adotados durante as atividades de laboratório. Nesse sentido, são EPI utilizáveis em laboratório os citados abaixo, EXCETO:
Alternativas
Q3537612 Redes de Computadores
Para configurar uma conexão de servidor automaticamente, são aplicados os passos a seguir: primeiro, no aplicativo Configurações (representado pelo ícone de uma engrenagem), deve-se selecionar “Rede e Internet”, e, depois, “Proxy” e, na sequência: 
Alternativas
Q3537611 Sistemas Operacionais
A configuração de um proxy no ambiente Linux envolve a inspeção do conteúdo das variáveis de ambiente. Para verificar se as variáveis de proxy foram definidas para a sessão atual, qual é o comando usado no terminal para que a existência e o conteúdo possa ser listado?
Alternativas
Q3537610 Redes de Computadores
Para que o cliente extraia as mensagens de e-mail do servidor, é necessário um agente de acesso à mensagem, como o protocolo de acesso à mensagem
Alternativas
Q3537609 Redes de Computadores
Para os agentes de transferência de correio eletrônico (MTAs), qual é a função fundamental do protocolo SMTP?
Alternativas
Q3537608 Redes de Computadores
No contexto da computação, os computadores ou sistemas computacionais que atendem requisições de dispositivos clientes, através de uma ou mais redes, capazes de executar aplicações, prover processamento e ter capacidade de armazenamento de dados são denominados:
Alternativas
Q3537607 Redes de Computadores
A parte da rede de computadores que trata da organização, configuração e gerenciamento da comunicação entre os dispositivos conectados à rede é chamada de rede:
Alternativas
Q3537606 Redes de Computadores
O cabo de par trançado usado em redes de computadores é formado por ________ pares de fios que são trançados em espiral, dois a dois, com o objetivo de reduzir o fenômeno de __________ entre os pares. Esse fenômeno indesejado ocorre quando dois fios estão muito próximos, fazendo com que parte do sinal de um fio passe para o outro.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
Q3537605 Redes de Computadores
Reordene as etapas abaixo de acordo com a ordem correta do processo de transferência de informações entre dispositivos.

1. Descrição do sinal da mensagem por meio de um conjunto de símbolos elétricos, auditivos ou visuais.

2. Geração da mensagem: dados, imagens, vídeos e sinais de áudio ou voz.

3. Codificação dos símbolos em uma forma apropriada à transmissão por meio físico de interesse.

4. Decodificação dos símbolos, retornando a sua forma original.

5. Recriação do sinal de mensagem original, levando em consideração a degradação de qualidade que é provocada devido a imperfeições no sistema.

6. Transmissão dos símbolos que foram codificados até o destino correspondente.


Assinale a alternativa que indica a ordem correta do referido processo, de cima para baixo.
Alternativas
Q3537604 Redes de Computadores
Para interligar os quatro computadores de uma farmácia numa rede, optou-se pela utilização de um equipamento que permite essa conexão através de ondas de radiofrequência, também conhecidas por Wi-Fi. Esse equipamento opera a nível de Enlace do modelo OSI e é chamado de: 
Alternativas
Q3537603 Redes de Computadores
Uma empresa de logística monta uma rede composta de computadores distribuídos por toda a linha de estoque, da recepção de produtos, passando por várias células de armazenamento, cada uma destinada a um tipo de produto, até a saída dos produtos para entrega aos clientes, totalizando vinte computadores. No contexto de redes de computadores, essa é uma rede do tipo:
Alternativas
Q3537602 Segurança da Informação
Os serviços avançados de reputação são um recurso para detecção de ameaças que avaliam a reputação de arquivos, domínios de internet e endereços IP e bloqueiam o acesso ao que possui má reputação. Assinale a alternativa que indica as principais ameaças categorizadas por esse serviço. 
Alternativas
Q3537601 Segurança da Informação
O Microsoft Security Essentials é oferecido pela Microsoft para garantir às plataformas Windows mais antigas:
Alternativas
Respostas
13981: B
13982: D
13983: A
13984: A
13985: D
13986: B
13987: D
13988: C
13989: E
13990: B
13991: A
13992: C
13993: D
13994: B
13995: D
13996: A
13997: E
13998: C
13999: D
14000: C