Questões de Concurso Público UFU-MG 2023 para Técnico de Laboratório: Conservação e Restauro de Documentos

Foram encontradas 10 questões

Q3688125 Português
        No Brasil fazemos muitos planos – faz parte da nossa cultura. Nossa dificuldade é de executá-los. Por exemplo, no setor de infraestrutura e transportes, há planos para melhorar o país desde o Plano da Comissão de 1890, que contempla projetos de infraestrutura para a Amazônia, que, até hoje, não saíram do papel.

        Neste contexto, na semana passada, discuti o quanto é vago o termo bioeconomia para a Amazônia e recebi uma enxurrada de comentários, permitindo-me algumas reflexões adicionais, evoluindo o que pensava. [...]

        Depois de mergulhar em vários dos documentos que pesquisei e dos adicionais que recebi, a sensação que tive é que não saímos do vago para o prático, da “bioeconomia” para a bioeconomia, de um faz de conta para a realidade, de um greenwashing para a sustentabilidade, da teoria para a prática. Mantive a sensação de uma distância grande do necessário para a transformação para um modo de vida mais próspero e equilibrado ou de uma similaridade ampla com o que vem sendo feito nos países mais avançados. Segue a lógica do “chutando a escada”, prevalecem os modelos que mantêm desigualdades.

        Em praticamente todos os planos há grande boa vontade e interesse pelo país. Em cada um deles há enorme mérito. A problemática não são os planos em si ou seus autores abnegados, são os poucos recursos alocados para eles serem realizados. Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação? [...]

        É uma tradição que temos: planejar e não fazer, em especial para a região Amazônica. Enquanto isso, ela é entrecortada por mais de 3 milhões de quilômetros de vias vicinais não oficiais, segundo estudo do Imazon, publicado em 2022. É como se estivéssemos em uma das zonas de exclusão “socioeconômica das pessoas”, conforme estudado pelo geógrafo Rogerio Haesbaert e outros. [...]

Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 13 set. 2023. [Fragmento adaptado] 
Nesse fragmento textual, o autor defende a ideia de que os planos feitos para o Brasil 
Alternativas
Q3688126 Português
        No Brasil fazemos muitos planos – faz parte da nossa cultura. Nossa dificuldade é de executá-los. Por exemplo, no setor de infraestrutura e transportes, há planos para melhorar o país desde o Plano da Comissão de 1890, que contempla projetos de infraestrutura para a Amazônia, que, até hoje, não saíram do papel.

        Neste contexto, na semana passada, discuti o quanto é vago o termo bioeconomia para a Amazônia e recebi uma enxurrada de comentários, permitindo-me algumas reflexões adicionais, evoluindo o que pensava. [...]

        Depois de mergulhar em vários dos documentos que pesquisei e dos adicionais que recebi, a sensação que tive é que não saímos do vago para o prático, da “bioeconomia” para a bioeconomia, de um faz de conta para a realidade, de um greenwashing para a sustentabilidade, da teoria para a prática. Mantive a sensação de uma distância grande do necessário para a transformação para um modo de vida mais próspero e equilibrado ou de uma similaridade ampla com o que vem sendo feito nos países mais avançados. Segue a lógica do “chutando a escada”, prevalecem os modelos que mantêm desigualdades.

        Em praticamente todos os planos há grande boa vontade e interesse pelo país. Em cada um deles há enorme mérito. A problemática não são os planos em si ou seus autores abnegados, são os poucos recursos alocados para eles serem realizados. Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação? [...]

        É uma tradição que temos: planejar e não fazer, em especial para a região Amazônica. Enquanto isso, ela é entrecortada por mais de 3 milhões de quilômetros de vias vicinais não oficiais, segundo estudo do Imazon, publicado em 2022. É como se estivéssemos em uma das zonas de exclusão “socioeconômica das pessoas”, conforme estudado pelo geógrafo Rogerio Haesbaert e outros. [...]

Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 13 set. 2023. [Fragmento adaptado] 
Assinale a alternativa que NÃO se constitui argumento para a defesa da tese apresentada no texto.
Alternativas
Q3688127 Português
        No Brasil fazemos muitos planos – faz parte da nossa cultura. Nossa dificuldade é de executá-los. Por exemplo, no setor de infraestrutura e transportes, há planos para melhorar o país desde o Plano da Comissão de 1890, que contempla projetos de infraestrutura para a Amazônia, que, até hoje, não saíram do papel.

        Neste contexto, na semana passada, discuti o quanto é vago o termo bioeconomia para a Amazônia e recebi uma enxurrada de comentários, permitindo-me algumas reflexões adicionais, evoluindo o que pensava. [...]

        Depois de mergulhar em vários dos documentos que pesquisei e dos adicionais que recebi, a sensação que tive é que não saímos do vago para o prático, da “bioeconomia” para a bioeconomia, de um faz de conta para a realidade, de um greenwashing para a sustentabilidade, da teoria para a prática. Mantive a sensação de uma distância grande do necessário para a transformação para um modo de vida mais próspero e equilibrado ou de uma similaridade ampla com o que vem sendo feito nos países mais avançados. Segue a lógica do “chutando a escada”, prevalecem os modelos que mantêm desigualdades.

        Em praticamente todos os planos há grande boa vontade e interesse pelo país. Em cada um deles há enorme mérito. A problemática não são os planos em si ou seus autores abnegados, são os poucos recursos alocados para eles serem realizados. Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação? [...]

        É uma tradição que temos: planejar e não fazer, em especial para a região Amazônica. Enquanto isso, ela é entrecortada por mais de 3 milhões de quilômetros de vias vicinais não oficiais, segundo estudo do Imazon, publicado em 2022. É como se estivéssemos em uma das zonas de exclusão “socioeconômica das pessoas”, conforme estudado pelo geógrafo Rogerio Haesbaert e outros. [...]

Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 13 set. 2023. [Fragmento adaptado] 
No trecho “Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação?”, os questionamentos têm por função
Alternativas
Q3688128 Português
        A série documental “Todos Os Olhos Em Mim”, produzida por Kalifa LXXI junto com apoio do Instituto FALA!, lança luz sobre a influência profunda dos circuitos de rimas improvisadas e da cultura hip hop na vida dos jovens negros e periféricos de Salvador, a cidade com a maior concentração negra fora da África.

        A série revela a realidade dessa juventude, que, embora seja uma força cultural poderosa, ainda enfrenta graves desafios relacionados ao racismo e à violência estatal que gera apagamento das suas subjetividades. [...]

        Do surgimento de nomes como Baco Exú do Blues à influência direta da DJ Nai Kiese na cena da discotecagem soteropolitana, a série documental visa mostrar como os circuitos de oralidades improvisadas contribuem para a ascensão de novos nomes no cenário musical, assim como desenvolve o letramento social, construindo microrrevoluções na estrutura da sociedade, estimulando a reverberação da criatividade e diversidade de corpos e vozes às margens capazes de criar novas rotas de emancipação e protagonismo. [...]

        No primeiro episódio, intitulado “O Nascimento do Circuito – Rimas Como Alforria”, os espectadores são conduzidos ao universo do Circuito de Oralidade Urbana – o 3º Round – o catalisador desse movimento na Bahia. [...] No segundo episódio, a série adentra o mundo do protagonismo negro e periférico, destacando os desafios enfrentados devido ao embranquecimento do hip hop e à apropriação cultural. [...] No terceiro episódio, a série explora o legado deixado pelo 3º Round, um movimento afrocultural que promove a diversidade de corpos e rostos no cenário das rimas improvisadas na Bahia. [...] No último episódio, “Sementes e Frutos”, a série mergulha nas raízes profundas da cultura hip hop em Salvador e mostra como essas sementes cresceram e floresceram nas batalhas de MCs. Os espectadores descobrirão como essas batalhas se tornaram uma estratégia poderosa para a visibilidade dos artistas periféricos e como o 3º Round moldou um DNA de superação e abriu caminhos para futuras gerações. Este episódio encerra a série com uma reflexão sobre o legado deixado para as gerações futuras.

        “Todos Os Olhos Em Mim” é uma série que não apenas narra a história do hip hop em Salvador, mas também celebra a resiliência, a criatividade e o poder de transformação dessa comunidade.

Disponível em: https://ponte.org/. Acesso em 14 set. 2023. [Fragmento adaptado] 
Esse texto tem por objetivo primordial apresentar
Alternativas
Q3688129 Português
Leia o texto seguinte e responda à questão.

        A palavra “sertão” é curiosa. A sonoridade sugere o verbo “ser” numa dimensão empolada. Ser tão, existir tanto. Os portugueses levaram a palavra para África e tentaram nomear assim a paisagem da savana. Não resultou. A palavra não ganhou raiz. Apenas nos escritos coloniais antigos se pode encontrar o termo “sertão”. Quase ninguém hoje, em Moçambique e Angola, reconhece o seu significado.

        João Guimarães Rosa criou este lugar fantástico, e fez dele uma espécie de lugar de todos os lugares. O sertão e as veredas de que ele fala não são da ordem da geografia. O sertão é um mundo construído na linguagem. “O sertão”, diz ele, “está dentro de nós”. Guimarães Rosa não escreve sobre o sertão. Ele escreve como se ele fosse o sertão.

        Em Moçambique nós vivíamos e vivemos ainda o momento épico de criar um espaço que seja nosso, não por tomada de posse, mas porque nele podemos encenar a ficção de nós mesmos, enquanto criaturas portadoras de História e fazedoras de futuro. Era isso a independência nacional, era isso a utopia de um mundo sonhado.

Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 11 set. 2023. [Fragmento]
No texto, o termo “sertão” só NÃO foi referenciado por 
Alternativas
Q3688130 Português
Leia o texto seguinte e responda à questão.

        A palavra “sertão” é curiosa. A sonoridade sugere o verbo “ser” numa dimensão empolada. Ser tão, existir tanto. Os portugueses levaram a palavra para África e tentaram nomear assim a paisagem da savana. Não resultou. A palavra não ganhou raiz. Apenas nos escritos coloniais antigos se pode encontrar o termo “sertão”. Quase ninguém hoje, em Moçambique e Angola, reconhece o seu significado.

        João Guimarães Rosa criou este lugar fantástico, e fez dele uma espécie de lugar de todos os lugares. O sertão e as veredas de que ele fala não são da ordem da geografia. O sertão é um mundo construído na linguagem. “O sertão”, diz ele, “está dentro de nós”. Guimarães Rosa não escreve sobre o sertão. Ele escreve como se ele fosse o sertão.

        Em Moçambique nós vivíamos e vivemos ainda o momento épico de criar um espaço que seja nosso, não por tomada de posse, mas porque nele podemos encenar a ficção de nós mesmos, enquanto criaturas portadoras de História e fazedoras de futuro. Era isso a independência nacional, era isso a utopia de um mundo sonhado.

Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 11 set. 2023. [Fragmento]
Conforme o texto, a expressão “A palavra não ganhou raiz” indica que a palavra
Alternativas
Q3688131 Português
Leia o texto seguinte e responda à questão.

        A palavra “sertão” é curiosa. A sonoridade sugere o verbo “ser” numa dimensão empolada. Ser tão, existir tanto. Os portugueses levaram a palavra para África e tentaram nomear assim a paisagem da savana. Não resultou. A palavra não ganhou raiz. Apenas nos escritos coloniais antigos se pode encontrar o termo “sertão”. Quase ninguém hoje, em Moçambique e Angola, reconhece o seu significado.

        João Guimarães Rosa criou este lugar fantástico, e fez dele uma espécie de lugar de todos os lugares. O sertão e as veredas de que ele fala não são da ordem da geografia. O sertão é um mundo construído na linguagem. “O sertão”, diz ele, “está dentro de nós”. Guimarães Rosa não escreve sobre o sertão. Ele escreve como se ele fosse o sertão.

        Em Moçambique nós vivíamos e vivemos ainda o momento épico de criar um espaço que seja nosso, não por tomada de posse, mas porque nele podemos encenar a ficção de nós mesmos, enquanto criaturas portadoras de História e fazedoras de futuro. Era isso a independência nacional, era isso a utopia de um mundo sonhado.

Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 11 set. 2023. [Fragmento]
O fragmento de texto evidencia uso de linguagem
Alternativas
Q3688132 Português
        ______________ a internet tenha possibilitado que as pessoas seguissem suas atividades e interagissem umas com as outras, essa imersão profunda no mundo digital gerou consequências irreversíveis para a sociedade. Estar o tempo todo conectado com o mundo digital provocou um cansaço excessivo e, com isso, uma série de distúrbios de saúde, como sedentarismo, miopia, transtorno de desvio de atenção, depressão, dismorfia corporal e ansiedade.
         ______________, esse contato constante com as redes sociais promove cada vez mais a “sociedade do igual” que tenta se homogeneizar, seja pela comparação nas mídias, seja pela tentativa (bem sucedida) capitalista de vender sempre os mesmos produtos.
Disponível em: https://jornalistaslivres.org/. Acesso em 03 set. 2023. [Fragmento adaptado]
Conforme a leitura do texto, os operadores discursivos que completarão corretamente os tracejados apresentam, respectivamente, sentido
Alternativas
Q3688133 Português
9.jpg (570×202)
Disponível em: https://www.malvados.com.br/tirinha1712.jpg. Acesso em 12 set. 2023.
Em geral, a tira apresenta uma sequência de quadrinhos cujo objetivo é o humor, provocado pela quebra de expectativa. Nessa tira, a quebra de expectativa acontece por meio de um(a)
Alternativas
Q3688134 Português
Fim      

        Este texto tem por fim discorrer sobre os usos da palavra “fim”. Busquei a palavra no dicionário a fim de defini-la melhor.

        O fim pode ser um limite no tempo, como o “fim do mundo”, o dia em que o mundo deixará de existir (Ailton Krenak tem ideias para adiá-lo). Ou um limite no espaço, como o “fim de mundo”, que é um lugar isolado, o cafundó.

        “Fim” também é sinônimo de ruína e morte. “Dar fim” a alguma coisa é acabar com ela, fazê-la sumir. Daquilo que desapareceu, perguntamos “que fim levou?”.

Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/. Acesso em: 06 set. 2023.
De acordo com a leitura, esse texto utiliza a
Alternativas
Respostas
1: A
2: B
3: C
4: C
5: A
6: D
7: B
8: C
9: B
10: C