Questões de Concurso Público SEDUC-SP 2025 para Professor de Ensino Fundamental e Médio - Língua Portuguesa
Foram encontradas 40 questões
Leia a tira para responder à questão.

(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 29.05.2025)
Leia a tira para responder à questão.

(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 29.05.2025)
Leia o texto para responder à questão.
O mal era dos tempos e da dificuldade que eles tinham em tomar uma direção. Antigamente as coisas eram certas e claras, estava tudo arrumado nos seus lugares. Sabíamos de onde vínhamos e isso ajudava-nos a ir percebendo para onde íamos. Os passos eram certos, embora só aos deuses coubesse adivinhar quando vinha a chuva. Agora não, desde aquele maldito m’fiti* que tudo se toldou e dessa sabedoria já só restam retalhos e fragmentos. Parecemos todos nós um pobre e escanzelado cão que persegue o rabo dando voltas cada vez mais rápidas e furiosas, sem avançar em qualquer direção.
(João Paulo Borges Coelho. Em: Elena Brugioni. Literaturas africanas comparadas: paradigmas críticos e representações em contraponto)
*m’fiti: praga, maldição, sortilégio. Mau-olhado. Magia negra.
Leia o texto para responder à questão.
O mal era dos tempos e da dificuldade que eles tinham em tomar uma direção. Antigamente as coisas eram certas e claras, estava tudo arrumado nos seus lugares. Sabíamos de onde vínhamos e isso ajudava-nos a ir percebendo para onde íamos. Os passos eram certos, embora só aos deuses coubesse adivinhar quando vinha a chuva. Agora não, desde aquele maldito m’fiti* que tudo se toldou e dessa sabedoria já só restam retalhos e fragmentos. Parecemos todos nós um pobre e escanzelado cão que persegue o rabo dando voltas cada vez mais rápidas e furiosas, sem avançar em qualquer direção.
(João Paulo Borges Coelho. Em: Elena Brugioni. Literaturas africanas comparadas: paradigmas críticos e representações em contraponto)
*m’fiti: praga, maldição, sortilégio. Mau-olhado. Magia negra.
Leia os versos do poeta arcádico Filinto Elísio para responder à questão.
Lede, que é tempo, os clássicos honrados;
Herdai seus bens, herdai essas conquistas,
Que em reinos dos romanos e dos gregos
Com indefeso estudo conseguiram.
Vereis então que garbo, que facúndia
Orna o verso gentil quanto sem eles
É delambido e peco o pobre verso.
Lede, que é grã cegueira esse descuido,
Antes bruteza! Mal se ganha o prêmio
Do alto saber, sem ímproba fadiga.
O meditado estudo aço é, que rijo
Fere do nosso engenho a aguda escarpa;
E os pensamentos de sutil arrojo
Faíscas são brilhantes, que ressaltam
Do batido fuzil aporfiado.
Se ousamos escrever, destas centelhas,
Ordenadas com próvido artifício,
Se compõe formosíssimo luzeiro
Ou astro, que nos rudes olhos fere
Do vulgo, e que a prudentes muito agrada.
Filinto Elísio, “Preceitos aos poetas. — Estilo. — Pintura das ideias. Variedade e propriedade”. Em: Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa Através Dos Textos, 2012)
Leia os versos do poeta arcádico Filinto Elísio para responder à questão.
Lede, que é tempo, os clássicos honrados;
Herdai seus bens, herdai essas conquistas,
Que em reinos dos romanos e dos gregos
Com indefeso estudo conseguiram.
Vereis então que garbo, que facúndia
Orna o verso gentil quanto sem eles
É delambido e peco o pobre verso.
Lede, que é grã cegueira esse descuido,
Antes bruteza! Mal se ganha o prêmio
Do alto saber, sem ímproba fadiga.
O meditado estudo aço é, que rijo
Fere do nosso engenho a aguda escarpa;
E os pensamentos de sutil arrojo
Faíscas são brilhantes, que ressaltam
Do batido fuzil aporfiado.
Se ousamos escrever, destas centelhas,
Ordenadas com próvido artifício,
Se compõe formosíssimo luzeiro
Ou astro, que nos rudes olhos fere
Do vulgo, e que a prudentes muito agrada.
Filinto Elísio, “Preceitos aos poetas. — Estilo. — Pintura das ideias. Variedade e propriedade”. Em: Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa Através Dos Textos, 2012)
Leia os versos do poeta arcádico Filinto Elísio para responder à questão.
Lede, que é tempo, os clássicos honrados;
Herdai seus bens, herdai essas conquistas,
Que em reinos dos romanos e dos gregos
Com indefeso estudo conseguiram.
Vereis então que garbo, que facúndia
Orna o verso gentil quanto sem eles
É delambido e peco o pobre verso.
Lede, que é grã cegueira esse descuido,
Antes bruteza! Mal se ganha o prêmio
Do alto saber, sem ímproba fadiga.
O meditado estudo aço é, que rijo
Fere do nosso engenho a aguda escarpa;
E os pensamentos de sutil arrojo
Faíscas são brilhantes, que ressaltam
Do batido fuzil aporfiado.
Se ousamos escrever, destas centelhas,
Ordenadas com próvido artifício,
Se compõe formosíssimo luzeiro
Ou astro, que nos rudes olhos fere
Do vulgo, e que a prudentes muito agrada.
Filinto Elísio, “Preceitos aos poetas. — Estilo. — Pintura das ideias. Variedade e propriedade”. Em: Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa Através Dos Textos, 2012)
De acordo com o Currículo Paulista: etapa ensino médio (2020), as obras da tradição literária “... proporcionam o contato com uma linguagem que amplia o repertório linguístico dos jovens e oportuniza novas potencialidades e experimentações de uso da língua, no contato com as ambiguidades da linguagem e seus múltiplos arranjos.”
Em relação ao vocabulário do poema, essa ampliação, considerando a distância temporal e os usos, ocorreria com a análise do emprego e do sentido, entre outros, dos vocábulos:
(EM13LP49) Perceber as peculiaridades estruturais e estilísticas de diferentes gêneros literários (a apreensão pessoal do cotidiano nas crônicas, a manifestação livre e subjetiva do eu lírico diante do mundo nos poemas, a múltipla perspectiva da vida humana e social dos romances, a dimensão política e social de textos da literatura marginal e da periferia etc.) para experimentar os diferentes ângulos de apreensão do indivíduo e do mundo pela literatura.
(SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo paulista: etapa ensino médio. São Paulo: SEDUC, 2020.)
A habilidade transcrita permite entender que o ensino de literatura
Leia o texto para responder à questão.
É São Paulo construída sobre sete colinas, à feição tradicional de Roma, a cidade cesárea, “capita” da Latinidade de que provimos; e beija-lhe os pés a grácil e inquieta linfa do Tietê. As águas são magníficas, os ares tão amenos quanto os de Aquisgrana ou de Anverres, e a área tão a eles igual em salubridade e abundância, que bem se poderá afirmar, ao modo fino dos cronistas, que de três AAA se gera espontaneamente a fauna urbana.
Cidade é belíssima, e grato o seu convívio. Toda cortada de ruas habilmente estreitas e tomadas por estátuas e lampiões graciosíssimos e de rara escultura; tudo diminuindo com astúcia o espaço de forma tal, que nessas artérias não cabe a população. Assim se obtém o efeito dum grande acúmulo de gentes, cuja estimativa pode ser aumentada à vontade, o que é propício às eleições que são invenção dos inimitáveis mineiros; ao mesmo tempo que os edis dispõem de largo assunto com que ganhem dias honrados e a admiração de todos, com surtos de eloquência do mais puro estilo e sublimado lavor.
(Mário de Andrade, Macunaíma. Em: Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira. 50. ed. São Paulo: Cultrix, 2015)
Leia o texto para responder à questão.
É São Paulo construída sobre sete colinas, à feição tradicional de Roma, a cidade cesárea, “capita” da Latinidade de que provimos; e beija-lhe os pés a grácil e inquieta linfa do Tietê. As águas são magníficas, os ares tão amenos quanto os de Aquisgrana ou de Anverres, e a área tão a eles igual em salubridade e abundância, que bem se poderá afirmar, ao modo fino dos cronistas, que de três AAA se gera espontaneamente a fauna urbana.
Cidade é belíssima, e grato o seu convívio. Toda cortada de ruas habilmente estreitas e tomadas por estátuas e lampiões graciosíssimos e de rara escultura; tudo diminuindo com astúcia o espaço de forma tal, que nessas artérias não cabe a população. Assim se obtém o efeito dum grande acúmulo de gentes, cuja estimativa pode ser aumentada à vontade, o que é propício às eleições que são invenção dos inimitáveis mineiros; ao mesmo tempo que os edis dispõem de largo assunto com que ganhem dias honrados e a admiração de todos, com surtos de eloquência do mais puro estilo e sublimado lavor.
(Mário de Andrade, Macunaíma. Em: Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira. 50. ed. São Paulo: Cultrix, 2015)
Leia o texto para responder à questão.
Determinada empresa faz uma publicidade de “lascar” na televisão. Utilizando o conjunto Ultraje a Rigor, emprega o seguinte refrão: “A gente somos inútil”. Seríamos inúteis se ficássemos calados diante dessa triste concordância. A gente é útil, falando corretamente a língua portuguesa.
(Arnaldo Niskier. Na ponta da língua. 2001)
Leia o texto para responder à questão.
Determinada empresa faz uma publicidade de “lascar” na televisão. Utilizando o conjunto Ultraje a Rigor, emprega o seguinte refrão: “A gente somos inútil”. Seríamos inúteis se ficássemos calados diante dessa triste concordância. A gente é útil, falando corretamente a língua portuguesa.
(Arnaldo Niskier. Na ponta da língua. 2001)
Leia os textos para responder à questão.
Texto I
Não há razão para minimizar a extrema heterogeneidade dos gêneros do discurso e a consequente dificuldade quando se trata de definir o caráter genérico do enunciado. Importa, nesse ponto, levar em consideração a diferença essencial existente entre o gênero de discurso primário (simples) e o gênero de discurso secundário (complexo).
(Mikhail Bakhtin. Estética da criação verbal. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2011)
Texto II
Nas práticas de leitura, ganham destaque os gêneros que circulam na esfera pública, nos campos jornalístico-midiático e de atuação na vida pública, e os que se inserem nas práticas contemporâneas de linguagem. Dentre as habilidades relacionadas à abordagem dos gêneros que circulam nessa esfera, merecem destaque aquelas voltadas ao desenvolvimento da capacidade de argumentar e persuadir.
(SÃO PAULO [Estado]. Secretaria da Educação. Currículo paulista. São Paulo: SEDUC, [2019])
Leia os textos para responder à questão.
Texto I
Não há razão para minimizar a extrema heterogeneidade dos gêneros do discurso e a consequente dificuldade quando se trata de definir o caráter genérico do enunciado. Importa, nesse ponto, levar em consideração a diferença essencial existente entre o gênero de discurso primário (simples) e o gênero de discurso secundário (complexo).
(Mikhail Bakhtin. Estética da criação verbal. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2011)
Texto II
Nas práticas de leitura, ganham destaque os gêneros que circulam na esfera pública, nos campos jornalístico-midiático e de atuação na vida pública, e os que se inserem nas práticas contemporâneas de linguagem. Dentre as habilidades relacionadas à abordagem dos gêneros que circulam nessa esfera, merecem destaque aquelas voltadas ao desenvolvimento da capacidade de argumentar e persuadir.
(SÃO PAULO [Estado]. Secretaria da Educação. Currículo paulista. São Paulo: SEDUC, [2019])
Considere a imagem.

(https://www.instagram.com/gibis.monica)
Na oração “O pai mi insinô a amá a nossa terra!”, identifica-se variação linguística no nível
Inf: /.../ porque eu acho... eu não estou de acordo com isto – ... eu não andei pixando muito Lévi-Strauss para vocês porque senão... vocês não conhecem mas eu há anos que eu... me bato contra o estruturalismo – ... em todo o caso... neste nível de análise... eu creio que nós podemos utilizarmos desta reflexão...
(Ingedore Grunfeld Villaça Koch,. Desvendando os segredos do texto. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2018)
O texto apresentado é uma transcrição de uma fala. Com base em Koch e Elias (2008), uma característica da fala flagrante nele é:
Leia os textos para responder à questão.
Texto I
Ia a entrar na sala de visitas, quando ouvi proferir o meu nome e escondi-me atrás da porta. A casa era a da rua de Mata- -cavalos, o mês novembro, o ano é que é um tanto remoto, mas eu não hei de trocar as datas à minha vida só para agradar às pessoas que não amam histórias velhas; o ano era de 1857.
— D. Glória, a senhora persiste na ideia de meter o nosso Bentinho no seminário? É mais que tempo, e já agora pode haver uma dificuldade.
— Que dificuldade?
— Uma grande dificuldade.
Minha mãe quis saber o que era. José Dias, depois de alguns instantes de concentração, veio ver se havia alguém no corredor; não deu por mim, voltou e, abafando a voz, disse que a dificuldade estava na casa ao pé, a gente do Pádua.
— A gente do Pádua?
— Há algum tempo estou para lhe dizer isto, mas não me atrevia. Não me parece bonito que o nosso Bentinho ande metido nos cantos com a filha do Tartaruga, e esta é a dificuldade, porque se eles pegam de namoro, a senhora terá muito que lutar para separá-los.
— Não acho. Metidos nos cantos?
— É um modo de falar. Em segredinhos, sempre juntos. Bentinho quase não sai de lá. A pequena é uma desmiolada; o pai faz que não vê; tomara ele que as coisas corressem de maneira que... Compreendo o seu gesto; a senhora não crê em tais cálculos, parece-lhe que todos têm a alma cândida...
— Mas, Sr. José Dias, tenho visto os pequenos brincando, e nunca vi nada que faça desconfiar. Basta a idade; Bentinho mal tem quinze anos. Capitu fez quatorze à semana passada; são dois criançolas. Não se esqueça que foram criados juntos, desde aquela grande enchente, há dez anos, em que a família Pádua perdeu tanta coisa; daí vieram as nossas relações. Pois eu hei de crer? ... Mano Cosme, você que acha?
(Machado de Assis, Dom Casmurro)
Texto II

(https://catracalivre.com.br/educacao)
Leia os textos para responder à questão.
Texto I
Ia a entrar na sala de visitas, quando ouvi proferir o meu nome e escondi-me atrás da porta. A casa era a da rua de Mata- -cavalos, o mês novembro, o ano é que é um tanto remoto, mas eu não hei de trocar as datas à minha vida só para agradar às pessoas que não amam histórias velhas; o ano era de 1857.
— D. Glória, a senhora persiste na ideia de meter o nosso Bentinho no seminário? É mais que tempo, e já agora pode haver uma dificuldade.
— Que dificuldade?
— Uma grande dificuldade.
Minha mãe quis saber o que era. José Dias, depois de alguns instantes de concentração, veio ver se havia alguém no corredor; não deu por mim, voltou e, abafando a voz, disse que a dificuldade estava na casa ao pé, a gente do Pádua.
— A gente do Pádua?
— Há algum tempo estou para lhe dizer isto, mas não me atrevia. Não me parece bonito que o nosso Bentinho ande metido nos cantos com a filha do Tartaruga, e esta é a dificuldade, porque se eles pegam de namoro, a senhora terá muito que lutar para separá-los.
— Não acho. Metidos nos cantos?
— É um modo de falar. Em segredinhos, sempre juntos. Bentinho quase não sai de lá. A pequena é uma desmiolada; o pai faz que não vê; tomara ele que as coisas corressem de maneira que... Compreendo o seu gesto; a senhora não crê em tais cálculos, parece-lhe que todos têm a alma cândida...
— Mas, Sr. José Dias, tenho visto os pequenos brincando, e nunca vi nada que faça desconfiar. Basta a idade; Bentinho mal tem quinze anos. Capitu fez quatorze à semana passada; são dois criançolas. Não se esqueça que foram criados juntos, desde aquela grande enchente, há dez anos, em que a família Pádua perdeu tanta coisa; daí vieram as nossas relações. Pois eu hei de crer? ... Mano Cosme, você que acha?
(Machado de Assis, Dom Casmurro)
Texto II

(https://catracalivre.com.br/educacao)
Leia os textos para responder à questão.
Texto I
Ia a entrar na sala de visitas, quando ouvi proferir o meu nome e escondi-me atrás da porta. A casa era a da rua de Mata- -cavalos, o mês novembro, o ano é que é um tanto remoto, mas eu não hei de trocar as datas à minha vida só para agradar às pessoas que não amam histórias velhas; o ano era de 1857.
— D. Glória, a senhora persiste na ideia de meter o nosso Bentinho no seminário? É mais que tempo, e já agora pode haver uma dificuldade.
— Que dificuldade?
— Uma grande dificuldade.
Minha mãe quis saber o que era. José Dias, depois de alguns instantes de concentração, veio ver se havia alguém no corredor; não deu por mim, voltou e, abafando a voz, disse que a dificuldade estava na casa ao pé, a gente do Pádua.
— A gente do Pádua?
— Há algum tempo estou para lhe dizer isto, mas não me atrevia. Não me parece bonito que o nosso Bentinho ande metido nos cantos com a filha do Tartaruga, e esta é a dificuldade, porque se eles pegam de namoro, a senhora terá muito que lutar para separá-los.
— Não acho. Metidos nos cantos?
— É um modo de falar. Em segredinhos, sempre juntos. Bentinho quase não sai de lá. A pequena é uma desmiolada; o pai faz que não vê; tomara ele que as coisas corressem de maneira que... Compreendo o seu gesto; a senhora não crê em tais cálculos, parece-lhe que todos têm a alma cândida...
— Mas, Sr. José Dias, tenho visto os pequenos brincando, e nunca vi nada que faça desconfiar. Basta a idade; Bentinho mal tem quinze anos. Capitu fez quatorze à semana passada; são dois criançolas. Não se esqueça que foram criados juntos, desde aquela grande enchente, há dez anos, em que a família Pádua perdeu tanta coisa; daí vieram as nossas relações. Pois eu hei de crer? ... Mano Cosme, você que acha?
(Machado de Assis, Dom Casmurro)
Texto II

(https://catracalivre.com.br/educacao)
Leia o texto.
Nas obras de Santa Rita Durão e Basílio da Gama, o “índio” é concebido como um guerreiro impulsivo e corajoso, ao mesmo tempo em que se destaca sua posição de vítima frente à civilização ocidental e a um destino, mesmo que virtual, que tem como imperativo o aceite de sua própria extinção e a perda de suas terras (Figueiredo, 2010).
Na obra de Basílio da Gama, observa Oliveira (2011), há uma forte presença antijesuítica em que o elemento indígena é submisso à cultura e à força militar da coroa lusitana, predominando um tom de lamento pelo destino fatídico dos indígenas, porém “permite-se narrar os acontecimentos a partir do ponto de vista dos colonizados, por eles demonstrando simpatia e a eles dedicando descrições positivas que os alçam ao posto de heróis” (Oliveira, 2011). Tal percepção é também acentuada na análise de Alfredo Bosi (2013), que destaca o valor positivo dedicado aos nativos, que, mesmo vencidos tragicamente, congregam características heroicas e “permanecem como as únicas criaturas dignas de falar em Natureza e Liberdade”. Segundo Oliveira (2011): “Pela primeira vez na série indianista, os nativos não são representados dentro do esquematismo que os via como uma massa anônima e má. São nomeados e individualizados, e – o que é ainda mais importante – ganham poder de voz”.
(Francis Mary Soares Correia da Rosa, “Representações do indígena na literatura brasileira”. Em: Julie Dorrico,; Leno Francisco Danner,; Heloisa Helena Siqueira Correia,; Fernando Danner, (org.). Literatura indígena brasileira contemporânea: criação, crítica e recepção. Porto Alegre: Fi, 2018. Adaptado)
De acordo com a autora, a visão do índio na obra de Basílio da Gama