Questões de Concurso Público Prefeitura de Luiz Alves - SC 2025 para Professor de Ensino Religioso - Edital nº 12
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I.Na teologia cristã, o conceito ganhou releitura a partir das epístolas paulinas. Logo, o corpo é entendido como o elemento físico e sensorial que conecta o homem ao mundo; o espírito, como sede da razão, vontade e emoções; e a alma, como o princípio de comunhão com o divino.
II.O dualismo — que divide o homem apenas em corpo e alma — tornou-se a visão predominante na teologia ocidental, sobretudo a partir de Santo Agostinho e Tomás de Aquino, que interpretaram a alma como princípio vital e racional do corpo, dispensando uma distinção ontológica autônoma do espírito.
III.Na tradição oriental e em correntes místicas cristãs, a tricotomia manteve relevância como explicação simbólica da ascensão espiritual: o corpo representa o plano sensorial, a alma o plano psíquico e o espírito o plano pneumático, em direção à união com o divino.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
Considere a imagem abaixo:

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y3lr2nzn5o
O Budismo é uma tradição filosófico-religiosa originada na Índia no século VI a.C., a partir dos ensinamentos de Siddhartha Gautama, conhecido como Buda ("o desperto"). Julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F).
(__)Estruturado sobre uma base ética, meditativa e sapiencial, o Budismo propõe um caminho para a libertação do sofrimento (dukkha) e da ignorância (avidya), causas fundamentais do ciclo de renascimentos (samsara).
(__)Do ponto de vista histórico, o Budismo se expandiu pela Ásia em diversas escolas e tradições. O Theravada ("Doutrina dos Anciãos"), predominante no Sudeste Asiático, mantém uma orientação mais próxima dos textos páli e da vida monástica. O Mahayana ("Grande Veículo"), difundido na China, Coreia e Japão, introduz a ideia do bodhisattva, ser que adia o nirvana para auxiliar todos os seres a alcançarem a iluminação.
(__)Ontologicamente, o Budismo nega a existência de um "eu" substancial (anatta), sustentando que todos os fenômenos são condicionados (pratityasamutpada) e impermanentes (anicca). Essa visão conduz à noção de vacuidade (sunyata), conceito central especialmente no Mahayana, segundo o qual todas as coisas existem apenas em interdependência, sem essência própria. Tal perspectiva redefine a relação entre sujeito e mundo, propondo um conhecimento não dual que dissolve as fronteiras entre o "eu" e o "outro".
A sequência CORRETA é, de cima para baixo:
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine."
(1 Coríntios 13:1)
"A vitória é para aquele que subjuga seu próprio ego."
(Dhammapada, 103)
Sobre a interface entre ética, moral e valores religiosos, assinale a alternativa CORRETA.