Questões de Concurso Público Prefeitura de Guararema - SP 2026 para Professor de Educação Infantil

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Q4403065 Português

Leia a tira para responder à questão.




Com a fala “Espero que ninguém mais me encontre aqui.”, o personagem sugere que
Alternativas
Q4403066 Português

Leia a tira para responder à questão.




Assinale a alternativa em que a reescrita da frase “Ninguém liga para o que eu digo.” é coerente com o sentido da tira e está em conformidade com a norma-padrão de uso do acento indicativo da crase.
Alternativas
Q4403067 Português

Leia o texto para responder à questão:


Um dever de todos nós


    Ninguém tem a prerrogativa de machucar crianças e adolescentes, sob que pretexto for. Ninguém. Precisamos varrer deste país a mentalidade perversa de que pais ou responsáveis podem infligir castigos físicos e psicológicos para “discipliná-los”. Não podem. Meninas e meninos são sujeitos de direitos, não propriedades das famílias.


    Nossa sociedade é ainda bastante permissiva com as agressões a seu público mais vulnerável. Uma mostra disso apareceu na pesquisa Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes no Brasil, realizada pelo Infinis — Instituto Futuro é Infância Saudável —, em parceria com a Quaest.


    Para 62% dos entrevistados, ao presenciar uma criança apanhando na rua, a reação mais provável é não se envolver. Entre os principais motivos apontados para essa postura estão a percepção de que “cada um sabe da própria vida” e que seria constrangedor interferir na forma como outras famílias educam seus filhos. Pois é. Chamam a isso de educar. Entendimento que reitera ser este um país onde espancar significa “disciplinar”. É a naturalização da crueldade.


    A pesquisa — feita com 2.202 pessoas em todas as regiões do país e divulgada na semana passada — destacou, ainda, que 91% dos brasileiros consideram o diálogo a melhor forma de educar. No entanto, 49% deles admitiram ter dado tapas em crianças ou adolescentes, 27% disseram que já usaram objetos para agredi-los e 62% afirmaram ter gritado com eles.


    A Lei Menino Bernardo, incluída no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ressalta que “a criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los”. Essa lei está em vigor desde 2014, mas poucos sabem de sua existência.


    O Estado tem a obrigação de tomar a frente do combate à violência contra meninos e meninas, com políticas públicas efetivas, campanhas de conscientização e fortalecimento dos serviços de suporte às famílias e de atendimento às vítimas.


    Crianças e adolescentes sendo agredidos é um problema público, não privado. Quem souber ou perceber maus-tratos, seja dentro da própria família, seja fora dela, deve denunciar. Ter um ambiente de acolhimento e afeto é um direito de meninos e meninas. Garantir que essa prerrogativa seja respeitada é dever de todos nós.


(Cida Barbosa. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 23.07.2026. Adaptado)

De acordo com a autora, no que diz respeito à violência, é imperioso lembrar que crianças e adolescentes
Alternativas
Q4403068 Português

Leia o texto para responder à questão:


Um dever de todos nós


    Ninguém tem a prerrogativa de machucar crianças e adolescentes, sob que pretexto for. Ninguém. Precisamos varrer deste país a mentalidade perversa de que pais ou responsáveis podem infligir castigos físicos e psicológicos para “discipliná-los”. Não podem. Meninas e meninos são sujeitos de direitos, não propriedades das famílias.


    Nossa sociedade é ainda bastante permissiva com as agressões a seu público mais vulnerável. Uma mostra disso apareceu na pesquisa Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes no Brasil, realizada pelo Infinis — Instituto Futuro é Infância Saudável —, em parceria com a Quaest.


    Para 62% dos entrevistados, ao presenciar uma criança apanhando na rua, a reação mais provável é não se envolver. Entre os principais motivos apontados para essa postura estão a percepção de que “cada um sabe da própria vida” e que seria constrangedor interferir na forma como outras famílias educam seus filhos. Pois é. Chamam a isso de educar. Entendimento que reitera ser este um país onde espancar significa “disciplinar”. É a naturalização da crueldade.


    A pesquisa — feita com 2.202 pessoas em todas as regiões do país e divulgada na semana passada — destacou, ainda, que 91% dos brasileiros consideram o diálogo a melhor forma de educar. No entanto, 49% deles admitiram ter dado tapas em crianças ou adolescentes, 27% disseram que já usaram objetos para agredi-los e 62% afirmaram ter gritado com eles.


    A Lei Menino Bernardo, incluída no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ressalta que “a criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los”. Essa lei está em vigor desde 2014, mas poucos sabem de sua existência.


    O Estado tem a obrigação de tomar a frente do combate à violência contra meninos e meninas, com políticas públicas efetivas, campanhas de conscientização e fortalecimento dos serviços de suporte às famílias e de atendimento às vítimas.


    Crianças e adolescentes sendo agredidos é um problema público, não privado. Quem souber ou perceber maus-tratos, seja dentro da própria família, seja fora dela, deve denunciar. Ter um ambiente de acolhimento e afeto é um direito de meninos e meninas. Garantir que essa prerrogativa seja respeitada é dever de todos nós.


(Cida Barbosa. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 23.07.2026. Adaptado)

Com base nos dados apresentados da pesquisa Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes no Brasil, conclui-se corretamente que parcela expressiva dos entrevistados se revela
Alternativas
Q4403069 Português

Leia o texto para responder à questão:


Um dever de todos nós


    Ninguém tem a prerrogativa de machucar crianças e adolescentes, sob que pretexto for. Ninguém. Precisamos varrer deste país a mentalidade perversa de que pais ou responsáveis podem infligir castigos físicos e psicológicos para “discipliná-los”. Não podem. Meninas e meninos são sujeitos de direitos, não propriedades das famílias.


    Nossa sociedade é ainda bastante permissiva com as agressões a seu público mais vulnerável. Uma mostra disso apareceu na pesquisa Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes no Brasil, realizada pelo Infinis — Instituto Futuro é Infância Saudável —, em parceria com a Quaest.


    Para 62% dos entrevistados, ao presenciar uma criança apanhando na rua, a reação mais provável é não se envolver. Entre os principais motivos apontados para essa postura estão a percepção de que “cada um sabe da própria vida” e que seria constrangedor interferir na forma como outras famílias educam seus filhos. Pois é. Chamam a isso de educar. Entendimento que reitera ser este um país onde espancar significa “disciplinar”. É a naturalização da crueldade.


    A pesquisa — feita com 2.202 pessoas em todas as regiões do país e divulgada na semana passada — destacou, ainda, que 91% dos brasileiros consideram o diálogo a melhor forma de educar. No entanto, 49% deles admitiram ter dado tapas em crianças ou adolescentes, 27% disseram que já usaram objetos para agredi-los e 62% afirmaram ter gritado com eles.


    A Lei Menino Bernardo, incluída no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ressalta que “a criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los”. Essa lei está em vigor desde 2014, mas poucos sabem de sua existência.


    O Estado tem a obrigação de tomar a frente do combate à violência contra meninos e meninas, com políticas públicas efetivas, campanhas de conscientização e fortalecimento dos serviços de suporte às famílias e de atendimento às vítimas.


    Crianças e adolescentes sendo agredidos é um problema público, não privado. Quem souber ou perceber maus-tratos, seja dentro da própria família, seja fora dela, deve denunciar. Ter um ambiente de acolhimento e afeto é um direito de meninos e meninas. Garantir que essa prerrogativa seja respeitada é dever de todos nós.


(Cida Barbosa. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 23.07.2026. Adaptado)

Considere as passagens do texto:


•  ... pais ou responsáveis podem infligir castigos físicos e psicológicos para “discipliná-los”. (1º parágrafo)

•  Entre os principais motivos apontados para essa postura... (3º parágrafo)

•  ... e que seria constrangedor interferir na forma como outras famílias educam seus filhos. (3º parágrafo)


No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:

Alternativas
Q4403070 Português

Leia o texto para responder à questão:


Um dever de todos nós


    Ninguém tem a prerrogativa de machucar crianças e adolescentes, sob que pretexto for. Ninguém. Precisamos varrer deste país a mentalidade perversa de que pais ou responsáveis podem infligir castigos físicos e psicológicos para “discipliná-los”. Não podem. Meninas e meninos são sujeitos de direitos, não propriedades das famílias.


    Nossa sociedade é ainda bastante permissiva com as agressões a seu público mais vulnerável. Uma mostra disso apareceu na pesquisa Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes no Brasil, realizada pelo Infinis — Instituto Futuro é Infância Saudável —, em parceria com a Quaest.


    Para 62% dos entrevistados, ao presenciar uma criança apanhando na rua, a reação mais provável é não se envolver. Entre os principais motivos apontados para essa postura estão a percepção de que “cada um sabe da própria vida” e que seria constrangedor interferir na forma como outras famílias educam seus filhos. Pois é. Chamam a isso de educar. Entendimento que reitera ser este um país onde espancar significa “disciplinar”. É a naturalização da crueldade.


    A pesquisa — feita com 2.202 pessoas em todas as regiões do país e divulgada na semana passada — destacou, ainda, que 91% dos brasileiros consideram o diálogo a melhor forma de educar. No entanto, 49% deles admitiram ter dado tapas em crianças ou adolescentes, 27% disseram que já usaram objetos para agredi-los e 62% afirmaram ter gritado com eles.


    A Lei Menino Bernardo, incluída no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ressalta que “a criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los”. Essa lei está em vigor desde 2014, mas poucos sabem de sua existência.


    O Estado tem a obrigação de tomar a frente do combate à violência contra meninos e meninas, com políticas públicas efetivas, campanhas de conscientização e fortalecimento dos serviços de suporte às famílias e de atendimento às vítimas.


    Crianças e adolescentes sendo agredidos é um problema público, não privado. Quem souber ou perceber maus-tratos, seja dentro da própria família, seja fora dela, deve denunciar. Ter um ambiente de acolhimento e afeto é um direito de meninos e meninas. Garantir que essa prerrogativa seja respeitada é dever de todos nós.


(Cida Barbosa. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 23.07.2026. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o termo destacado está empregado em sentido figurado.
Alternativas
Q4403071 Português

Leia o texto para responder à questão:


Um dever de todos nós


    Ninguém tem a prerrogativa de machucar crianças e adolescentes, sob que pretexto for. Ninguém. Precisamos varrer deste país a mentalidade perversa de que pais ou responsáveis podem infligir castigos físicos e psicológicos para “discipliná-los”. Não podem. Meninas e meninos são sujeitos de direitos, não propriedades das famílias.


    Nossa sociedade é ainda bastante permissiva com as agressões a seu público mais vulnerável. Uma mostra disso apareceu na pesquisa Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes no Brasil, realizada pelo Infinis — Instituto Futuro é Infância Saudável —, em parceria com a Quaest.


    Para 62% dos entrevistados, ao presenciar uma criança apanhando na rua, a reação mais provável é não se envolver. Entre os principais motivos apontados para essa postura estão a percepção de que “cada um sabe da própria vida” e que seria constrangedor interferir na forma como outras famílias educam seus filhos. Pois é. Chamam a isso de educar. Entendimento que reitera ser este um país onde espancar significa “disciplinar”. É a naturalização da crueldade.


    A pesquisa — feita com 2.202 pessoas em todas as regiões do país e divulgada na semana passada — destacou, ainda, que 91% dos brasileiros consideram o diálogo a melhor forma de educar. No entanto, 49% deles admitiram ter dado tapas em crianças ou adolescentes, 27% disseram que já usaram objetos para agredi-los e 62% afirmaram ter gritado com eles.


    A Lei Menino Bernardo, incluída no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ressalta que “a criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los”. Essa lei está em vigor desde 2014, mas poucos sabem de sua existência.


    O Estado tem a obrigação de tomar a frente do combate à violência contra meninos e meninas, com políticas públicas efetivas, campanhas de conscientização e fortalecimento dos serviços de suporte às famílias e de atendimento às vítimas.


    Crianças e adolescentes sendo agredidos é um problema público, não privado. Quem souber ou perceber maus-tratos, seja dentro da própria família, seja fora dela, deve denunciar. Ter um ambiente de acolhimento e afeto é um direito de meninos e meninas. Garantir que essa prerrogativa seja respeitada é dever de todos nós.


(Cida Barbosa. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 23.07.2026. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal e de concordância nominal. 
Alternativas
Q4403072 Português

Leia o texto para responder à questão:


Um dever de todos nós


    Ninguém tem a prerrogativa de machucar crianças e adolescentes, sob que pretexto for. Ninguém. Precisamos varrer deste país a mentalidade perversa de que pais ou responsáveis podem infligir castigos físicos e psicológicos para “discipliná-los”. Não podem. Meninas e meninos são sujeitos de direitos, não propriedades das famílias.


    Nossa sociedade é ainda bastante permissiva com as agressões a seu público mais vulnerável. Uma mostra disso apareceu na pesquisa Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes no Brasil, realizada pelo Infinis — Instituto Futuro é Infância Saudável —, em parceria com a Quaest.


    Para 62% dos entrevistados, ao presenciar uma criança apanhando na rua, a reação mais provável é não se envolver. Entre os principais motivos apontados para essa postura estão a percepção de que “cada um sabe da própria vida” e que seria constrangedor interferir na forma como outras famílias educam seus filhos. Pois é. Chamam a isso de educar. Entendimento que reitera ser este um país onde espancar significa “disciplinar”. É a naturalização da crueldade.


    A pesquisa — feita com 2.202 pessoas em todas as regiões do país e divulgada na semana passada — destacou, ainda, que 91% dos brasileiros consideram o diálogo a melhor forma de educar. No entanto, 49% deles admitiram ter dado tapas em crianças ou adolescentes, 27% disseram que já usaram objetos para agredi-los e 62% afirmaram ter gritado com eles.


    A Lei Menino Bernardo, incluída no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ressalta que “a criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los”. Essa lei está em vigor desde 2014, mas poucos sabem de sua existência.


    O Estado tem a obrigação de tomar a frente do combate à violência contra meninos e meninas, com políticas públicas efetivas, campanhas de conscientização e fortalecimento dos serviços de suporte às famílias e de atendimento às vítimas.


    Crianças e adolescentes sendo agredidos é um problema público, não privado. Quem souber ou perceber maus-tratos, seja dentro da própria família, seja fora dela, deve denunciar. Ter um ambiente de acolhimento e afeto é um direito de meninos e meninas. Garantir que essa prerrogativa seja respeitada é dever de todos nós.


(Cida Barbosa. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 23.07.2026. Adaptado)

Nas passagens – ... podem infligir castigos físicos e psicológicos para “discipliná-los”. (1º parágrafo) – e – ... reitera ser este um país onde espancar significa “disciplinar”. (3º parágrafo), a autora emprega as aspas com a intenção de
Alternativas
Q4403073 Português

Leia o texto para responder à questão:


Um dever de todos nós


    Ninguém tem a prerrogativa de machucar crianças e adolescentes, sob que pretexto for. Ninguém. Precisamos varrer deste país a mentalidade perversa de que pais ou responsáveis podem infligir castigos físicos e psicológicos para “discipliná-los”. Não podem. Meninas e meninos são sujeitos de direitos, não propriedades das famílias.


    Nossa sociedade é ainda bastante permissiva com as agressões a seu público mais vulnerável. Uma mostra disso apareceu na pesquisa Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes no Brasil, realizada pelo Infinis — Instituto Futuro é Infância Saudável —, em parceria com a Quaest.


    Para 62% dos entrevistados, ao presenciar uma criança apanhando na rua, a reação mais provável é não se envolver. Entre os principais motivos apontados para essa postura estão a percepção de que “cada um sabe da própria vida” e que seria constrangedor interferir na forma como outras famílias educam seus filhos. Pois é. Chamam a isso de educar. Entendimento que reitera ser este um país onde espancar significa “disciplinar”. É a naturalização da crueldade.


    A pesquisa — feita com 2.202 pessoas em todas as regiões do país e divulgada na semana passada — destacou, ainda, que 91% dos brasileiros consideram o diálogo a melhor forma de educar. No entanto, 49% deles admitiram ter dado tapas em crianças ou adolescentes, 27% disseram que já usaram objetos para agredi-los e 62% afirmaram ter gritado com eles.


    A Lei Menino Bernardo, incluída no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ressalta que “a criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los”. Essa lei está em vigor desde 2014, mas poucos sabem de sua existência.


    O Estado tem a obrigação de tomar a frente do combate à violência contra meninos e meninas, com políticas públicas efetivas, campanhas de conscientização e fortalecimento dos serviços de suporte às famílias e de atendimento às vítimas.


    Crianças e adolescentes sendo agredidos é um problema público, não privado. Quem souber ou perceber maus-tratos, seja dentro da própria família, seja fora dela, deve denunciar. Ter um ambiente de acolhimento e afeto é um direito de meninos e meninas. Garantir que essa prerrogativa seja respeitada é dever de todos nós.


(Cida Barbosa. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 23.07.2026. Adaptado)

Na passagem “Essa lei está em vigor desde 2014, mas poucos sabem de sua existência.” (5º parágrafo), as expressões “em vigor”, “desde 2004” e “mas” exprimem, correta e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Q4403074 Português

Leia o texto para responder à questão.


Os Cavalinhos de Platiplanto


O meu avô Rubem havia me prometido um cavalinho de sua fazenda do Chove-Chuva se eu deixasse lancetarem* o meu pé, arruinado com uma estrepada no brinquedo de pique. Por duas vezes o farmacêutico Osmúsio estivera lá em casa com a sua caixa de ferrinhos para o serviço, mas eu fiz tamanho escarcéu que ele não chegou a passar a porta do quarto. Da segunda vez meu pai pediu a seu Osmúsio que esperasse na varanda enquanto ele ia ter uma conversa comigo. Eu sabia bem que espécie de conversa seria; e aproveitando a vantagem da doença, mal ele caminhou para a cama, eu comecei novamente a chorar e gritar, esperando atrair a simpatia da minha mãe e, se possível, também a de algum vizinho para reforçar. Por sorte vovô Rubem ia chegando justamente naquela hora. Quando vi a barba dele apontar na porta, compreendi que estava salvo pelo menos por aquela vez; era uma regra assentada lá em casa que ninguém devia contrariar vovô Rubem. Em todo caso, chorei um pouco mais para consolidar minha vitória, e só sosseguei quando ele intimou meu pai a sair do quarto.


Vovô sentou-se na beira da cama, pôs o chapéu e a bengala ao meu lado e perguntou porque era que meu pai estava judiando comigo. Para impressioná-lo melhor eu disse que era porque eu não queria deixar seu Osmúsio cortar o meu pé.


– Cortar fora?


Não era exatamente isso que eu tinha querido dizer, mas achei eficaz confirmar; e por prudência não falei, apenas bati a cabeça.


– Mas que malvados! Então isso se faz? Deixe eu ver.


E depois de examinar:


– É exagero deles. Não é preciso cortar nada. Basta lancetar.


Ele deve ter notado o meu desapontamento, porque explicou depressa, fazendo cócega na sola do meu pé:


– Mas nessas coisas, mesmo sendo preciso, quem resolve é o dono da doença. Se você não disser que pode, eu não deixo ninguém mexer, nem o rei. Você não é mais desses menininhos de cueiro, que não têm querer. Na festa do Divino você já vai vestir um parelhinho de calça comprida que eu vou comprar, e vou lhe dar também um cavalinho pra você acompanhar a folia.


– Com arreio mexicano?


– Com arreio mexicano. Já encomendei ao Felipe. Mas tem uma coisa. Se você não ficar bom desse pé, não vai poder montar. Eu acho que o jeito é você mandar lancetar logo.


José J. Veiga, “Os Cavalinhos de Platiplanto”. Em: Antologia Escolar de Contos Brasileiros, org. Herberto Sales)


* lancetar: abrir um abscesso, furúnculo ou vesícula para drenar líquidos.

Em relação ao problema do pé arruinado, o narrador deixa claro que recorria aos choros e aos gritos com a intenção de
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Q4403075 Português

Leia o texto para responder à questão.


Os Cavalinhos de Platiplanto


O meu avô Rubem havia me prometido um cavalinho de sua fazenda do Chove-Chuva se eu deixasse lancetarem* o meu pé, arruinado com uma estrepada no brinquedo de pique. Por duas vezes o farmacêutico Osmúsio estivera lá em casa com a sua caixa de ferrinhos para o serviço, mas eu fiz tamanho escarcéu que ele não chegou a passar a porta do quarto. Da segunda vez meu pai pediu a seu Osmúsio que esperasse na varanda enquanto ele ia ter uma conversa comigo. Eu sabia bem que espécie de conversa seria; e aproveitando a vantagem da doença, mal ele caminhou para a cama, eu comecei novamente a chorar e gritar, esperando atrair a simpatia da minha mãe e, se possível, também a de algum vizinho para reforçar. Por sorte vovô Rubem ia chegando justamente naquela hora. Quando vi a barba dele apontar na porta, compreendi que estava salvo pelo menos por aquela vez; era uma regra assentada lá em casa que ninguém devia contrariar vovô Rubem. Em todo caso, chorei um pouco mais para consolidar minha vitória, e só sosseguei quando ele intimou meu pai a sair do quarto.


Vovô sentou-se na beira da cama, pôs o chapéu e a bengala ao meu lado e perguntou porque era que meu pai estava judiando comigo. Para impressioná-lo melhor eu disse que era porque eu não queria deixar seu Osmúsio cortar o meu pé.


– Cortar fora?


Não era exatamente isso que eu tinha querido dizer, mas achei eficaz confirmar; e por prudência não falei, apenas bati a cabeça.


– Mas que malvados! Então isso se faz? Deixe eu ver.


E depois de examinar:


– É exagero deles. Não é preciso cortar nada. Basta lancetar.


Ele deve ter notado o meu desapontamento, porque explicou depressa, fazendo cócega na sola do meu pé:


– Mas nessas coisas, mesmo sendo preciso, quem resolve é o dono da doença. Se você não disser que pode, eu não deixo ninguém mexer, nem o rei. Você não é mais desses menininhos de cueiro, que não têm querer. Na festa do Divino você já vai vestir um parelhinho de calça comprida que eu vou comprar, e vou lhe dar também um cavalinho pra você acompanhar a folia.


– Com arreio mexicano?


– Com arreio mexicano. Já encomendei ao Felipe. Mas tem uma coisa. Se você não ficar bom desse pé, não vai poder montar. Eu acho que o jeito é você mandar lancetar logo.


José J. Veiga, “Os Cavalinhos de Platiplanto”. Em: Antologia Escolar de Contos Brasileiros, org. Herberto Sales)


* lancetar: abrir um abscesso, furúnculo ou vesícula para drenar líquidos.

Analisando-se a conversa entre avô e neto, conclui-se corretamente que o senhor Rubem
Alternativas
Q4403076 Português

Leia o texto para responder à questão.


Os Cavalinhos de Platiplanto


O meu avô Rubem havia me prometido um cavalinho de sua fazenda do Chove-Chuva se eu deixasse lancetarem* o meu pé, arruinado com uma estrepada no brinquedo de pique. Por duas vezes o farmacêutico Osmúsio estivera lá em casa com a sua caixa de ferrinhos para o serviço, mas eu fiz tamanho escarcéu que ele não chegou a passar a porta do quarto. Da segunda vez meu pai pediu a seu Osmúsio que esperasse na varanda enquanto ele ia ter uma conversa comigo. Eu sabia bem que espécie de conversa seria; e aproveitando a vantagem da doença, mal ele caminhou para a cama, eu comecei novamente a chorar e gritar, esperando atrair a simpatia da minha mãe e, se possível, também a de algum vizinho para reforçar. Por sorte vovô Rubem ia chegando justamente naquela hora. Quando vi a barba dele apontar na porta, compreendi que estava salvo pelo menos por aquela vez; era uma regra assentada lá em casa que ninguém devia contrariar vovô Rubem. Em todo caso, chorei um pouco mais para consolidar minha vitória, e só sosseguei quando ele intimou meu pai a sair do quarto.


Vovô sentou-se na beira da cama, pôs o chapéu e a bengala ao meu lado e perguntou porque era que meu pai estava judiando comigo. Para impressioná-lo melhor eu disse que era porque eu não queria deixar seu Osmúsio cortar o meu pé.


– Cortar fora?


Não era exatamente isso que eu tinha querido dizer, mas achei eficaz confirmar; e por prudência não falei, apenas bati a cabeça.


– Mas que malvados! Então isso se faz? Deixe eu ver.


E depois de examinar:


– É exagero deles. Não é preciso cortar nada. Basta lancetar.


Ele deve ter notado o meu desapontamento, porque explicou depressa, fazendo cócega na sola do meu pé:


– Mas nessas coisas, mesmo sendo preciso, quem resolve é o dono da doença. Se você não disser que pode, eu não deixo ninguém mexer, nem o rei. Você não é mais desses menininhos de cueiro, que não têm querer. Na festa do Divino você já vai vestir um parelhinho de calça comprida que eu vou comprar, e vou lhe dar também um cavalinho pra você acompanhar a folia.


– Com arreio mexicano?


– Com arreio mexicano. Já encomendei ao Felipe. Mas tem uma coisa. Se você não ficar bom desse pé, não vai poder montar. Eu acho que o jeito é você mandar lancetar logo.


José J. Veiga, “Os Cavalinhos de Platiplanto”. Em: Antologia Escolar de Contos Brasileiros, org. Herberto Sales)


* lancetar: abrir um abscesso, furúnculo ou vesícula para drenar líquidos.

Assinale a alternativa em que os verbos da frase estão conjugados em conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Q4403077 Português

Leia o texto para responder à questão.


Os Cavalinhos de Platiplanto


O meu avô Rubem havia me prometido um cavalinho de sua fazenda do Chove-Chuva se eu deixasse lancetarem* o meu pé, arruinado com uma estrepada no brinquedo de pique. Por duas vezes o farmacêutico Osmúsio estivera lá em casa com a sua caixa de ferrinhos para o serviço, mas eu fiz tamanho escarcéu que ele não chegou a passar a porta do quarto. Da segunda vez meu pai pediu a seu Osmúsio que esperasse na varanda enquanto ele ia ter uma conversa comigo. Eu sabia bem que espécie de conversa seria; e aproveitando a vantagem da doença, mal ele caminhou para a cama, eu comecei novamente a chorar e gritar, esperando atrair a simpatia da minha mãe e, se possível, também a de algum vizinho para reforçar. Por sorte vovô Rubem ia chegando justamente naquela hora. Quando vi a barba dele apontar na porta, compreendi que estava salvo pelo menos por aquela vez; era uma regra assentada lá em casa que ninguém devia contrariar vovô Rubem. Em todo caso, chorei um pouco mais para consolidar minha vitória, e só sosseguei quando ele intimou meu pai a sair do quarto.


Vovô sentou-se na beira da cama, pôs o chapéu e a bengala ao meu lado e perguntou porque era que meu pai estava judiando comigo. Para impressioná-lo melhor eu disse que era porque eu não queria deixar seu Osmúsio cortar o meu pé.


– Cortar fora?


Não era exatamente isso que eu tinha querido dizer, mas achei eficaz confirmar; e por prudência não falei, apenas bati a cabeça.


– Mas que malvados! Então isso se faz? Deixe eu ver.


E depois de examinar:


– É exagero deles. Não é preciso cortar nada. Basta lancetar.


Ele deve ter notado o meu desapontamento, porque explicou depressa, fazendo cócega na sola do meu pé:


– Mas nessas coisas, mesmo sendo preciso, quem resolve é o dono da doença. Se você não disser que pode, eu não deixo ninguém mexer, nem o rei. Você não é mais desses menininhos de cueiro, que não têm querer. Na festa do Divino você já vai vestir um parelhinho de calça comprida que eu vou comprar, e vou lhe dar também um cavalinho pra você acompanhar a folia.


– Com arreio mexicano?


– Com arreio mexicano. Já encomendei ao Felipe. Mas tem uma coisa. Se você não ficar bom desse pé, não vai poder montar. Eu acho que o jeito é você mandar lancetar logo.


José J. Veiga, “Os Cavalinhos de Platiplanto”. Em: Antologia Escolar de Contos Brasileiros, org. Herberto Sales)


* lancetar: abrir um abscesso, furúnculo ou vesícula para drenar líquidos.

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de colocação pronominal.
Alternativas
Q4403078 Português

Leia o texto para responder à questão.


Os Cavalinhos de Platiplanto


O meu avô Rubem havia me prometido um cavalinho de sua fazenda do Chove-Chuva se eu deixasse lancetarem* o meu pé, arruinado com uma estrepada no brinquedo de pique. Por duas vezes o farmacêutico Osmúsio estivera lá em casa com a sua caixa de ferrinhos para o serviço, mas eu fiz tamanho escarcéu que ele não chegou a passar a porta do quarto. Da segunda vez meu pai pediu a seu Osmúsio que esperasse na varanda enquanto ele ia ter uma conversa comigo. Eu sabia bem que espécie de conversa seria; e aproveitando a vantagem da doença, mal ele caminhou para a cama, eu comecei novamente a chorar e gritar, esperando atrair a simpatia da minha mãe e, se possível, também a de algum vizinho para reforçar. Por sorte vovô Rubem ia chegando justamente naquela hora. Quando vi a barba dele apontar na porta, compreendi que estava salvo pelo menos por aquela vez; era uma regra assentada lá em casa que ninguém devia contrariar vovô Rubem. Em todo caso, chorei um pouco mais para consolidar minha vitória, e só sosseguei quando ele intimou meu pai a sair do quarto.


Vovô sentou-se na beira da cama, pôs o chapéu e a bengala ao meu lado e perguntou porque era que meu pai estava judiando comigo. Para impressioná-lo melhor eu disse que era porque eu não queria deixar seu Osmúsio cortar o meu pé.


– Cortar fora?


Não era exatamente isso que eu tinha querido dizer, mas achei eficaz confirmar; e por prudência não falei, apenas bati a cabeça.


– Mas que malvados! Então isso se faz? Deixe eu ver.


E depois de examinar:


– É exagero deles. Não é preciso cortar nada. Basta lancetar.


Ele deve ter notado o meu desapontamento, porque explicou depressa, fazendo cócega na sola do meu pé:


– Mas nessas coisas, mesmo sendo preciso, quem resolve é o dono da doença. Se você não disser que pode, eu não deixo ninguém mexer, nem o rei. Você não é mais desses menininhos de cueiro, que não têm querer. Na festa do Divino você já vai vestir um parelhinho de calça comprida que eu vou comprar, e vou lhe dar também um cavalinho pra você acompanhar a folia.


– Com arreio mexicano?


– Com arreio mexicano. Já encomendei ao Felipe. Mas tem uma coisa. Se você não ficar bom desse pé, não vai poder montar. Eu acho que o jeito é você mandar lancetar logo.


José J. Veiga, “Os Cavalinhos de Platiplanto”. Em: Antologia Escolar de Contos Brasileiros, org. Herberto Sales)


* lancetar: abrir um abscesso, furúnculo ou vesícula para drenar líquidos.

No 1º parágrafo, o termo destacado é um adjetivo e dá ênfase ao substantivo que modifica na seguinte passagem:
Alternativas
Q4403079 Português

Leia o texto para responder à questão.


Os Cavalinhos de Platiplanto


O meu avô Rubem havia me prometido um cavalinho de sua fazenda do Chove-Chuva se eu deixasse lancetarem* o meu pé, arruinado com uma estrepada no brinquedo de pique. Por duas vezes o farmacêutico Osmúsio estivera lá em casa com a sua caixa de ferrinhos para o serviço, mas eu fiz tamanho escarcéu que ele não chegou a passar a porta do quarto. Da segunda vez meu pai pediu a seu Osmúsio que esperasse na varanda enquanto ele ia ter uma conversa comigo. Eu sabia bem que espécie de conversa seria; e aproveitando a vantagem da doença, mal ele caminhou para a cama, eu comecei novamente a chorar e gritar, esperando atrair a simpatia da minha mãe e, se possível, também a de algum vizinho para reforçar. Por sorte vovô Rubem ia chegando justamente naquela hora. Quando vi a barba dele apontar na porta, compreendi que estava salvo pelo menos por aquela vez; era uma regra assentada lá em casa que ninguém devia contrariar vovô Rubem. Em todo caso, chorei um pouco mais para consolidar minha vitória, e só sosseguei quando ele intimou meu pai a sair do quarto.


Vovô sentou-se na beira da cama, pôs o chapéu e a bengala ao meu lado e perguntou porque era que meu pai estava judiando comigo. Para impressioná-lo melhor eu disse que era porque eu não queria deixar seu Osmúsio cortar o meu pé.


– Cortar fora?


Não era exatamente isso que eu tinha querido dizer, mas achei eficaz confirmar; e por prudência não falei, apenas bati a cabeça.


– Mas que malvados! Então isso se faz? Deixe eu ver.


E depois de examinar:


– É exagero deles. Não é preciso cortar nada. Basta lancetar.


Ele deve ter notado o meu desapontamento, porque explicou depressa, fazendo cócega na sola do meu pé:


– Mas nessas coisas, mesmo sendo preciso, quem resolve é o dono da doença. Se você não disser que pode, eu não deixo ninguém mexer, nem o rei. Você não é mais desses menininhos de cueiro, que não têm querer. Na festa do Divino você já vai vestir um parelhinho de calça comprida que eu vou comprar, e vou lhe dar também um cavalinho pra você acompanhar a folia.


– Com arreio mexicano?


– Com arreio mexicano. Já encomendei ao Felipe. Mas tem uma coisa. Se você não ficar bom desse pé, não vai poder montar. Eu acho que o jeito é você mandar lancetar logo.


José J. Veiga, “Os Cavalinhos de Platiplanto”. Em: Antologia Escolar de Contos Brasileiros, org. Herberto Sales)


* lancetar: abrir um abscesso, furúnculo ou vesícula para drenar líquidos.

Por sorte vovô Rubem ia chegando justamente naquela hora. Quando ________ apontar na porta, compreendi que estava salvo pelo menos por aquela vez; era uma regra assentada lá em casa que ninguém devia ________.


De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:

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Q4403080 Matemática

Cássia comprou um livro com 448 páginas e Alfredo comprou um livro com 644 páginas. Eles decidiram que ambos lerão, a cada dia, o mesmo número de páginas, de maneira que esse número seja o maior possível e de maneira que, após iniciada a leitura, lerão todos os dias o número de páginas estipulado até terminarem seus livros. Eles decidiram também que querem terminar a leitura de seus livros no mesmo dia.


Nessas condições, se Alfredo iniciar sua leitura no dia 2 de outubro, o dia de outubro que Cássia deve iniciar sua leitura é

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Q4403081 Matemática

Carla, Denise e Evaldo farão a correção de 115 redações. Eles trabalharão nessa correção ao mesmo tempo, cada um corrigindo uma única redação por vez, cada um no seu ritmo. Carla consegue corrigir uma redação em 4 minutos, Denise em 5 minutos e Evaldo precisa de 8 minutos para corrigir uma redação.


O tempo de trabalho conjunto que esses professores necessitarão para corrigirem todas as redações será

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Q4403082 Matemática

Um mercado possui duas caixas registradoras, denominadas caixa A e caixa B. Para facilitar o troco dos pagamentos, o gerente desse mercado, no início do dia, colocou determinada quantia de dinheiro trocado no caixa A, e, 80% dessa quantia, no caixa B. No final do dia, a quantia guardada no caixa A era o dobro da quantia guardada no caixa B, de maneira que a quantia de dinheiro no caixa A era R$ 160,00 a mais do que a quantia colocada pelo gerente no início do dia, e, na caixa B, a quantia era R$ 55,00 menor do que a quantia inicialmente guardada.


No fim do dia, o total guardado nessas duas caixas era 

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Q4403083 Matemática
Uma editora separou 784 livros para doação. A biblioteca central da cidade receberá dois sétimos desses livros e a biblioteca do parque receberá três oitavos dos livros restantes. Após essas duas bibliotecas receberem seus livros, os livros ainda não doados serão divididos igualmente entre as bibliotecas das 5 escolas da cidade, de maneira que cada uma dessas bibliotecas receberá
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Q4403084 Matemática
Em uma escola, a razão entre o número de alunos do período matutino e o número de alunos do período vespertino é igual a 3/4. Para a próxima semana, estão previstas 13 novas matrículas no período matutino e 33 novas matrículas no período vespertino, de maneira que a razão indicada passará a ser igual a 2/3 e o número total de alunos nesses dois períodos passará a ser igual a
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Respostas
1: D
2: C
3: B
4: C
5: E
6: A
7: D
8: B
9: E
10: A
11: C
12: D
13: A
14: B
15: E
16: B
17: C
18: E
19: A
20: D