Questões de Concurso Público UNICENTRO 2021 para Vestibular
Foram encontradas 11 questões
(I)
(III)
(IV)
(V)
(A) Renascimento
(B) Contemporânea
(C) Civilização antiga
(D) Idade média
Observe a charge a seguir e responda à questão.

(Autor desconhecido. Gravura representando os três estados, 1789. Na legenda, em tradução para o português, “Esperamos que o jogo acabe
logo”. Disponível em: https://www.parismuseescollections.paris.fr/fr/musee-carnavalet/oeuvres/revolution-francaise-ancien
-regime-caricature-sur-les-trois-ordres-le-0#infos-principales. Acesso em: 14 nov. 2020.)
I. O segundo estado era composto pela nobreza, que dispunha de representatividade política e privilégios de nascimento, sendo um dos grupos contra os quais o terceiro estado se levantou na Revolução Francesa.
II. A burguesia, que fazia parte do terceiro estado, foi decisiva na Revolução Francesa, em razão de suas conquistas sociais, econômicas e políticas derivadas da Segunda Revolução Industrial.
III. A charge sugere a existência de três grupos sociais na França do final do final do século XVIII que, altamente divididos em termos de hierarquia, eram caracterizados pela possibilidade de mobilidade social, criando condições para a Revolução Francesa.
IV. A burguesia, que compunha o terceiro estado, era caracterizada pela falta de representatividade política em termos institucionais, o que criou terreno fértil para a Revolução Francesa.
Assinale a alternativa correta.
Observe a charge a seguir e responda à questão.

(Autor desconhecido. Gravura representando os três estados, 1789. Na legenda, em tradução para o português, “Esperamos que o jogo acabe
logo”. Disponível em: https://www.parismuseescollections.paris.fr/fr/musee-carnavalet/oeuvres/revolution-francaise-ancien
-regime-caricature-sur-les-trois-ordres-le-0#infos-principales. Acesso em: 14 nov. 2020.)
Observe a fotografia a seguir e responda à questão.

(DOMON, Ken Domon. Banho no rio diante do Memorial da Paz de Hiroshima, 1957. Disponível em:
https://www.anothermag.com/art-photography/9921/the-photographer-who-redefined-realism-in-post-war-japan. Acesso em: 14 nov. 2020.)
I. As bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki foram marcos para o fim da Segunda Guerra Mundial, considerando o conflito travado no Pacífico, decorrente, em parte, das disputas imperialistas entre Estados Unidos e Japão.
II. As tensões entre Estados Unidos e Japão, que resultaram nas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, derivaram, em parte, do alinhamento de ambos os países junto à Aliança e ao Eixo, respectivamente.
III. Com a finalização da Segunda Guerra Mundial e a aliança entre os Estados Unidos e o Japão no pós-guerra, os efeitos das bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki permaneceram circunscritos ao ano de 1945.
IV. Tendo em vista os efeitos desastrosos gerados pelas bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945, o Japão, posteriormente, decidiu pela não utilização de usinas nucleares para a produção de energia.
Assinale a alternativa correta.
Observe a fotografia a seguir e responda à questão.

(DOMON, Ken Domon. Banho no rio diante do Memorial da Paz de Hiroshima, 1957. Disponível em:
https://www.anothermag.com/art-photography/9921/the-photographer-who-redefined-realism-in-post-war-japan. Acesso em: 14 nov. 2020.)
Leia o texto a seguir.
No século XIX, os governantes britânicos acreditavam que os indianos haviam perdido o direito à autonomia por causa justamente de sua fraqueza, que os sujeitou a uma série de regentes ‘estrangeiros’, desde as invasões arianas e, mais recentemente, à vitória britânica sobre os governos anteriores da Índia, os mongóis. Esta óbvia incompetência dos indianos para se governarem era aceita por todos os britânicos ligados ao governo da Índia. Por outro lado, a organização política, a sociedade e a economia britânicas haviam evoluído a partir deste passado até chegar à forma moderna; daí, teoricamente, a atual sociedade feudal da Índia poderia também evoluir até tornar-se, num futuro distante, uma sociedade moderna.
(COHN, Bernard S. A representação da autoridade na Índia vitoriana. In: HOBSBAWM, Eric J.; RANGER, Terence (Orgs.). A invenção das tradições. 9. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2014, p. 219 (adaptação).)
Leia o texto a seguir.
Nem cinco, nem dez, nem vinte, nem cinquenta anos serão suficientes para uma verdadeira assimilação dos japoneses, que praticamente devem considerar-se inassimiláveis. Eles pertencem a uma raça e a uma religião absolutamente diversa; falam uma língua irredutível aos idiomas ocidentais; possuem uma cultura de baixo nível, que não incorporou, da cultura ocidental, senão os conhecimentos indispensáveis à realização dos seus intuitos militaristas e materialistas; seu padrão de vida desprezível representa uma concorrência brutal com o trabalhador do país; seu egoísmo, sua má fé, seu caráter refratário fazem deles um enorme quisto étnico, econômico e cultural localizado na mais rica das regiões do Brasil. Há características que nenhum esforço no sentido da assimilação conseguirá remover. Ninguém logrará, com efeito, mudar a cor e a face do japonês, nem a sua concepção de vida, nem o seu materialismo.
(Francisco de Campos, Ministro da Justiça durante o Estado Novo. Fonte: LENHARO, Alcir. Sacralização da Política. São Paulo: Papirus, 1986, p. 132 (Adaptado).)
I. Durante a Segunda Guerra Mundial, alemães, italianos e japoneses sofreram perseguições no Brasil por serem considerados súditos do Eixo, tendo em vista o apoio institucional de Getúlio Vargas em relação à Aliança.
II. Entre 1937 e 1945, Getúlio Vargas instaurou o chamado Estado Novo, caracterizado por uma política democrática que contrastava com o sistema político brasileiro vigente durante a República do Café com Leite.
III. O estímulo à imigração, desde o século XIX, foi uma das soluções encontradas para a crise da mão de obra derivada do fim da escravidão. Uma de suas características foi o respeito aos direitos humanos, considerando os trabalhadores livres.
IV. Tanto no século XIX quanto no XX, surgiram grupos inspirados em concepções racialistas europeias que, afirmando asuperioridade dos “brancos”, rejeitavam a vinda para o Brasil de imigrantes que não se enquadrassem em seus padrões.
Assinale a alternativa correta.
I. A crise de 1929, que levou à queda dos preços dos principais produtos de exportação em nível mundial, foi a responsável pela erradicação dos cafezais paranaenses e sua substituição pela lavoura da soja.
II. Embora tenha havido o desenvolvimento da lavoura de erva-mate no século XIX, sua produção foi inexpressiva, considerando a consolidação da agricultura cafeeira durante o período.
III. Nos séculos XIX e XX ,as variadas regiões do Paraná desenvolveram produções econômicas baseadas em diferentes gêneros, envolvendo, também, regimes de trabalho distintos.
IV. Em consonância com outras regiões do Brasil, como São Paulo e Rio de Janeiro, a produção econômica paranaense do século XIX utilizou mão de obra escravocrata.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir e responda à questão.
O historiador francês Marc Bloch (1886-1944), fuzilado pelos nazistas num campo de concentração, foi um dos principais renovadores dos estudos históricos no século XX. Na obra Introdução à História, escrita no cárcere, ele afirma o seguinte: “[...] o erudito que não tem o gosto de olhar à sua volta, nem os homens, nem as coisas, nem os acontecimentos, ele merecerá talvez, como dizia o historiador belga Henri Pirenne, o nome de um utensílio de antiquário. Renunciará tranquilamente a ser historiador.” Em outra passagem, ressalta: “É quase infinita a diversidade das fontes. Tudo quanto os seres humanos dizem ou escrevem, tudo quanto fabricam, tudo em que tocam, podem e devem informar a seu respeito.”
(BLOCH, Marc. Introdução à História. Lisboa: Europa-América, 1997, p. 101 e 114 (Adaptação).)
I. A própria condição em que a passagem foi escrita é importante, tendo em vista que a obra de Bloch foi produzida no cárcere.
II. Para além do passado, o objeto de investigação do historiador é o tempo, articulando suas diferentes durações.
III. Ao produzir conhecimento sobre o passado, o historiador o realiza também de forma subjetiva e, portanto, partindo de seu repertório cultural.
IV. Como profissional, o historiador deve focar seu olhar sobre o passado, evitando indagações e partindo do momento presente.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir e responda à questão.
O historiador francês Marc Bloch (1886-1944), fuzilado pelos nazistas num campo de concentração, foi um dos principais renovadores dos estudos históricos no século XX. Na obra Introdução à História, escrita no cárcere, ele afirma o seguinte: “[...] o erudito que não tem o gosto de olhar à sua volta, nem os homens, nem as coisas, nem os acontecimentos, ele merecerá talvez, como dizia o historiador belga Henri Pirenne, o nome de um utensílio de antiquário. Renunciará tranquilamente a ser historiador.” Em outra passagem, ressalta: “É quase infinita a diversidade das fontes. Tudo quanto os seres humanos dizem ou escrevem, tudo quanto fabricam, tudo em que tocam, podem e devem informar a seu respeito.”
(BLOCH, Marc. Introdução à História. Lisboa: Europa-América, 1997, p. 101 e 114 (Adaptação).)