Questões de Concurso Público UFU-MG 2023 para Biólogo
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A queda de Minoru Yanagida, ministro da Justiça do Japão, em 22 de novembro de 2011, e o carnaval provocado pela campanha eleitoral do palhaço Tiririca no Brasil trouxeram sugestivas indicações sobre a linguagem. Yanagida não caiu por corrupção, escândalos, medidas impopulares ou erros técnicos, mas por sua sinceridade (“Trop honnête pour être ministre”, foi a manchete do Le Monde) ao declarar como lidava com os parlamentares: “Meu trabalho é fácil. Basta lembrar apenas de dizer duas frases durante as sessões do Parlamento: ‘Não vou comentar casos específicos’ e ‘Estamos analisando o assunto de acordo com a lei e as evidências’”.
Os deputados, furiosos, exigiram sua cabeça e ele, no ritual nipônico de desculpas, alegou que tinha falado “meio de brincadeira”. De qualquer modo, ato imperdoável: não por se valer de técnicas de linguagem comuns a todos os políticos, mas por entregar publicamente o código da classe.
O código, no caso, é o recurso ao genérico, ao neutro. Método sutil de se resguardar e com a vantagem adicional de não precisar mentir descaradamente. LAUAND, Jean. A Linguagem da enrolação. In: _______. Revelando a linguagem. São Paulo: Factash Editora, 2016. [Fragmento]
Com base no texto, é INCORRETO afirmar que a expressão “técnicas de linguagem comuns a todos os políticos” refere-se ao uso

Disponível em: https://escolaeducacao.com.br/calvin-e-haroldo/. Acesso em: 16 set 2023
Marque a opção que apresenta um pressuposto contido no enunciado de Haroldo.
[...] Os outros povos falantes de português descrevem às vezes a maneira brasileira de pronunciar o português recorrendo à expressão “português com açúcar”. Essa expressão conserva a lembrança de que o açúcar foi por muito tempo o principal produto do Brasil-Colônia, alimentando um tráfego triangular que envolvia o vinho, os escravos africanos e o próprio açúcar, e que circulava entre Portugal, a África e a costa do Brasil. Mas na expressão “português com açúcar” entra também a ideia de um modo de falar mais brando e suave, que ninguém descreveu melhor do que Gilberto Freire.
ILARI, Rodolfo.; BASSO, Renato. O Português da gente: a língua que estudamos a língua que falamos. 2ed. São Paulo: Contexto, 2014. [Fragmento]
De acordo com o fragmento transcrito acima, sobre a expressão “português com açúcar” aplicada ao português brasileiro, é INCORRETO afirmar que