Questões de Concurso Público UEA 2025 para Sistema de Ingresso Seriado - 3ª Série do Ensino Médio - Prova de Acompanhamento III
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Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.
E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]
Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?
E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.
(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)
1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.
2feracidade: fertilidade.
3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).
Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.
E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]
Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?
E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.
(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)
1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.
2feracidade: fertilidade.
3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).
Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.
E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]
Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?
E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.
(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)
1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.
2feracidade: fertilidade.
3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).
“Como era tão simples viver na nossa terra!” (2º parágrafo)
“Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho?” (2º parágrafo)
“o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola [...] para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.” (3º parágrafo)
Os termos sublinhados estão empregados, respectivamente, em sentido
Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.
E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]
Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?
E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.
(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)
1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.
2feracidade: fertilidade.
3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).
“o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola [...] para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.” (3º parágrafo)
Em relação ao trecho que o antecede, o trecho sublinhado expressa ideia de
Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.
E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]
Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?
E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.
(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)
1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.
2feracidade: fertilidade.
3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).
O nome da rapsódia é Macunaíma, mas não é só Macunaíma. Mário de Andrade quis dizer alguma coisa do seu protagonista e acrescentou ao título um atributo paradoxal: o herói sem nenhum caráter.
(Alfredo Bosi. Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica, 2003.)
No contexto da obra, o atributo “o herói sem nenhum caráter” justifica-se em razão da
Após sete anos da aprovação da Reforma Trabalhista de 2017, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas mostra que sete em cada dez trabalhadores brasileiros autônomos gostariam de ter carteira assinada. O sonho do trabalho formal é maior entre os mais pobres. A pesquisa mostra que 75,6% dos autônomos com renda de até um salário mínimo gostaria de ter um trabalho com carteira assinada. Já entre aqueles com renda entre um e três salários mínimos, o nível chega 70,8%. Segundo essa pesquisa, os autônomos têm baixos salários e a renda, por sua vez, tem forte variação. O salário de 19,8% dos trabalhadores informais pode oscilar mais de 20% de um mês para o outro. Já entre os trabalhadores com carteira assinada, a oscilação é de apenas 4,7%.
(https://iclnoticias.com.br, 28.08.2024. Adaptado.)
Essa pesquisa demonstra
(Ailton Krenak. O amanhã não está à venda, 2020.)
No excerto, escrito pelo líder indígena Ailton Krenak, há uma reflexão sobre a
Pesquisadores desenvolveram mecanismos que possibilitam aos novos sistemas de inteligência artificial (IA) explicar sua cadeia de processamento passo a passo. De fato, as mensagens geradas por esses novos sistemas podem parecer uma linha estruturada de raciocínio lógico, o que parece muito surpreendente. No entanto, essas explicações são falaciosas. Quando os grandes modelos de linguagem, usados pelas IAs, afirmam “estar pensando” sobre um problema, o que fazem é apenas gerar probabilisticamente mais texto com base em valores intermediários de processamento, não necessariamente relatando os processos computacionais usados para chegar à resposta. Quando solicitados a explicar seu raciocínio, esses modelos constroem uma narrativa plausível e, muitas vezes, sugerem que seguiram uma lógica estruturada, quando na verdade fizeram meros cálculos textuais probabilísticos.
(https://g1.globo.com, 23.06.2025. Adaptado.)
O trecho da notícia revela que
Atualmente, a família de trabalhadores é múltipla e as novas gerações vindas dos anos 1970, 1980 e 1990 têm características sociopolíticas diferentes. Não são mais os trabalhadores manuais orientados pelas grandes organizações sindicais e políticas que pesam na dinâmica das relações sociais, mas os estudantes, os técnicos, trabalhadores intelectuais mobilizados na economia dos serviços (setor terciário), o telemarketing etc. Esses formam os novos batalhões de classes média-baixas urbanas e precárias que têm acesso aos ganhos públicos e ao emprego, mas de maneira intermitente.
(Christophe Ventura. https://outraspalavras.net, 06.08.2013. Adaptado.)
De acordo com o excerto, a classe trabalhadora contemporânea é
O conceito é exato: trabalhar sem endereço fixo, viajando pelo mundo. Há anos já falamos sobre nomadismo digital e como essa modalidade de viagem pode unir o útil ao agradável. Mas, afinal, será que dá mesmo para reunir o melhor dos dois mundos e viajar trabalhando (ou trabalhar viajando)? A que se deve isso? Muito à chamada “revolução do trabalho” da última década. E, em especial, à onda de trabalho remoto que fez o número de trabalhadores autônomos crescer desde 2020, em razão da pandemia, favorecendo essa liberdade de se trabalhar em qualquer lugar do mundo.
(www.terra.com.br, 24.05.2025. Adaptado.)
A condição de trabalho dos chamados “nômades digitais” estabeleceu-se diante