Questões de Concurso Público Prefeitura de Jundiaí - SP 2025 para Professor II - Português
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Se o Sacro ardor, que ferve no meu peito,
Não me deixa enganar, vereis que um dia
(Vivendo esse impostor) por seu respeito
Se encherá de Emboabas a Bahia.
Pagaram os Tupis o insano feito,
E vereis entre a bélica porfia
Tomar-lhe esses estranhos, já vizinhos,
Escravas as mulheres c’os filhinhos.
Vereis as nossas Gentes desterradas
Entre os tigres viver no sertão fundo.
Cativa a plebe, as tabas arrombadas,
Levando para além do mar profundo
Nossos filhos, e filhas desgraçadas;
Ou, quando as deixem cá no nosso mundo,
Poderemos sofrer, Paiaiás bravos,
Ver filhos, pais e mães feitos escravos?
(Frei José de Santa Rita Durão, Caramuru. Em: Antonio Candido.
Formação da Literatura Brasileira (volume único), 2000)
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Se o Sacro ardor, que ferve no meu peito,
Não me deixa enganar, vereis que um dia
(Vivendo esse impostor) por seu respeito
Se encherá de Emboabas a Bahia.
Pagaram os Tupis o insano feito,
E vereis entre a bélica porfia
Tomar-lhe esses estranhos, já vizinhos,
Escravas as mulheres c’os filhinhos.
Vereis as nossas Gentes desterradas
Entre os tigres viver no sertão fundo.
Cativa a plebe, as tabas arrombadas,
Levando para além do mar profundo
Nossos filhos, e filhas desgraçadas;
Ou, quando as deixem cá no nosso mundo,
Poderemos sofrer, Paiaiás bravos,
Ver filhos, pais e mães feitos escravos?
(Frei José de Santa Rita Durão, Caramuru. Em: Antonio Candido.
Formação da Literatura Brasileira (volume único), 2000)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A proeza do caçador contra o curupira
Lá no coração da floresta amazônica, os velhos do povo Tukano contam a história de um caçador que saiu para caçar porque sua família estava com muita fome e não tinha nada para comer.
O caçador saiu bem cedinho e andou o dia inteiro e só havia matado um único macaco. Mas era tão pequeno que não seria suficiente para alimentar sua família.
O dia foi passando bem rapidinho e quando o caçador se deu conta já estava anoitecendo. Ele ficou aflito, pois sabia que passar a noite na mata é sempre muito perigoso. Além dos animais noturnos, há os espíritos da floresta que habitam o lugar. Ficou especialmente com medo do espírito protetor dos animais: o curupira.
Ele já havia ouvido falar demais desse espírito que, segundo os velhos, enlouquecem os caçadores desavisados que teimam pernoitar no mato.
A noite já havia caído por completo e nada mais ele podia fazer para encontrar o caminho de volta. De repente ouve um farfalhar de folhas secas e uma batida: tum, tum, tum. Era a bati da do curupira. Na aldeia diziam que ele fazia isso para verificar quais as árvores estariam abaladas pelo vento ou pela idade já que seu trabalho é zelar pela segurança de toda a natureza.
O som da batida estava bem próximo do caçador. Um vulto se aproximou da árvore em que ele estava e sentou-se na raiz. Como estava muito escuro o curupira não conseguia vê-lo nem mesmo usando sua vasta cabeleira cor de fogo.
(Daniel Munduruku. Contos Indígenas Brasileiros, 2021. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A proeza do caçador contra o curupira
Lá no coração da floresta amazônica, os velhos do povo Tukano contam a história de um caçador que saiu para caçar porque sua família estava com muita fome e não tinha nada para comer.
O caçador saiu bem cedinho e andou o dia inteiro e só havia matado um único macaco. Mas era tão pequeno que não seria suficiente para alimentar sua família.
O dia foi passando bem rapidinho e quando o caçador se deu conta já estava anoitecendo. Ele ficou aflito, pois sabia que passar a noite na mata é sempre muito perigoso. Além dos animais noturnos, há os espíritos da floresta que habitam o lugar. Ficou especialmente com medo do espírito protetor dos animais: o curupira.
Ele já havia ouvido falar demais desse espírito que, segundo os velhos, enlouquecem os caçadores desavisados que teimam pernoitar no mato.
A noite já havia caído por completo e nada mais ele podia fazer para encontrar o caminho de volta. De repente ouve um farfalhar de folhas secas e uma batida: tum, tum, tum. Era a bati da do curupira. Na aldeia diziam que ele fazia isso para verificar quais as árvores estariam abaladas pelo vento ou pela idade já que seu trabalho é zelar pela segurança de toda a natureza.
O som da batida estava bem próximo do caçador. Um vulto se aproximou da árvore em que ele estava e sentou-se na raiz. Como estava muito escuro o curupira não conseguia vê-lo nem mesmo usando sua vasta cabeleira cor de fogo.
(Daniel Munduruku. Contos Indígenas Brasileiros, 2021. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A proeza do caçador contra o curupira
Lá no coração da floresta amazônica, os velhos do povo Tukano contam a história de um caçador que saiu para caçar porque sua família estava com muita fome e não tinha nada para comer.
O caçador saiu bem cedinho e andou o dia inteiro e só havia matado um único macaco. Mas era tão pequeno que não seria suficiente para alimentar sua família.
O dia foi passando bem rapidinho e quando o caçador se deu conta já estava anoitecendo. Ele ficou aflito, pois sabia que passar a noite na mata é sempre muito perigoso. Além dos animais noturnos, há os espíritos da floresta que habitam o lugar. Ficou especialmente com medo do espírito protetor dos animais: o curupira.
Ele já havia ouvido falar demais desse espírito que, segundo os velhos, enlouquecem os caçadores desavisados que teimam pernoitar no mato.
A noite já havia caído por completo e nada mais ele podia fazer para encontrar o caminho de volta. De repente ouve um farfalhar de folhas secas e uma batida: tum, tum, tum. Era a bati da do curupira. Na aldeia diziam que ele fazia isso para verificar quais as árvores estariam abaladas pelo vento ou pela idade já que seu trabalho é zelar pela segurança de toda a natureza.
O som da batida estava bem próximo do caçador. Um vulto se aproximou da árvore em que ele estava e sentou-se na raiz. Como estava muito escuro o curupira não conseguia vê-lo nem mesmo usando sua vasta cabeleira cor de fogo.
(Daniel Munduruku. Contos Indígenas Brasileiros, 2021. Adaptado)
Considere as passagens do texto:
• “O caçador saiu bem cedinho e andou o dia inteiro e só havia matado um único macaco.” (2o parágrafo)
• “Além dos animais noturnos, há os espíritos da floresta que habitam o lugar.” (3o parágrafo)
• “… segundo os velhos, enlouquecem os caçadores desavisados que teimam pernoitar no mato.” (4o parágrafo)
• “Como estava muito escuro o curupira não conseguia vê-lo…” (6o parágrafo)
No contexto em que estão empregados e em conformidade com a norma-padrão, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por
Leia os versos de Cecília Meireles para responder à questão.
Quando meu rosto contemplo,
o espelho se despedaça:
por ver como passa o tempo
e o meu desgosto não passa.
Amargo campo da vida,
quem te semeou com dureza,
que os que não se matam de ira
morrem de pura tristeza?
(Cecília Meireles. Canções.
Em: Alfredo Bosi, História concisa da Literatura Brasileira, 1997)
Leia os versos de Cecília Meireles para responder à questão.
Quando meu rosto contemplo,
o espelho se despedaça:
por ver como passa o tempo
e o meu desgosto não passa.
Amargo campo da vida,
quem te semeou com dureza,
que os que não se matam de ira
morrem de pura tristeza?
(Cecília Meireles. Canções.
Em: Alfredo Bosi, História concisa da Literatura Brasileira, 1997)
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Indiscutivelmente, o mais significativo da obra reside no idílio entre a campônia e ingênua Joaninha e o inglesado e conflitivo Carlos. Nele, percebe-se a projeção confessional da própria vida interior de Garrett: Carlos é talvez o mais autêntico de seus alter egos. Em Joaninha e no cenário natural que serve de palco aos acontecimentos, circula o ar de melancólico saudosismo que já vimos na Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro. Situa-se precisamente aqui – neste sopro de pureza e inocência, de alada fantasia a envolver a história duma jovem que perece de amor, pois ama um homem tolhido noutras malhas sentimentais –, o mais tocante desse episódio emocional.
(Massaud Moisés. A Literatura Portuguesa, 1997)
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Indiscutivelmente, o mais significativo da obra reside no idílio entre a campônia e ingênua Joaninha e o inglesado e conflitivo Carlos. Nele, percebe-se a projeção confessional da própria vida interior de Garrett: Carlos é talvez o mais autêntico de seus alter egos. Em Joaninha e no cenário natural que serve de palco aos acontecimentos, circula o ar de melancólico saudosismo que já vimos na Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro. Situa-se precisamente aqui – neste sopro de pureza e inocência, de alada fantasia a envolver a história duma jovem que perece de amor, pois ama um homem tolhido noutras malhas sentimentais –, o mais tocante desse episódio emocional.
(Massaud Moisés. A Literatura Portuguesa, 1997)