Questões de Concurso Público Prefeitura de Jaguaruna - SC 2026 para Engenheiro Ambiental

Foram encontradas 25 questões

Q3853402 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ontem, hoje, amanhã


Otto Lara Resende


Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.


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A coerência assegura que as ideias de um texto relacionem de forma lógica e consistente, mantendo a unidade temática e o sentido global da mensagem. Com base nos mecanismos de coerência e coesão textual, analise as afirmativas a seguir:


I.Por se tratar de uma crônica, os acontecimentos são apresentados de forma totalmente aleatória, sem qualquer organização temática ou relação de sentido entre passado e presente.


II.Há marcas de coesão referencial, com emprego de pronomes e substantivos que retomam elementos citados.


III.Há marcadores de tempo que ajudam a situar os fatos, como em "Em 2013...", "ontem", "Até que".


IV.Há o uso de recursos que evitam repetições desnecessárias, preservando o sentido, assim como o emprego de paralelismo e de repetições intencionais para produzir efeito estilístico.


É correto o que se afirma em:  

 

Alternativas
Q3853403 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ontem, hoje, amanhã


Otto Lara Resende


Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.


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"Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar."

Sobre a observação do narrador em relação à Teresa e Caetana, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3853404 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ontem, hoje, amanhã


Otto Lara Resende


Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.


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"Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland."

Considerando o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3853405 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ontem, hoje, amanhã


Otto Lara Resende


Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.


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"Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas."

Com base nas regras de acentuação, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.

(__)O vocábulo "fogaréu" está grafado corretamente com acento gráfico, diferentemente dos vocábulos 'heróico' e 'epopéia', que não devem ser acentuados, conforme o Novo Acordo Ortográfico.

(__)O vocábulo "além" é acentuado por apresentar a última sílaba tônica, terminada em "em", o que justifica o acento gráfico.

(__)O verbo "ler", quando flexionado na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, não recebe acento gráfico.

(__)Os vocábulos "televisão" e "aconteceu" possuem a mesma classificação quanto ao acento tônico.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:         
Alternativas
Q3853406 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ontem, hoje, amanhã


Otto Lara Resende


Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.


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"Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância."

A partir do trecho e do texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3853407 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ontem, hoje, amanhã


Otto Lara Resende


Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.


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Considerando a crônica de Otto Lara Resende, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.


(__)A narrativa é totalmente objetiva e factual.


(__)Apenas fatos científicos são importantes na narrativa.


(__)O progresso material e tecnológico não necessariamente aumenta o valor afetivo ou simbólico das coisas.


(__)O autor utiliza o humor para criar distanciamento crítico e destacar contradições da vida moderna.


A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:

         

Alternativas
Q3853408 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ontem, hoje, amanhã


Otto Lara Resende


Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.


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"Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles."


O vocábulo "puxa" está grafado corretamente com "x". Agora, analise as grafias dos vocábulos escritos com essa mesma letra nos enunciados a seguir:


I.O pescador organizou cada apetrexo antes de iniciar a jornada no rio.


II.Foi preciso atarraxar bem os parafusos para garantir a segurança da estrutura.


III.O repuxo da fonte chamou a atenção dos visitantes da praça.


IV.É crime pixar muros e prédios públicos, pois essa prática degrada o patrimônio urbano.


É correto afirmar que os vocábulos grafados corretamente com "x" encontram-se nos enunciados:


Alternativas
Q3853409 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ontem, hoje, amanhã


Otto Lara Resende


Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.


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"Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos)."

O verbo "ir" rege preposição e, por isso, pode exigir o uso de crase, a depender do contexto de emprego.

Com base nisso, observe o uso desse sinal no enunciado acima e analise as afirmativas:

I.A crase antes de "Califórnia" ocorre devido a fusão da preposição exigida pelo verbo 'ir' com o artigo feminino que antecede o nome do lugar, que admite artigo.

II.O emprego da crase antes de "Oakland" é facultativo, o que justifica a sua ausência.

III.Houve falha na construção "a Oakland", pois a crase é obrigatória por se tratar de locução adverbial feminina.

IV.A crase ocorre obrigatoriamente antes de qualquer nome geográfico feminino, por isso houve falha na ausência da crase antes de "Oakland".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3853410 Português
O texto_______ constitui um gênero textual com o objetivo de ensinar ou instruir o leitor, isto é, de transmitir conhecimento. Dessa forma, esses textos podem apresentar termos técnicos e explicações sobre determinado assunto. Os livros escolares são um exemplo desse gênero.

Sua elaboração é conceitual, priorizando a clareza e a necessidade do leitor de entender o conteúdo apresentado.

Com base nos tipos textuais, preencha a lacuna com a classificação correta do texto em questão.

Alternativas
Q3853411 Português
Os sinais de pontuação e os sinais gráficos auxiliares da escrita são utilizados na linguagem escrita para conferir clareza, coesão e coerência ao texto, esclarecendo sentidos ambíguos e facilitando a leitura e a compreensão. A vírgula, por exemplo, possui diversas funções, sendo uma delas a de separar aposto explicativo. Com base nisso, analise o uso desse sinal com essa função nos enunciados a seguir:

I.Carlos, professor do Ensino Médio, está doente.

II.Alan Turing, matemático britânico, era um gênio.

III.O homem, um turista inglês, entrou no banco.

IV.O homem, nervoso, entrou na pizzaria da minha mãe.

É correto afirmar que a vírgula serviu para separar aposto explicativo em:

Alternativas
Q3853412 Matemática
Um laboratório utiliza uma caixa retangular para armazenar líquidos durante experimentos. As dimensões internas dessa caixa são 1,2 m de comprimento, 0,5 m de largura e 0,4 m de altura. Considerando que 1 m³ equivale a 1.000 litros, analise as assertivas e classifique como verdadeira (V) ou falsa (F).

(__)O volume da caixa é de 0,24 m³.

(__)A capacidade da caixa é de 240 litros.

(__)Se a altura fosse dobrada, o volume seria de 0,48 m³.

(__)A caixa comporta exatamente 400 litros de líquido.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:        
Alternativas
Q3853413 Matemática
Em uma escola técnica, três cursos promovem avaliações periódicas em ciclos regulares. O primeiro curso aplica avaliações a cada 12 dias, o segundo a cada 18 dias e o terceiro a cada 30 dias. Considerando que todos aplicaram uma avaliação no mesmo dia inicial, em quantos dias ocorrerá novamente uma coincidência das três avaliações?
Alternativas
Q3853414 Matemática Financeira
Carla aplicou R$ 5.000,00 em uma instituição financeira que oferece juros compostos à taxa de 10% ao mês. O capital permaneceu aplicado por 3 meses, sem aportes ou retiradas adicionais. Considerando o regime de capitalização composta, qual é o montante obtido ao final desse período?
Alternativas
Q3853415 Matemática
Uma empresa pretende dividir dois lotes de materiais contendo 84 e 126 unidades, respectivamente, em pacotes de mesmo tamanho, sem que sobre nenhuma unidade e utilizando o maior tamanho possível para cada pacote. Quantas unidades deverá conter em cada pacote?
Alternativas
Q3853416 Matemática
Em uma cooperativa, 8 funcionários trabalhando 6 horas por dia, durante 5 dias, produzem exatamente 480 peças de um determinado componente. Mantidas as mesmas condições de eficiência, analisa-se uma nova situação com alteração de quantidade de funcionários, horas diárias e dias de trabalho. Com base nessas informações, avalie as assertivas a seguir.

I.Na nova situação, 10 funcionários trabalhando 4 horas por dia durante 6 dias produzirão 480 peças.

II.Se a quantidade de funcionários aumentar 25%, mantendo-se horas e dias constantes, a produção também aumenta 25%.

III.Reduzir a jornada diária de 6 para 4 horas implica reduzir a produção total em 50%. IV.A produtividade média é de 3 peças por funcionário a cada hora de trabalho.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3853417 Engenharia Ambiental e Sanitária
O lançamento de efluentes tratados em corpos hídricos receptores deve obedecer aos padrões de qualidade estabelecidos pela legislação federal para garantir a manutenção da classe do rio e a proteção da vida aquática. Considerando a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) nº 430/2011, que dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3853418 Engenharia Ambiental e Sanitária
A qualidade da água em um reservatório de abastecimento pode ser comprometida pelo fenômeno da eutrofização, resultante do aporte excessivo de nutrientes. Ao monitorar as características limnológicas desse corpo hídrico, o engenheiro ambiental deve correlacionar os parâmetros químicos, físicos e biológicos. Assinale a alternativa correta sobre as interações decorrentes da eutrofização.
Alternativas
Q3853419 Engenharia Ambiental e Sanitária
A disposição final ambientalmente adequada de rejeitos exige a implementação de barreiras de proteção para evitar a contaminação do solo e dos recursos hídricos subterrâneos pelo chorume gerado. Acerca dos elementos técnicos obrigatórios em aterros sanitários de resíduos classe II não perigosos, conforme normas vigentes, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O sistema de impermeabilização de base deve ser composto por uma camada de argila compactada com baixa permeabilidade combinada com geomembrana sintética de Polietileno de Alta Densidade (PEAD).

(__)É permitido o lançamento de resíduos de serviços de saúde (RSS) sem tratamento prévio diretamente na frente de trabalho do aterro sanitário convencional, misturando-os aos resíduos sólidos urbanos.

(__)O sistema de drenagem de gases deve ser projetado para captar, tratar ou queimar o biogás gerado pela decomposição anaeróbia da matéria orgânica, visando reduzir o efeito estufa e o risco de explosões.

(__)A cobertura diária dos resíduos com solo ou material inerte é opcional, devendo ser realizada apenas quando houver previsão de chuvas intensas para evitar a geração excessiva de lixiviado.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3853420 Engenharia Ambiental e Sanitária
A caracterização qualitativa e quantitativa do esgoto bruto é a etapa primordial para o dimensionamento de unidades de tratamento, envolvendo parâmetros físicos, químicos e biológicos. Analise as afirmativas a seguir sobre os indicadores de poluição presentes nos efluentes domésticos.

I.A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) representa a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica biodegradável por meio de bactérias aeróbias, servindo como principal indicador de carga orgânica.

II.Os Coliformes Termotolerantes (anteriormente fecais) são utilizados como indicadores de contaminação fecal e da possível presença de organismos patogênicos, sendo essenciais para avaliar o risco sanitário.

III.Os Sólidos Suspensos Totais (SST) correspondem exclusivamente à matéria inorgânica, como areia e silte, não possuindo fração orgânica volátil passível de biodegradação.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3853421 Direito Ambiental
O licenciamento ambiental é o procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental autoriza a localização, instalação, ampliação e operação de empreendimentos utilizadores de recursos ambientais. No rito trifásico tradicional, cada licença possui uma finalidade específica. Considerando a função da Licença de Instalação (LI), assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
1: C
2: E
3: B
4: A
5: B
6: A
7: C
8: D
9: A
10: B
11: B
12: C
13: A
14: C
15: B
16: B
17: A
18: B
19: B
20: D