Questões de Concurso Público SEDUC-SP 2025 para Professor de Educação Básica II - Filosofia - QM 2018

Foram encontradas 60 questões

Q3523472 Filosofia
A tentativa dos primeiros filósofos da escola jônica, também conhecidos como físicos, foi buscar uma explicação do mundo natural, o que constitui o assim chamado naturalismo da escola. A chave da explicação do mundo da experiência estaria, então, para esses pensadores, no próprio mundo, e não fora dele, em alguma realidade misteriosa e inacessível. O mundo se abre, assim, ao conhecimento, à possibilidade total de explicação (ao menos em princípio), à ciência. (Marcondes, 2010. Adaptado)
Segundo Danilo Marcondes, para os filósofos jônicos, seria necessário
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Q3523473 Filosofia
Conta a lenda que o primeiro filósofo, Tales de Mileto, se interessava pelo estudo das estrelas e que um dia, olhando para o céu, tropeçou numa pedra, caindo numa vala. Uma serviçal que o acompanhava exclamou: “Como pretendes, ó Tales, tu, que não consegues sequer ver o que está à tua frente, conhecer tudo sobre o céu?”. (Chaui, 2010)
Em uma perspectiva contemporânea, essa anedota poderia ser interpretada como uma concepção de filosofia que
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Q3523474 Filosofia
“Cada indivíduo julga corretamente o que conhece, sendo disso um bom juiz. Para que possa, portanto, julgar um assunto particular, é preciso que o indivíduo tenha sido educado nesse sentido; para ser um bom juiz, em geral, é necessário que tenha recebido uma educação completa. Sendo assim, o jovem não está apto para o aprendizado da política, porque carece de experiência de vida, que é o que supre o objeto de estudo e as teorias; além do que ele é conduzido por suas paixões. E não importa se é jovem na idade ou é uma questão de imaturidade. A lacuna não tem cunho cronológico; o problema é que sua vida e as várias metas desta são norteadas pela paixão, pois para tais indivíduos o conhecimento, como para aqueles destituídos de autocontrole, é inútil. Entretanto, para aqueles que guiam seus desejos e ações pela razão, o conhecimento dessas matérias poderá ser sumamente valioso”. (Aristóteles, 2001, 1095a1. Adaptado)
Para Aristóteles, cabe afirmar que
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Q3523475 Filosofia
Na escola Jônica ou de Mileto, os dois principais seguidores de Tales, Anaxímenes e Anaximandro, não aceitaram a ideia do mestre de que a água seria o elemento primordial, postulando outros elementos, respectivamente, o ar e o apeiron, como tendo esta função (Marcondes, 2010. Adaptado).
Tal mudança de concepção sobre qual poderia ser o elemento primordial da realidade observável pode ser tomado como sinal de que nessa escola filosófica
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Q3523476 Filosofia
Aristóteles adota uma concepção de realidade segundo a qual o que existe é a substância individual, que podemos considerar aqui como o indivíduo material concreto. Este seria o constituinte último da realidade, o que evitaria o paradoxo da relação, ou da regressão infinita, enfrentado pela ontologia platônica (Marcondes, 2010. Adaptado).
O paradoxo da relação surge porque Platão
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Q3523477 Filosofia
A religião cristã, embora originária do judaísmo, surge e se desenvolve no contexto do helenismo, e é precisamente da síntese entre o judaísmo, o cristianismo e a cultura grega que se origina a tradição cultural ocidental. A questão que podemos levantar a esse propósito é: como se justifica a relação entre o cristianismo, que por sua origem revelada é uma religião, e a filosofia grega que, em seu próprio surgimento, já pretendia romper com o pensamento mítico-religioso? Além disso, teólogos como Taciano (séc. II), Tertuliano (155-222) e Lactâncio (240-320) advertem que a filosofia grega é pagã e, portanto, alheia à mensagem cristã e que seus métodos e discussões podem ser perniciosos, embora teólogos posteriores tenham procurado compatibilizar verdades reveladas com verdades justificadas racionalmente (Marcondes, 2010. Adaptado).
Segundo o texto, a relação entre filosofia e religião cristã é sobretudo
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Q3523478 História
“Paralelamente às elaborações teóricas que justificavam a teocracia, a sociedade medieval transformava-se, gerando anseios de laicização, isto é, de assumir uma orientação não religiosa, o que se deveu a vários acontecimentos de ruptura, tais como o renascimento das cidades e do comércio e as expressões anticlericais das heresias. Para combater as heresias, a partir do século XII, a Igreja criou a Inquisição (ou Santo Ofício)” (Aranha e Martins, 2009).
A ação da igreja católica no fim da idade média caracterizava-se por
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Q3523479 Filosofia
Guilherme de Ockham (c.1300-50) foi talvez o filósofo mais influente do séc. XIV e teve inúmeros seguidores, assim como adversários, nesse período devido a suas posições originais e, sob certos aspectos, revolucionárias. A influência de Ockham está relacionada, sobretudo, à sua obra lógica e metafísica, na qual assume uma posição nominalista frente à célebre questão dos universais, uma discussão que percorreu praticamente toda a filosofia medieval, constituindo-se em uma das questões mais centrais da ontologia na tradição filosófica (Marcondes, 2010. Adaptado).
A questão filosófica mencionada no excerto diz respeito à natureza
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Q3523480 Filosofia
“Para Maquiavel, a moral política distingue-se da moral privada, uma vez que a ação política deve ser julgada a partir das circunstâncias vividas e tendo em vista os resultados alcançados na busca do bem comum. Com isso, Maquiavel distancia-se da política normativa dos gregos e medievais, porque não busca as normas que definem o bom regime, nem explicita quais devem ser as virtudes do bom governante” (Aranha e Martins, 2009).
Segundo as autoras, a teoria política de Maquiavel
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Q3523481 Filosofia
Assim como em Descartes, a filosofia de Francis Bacon caracteriza-se por uma ruptura bastante explícita em relação à tradição anterior, sobretudo a escolástica medieval de inspiração aristotélica. Tal como ocorreu em Descartes, a preocupação fundamental de Bacon foi com a formulação de um método que evitasse o erro e coloque o ser humano no caminho do conhecimento correto (Marcondes, 2010. Adaptado).
Um aspecto relevante do método proposto por Bacon diz respeito
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Q3523482 Filosofia
Podemos considerar o projeto filosófico de Descartes como uma defesa do novo modelo de ciência inaugurado por Copérnico, Kepler e Galileu contra a concepção escolástica em vigor na Idade Média. A defesa desse novo modelo depende da possibilidade de mostrar que a nova ciência se encontra no caminho certo, ao passo que a ciência antiga havia adotado concepções falsas e errôneas, como, por exemplo, o sistema geocêntrico de cosmo. No entanto, se, como diz Descartes no início do Discurso do método, o bom senso, isto é, a racionalidade, é natural ao ser humano, sendo compartilhada por todos, o que explica a possibilidade e a ocorrência do erro, do engano, da falsidade? (Marcondes, 2010. Adaptado).
Segundo Descartes, a causa do erro, do engano e da falsidade seria
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Q3523483 Filosofia
A frase, de inspiração aristotélica, que sintetiza a perspectiva dos filósofos empiristas clássicos, como John Locke, é formulada da seguinte forma: “Nada está no intelecto que não tenha passado antes pelos sentidos” (Marcondes, 2010. Adaptado).
A frase citada indica que
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Q3523484 Filosofia
O nexo causal entre tudo o que acontece é um pressuposto filosófico que remonta, pelo menos, aos filósofos pré-socráticos. Entretanto, David Hume questiona o princípio causal. De fato, no exemplo famoso, se observarmos o movimento das bolas de bilhar em uma mesa, tudo o que vemos é o impacto do taco sobre a primeira bola e, por sua vez, o impacto da primeira sobre a segunda (Marcondes, 2010. Adaptado).
Segundo o excerto, para Hume,
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Q3523485 Filosofia
“A matemática e a física são os dois conhecimentos teóricos da razão que devem determinar a priori o seu objeto, a primeira de uma maneira totalmente pura e a segunda, pelo menos, parcialmente pura, mas também por imperativo de outras formas de conhecimento que não as da razão” (Kant, 1999).
Segundo o excerto, o conhecimento da física
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Q3523486 Filosofia
Hobbes analisa a natureza humana em uma perspectiva mecanicista: o ser humano é como uma máquina que age sozinha, na linha da concepção mecanicista de mundo típica da física da época, cujo problema central consistia em entender a natureza dos corpos e de seus movimentos (Marcondes, 2010. Adaptado).
Como resultado de sua concepção mecanicista, para Hobbes
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Q3523487 Filosofia
Rousseau parece demonstrar extrema nostalgia do estado feliz em que viveria o “bom selvagem”, antes de ser introduzida a desigualdade, a diferenciação entre rico e pobre, poderoso e fraco, senhor e escravo e a predominância da lei do mais forte. O indivíduo que surge da desigualdade é corrompido pela sociedade e esmagado pela violência. Trata-se de um falso pacto social, esse que coloca as pessoas sob grilhões. Há que se considerar a possibilidade de outro contrato verdadeiro e legítimo, pelo qual o povo esteja reunido sob uma só vontade (Aranha e Martins, 2009. Adaptado).
Para Rousseau, a desigualdade entre os seres humanos decorre
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Q3523488 Filosofia
O século XVIII europeu é o período conhecido como Iluminismo, Século das Luzes, Ilustração ou Esclarecimento em contraposição ao então denominado período das trevas da idade média. Como as designações sugerem, trata-se do otimismo em reorganizar o mundo humano por meio das luzes da razão (Aranha e Martins, 2009. Adaptado).
Um pressuposto central do Iluminismo era
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Q3523489 Filosofia
A doutrina positivista, cujo principal representante foi o francês Augusto Comte (1798-1857), nasceu no ambiente cientificista, que se caracteriza pela valorização do conhecimento científico, que o próprio filósofo ajudou a exacerbar. Em sua obra Curso de filosofia positiva, propôs-se a examinar como ocorreu o desenvolvimento da inteligência humana desde os primórdios, a fim de dar as diretrizes de como seria melhor pensar a partir do progresso da ciência. Nessa obra, encontra-se a célebre Lei dos três estados (Aranha e Martins, 2009. Adaptado).
A Lei dos três estados estabelece que
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Q3523490 Filosofia
Hegel introduz em sua filosofia uma noção nova, a de que a razão é histórica, ou seja, a verdade é construída no tempo. Partindo da noção kantiana de que a consciência (ou o sujeito) interfere ativamente na construção da realidade, propõe o que se chama filosofia do devir, do ser como processo, como movimento, como vir-a-ser. Desse ponto de vista, o ser está em constante transformação, donde surge a necessidade de fundar uma nova lógica (Aranha e Martins, 2009).
Considerando teses centrais do pensamento de Hegel, cabe afirmar que, para ele,
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Q3523491 Filosofia
O marxismo procura explicar a realidade a partir da estrutura material de uma determinada sociedade. A questão central da análise de Marx passa a ser o trabalho, questão, aliás, praticamente ausente da análise dos filósofos desde a Antiguidade. O trabalho é uma relação invariante entre a espécie humana e seu ambiente natural, uma perpétua necessidade natural da vida humana (Marcondes, 2010).
Segundo a perspectiva teórica mencionada
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Respostas
21: D
22: A
23: C
24: C
25: E
26: D
27: B
28: C
29: A
30: E
31: B
32: D
33: D
34: B
35: C
36: A
37: A
38: E
39: A
40: A