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    1 questão encontrada
    Ano: 2014
    Banca: VUNESP
    Órgão: PRODEST-ES
    As tecnologias de Big Data chegaram silenciosamente, mudando a estratégia de muitos negócios. Fatos dignos de ficção científica, como lojas de departamentos capazes de identificar se suas consumidoras estão grávidas a partir do padrão de consumo e serviços de busca mapeando em tempo real o progresso de pan­demias, já são notícia velha.
    Empresas e instituições de vários tipos e tamanhos hoje são capazes de coletar dados a partir de várias fontes, combinando­os em sistemas de armazenamento da ordem de petabytes (mil tera­bytes), e analisá­los em busca de padrões. O resultado são previsões melhores, serviços mais personalizados e mensagens mais bem di­rigidas, estimulando decisões mais bem informadas e mais seguras.
    Da mesma forma que os grandes volumes de dados mudam a gestão de corporações, uma nuvem de pequenas informações pes­soais, conectadas, começa a provocar uma mudança de costumes. São dados que registram o que uma pessoa sabe a respeito de si própria: o que fez, quem conhece, aonde foi, como dormiu, quanto pesa, como passa o tempo.
    Mensuração e análise são ótimas. Sem elas é quase impossí­vel progredir. Mas é preciso cautela em seu uso. A obsessão por elas, da mesma forma que a procura desesperada por seguidores nas mídias sociais, pode piorar uma situação, deixando seu usuá­rio viciado nas estatísticas que deveriam libertá-­lo.
    QI, placares e centímetros de bíceps são métricas observáveis e fáceis de comparar. Mas isso não quer dizer que sejam as melhores ou mesmo as certas. Um funcionário pontual nem sempre é o me­lhor funcionário, mais conexões não significam mais conhecimento.
    Além do mais, o que é o certo? A preocupação excessiva com as métricas pessoais pode levar à padronização e à robotização de seus usuários, um efeito colateral bastante desagradável. Em situações extremas pode até criar autômatos ou estimular comportamentos doentios, como anorexia ou bulimia.
    De qualquer forma, a ignorância nunca é uma bênção. Os benefícios do autoconhecimento são incomparáveis. Mas para isso é preciso um pouco de trabalho. Não basta apenas coletar os dados, deve­se também refletir sobre eles e planejar novas metas periodicamente, aprendendo a identificar padrões de compor­tamento nocivos e recorrentes. Nesses termos, a quantificação pessoal só deve fazer bem.

    As palavras destacadas na frase – A preocupação exces­siva com as métricas pessoais pode levar à padronização e à robotização de seus usuários. – têm como sinônimos, respectivamente,

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