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    1 questão encontrada
    Ano: 2014
    Banca: NC-UFPR
    Órgão: TJ-PR
    Dor de cotovelo tem remédio
    Para a ciência, o amor é um fenômeno biológico que pode ser de três subtipos, a paixão, a atração e a ligação afetiva com o objetivo principal de procriar para manter a espécie e aumentar as chances de sobrevivência dos envolvidos, pois dois lutam melhor do que um. Todos esses sentimentos estão relacionados a circuitos neuronais onde há predomínio de um neurotransmissor e, portanto, para modular esses circuitos é preciso controlar o nível desse neurotransmissor dentro do cérebro ou, de preferência, apenas nas regiões interligadas pelo circuito.
    Paixão, por exemplo, é um sentimento intenso que torna o indivíduo obcecado pelo outro. Essa condição é muito semelhante ao transtorno obsessivo-compulsivo, o TOC, em que o indivíduo tem uma compulsão a repetir um comportamento, como contar objetos, lavar as mãos ou testar as travas das portas diversas vezes antes de sair de casa. Um estudo da doutora Donatella Marazziti comparou o cérebro de 20 indivíduos apaixonados com o de 20 pessoas com TOC e descobriu que os dois grupos apresentavam baixos níveis de uma proteína transportadora de serotonina dentro do cérebro, tornando seu nível mais baixo que o normal. Depois de um ano, quando não estavam mais obcecados pelos parceiros, os cérebros dos apaixonados foram testados novamente e descobriu-se que o nível dessa proteína havia voltado ao normal, assim como o de serotonina. Os novos medicamentos antidepressivos que aumentam os níveis de serotonina melhoram o comportamento de pessoas com TOC, e podem modular as relações afetivas, podendo ser utilizados para minimizar o sofrimento na hora da separação.
    O doutor Larry Young, da Universidade de Atlanta, na Geórgia, administrou uma droga que bloqueia a ação da oxitocina no sistema nervoso em ratazanas-da-pradaria, Microtus ochrogaster, famosas por sua fidelidade (casais são formados e não se separam por toda a vida; é claro que a vida desses roedores dura apenas dois anos, mas, durante todo esse tempo o casal está sempre junto, um cuidando do outro, e ambos cuidando da cria e do ninho). Et voilà, a droga acabou com o casamento das ratazanas-da-pradaria, todas se tornaram poligâmicas.
    (...) 
    Enfim, existem medicamentos na prateleira que podem tornar as pessoas mais imunes às perdas afetivas, mas seu uso corriqueiro e “preventivo” tem um custo. Reduzir a chance de ligação afetiva pode também tornar as pessoas mais antissociais e dificultar relacionamentos interpessoais.
    (TUMA, Rogério. Carta Capital, 19 fev. 2014. Adaptado.) 
    Com base no texto, é correto afirmar:

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