Questões de Concurso Público SEDUC-SP 2025 para Professor de Ensino Fundamental e Médio - Sociologia

Foram encontradas 40 questões

Q3567088 Filosofia
Na obra Um toque dos clássicos: Marx, Durkheim e Weber, Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira afirmam que: “Partindo da concepção de um estado de natureza onde não existiriam desigualdades, e tampouco moralidade, o genebrino Jean-Jacques Rousseau (1712–1778), ao mesmo tempo que prolonga a tradição contratualista do Seiscentos, modifica o conteúdo e o sentido do chamado ‘pacto social’, o qual, ao fazer surgir o poder da lei, legitimou a desigualdade, a injusta distribuição da propriedade e da riqueza, e também a submissão, a violência, os roubos, a usurpação e todo tipo de abusos”. 
Enfatizam as autoras que, para Rousseau, o estado civil é
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Q3567089 Sociologia

Segundo a socióloga estadunidense Nancy Fraser: “A ‘luta por reconhecimento’ estava rapidamente se tornando a forma paradigmática de conflito político no final do século XX. Demandas por ‘reconhecimento da diferença’ dão combustível a lutas de grupos mobilizados sob as bandeiras da nacionalidade, etnicidade, ‘raça’, gênero e sexualidade. Claro que esta não e é toda a história. Lutas pelo reconhecimento ocorrem num mundo de exacerbada desigualdade material - desigualdades de renda e propriedade; de acesso a trabalho remunerado, a educação, saúde e lazer; e, também, mais cruamente, de ingestão calórica e exposição a contaminação ambiental; portanto, de expectativa de vida e de taxas de morbidade e mortalidade” (2006. Adaptado).


Para Nancy Fraser, a luta por reconhecimento

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Q3567090 Sociologia

Na obra Um toque de clássicos: Marx, Durkhein e Weber, Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira indicam que: “Augusto Comte (1798–1857) foi quem cunhou o termo Sociologia, que logo veio a se generalizar, contribuindo para que alguns o percebessem como o fundador da própria ciência. Ele foi o grande divulgador do método positivo de conhecimento das sociedades, sintetizado num objetivo: “ciência, daí previdência, previdência, daí ação” (2017. Adaptado).


Ressaltam as autoras que o objetivo geral do método comteano era

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Q3567091 Sociologia

No livro A identidade cultural na pós-modernidade, Stuart Hall esclarece: “É agora um lugar-comum dizer que a época moderna europeia fez surgir uma forma nova e decisiva de individualismo, no centro da qual erigiu-se uma nova concepção do sujeito individual e sua identidade. Isto não significa que nos tempos pré-modernos as pessoas não eram indivíduos, mas que a individualidade era tanto ‘vivida’ quanto ‘conceitualizada’ de forma diferente. As transformações associadas à modernidade libertaram o indivíduo de seus apoios estáveis nas tradições e nas estruturas” (2018. Adaptado).


Para Stuart Hall, as estruturas pré-modernas fragilizadas pelas transformações ocorridas na Europa a partir do século XVII

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Q3567092 Sociologia

No livro A sociedade da insegurança e a violência na escola, Flavia Schilling refere-se a uma percepção sobre a atualidade compartilhada por sociólogos contemporâneos segundo a qual: “A promessa de que o desenvolvimento técnico e científico nos livraria das guerras revela-se falsa. Duvidamos de que possamos dar conta do desafio de conciliar liberdade e segurança. O progresso material parece não tender ao fim da fome e da criação de condições de vida dignas para todos. Assistimos (já conformados?) a guerras que se prolongam no tempo” (2014. Adaptado).


Para Flávia Schilling, a percepção explicitada no excerto refere-se

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Q3567093 Sociologia

Na obra Um toque dos clássicos: Marx, Durkheim e Weber, Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira esclarecem: “As formulações teóricas de Karl Marx acerca da vida social, especialmente a análise que faz da sociedade capitalista e de sua superação, provocaram desde o princípio tamanho impacto nos meios intelectuais que, para alguns, grande parte da sociologia ocidental tem sido uma tentativa incessante de corroborar ou de negar as questões por ele levantadas. Mas a relevância prática de sua obra não foi menor, servindo de inspiração àqueles envolvidos diretamente com a ação política, enquanto herdeiro do ideário iluminista” (2017. Adaptado).


Segundo as autoras, como herdeiro do iluminismo, Karl Marx considerava que

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Q3567094 Sociologia

Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira, no livro Um toque dos clássicos: Marx, Durkheim e Weber, esclarecem que Karl Marx: “afirma que a compreensão positiva das coisas inclui, ao mesmo tempo, o conhecimento de sua negação fatal, de sua destruição necessária, porque ao captar o próprio movimento, do qual todas as formas acabadas são apenas uma configuração transitória, nada pode detê-la, porque em essência é ‘crítica e revolucionária’. Com isso, reforçam as diferenças entre sua interpretação da realidade e as anteriores. Enquanto para Hegel a história da humanidade nada mais é do que a história do desenvolvimento do Espírito, Marx e Engels colocam como ponto de partida os indivíduos reais, a sua ação e as suas condições materiais de existência” (2017. Adaptado).


Segundo as autoras, o método de análise da realidade social proposto por Marx e Engels foi denominado

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Q3567095 Geografia

No artigo Territorialidade: trajetória e usos do conceito, Emília P. Godoi afirma que: “Territorialidades, como processos de construção de territórios, recobrem, pois, ao menos dois conteúdos diferentes: de um lado, a ligação a lugares precisos, resultado de um longo investimento material e simbólico e que se exprime por um sistema de representações, e, de outro lado, os princípios de organização - a distribuição e os arranjos dos lugares de moradia, de trabalho, de celebrações, as hierarquias sociais, as relações com os grupos vizinhos. Quando falamos na territorialidade enquanto processo de construção de um território, o aspecto processual merece destaque”.


Para a autora, o aspecto processual merece destaque porque territórios

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Q3567096 Português

. No capítulo intitulado “Comedores de terra” do livro A queda do céu: palavras de um xamã yanomami, Davi Kopenawa apresenta seu testemunho sobre a ação do garimpo clandestino na floresta: “Se deixarmos os garimpeiros cavarem por toda parte, como porcos-do- -mato, os rios da floresta logo vão se transformar em poças lamacentas, cheias de óleo de motor e lixo. Eles também lavam o pó de ouro misturando-o com o que chamam de azougue. Os outros brancos chamam isso de mercúrio. Todas essas coisas sujas e perigosas fazem as águas ficarem doentes e tornam a carne dos peixes mole e podre. Quem os come corre o risco de morrer de disenteria, descarnado, com violentas dores de barriga e tonturas”.


No excerto, a expressão “comedores de terra” utilizada por Davi Kopenawa refere-se

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Q3567097 Sociologia

Ricardo Antunes, no livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, indica que: “Particularmente nas últimas décadas a sociedade contemporânea vem presenciando profundas transformações nas formas de ser e existir da sociabilidade humana. A crise experimentada pelo capital, bem como suas respostas, das quais o neoliberalismo e a reestruturação produtiva da era da acumulação flexível são expressão, têm acarretado, entre tantas consequências, profundas mudanças no interior do mundo do trabalho”(Adaptado).


No novo cenário da sociabilidade humana decorrente da crise do capital, Ricardo Antunes ressalta as mudanças relativas

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Q3567098 Sociologia

Em Um toque dos clássicos: Marx, Durkheim e Weber, Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira defendem que, para Max Weber: “Enquanto a ciência é um produto da reflexão do cientista, a política o é do homem de vontade e de ação, ou do membro de uma classe que compartilha com outras ideologias e interesses. Segundo Weber, ‘a ciência é hoje uma vocação organizada em disciplinas especiais a serviço do autoesclarecimento e conhecimento de fatos interrelacionados’. Ela não dá resposta à pergunta: a qual dos deuses devemos servir? Essa é uma questão que tem a ver com a ética” (2017. Adaptado).


Segundo as autoras ressaltam no excerto, para Max Weber, a ciência deve

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Q3567099 Pedagogia

Antonio Maués e Paulo Weyl, no artigo intitulado Fundamentos e marcos jurídicos da educação em direitos humanos, defendem que: “A liberdade que se amplia nas formas democráticas, longe de conferir certezas acerca dos direitos humanos, evidencia a amplitude e complexidade de suas formas. Essa relação imediata dos direitos humanos com uma pauta implica um importante ativismo político, que impulsiona conquistas normativas e veicula a inserção de parcelas da população em processos negociais, ampliando os espaços de racionalidade pública” (2007).


Para os autores, as atuais pautas de defesa dos direitos humanos

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Q3567100 Sociologia

No texto intitulado Direitos humanos: desafios para o século XXI, Maria Vitória Benevides argumenta que: “400 anos de escravidão é uma herança muito pesada. Os senhores fidalgos consideravam que o negro africano, e seus descendentes, não tinham direitos porque não os mereciam, e não os mereciam porque não eram pessoas, mas sim ‘propriedade’, sobre a qual valia apenas ’a lei‘ dos donos. Ou seja, prevalecia a noção de que ‘ser pessoa e ter direitos’ – a começar pelo direito à vida – dependia de certas condições, como o lugar onde se nasceu, a cor da pele e as relações de poder vigentes” (2007).


Para a autora, o peso da herança escravista brasileira

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Q3567101 Sociologia

No livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, Zigmunt Bauman aponta: “Numa enorme distorção e perversão da verdadeira substância da revolução consumista, a sociedade de consumidores é com muita frequência representada como se estivesse centralizada em torno das relações entre o consumidor, firmemente estabelecido na condição de sujeito cartesiano, e a mercadoria, designada para o papel de objeto cartesiano” (2022).

Segundo o excerto, para Zigmunt Bauman, na sociedade de consumidores,

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Q3567102 Antropologia

No texto O ofício de etnólogo, ou como ter anthropological blues, Roberto da Matta afirma que: “a Antropologia é aquela disciplina onde necessariamente se estabelece uma ponte entre dois universos de significação e tal ponte ou mediação é realizada com um mínimo de aparato institucional ou de instrumentos de mediação. Se é possível e permitido uma interpretação, não há dúvida de que todo o anedotário referente às pesquisas de campo é um modo muito pouco imaginativo de depositar num lado obscuro do ofício os seus pontos talvez mais importantes e mais significativos” (1978).


Para Roberto da Matta, as anedotas narradas por antropólogos sobre suas experiências de campo

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Q3567103 Sociologia

Amaury Cesar Moraes e Elisabeth da Fonseca Guimarães, no texto Metodologia de Ensino de Ciências Sociais: relendo as OCEM-Sociologia, esclarecem que: “Há uma tendência sempre recorrente de se explicarem as relações sociais, as instituições, os modos de vida, as ações humanas, coletivas ou individuais, a estrutura social, a organização política etc. com argumentos naturalizadores. Primeiro, perde-se de vista a historicidade desses fenômenos, isto é, que nem sempre foram assim; segundo, que certas mudanças ou continuidades históricas decorrem de decisões, e essas, de interesses, ou seja, de razões objetivas e humanas” (2010).


Para Amaury Cesar Moraes e Elisabeth da Fonseca Guimarães, os argumentos naturalizadores devem ser

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Q3567104 Sociologia

Como indica Zigmunt Bauman, no livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, “é inquestionável que as várias formas de viver e os fenômenos sociais que podem ser apresentados como universalmente presentes entram em algum tipo de configuração. O modelo do ‘consumismo’ aqui proposto, assim como os da ‘ sociedade de consumidores’ e da ‘cultura de consumo’, são o que Max Weber denominou abstrações que tentam apreender a singularidade de uma configuração composta de ingredientes que não são singulares” (Bauman, 2022. Adaptado).


Ressalta o autor que tais abstrações são também denominadas por Max Weber como

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Q3567105 Sociologia

No texto intitulado Terras ocupadas? Territórios? Territorialidades?, Dominique T. Gallois esclarece que: “o enfoque da mídia nos conflitos entre índios e ocupantes não-indígenas procura quase sempre caracterizar como provas de sua ‘aculturação’ o engajamento dos índios em atividades antes monopolizadas pelos não-índios ou sua articulação à economia regional. Por exemplo, atividades de criação de gado, de garimpagem, entre outras, são apresentadas como aspectos incongruentes com seus direitos territoriais” (2014. Adaptado).

Para a autora, o enfoque da mídia apresentado no excerto

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Q3567106 Português

No capítulo intitulado “A cidade”, do livro A queda do céu: palavras de um xamã yanomami, Davi Kopenawa e Bruce Albert relatam que: “Num outro dia, passando de carro pelas ruas de Paris, meus amigos brancos me mostraram no meio da cidade uma grande pedra enfiada no chão, um obelisco egípcio. Disseram-me que os antigos daquela terra a tinham trazido de um outro país distante, onde foram guerrear antigamente. Então, sem responder, pensei apenas: ‘Hou! Os brancos de longe também não têm tanta sabedoria quanto pretendem!’” (2015. Adaptado).


Para Davi Kopenawa, a visita à cidade europeia lhe permitiu dar-se conta de que 

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Q3567107 Sociologia

Em capítulo dedicado à análise das concepções de sociologia da religião de Max Weber, Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira esclarecem que: “Para atender às necessidades dos menos afortunados, mágicos e sacerdotes passam a exercer funções mais mundanas de aconselhamento sobre a vida, reforçadas com a criação de uma religiosidade em torno de um salvador daqueles expostos à privação, produzindo uma visão do mundo na qual o infortúnio individual possui valor positivo. No caso do cristianismo, construiu-se sobre a figura de um redentor uma explicação racional para a história da humanidade, sendo a mortificação e a abstinência voluntária justificáveis pelo seu papel na salvação” (2017. Adaptado).


Segundo as autoras, Max Weber considera que a necessidade de salvação postulada por algumas religiões 

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Respostas
21: D
22: C
23: E
24: A
25: D
26: A
27: C
28: B
29: E
30: C
31: A
32: D
33: C
34: B
35: D
36: C
37: E
38: E
39: A
40: C