Questões de Concurso Público Prefeitura de Jundiaí - SP 2025 para Professor II - Português

Questões Discursivas

Foram encontradas 50 questões

Q4202245 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



Se o Sacro ardor, que ferve no meu peito,

Não me deixa enganar, vereis que um dia

(Vivendo esse impostor) por seu respeito

Se encherá de Emboabas a Bahia.

Pagaram os Tupis o insano feito,

E vereis entre a bélica porfia

Tomar-lhe esses estranhos, já vizinhos,

Escravas as mulheres c’os filhinhos.


Vereis as nossas Gentes desterradas

Entre os tigres viver no sertão fundo.

Cativa a plebe, as tabas arrombadas,

Levando para além do mar profundo

Nossos filhos, e filhas desgraçadas;

Ou, quando as deixem cá no nosso mundo,

Poderemos sofrer, Paiaiás bravos,

Ver filhos, pais e mães feitos escravos?



(Frei José de Santa Rita Durão, Caramuru. Em: Antonio Candido.

Formação da Literatura Brasileira (volume único), 2000)

De acordo com Celso Cunha e Lindley Cintra (2001), no verso “Pagaram os Tupis o insano feito”, identifica-se uma inversão de natureza
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Q4202246 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



Se o Sacro ardor, que ferve no meu peito,

Não me deixa enganar, vereis que um dia

(Vivendo esse impostor) por seu respeito

Se encherá de Emboabas a Bahia.

Pagaram os Tupis o insano feito,

E vereis entre a bélica porfia

Tomar-lhe esses estranhos, já vizinhos,

Escravas as mulheres c’os filhinhos.


Vereis as nossas Gentes desterradas

Entre os tigres viver no sertão fundo.

Cativa a plebe, as tabas arrombadas,

Levando para além do mar profundo

Nossos filhos, e filhas desgraçadas;

Ou, quando as deixem cá no nosso mundo,

Poderemos sofrer, Paiaiás bravos,

Ver filhos, pais e mães feitos escravos?



(Frei José de Santa Rita Durão, Caramuru. Em: Antonio Candido.

Formação da Literatura Brasileira (volume único), 2000)

Com base em Celso Cunha e Lindley Cintra (2001), nos versos “Tomar-lhe esses estranhos, já vizinhos, / Escravas as mulheres c’os filhinhos.”, os sintagmas “Escravas” e “as mulheres c’os filhinhos” são classificados, correta e respectivamente, como:
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Q4202247 Linguística
De acordo com Luiz Antônio Marcuschi (Da Fala para a Escrita: atividades de retextualização, 2001), a primeira operação textual-discursiva na passagem do texto oral para o escrito corresponde à
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Q4202248 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A proeza do caçador contra o curupira


    Lá no coração da floresta amazônica, os velhos do povo Tukano contam a história de um caçador que saiu para caçar porque sua família estava com muita fome e não tinha nada para comer.


    O caçador saiu bem cedinho e andou o dia inteiro e só havia matado um único macaco. Mas era tão pequeno que não seria suficiente para alimentar sua família.


    O dia foi passando bem rapidinho e quando o caçador se deu conta já estava anoitecendo. Ele ficou aflito, pois sabia que passar a noite na mata é sempre muito perigoso. Além dos animais noturnos, há os espíritos da floresta que habitam o lugar. Ficou especialmente com medo do espírito protetor dos animais: o curupira.


    Ele já havia ouvido falar demais desse espírito que, segundo os velhos, enlouquecem os caçadores desavisados que teimam pernoitar no mato.


    A noite já havia caído por completo e nada mais ele podia fazer para encontrar o caminho de volta. De repente ouve um farfalhar de folhas secas e uma batida: tum, tum, tum. Era a bati da do curupira. Na aldeia diziam que ele fazia isso para verificar quais as árvores estariam abaladas pelo vento ou pela idade já que seu trabalho é zelar pela segurança de toda a natureza.


    O som da batida estava bem próximo do caçador. Um vulto se aproximou da árvore em que ele estava e sentou-se na raiz. Como estava muito escuro o curupira não conseguia vê-lo nem mesmo usando sua vasta cabeleira cor de fogo.


(Daniel Munduruku. Contos Indígenas Brasileiros, 2021. Adaptado)

Tendo como referência Ângela Kleiman (Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura, 2004), a tipologia textual predominante no texto é a
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Q4202249 Literatura

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A proeza do caçador contra o curupira


    Lá no coração da floresta amazônica, os velhos do povo Tukano contam a história de um caçador que saiu para caçar porque sua família estava com muita fome e não tinha nada para comer.


    O caçador saiu bem cedinho e andou o dia inteiro e só havia matado um único macaco. Mas era tão pequeno que não seria suficiente para alimentar sua família.


    O dia foi passando bem rapidinho e quando o caçador se deu conta já estava anoitecendo. Ele ficou aflito, pois sabia que passar a noite na mata é sempre muito perigoso. Além dos animais noturnos, há os espíritos da floresta que habitam o lugar. Ficou especialmente com medo do espírito protetor dos animais: o curupira.


    Ele já havia ouvido falar demais desse espírito que, segundo os velhos, enlouquecem os caçadores desavisados que teimam pernoitar no mato.


    A noite já havia caído por completo e nada mais ele podia fazer para encontrar o caminho de volta. De repente ouve um farfalhar de folhas secas e uma batida: tum, tum, tum. Era a bati da do curupira. Na aldeia diziam que ele fazia isso para verificar quais as árvores estariam abaladas pelo vento ou pela idade já que seu trabalho é zelar pela segurança de toda a natureza.


    O som da batida estava bem próximo do caçador. Um vulto se aproximou da árvore em que ele estava e sentou-se na raiz. Como estava muito escuro o curupira não conseguia vê-lo nem mesmo usando sua vasta cabeleira cor de fogo.


(Daniel Munduruku. Contos Indígenas Brasileiros, 2021. Adaptado)

De acordo com Dolz, Noverraz e Schneuwly (Gêneros orais e escritos na escola, 2004), o gênero textual a que pertence o texto de Daniel Munduruku circula no domínio social de comunicação da cultura literária ficcional, estando a sua capacidade de linguagem dominante relacionada a
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Q4202250 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A proeza do caçador contra o curupira


    Lá no coração da floresta amazônica, os velhos do povo Tukano contam a história de um caçador que saiu para caçar porque sua família estava com muita fome e não tinha nada para comer.


    O caçador saiu bem cedinho e andou o dia inteiro e só havia matado um único macaco. Mas era tão pequeno que não seria suficiente para alimentar sua família.


    O dia foi passando bem rapidinho e quando o caçador se deu conta já estava anoitecendo. Ele ficou aflito, pois sabia que passar a noite na mata é sempre muito perigoso. Além dos animais noturnos, há os espíritos da floresta que habitam o lugar. Ficou especialmente com medo do espírito protetor dos animais: o curupira.


    Ele já havia ouvido falar demais desse espírito que, segundo os velhos, enlouquecem os caçadores desavisados que teimam pernoitar no mato.


    A noite já havia caído por completo e nada mais ele podia fazer para encontrar o caminho de volta. De repente ouve um farfalhar de folhas secas e uma batida: tum, tum, tum. Era a bati da do curupira. Na aldeia diziam que ele fazia isso para verificar quais as árvores estariam abaladas pelo vento ou pela idade já que seu trabalho é zelar pela segurança de toda a natureza.


    O som da batida estava bem próximo do caçador. Um vulto se aproximou da árvore em que ele estava e sentou-se na raiz. Como estava muito escuro o curupira não conseguia vê-lo nem mesmo usando sua vasta cabeleira cor de fogo.


(Daniel Munduruku. Contos Indígenas Brasileiros, 2021. Adaptado)

Considere as passagens do texto:


•   “O caçador saiu bem cedinho e andou o dia inteiro e só  havia matado um único macaco.” (2o parágrafo)


•  “Além dos animais noturnos, os espíritos da floresta que habitam o lugar.” (3o parágrafo)


•  “… segundo os velhos, enlouquecem os caçadores desavisados que teimam pernoitar no mato.” (4o parágrafo)


•  “Como estava muito escuro o curupira não conseguia vê-lo…” (6o parágrafo)


No contexto em que estão empregados e em conformidade com a norma-padrão, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por

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Q4202251 Literatura

Leia os versos de Cecília Meireles para responder à questão.



Quando meu rosto contemplo,

o espelho se despedaça:

por ver como passa o tempo

e o meu desgosto não passa.

Amargo campo da vida,

quem te semeou com dureza,

que os que não se matam de ira

morrem de pura tristeza?



(Cecília Meireles. Canções.

Em: Alfredo Bosi, História concisa da Literatura Brasileira, 1997)

Em relação aos versos de Cecília Meireles, Alfredo Bosi explica que eles se alinham ao chamado
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Q4202252 Português

Leia os versos de Cecília Meireles para responder à questão.



Quando meu rosto contemplo,

o espelho se despedaça:

por ver como passa o tempo

e o meu desgosto não passa.

Amargo campo da vida,

quem te semeou com dureza,

que os que não se matam de ira

morrem de pura tristeza?



(Cecília Meireles. Canções.

Em: Alfredo Bosi, História concisa da Literatura Brasileira, 1997)

Nos versos “que os que não se matam de ira / morrem de pura tristeza?”, os termos destacados expressam, correta e respectivamente, os sentidos
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Q4202253 Literatura

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Indiscutivelmente, o mais significativo da obra reside no idílio entre a campônia e ingênua Joaninha e o inglesado e conflitivo Carlos. Nele, percebe-se a projeção confessional da própria vida interior de Garrett: Carlos é talvez o mais autêntico de seus alter egos. Em Joaninha e no cenário natural que serve de palco aos acontecimentos, circula o ar de melancólico saudosismo que já vimos na Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro. Situa-se precisamente aqui – neste sopro de pureza e inocência, de alada fantasia a envolver a história duma jovem que perece de amor, pois ama um homem tolhido noutras malhas sentimentais –, o mais tocante desse episódio emocional.


(Massaud Moisés. A Literatura Portuguesa, 1997) 

A obra de Garrett referida no texto é:
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Q4202254 Linguística

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Indiscutivelmente, o mais significativo da obra reside no idílio entre a campônia e ingênua Joaninha e o inglesado e conflitivo Carlos. Nele, percebe-se a projeção confessional da própria vida interior de Garrett: Carlos é talvez o mais autêntico de seus alter egos. Em Joaninha e no cenário natural que serve de palco aos acontecimentos, circula o ar de melancólico saudosismo que já vimos na Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro. Situa-se precisamente aqui – neste sopro de pureza e inocência, de alada fantasia a envolver a história duma jovem que perece de amor, pois ama um homem tolhido noutras malhas sentimentais –, o mais tocante desse episódio emocional.


(Massaud Moisés. A Literatura Portuguesa, 1997) 

Com base em Rodolfo Ilari (Introdução à Semântica: brincando com a gramática. 2001), o termo do texto que funciona como operador modal, cujo sentido é de afirmação, está corretamente destacado em:
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Respostas
21: B
22: D
23: A
24: E
25: B
26: D
27: C
28: B
29: E
30: A