Escolar de dez anos, masculino, chega ao consultório do pediatra, encaminhado pela escola,
com quadro clínico de dificuldade de relacionamento com seus pares, associado a um declínio
do desempenho escolar. A mãe relata que teve gravidez sem intercorrências e o parto
transcorreu sem problemas, porém admite ter feito uso de tabaco durante a gravidez. O
desenvolvimento neuropsicomotor completou-se sem atrasos. Apresenta fala e linguagem
quantitativa e qualitativamente normais. A mãe relata que o filho sempre foi assim, imaturo,
parece não aprender com as experiências, envolve-se com brincadeiras perigosas, as
crianças evitam brincar com ele. Também se mostra lábil emocionalmente, não tolera as
frustrações e é muito desorganizado com seus pertences. Sono e alimentação sem distúrbios.
Seu pai é usuário de substâncias ilícitas e encontra-se preso. Ao exame psíquico, mostra-se
bem apresentado, consciente, orientado, atenção espontânea aumentada e voluntária
diminuída, memória preservada, inteligência dentro do esperado, linguagem, pensamento e
discurso normais, sem alterações da sensopercepção, eutímico, afeto congruente com o
humor e pragmatismo normais, psicomotricidade aumentada e crítica diminuída. De acordo
com esse quadro clínico, a hipótese mais provável é a da alternativa: