Questões de Concurso Público Prefeitura de Nova Candelária - RS 2018 para Professor de Ensino Fundamental - Séries Iniciais
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Leia as afirmações sobre o texto:
I. A reflexão proposta pelo autor contempla repensar o ensino, de modo que se reconsiderem o propósito de ensinar e o professor como agente profissional desse processo.
II. Para justificar que a classificação de um ato como “ensino” não é possível com base em uma simples descrição de um conjunto de procedimentos, o autor exemplifica que “declamar uma poesia” não ensina nada a alguém e que é uma atividade que corresponde mais ao “doutrinar” do que ao “ensinar”.
III.O conceito de ensino implica “o respeito à integridade intelectual e ao juízo independente do aluno a quem se ensinou” (linhas 29 e 30).
De acordo com as ideias do texto:
Use as letras C e E para indicar se as acepções a respeito do texto estão certas ou erradas. Após, marque a alternativa que contém a sequência das letras, de cima para baixo.
( ) O texto, por discorrer sobre o conceito de ensino, abordando a diferença entre “ensinar” e “doutrinar”, pertence à tipologia descritiva.
( ) “Desenvolvimento Psíquico” (linhas 3 e 4) e “protagonismo de jovens e crianças” (linha 4) estão para a aprendizagem do aluno, assim como “facilitador da aprendizagem” e “mediador do conhecimento’ (linha 6) estão para o professor.
( ) As ideias defendidas no quarto parágrafo correspondem ao conceito de ensinar descrito no último período do quinto parágrafo.
( ) Fazer com que um gesto, uma palavra, uma observação crítica se traduzam como um ato de ensino está associado ao propósito de produzir a aprendizagem e ao contexto em que ocorre.
( ) O uso do termo parodoxalmente (linha 1) denota a contradição entre ensinar, doutrinar ou treinar.
Piaget define a aprendizagem humana como a construção de estruturas de assimilação, ou seja, aprender é construir estruturas de assimilação. Em outras palavras, aprende-se porque se age para conseguir algo e, em um segundo momento, para se apropriar dos mecanismos dessa ação primeira. Aprende-se porque se age e não porque se ensina. Isso significa que:
I. O ensino não pode ser visto como a fonte da aprendizagem.
II. A fonte da aprendizagem é a ação do sujeito para conseguir aprender.
De acordo com a proposição acima:
A educação, ao longo de toda a vida, baseia-se em 4 pilares: aprender a conhecer, a fazer, a viver juntos e a aprender a ser. Por isso, a educação é uma construção contínua da pessoa humana, de seu saber e de suas aptidões, mas também da sua capacidade de discernir e agir.
Diante dessa colocação, podemos afirmar que a educação, baseada nos 4 pilares recomendados pela UNESCO, é uma educação que corresponde corretamente ao item da alternativa:
“O mundo não é. O mundo está sendo. Como subjetividade curiosa, interferidora na objetividade com que dialeticamente me relaciono, meu papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre, mas também o de que intervém como sujeito de ocorrências.” (Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, pag. 74)
Essa afirmação, para os educadores, corresponde ao significado corretamente descrito na alternativa:
A educação do futuro deverá ser o ensino primeiro e universal, centrado na condição humana. Estamos na era planetária, uma aventura comum conduz os seres humanos onde quer que se encontrem. Estes devem reconhecer-se em sua humanidade comum e, ao mesmo tempo, reconhecer a diversidade cultural inerente a tudo que é humano. Conforme a citação de Morin (2011), são condições para ensinar:
I. Conhecer o ser humano, situá-lo no universo e não separá-lo dele.
II. Questionar nossa posição no mundo.
III. Perceber que é impossível um ensino centrado na condição humana.
IV. Perceber que as ciências humanas estão fragmentadas e compartimentadas.
V. Perceber que o novo saber não precisa ser religado aos demais.
Está (estão) correto(s):
Vasconcellos fala sobre planejamento e, nesse sentido, diz que: “Há, então, esta questão mais elementar hoje colocada, que é a valorização do planejamento, o estar mobilizado para fazê-lo, entendê-lo realmente como uma necessidade. Trata-se de um problema filosófico-axiológico, de posicionamento valorativo, de ver sentido, acreditar. O planejamento é político, é hora de tomada de decisões, de resgate dos princípios que embasam a prática pedagógica.
Mas para chegar a isso, é preciso atribuir-lhe valor, acreditar nele, sentir que planejar faz sentido, que é preciso.”
Para a efetivação disso, é preciso considerar as afirmativas abaixo:
I. Acreditar que o planejamento é uma necessidade do professor
II. Entender que são as ações que mudam a realidade.
III. Compreender que o professor, norteado pelo planejamento, age sobre si mesmo e sobre as condições reais de existência.
IV. Pensar que não é preciso direcionar a nossa ação pedagógica,
Está (estão) correta(s):
a) Planejar a ação docente de uma maneira suficientemente flexível, para permitir a adaptação às necessidades dos alunos em todo o processo de ensino aprendizagem.
b) Contar com as contribuições e conhecimentos dos alunos, tanto no início das atividades como durante sua realização.
c) Ajudar os alunos a encontrar sentido no que estão fazendo, para que conheçam o que têm que fazer, sintam que podem fazê-lo e que é interessante fazê-lo.
d) Oferecer ajudas adequadas no processo de construção do aluno, para os progressos que experimenta e para enfrentar os obstáculos com os quais se depara.
Diante disso, assinale a alternativa correta.
A aprendizagem escolar é uma atividade planejada, intencional e dirigida, e não algo casual e espontâneo. Aprendizagem e ensino formam uma unidade, mas não são atividades que se confundem uma com a outra. A atividade cognoscitiva do aluno é a base e o fundamento do ensino, e este dá a direção e perspectiva àquela atividade por meio dos conteúdos, problemas, métodos, procedimentos organizados pelo professor em situações didáticas específicas.
Considerando o disposto acima, analise as afirmações a seguir, indicando-as como certas (C) ou erradas (E). Após, marque a alternativa que apresenta a sequência correta das letras, de cima para baixo.
( ) Todo conhecimento se baseia nos dados da realidade, que são o seu conteúdo, mas a apreensão dos dados da realidade requer ações mentais.
( ) A ideia de progressividade no desenvolvimento escolar não se aplica à organização das aulas.
( ) Na aprendizagem escolar há influência de fatores afetivos e sociais.
Considere as afirmações I e II acerca da proposição abaixo:
Sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais, a Câmara de Educação Básica (CEB), do CNE, explicita no Parecer 05/97 a importância atribuída às escolas dos sistemas do ensino brasileiro, a partir de suas próprias propostas pedagógicas, na definição de seus calendários e formas de funcionamento e, por consequência, nos seus regimentos escolares, tal como está disposto na LDB, atrs. 23 a 28. Cabe à CEB do CNE exercer a função deliberativa.
I. Os PCNs não propõem um norteamento educacional às escolas brasileiras, a fim de garantir que, respeitadas as diversidades culturais, regionais, étnicas, religiosas e políticas, que atravessam uma sociedade múltipla, estratificada e complexa, a educação possa atuar, decisivamente, no processo de construção da cidadania, tendo como meta o ideal de uma crescente igualdade de direitos entre os cidadãos, baseados nos princípios democráticos.
II. As propostas pedagógicas e os regimentos escolares das unidades escolares devem observar as Diretrizes Curriculares Nacionais e os demais dispositivos gerais.
Confirma(m) a proposição dada:
O processo de popularização da língua escrita originou a preocupação com o “como alfabetizar”. Desde então, a busca pelo melhor método de alfabetização é uma constante. No que diz respeito aos métodos de alfabetização sintético e analítico (Moll, p. 60), pode-se afirmar que:
1) O método de marcha sintética é o mais antigo; usado na Grécia e Roma Antiga tem mais de 2.000 anos. Parte do elemento para o todo, isto é, da letra para a sílaba e da sílaba para a palavra; propõe partir dos elementos mais simples para chegar aos mais complexos.
2) Pelo método sintético, no processo fônico, a fase inicial da aprendizagem concentra-se no reconhecimento das sílabas prontas, assim como há uma maior preocupação em dar ênfase à articulação das consoantes com as vogais.
3) Os métodos sintéticos conduzem a uma decodificação automática, que pode provocar o desinteresse da criança pela leitura e o consequentemente afastamento da realidade social.
4) Os métodos sintéticos têm como pressuposto o conceito de que, para ensinar a ler, é preciso partir de unidades significativas da língua: palavras, sentenças ou textos. Buscam uma alfabetização mais significativa; entretanto centram a atenção em estratégias visuais, cristalizando o processo de alfabetização em etapas e procedimentos que desconsideram o processo de aprendizagem do aluno.
5) Os métodos sintéticos se desdobram em processos de palavração, sentenciação e contos, assim como os analíticos se desdobram em processos como o alfabético, o silábico e o fônico.
Está (estão) correta(s):
Em uma situação de produção de escrita espontânea, uma aluna fez uma lista de animais conhecidos, conforme transcrito abaixo:
Caxorino (CACHORRINHO)
uso (URSO)
ra (RÃ)
pasarino (PASSARINHO)
Com relação à escrita das palavras acima, pode-se afirmar que a escrita da aluna corresponde ao nível descrito corretamente na alternativa:
O trabalho de orientação, localização e representação deve partir do espaço próximo para o distante, porém não de forma concêntrica, mas num cotejamento permanente entre essas duas instâncias. Diante disso, o ensino de Geografia precisa:
I. De um ponto de partida e de chegada que é a realidade.
II. Observar a realidade que não é uma mera identificação de elementos.
III. Entender que a localização e o mapeamento dos aspectos observados não encerram uma análise geográfica, mas que marcam seu início.
IV. Compreender que o mapa não traz mudança qualitativa na capacidade de o aluno pensar o espaço.
Assinale a alternativa correta:
Ensinar História requer um diálogo permanente com diferentes saberes, produzidos em diferentes níveis e espaços. Requer questionamento sobre a natureza, a origem e o lugar ocupado por esses diferentes saberes que norteiam e asseguram a prática em sala de aula. Para que isso aconteça, é necessário ao professor considerar:
a) Os saberes que intervêm no processo educativo são provenientes de diversas fontes.
b) O objetivo do ensino da História é reconstruir, explicar e compreender o seu objeto que é a história real.
c) Docentes e discentes são sujeitos da ação pedagógica.
d) É sempre um movimento permeado por contradições.
Assinale a alternativa correta
Diante dessa afirmação podemos chegar às seguintes conclusões:
A) Esse autoconceito não influi na maneira de se situar frente à aprendizagem.
B) As características das atividades propostas não são essenciais à aprendizagem.
C) A tarefa do professor consistirá em criar um ambiente motivador, que gere o autoconceito positivo dos alunos, a confiança em sua própria competência para enfrentar os desafios que se apresentam.
D) É assim, porque na aprendizagem intervêm numerosos aspectos do tipo afetivo e relacional, de maneira que o processo seguido e os resultados obtidos adquirem papel definitivo na construção do conceito de si mesmo.
Assinale a alternativa correta.
No planejamento das atividades, para que ocorra a construção do número pela criança, é importante que a professora considere os procedimentos descritos abaixo:
I. Proporcionar às crianças uma variedade de atividades lúdicas de classificação, seriação e inclusão.
II. Trabalhar com situações significativas para a criança, usando situações e representações diversas, propiciando a resolução de problemas.
III. Considerar que ensinar a leitura, a escrita dos números e pequenos cálculos é a maneira correta de desenvolver o raciocínio lógico e o gosto pela matemática.
Está(estão) correto(s) o(s) procedimentos(s):
Atribua 100 pontos para cada afirmativa correta sobre a linguagem humana e sobre o ensino de Língua Portuguesa e de Literatura nos anos iniciais do Ensino Fundamental e 50 pontos para cada afirmativa incorreta. Após, assinale a alternativa que apresenta a soma de todos os pontos.
( ) Toda criança, independentemente de condições sócio-econômicas e culturais, desde que esteja exposta a um input linguístico, adquire a linguagem de forma natural e espontânea, percorrendo fases distintas do processo de aquisição da linguagem, que são comuns a todas as crianças.
( ) Na proposta de ensino da Língua Portuguesa, a leitura deve ocupar um papel de grande relevância, visto que as atividades de leitura, desde as primeiras etapas escolares, apontam para o desenvolvimento de competências linguísticas que contribuem de forma decisiva para a formação integral da pessoa, atuando como fonte de informação, aquisição de cultura e conhecimento e, ainda, como fonte de lazer e entretenimento.
( ) A dislexia é um distúrbio específico da linguagem ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, resultante de um processo de má alfabetização, da desatenção costumeira em aula por parte de alguns alunos, da desmotivação, das condições sócio-econômicas da criança ou de sua baixa inteligência.
( ) Ao propor um trabalho com texto, o professor deve priorizar atividades de leitura, análise e interpretação textual, incluindo questões que abordem o gênero do texto, localizações espaciais e temporais, (quando o texto assim o permitir), o vocabulário e implícitos importantes. Pode também orientar o trabalho para produção textual, incluindo construção de frases, parágrafos, paráfrases, resumos, entre outros.
( ) Nos anos iniciais do Ensino Fundamental é importante que o aluno inicie o estudo da gramática normativa, com abordagens precisas e conceituais acerca da Morfologia e da Sintaxe, com atividades e questões específicas para atender a essa finalidade, dissociadas do trabalho com textos.
( ) Ao trabalhar com uma obra de literatura infantil, cuja personagem seja usuária de uma variante linguística estigmatizada, como a que diz: “Arguém percisa trabaiá de sor a sor”, o professor deve propor atividades escritas na sequência, fazendo com que os alunos reescrevam as falas dessa personagem de acordo com a variante padrão e culta da linguagem. Não cabem, nesse caso, visto tratar-se de uma obra de ficção, as abordagens acerca da variação linguística e dos fatores extralinguísticos que incidem na produção da fala.
