Questões de Concurso Público SES - SP 2025 para Residência Médica - Pré-Requisito em Cirurgia Geral ou Área Cirúrgica Básica
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Mulher de 50 anos, residente em área de população ribeirinha no norte do país, procura atendimento por nódulo tireoidiano. Ao exame físico, apresenta nódulo único em lobo direito, medindo 3,2 cm, firme e indolor. Não se percebem linfonodos palpáveis. Foi submetida há 6 meses a uma punção aspirativa com agulha fina (PAAF) devido a crescimento do nódulo, documentado com dois ultrassons realizados em um intervalo de seis meses.
Com base no caso descrito, assinale a alternativa correta.
Um homem de 45 anos é admitido no pronto-socorro com queixa de diarreia aquosa importante, com início há aproximadamente 3 semanas. Neste período, apresentou importante perda de peso (cerca de 10 kg). Associam-se queixas de fadiga, câimbras frequentes inexplicáveis e tontura. A diarreia persiste mesmo durante o jejum e tem alto volume diário (superior a 4 litros). Nega febre, dor abdominal severa ou sangramento intestinal. Os exames laboratoriais realizados na emergência mostram hipocalemia severa (potássio séri co de 2,2 mEq/L), acidose metabólica hiperclorêmica com pH de 7,28, HCO3 de 16 mEq/L e cloro de 118 mEq/L. Há ainda redução dos níveis de magnésio e fósforo séricos. A gastrina sérica se encontra normal e não há alteração nos níveis de ácido 5-hidroxi-indolacético na urina. A tomografia de abdome revela uma lesão sólida hipervascular localizada no corpo do pâncreas com 4,2 cm de diâmetro e com associação de implantes hepáticos secundários.
Qual é o diagnóstico mais provável?
Um agricultor de 60 anos, proveniente do sul da Bahia, procura atendimento por queixa de disfagia há 1 ano. Refere início de dificuldade para ingerir sólidos, mas que atualmente tem regurgitação inclusive para líquidos. Refere perda ponderal de 15 kg no período. A endoscopia digestiva alta revelou grande quantidade de resíduos alimentares no esôfago (mesmo o paciente tendo recebido apenas dieta líquida no dia anterior). A manometria revelou achado de pressão de relaxa mento integrada (IRP) de 20 mmHg com peristaltismo ausente em todas as deglutições e ausência de pressurização panesofágica ou contrações espásticas.
Qual é a classificação do distúrbio de motilidade apresentado pelo paciente segundo a classificação de Chicago?
Uma jovem é trazida à sala de emergência após ingestão voluntária de produto para limpeza industrial (hidróxido de sódio) em tentativa de autoextermínio. Estima-se que ela tenha ingerido 200 ml há cerca de 45 minutos. Ao exame, encontra-se agitada, com importante sialorreia, estridor e rouquidão. Relata dor retroesternal intensa. Está consciente; apresenta PA: 130 × 80 mmHg; FC: 105 bpm e saturação de oxigênio de 91% em ar ambiente.
A conduta imediata mais apropriada é
Um trabalhador rural de 60 anos, natural de Sobral (CE), procura atendimento por disfagia progressiva há 4 meses. Iniciou sintomas com disfagia para sólidos e, há 4 semanas, também para líquidos. Relata odinofagia e perda ponderal de 12 kg nesse período. É etilista crônico e tabagista de 40 maços-ano. Desconhece histórico familiar de doenças do trato digestivo. A endoscopia digestiva mostrou uma área de estreitamento do terço médio do esôfago com mucosa ulcerada e friável ao toque do aparelho. Não foi possível o acesso à câmara gástrica.
Assinale a alternativa mais adequada sobre o provável diagnóstico.
Homem de 48 anos, portador de asma há 20 anos, refere piora progressiva dos sintomas respiratórios nos últimos meses, apesar do tratamento otimizado com corticoides inalatórios e medicações de resgate. Refere sintomas de pirose e regurgitação frequentes. Faz uso inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose plena, mas refere apenas uma melhora discreta nos sintomas.
A esse respeito, assinale a alternativa correta.
Um paciente de 45 anos foi submetido, há cerca de 10 dias, a fundoplicatura laparoscópica pela técnica de Nissen devido à doença de refluxo gastroesofágico. No retorno com o cirurgião, refere disfagia para sólidos, mas mantém certa ingestão de alimentos pastosos e líquidos. Está sem outros sintomas clínicos e em bom estado geral.
Assinale a alternativa correta a respeito da melhor conduta.
Uma mulher de 40 anos, obesa, procura o ambulatório da cirurgia geral por queixa de saliência na linha média do abdome, à qual se referiu como “estômago alto”. Refere abaulamento da região epigástrica ao levantar-se da cama ou durante esforço físico. Nega dor, náuseas, vômitos ou alterações do trânsito intestinal. Ao exame, apresenta protusão alongada e fusiforme da parede anterior do abdome, situada entre o apêndice xifoide e a cicatriz umbilical. É mais visível durante a elevação da cabeça e dos ombros na posição de decúbito dorsal horizontal. À palpação, não se percebe anel herniário, e não há conteúdo redutível nem sinais de encarceramento ou cicatrizes na região.
Qual é o diagnóstico mais provável?
Um homem de 45 anos, diabético do tipo 2 de longa data, apresenta quadro clínico compatível com litíase renal. Deu entrada no pronto atendimento com dor intensa em flanco direito há uma semana, com febre diária de até 39 ºC, calafrios e perda de 5 kg nos últimos dias. Refere dor intensa que irradia para a região inguinal e quadril à direita. Apresenta como antecedentes: apendicectomia há 15 anos e alergia a anti-inflamatórios. Nega traumas ou demais sintomas previamente aos descritos. Ao exame, exibe dor à palpação profunda do abdome à direita e limitação à mobilização do quadril. O cirurgião realizou uma manobra propedêutica em que o paciente foi orientado a estender a coxa contra resistência, referindo intensa dor. Os exames laboratoriais revelam leucocitose com desvio à esquerda e PCR elevado.
O diagnóstico mais provável é
Homem de 34 anos é submetido a herniorrafia inguinal pela técnica de Lichtenstein. Evoluiu sem queixas no pós-operatório imediato. No retorno em consulta após 6 meses, relata dor do tipo queimação e sensibilidade ao toque da região inguinal direita. Refere piora ao caminhar por tempo prolongado e ao realizar a extensão do quadril e melhora da dor com a flexão da coxa sobre o abdome. Ao exame, apresenta dor à palpação do trajeto inguinal. Não há abaulamento local ou alterações da coloração da pele da região inguinal. A incisão cirúrgica apresenta-se curada.
Qual é o diagnóstico mais provável?
Homem de 60 anos apresenta icterícia progressiva há 3 semanas. Refere intenso prurido associado e colúria. Nega febre ou dor abdominal. No período, relata perda de 10 kg. Ao exame, apresenta icterícia, emagrecimento e abdome indolor à palpação. Percebe-se massa palpável no hipocôndrio direito, compatível com vesícula biliar dilatada.
A hipótese diagnóstica mais provável é
Um homem obeso mórbido (IMC 58 kg/m2) procurou atendimento devido a mal-estar e febre baixa associada a taquicardia há cerca de 24 horas. Refere dor epigástrica inespecífica associada a episódios de soluços e diarreia. Ao exame, não se percebem sinais de defesa abdominal ou irritação peritoneal clássicos. No entanto, o examinador observa que a espessura da parede abdominal é muito exuberante e relata dificuldades com a palpação de vísceras. Os exames laboratoriais mostram leucocitose discreta e PCR elevado. A radiografia de abdome mostra-se mal penetrada e de má qualidade para avaliação. A tomografia na unidade de saúde tem limite de peso de 150 kg (paciente atualmente com 178 kg).
Qual é a conduta mais adequada?
Uma mulher de 82 anos, previamente hipertensa, é admitida no pronto atendimento devido a quadro de hematêmese volumosa em casa. Relata episódios de melena nos últimos dois dias. Apresenta, à admissão, PA: 90 × 60 mmHg; FC: 112 bpm e hemoglobina: 7,2 g/dL. Após estabilização inicial com reposição volêmica e transfusão de hemácias, foi submetida a endoscopia digestiva alta de urgência. O exame, no entanto, foi inconclusivo devido à grande quantidade de resíduos hemáticos e alimentares gástricos. Nas horas subsequentes, a paciente apresentou novo quadro de hematêmese, com queda abrupta da pressão arterial (40 × 20 mmHg).
A conduta mais apropriada é
Um paciente de 55 anos, sabidamente portador de cirrose hepática de etiologia alcoólica associada ao vírus da hepatite C (HCV), é admitido na sala de emergência por quadro de hematêmese volumosa iniciada há duas horas. Apresenta-se pálido, sudoreico e confuso. Ao exame: PA: 85 × 55 mmHg; FC: 122 bpm; saturação de 93% em ar ambiente, com presença de ascite moderada ao exame físico abdominal. Inicialmente procedeu-se com a intubação orotraqueal devido à instabilidade e ao volume do sangramento. O paciente recebeu cristaloides de forma parcimoniosa, transfusão de hemácias e octreotide. Após um período de estabilização, foi submetido a endoscopia, que mostrou varizes esofágicas de grosso calibre com sinais de sangramento recente. Durante a manipulação, houve sangramento, que foi interrompido com ligaduras elásticas de forma efetiva. O paciente apresentou melhora da estabilidade e foi transferido para a unidade de terapia intensiva.
Qual é o próximo passo no manejo desse paciente?
Mulher de 80 anos, hipertensa e portadora de fibrilação atrial crônica, com insuficiência cardíaca (FE 38%), refere dor abdominal difusa e diarreia com presença de sangue. Os sintomas tiveram início súbito há 12 horas. Refere uso dos seguintes medicamentos: digoxina, propranolol e vitaminas. Apresenta FC de 105 bpm, mas o abdome é doloroso somente à palpação profunda, sem sinais de peritonite. O hemograma mostra leucocitose moderada, e a tomografia revela espessamento da parede do cólon esquerdo. A colonoscopia mostrou áreas de mucosa edemaciada com hemorragia espontânea e ulcerações rasas serpentiformes com delimitação abrupta entre o tecido normal e a mucosa ulcerada na transição retossigmoide. A paciente permaneceu em bom estado geral, mas mantendo febre baixa.
Qual é a conduta mais adequada neste momento?