Questões de Concurso Público SEDUC-SP 2025 para Professor de Educação Básica II - Filosofia - QM 2019

Foram encontradas 60 questões

Q3525078 Filosofia
Na obra Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins trazem o seguinte trecho de uma peça de Bertolt Brecht para apresentar as características da noção de ideologia: “Nós vos pedimos com insistência: (…) Sob o familiar, descubram o insólito. Sob o cotidiano, desvelem o inexplicável. Que tudo que seja dito ser habitual, cause inquietação. Na regra é preciso descobrir o abuso”.
Segundo as autoras, a noção de ideologia apresentada no excerto corresponde à
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Q3525079 Filosofia
Em sua Ética a Nicômaco, Aristóteles diz: “Em tudo que é contínuo e divisível pode-se tomar mais, menos ou uma quantidade igual, e isso quer em termos da própria coisa, quer relativamente a nós; e o igual é um meio-termo entre o excesso e a falta. (…) por meio-termo relativamente a nós, [entendo] o que não é nem demasiado nem demasiadamente pouco — e este não é um só e o mesmo para todos”.
No excerto, o conceito aristotélico abordado corresponde
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Q3525080 Filosofia
Marilena Chauí, em seu livro Boas-vindas à filosofia, explica sobre a invenção da palavra “filosofia” a partir da história de Pitágoras nos Jogos Olímpicos. Pitágoras observou três tipos de pessoas: “as que iam para comerciar durante os jogos (…); as que iam para competir (…); e as que iam para assistir aos jogos e torneios”.
No contexto da explicação de Chauí, o filósofo é identificado por Pitágoras como aquele que
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Q3525081 Filosofia
Alberto Cupani, no artigo “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques”, discute em que consiste a área de investigação denominada Filosofia da Tecnologia e suas possíveis interpretações teóricas, variando de autor para autor. Porém, mesmo as diferentes abordagens apresentam um ponto em comum: “a disciplina encontra a sua unidade na preocupação por um aspecto ou dimensão da vida humana impossível de ignorar e particularmente marcado na sociedade contemporânea: a atividade eficiente, racionalmente regrada, no que diz respeito às suas motivações, desenvolvimento, alcance e consequências”.
No âmbito do ponto em comum mencionado, Cupani entende o homo faber como aquele que
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Q3525082 Filosofia
No prefácio da segunda edição da obra Crítica da Razão Pura, Kant apresenta uma de suas contribuições fundamentais para o desenvolvimento da estética transcendental, como se segue: “Deste modo, a razão especulativa concede-nos, ainda assim, campo livre para essa extensão, embora o tivesse que deixar vazio, competindo-nos a nós preenchê-lo, se pudermos, com os dados práticos, ao que por ela mesmo somos convidados”.
O excerto corresponde
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Q3525083 Filosofia
No livro Argumentação: a ferramenta do filosofar, Juvenal Savian Filho apresenta cinco tipos de raciocínio que são amplamente aceitos pelos estudiosos como os mais comuns: o indutivo, o dedutivo, o abdutivo, a analogia e o argumento de autoridade. Eles representariam a forma pela qual os indivíduos pensam a partir de argumentos racionais. Savian Filho propõe o seguinte exemplo de raciocínio: “‘Suspeitando’ que a substância x poderia combinar com a substância y, o químico decidiu testar a combinação. Verificando que deu certo, testou mais um grupo de substâncias parecidas com y. Concluiu que x combinava com y”.
O exemplo apresentado no excerto envolve dois dos tipos de raciocínio mencionados por Savian, quais sejam:
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Q3525084 Filosofia
“As indagações filosóficas se realizam de modo sistemático”, diz Marilena Chauí em seu livro Boas-vindas à filosofia.
No entendimento de Chauí, as indagações são sistemáticas, pois
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Q3525085 Filosofia
No texto “Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù”, a autora Maria Tereza Sadek explica um aspecto da filosofia de Maquiavel ao afirmar que “A história é cíclica, repete-se indefinidamente, já que não há meios absolutos para ‘domesticar’ a natureza humana. (…) O poder político tem, pois, uma origem mundana. Nasce da própria ‘malignidade’ que é intrínseca à natureza humana e aparece como a única possibilidade de enfrentar o conflito, ainda que qualquer forma de ‘domesticação’ seja precária e transitória”.
A partir do excerto, em Maquiavel, é apresentada uma mudança histórica na concepção política,
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Q3525086 Filosofia
Madalena da Silva, Joel Cezar Bonin e Ramón Garrote apresentam o debate acerca do ensino de filosofia no Ensino Médio no artigo “Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no Ensino Médio: o que dizem as pesquisas?”. No texto, eles destacam: “As pesquisas apontam que o ensino da filosofia, especialmente no Ensino Médio, tem sido desafiador para a maioria dos professores que lecionam a disciplina (…). Os professores percebem as dificuldades atuais em garantir audiência, atenção e participação de adolescentes nas atividades”.
No texto, os autores consideram que a dificuldade mencionada decorre
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Q3525087 Filosofia
Peter Singer, ao pensar sobre temas éticos contemporâneos em seu livro Ética prática, considera que: “(…) proibir quaisquer comparações interespécies seria filosoficamente indefensável. Tornaria também impossível ultrapassar os males que estamos agora a infligir aos animais não humanos e reforçaria atitudes que causaram imensos danos irreparáveis ao ambiente deste planeta, que partilhamos com os membros de outras espécies”.
A expressão “filosoficamente indefensável” é utilizada por Singer para indicar que a proibição de comparações interespécies
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Q3525088 Filosofia
Ao pensarem a relação entre natureza e cultura, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, em sua obra Filosofando: introdução à filosofia, destacam a consideração do filósofo Pierre Levy de que as tecnologias intelectuais favorecem: “novos estilos de raciocínio e conhecimento, tais como a simulação, verdadeira industrialização da experiência do pensamento, que não advém nem da dedução lógica nem da indução a partir da experiência”.
A partir do excerto, a consideração filosófica acerca das tecnologias intelectuais retrata
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Q3525089 Filosofia
Na obra Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins introduzem noções de lógica, entre elas, a noção de falácia. Eis um exemplo: “a falácia da generalização apressada (…) consiste em chegar em conclusões tomando por base apenas um ou pouco dos fatos: concluir que nenhum médico é confiável devido a uma cirurgia malsucedida”.
A noção analisada no excerto apresenta
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Q3525090 Filosofia
Renato Janine Ribeiro, em seu texto “Hobbes: o medo e a esperança”, escreve: “Na tradição contratualista, às vezes se distingue o contrato de associação (pelo qual se forma a sociedade) do contrato de submissão (que institui um poder político, um governo, e é firmado entre ‘a sociedade’ e ‘o príncipe’). A novidade de Hobbes está em fundir os dois num só. Não existe primeiro a sociedade, e depois o poder (‘o Estado’)”.
A novidade hobbesiana, mencionada no excerto, sustenta sua legitimidade no pressuposto segundo o qual o 
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Q3525091 Filosofia
Um dos enfoques discutidos por Alberto Cupani em seu artigo “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques” é a abordagem fenomenológica de Albert Borgmann. Essa perspectiva pode ser ilustrada quando Cupani diz: “À diferença do trabalho (work) tradicional, que estava inserido numa rede social e cultural e que dava sentido à vida do homem trabalhador orientando-o na natureza, na cultura e na sociedade, o labor tecnológico se reduz à produção e manutenção das maquinarias que fornecem os artifícios”. E mesmo no que diz respeito ao lazer afirma: “à diferença do prazer que eleva, refina ou enobrece a vida humana, se reduz ao consumo indefinido de produtos tecnológicos, ficando cada vez mais dissociado de qualquer preocupação com a excelência da vida pessoal”.
A abordagem da tecnologia de Borgmann, explicada por Cupani, tem sua consequência fenomenológica
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Q3525092 Filosofia
Marilena Chauí, em Boas-vindas à filosofia, apresenta a noção de atividade filosófica como constituída de três tipos de atividades: análise, reflexão e crítica. Para a filósofa, “Essas três atividades (…) estão orientadas pela elaboração de ideias sistemáticas e demonstradas sobre a realidade e os seres humanos”.
Na caracterização de atividade filosófica, Chauí define “crítica” como
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Q3525093 Filosofia
Na obra Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins abordam a filosofia de Michel Foucault, afirmando que “A extensão progressiva de dispositivos disciplinares ao longo daqueles séculos e sua multiplicação no corpo social configuram o que se chama ‘sociedade disciplinar’”. Para as autoras, “(…) de acordo com uma ‘microfísica do poder’, Foucault identifica que o poder não se exerce de um ponto central como qualquer instância do Estado, mas se encontra disseminado em uma rede de instituições disciplinares”.
Os dois conceitos apresentados em Foucault investigam
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Q3525094 Filosofia
No artigo “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques”, Alberto Cupani analisa a proposta de Andrew Feenberg. Conforme explica o autor, “Trata-se de um enfoque que prolonga as análises da Escola de Frankfurt (em particular, Marcuse), aspirando a ‘reconstruir a ideia de socialismo com base numa radical filosofia da tecnologia’”.
No texto, Cupani destaca que o elemento criticado por Feenberg em sua crítica à tecnologia é a
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Q3525095 Filosofia
José Augusto Guilhon Albuquerque, no texto “Montesquieu: sociedade e poder”, escreve: “Com o conceito de lei, Montesquieu traz a política para fora do campo da teologia e da crônica, e a insere num campo propriamente teórico. (…) As instituições políticas são regidas por leis que derivam das relações políticas. As leis que regem as instituições políticas, para Montesquieu, são relações entre as diversas classes em que se divide a população, as formas de organização econômica, as formas de distribuição do poder etc. Mas o objeto de Montesquieu não são as leis que regem as relações entre os homens em geral, mas as leis positivas”.
O segundo tipo de lei mencionada, segundo Montesquieu, tem como característica ser
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Q3525096 Filosofia
Madalena da Silva, Joel Cezar Bonin e Ramón Garrote, no artigo “Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no Ensino Médio: o que dizem as pesquisas?”, apresentam a seguinte caracterização: “A cultura digital refere-se às práticas, hábitos e valores que emergem da interação humana com as tecnologias digitais, como a internet, as redes sociais, os aplicativos móveis, entre outros. No currículo da educação básica, é necessário trabalhar elementos da cultura digital para que os estudantes possam exercer a cidadania digital de forma crítica e reflexiva”.
No excerto, os autores entendem o exercício da cidadania digital como a
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Q3525097 Filosofia
Em Ética a Nicômaco, Aristóteles ressalta que “(…) nenhuma das virtudes morais surge em nós por natureza (…). Diga-se, antes, que somos adaptados por natureza a recebê-las e nos tornamos perfeitos pelo hábito”.
À luz da teoria ética mencionada, a virtude é obtida por meio
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Respostas
21: B
22: D
23: C
24: A
25: D
26: E
27: B
28: A
29: B
30: D
31: C
32: E
33: C
34: A
35: D
36: B
37: E
38: C
39: D
40: A