Questões de Concurso Público UFLA 2025 para Médico/Medicina Generalista
Foram encontradas 31 questões
Mulher de 75 anos, portadora de fibrilação atrial diagnosticada há 3 anos, em uso de anticoagulação oral. Encontra-se estável e sem queixas. A prioridade do acompanhamento dessa paciente na Atenção Primária à Saúde (APS) é:
Mulher de 60 anos, em tratamento com amiodarona há 1 ano por fibrilação atrial, apresenta cansaço, ganho de peso e constipação. Exames laboratoriais: TSH 12 µUI/mL, T4 livre 0,6 ng/dl.
Considerando os dados, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável:
Mulher de 65 anos, com IC (FEVE 25%), em uso de carvedilol, sacubitril/valsartana e furosemida. Persiste com sintomas NYHA II–III. Exames: creatinina 1,4 mg/dL, K+ 4,6 mEq/L, PA 110/70 mmHg. A medicação indicada para otimizar o tratamento e reduzir mortalidade é:
Em consulta de puericultura na Unidade Básica de Saúde, mãe traz seu bebê de 7 dias de vida para acompanhamento. Relata que percebeu pele e olhos amarelados desde o 3º dia de vida. A criança está em aleitamento materno exclusivo, mama bem, apresenta bom ganho de peso, evacuações normais e está ativa. Ao exame físico, RN em bom estado geral, hidratado, com icterícia até a região do tronco. A conduta mais adequada na Atenção Primária à Saúde diante desse quadro é:
Uma paciente de 24 anos procura a unidade básica de saúde por irregularidade menstrual desde a menarca. Relata ciclos menstruais a cada 40–60 dias, hirsutismo progressivo e dificuldade para perder peso, apesar de acompanhamento nutricional. Ao exame físico, apresenta IMC de 31 kg/m², acantose nigricans em região cervical. Exames laboratoriais revelam: testosterona total discretamente elevada, LH/FSH = 3:1, TSH e prolactina normais, curva glicêmica com resistência insulínica. Ultrassonografia transvaginal demonstra ovários aumentados com mais de 12 folículos periféricos de 2–9 mm de diâmetro.
Considerando o quadro clínico e os Critérios de Rotterdam para o diagnóstico de síndrome do ovário policístico (SOP), assinale a alternativa CORRETA:
Homem de 38 anos procura a unidade de saúde relatando tristeza persistente, perda de interesse em atividades antes prazerosas, fadiga intensa e dificuldade de concentração há cerca de 4 semanas. Relata alterações do sono e perda de apetite com redução de peso. Ao exame físico, encontra-se apático, com higiene pessoal preservada, sem sinais de doença orgânica evidente. A alternativa que caracteriza adequadamente o diagnóstico de depressão maior nesse paciente é:
Adolescente de 16 anos, sexo feminino, procura a unidade de saúde, relatando episódios recorrentes de medo intenso, falta de ar, palpitações e sensação de desmaio, que ocorrem inesperadamente e duram cerca de 15 minutos. Esses episódios têm ocorrido semanalmente nos últimos dois meses. A paciente evita frequentar a escola devido ao medo de novos ataques. Ao exame físico, encontra-se ansiosa, com sinais de tensão muscular. Não há histórico de uso de substâncias ou comorbidades psiquiátricas. A conduta terapêutica inicial mais adequada para esse caso na Atenção Primária à Saúde (APS) é:
Homem de 45 anos procura a unidade de saúde para consulta de rotina. Relata consumo diário de bebida alcoólica, cerca de 6 a 8 doses por dia, há mais de 10 anos. Refere já ter tentado reduzir, mas não conseguiu. Nega sinais de abstinência graves. No exame físico: PA 140x90 mmHg, leve tremor de extremidades. A conduta inicial mais adequada na Atenção Primária à Saúde (APS) é:
Uma menina de 10 anos apresenta febre há 2 dias, cefaleia, mialgia, dor retro-orbitária e exantema. Ao exame, encontra-se em bom estado geral, hidratada, sem sinais de alarme (ausência de dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos ou hipotensão). Considerando a classificação de risco e a abordagem da dengue na Atenção Primária à Saúde, a conduta inicial mais adequada para o caso é:
Uma criança de 4 anos apresenta febre alta há 3 dias, tosse seca, conjuntivite e exantema maculopapular eritematoso iniciado na face, com progressão para o tronco e membros. No exame físico, há linfonodos cervicais discretos e hiperemia conjuntival. Considerando a importância do diagnóstico diferencial das doenças exantemáticas na infância, a hipótese diagnóstica mais provável é:
Gestante de 24 anos, G1P0A0, iniciou pré-natal na 10ª semana de gestação na unidade de saúde. Não possui comorbidades, apresenta exames laboratoriais iniciais normais e nega antecedentes obstétricos. Ao exame, PA 110x70 mmHg, IMC adequado e altura uterina compatível com a idade gestacional. A conduta que faz parte do pré-natal de risco habitual na Atenção primária à Saúde (APS) é:
Marcelo, 47 anos, foi atendido com queixa de dor articular em tornozelo direito, com evolução de 30 horas. Relata que não dormiu à noite por causa da dor. É obeso e hipertenso em uso de hidroclorotiazida 25mg pela manhã. Está chateado porque no sábado tinha feito um churrasco para a família e não tinha nada, inclusive dançou. Ao exame físico, observa-se edema em articulação do tornozelo com rubor, calor e dor à mobilização passiva. A hipótese diagnóstica mais adequada para Marcelo é:
Joana, 35 anos, queixa cefaleia de moderada intensidade com duração de 6 horas, latejante, hemicraniana à E, associada à náusea e fotofobia. Informa que os episódios são recorrentes, principalmente quando não está dormindo bem. O médico, que a atendeu na última crise de dor, levantou a hipótese de enxaqueca e a orientou procurar a Atenção Primária à Saúde (APS) para tratamento de profilaxia para enxaqueca. São medicações indicadas para profilaxia de enxaqueca, EXCETO:
Maria, 52 anos, procurou a Unidade Básica de Saúde por apresentar dor lombar há 3 meses. Relata que já usou analgésicos por conta própria, sem melhora significativa. Durante a consulta, ao ser questionada sobre seu cotidiano, comenta que recentemente perdeu o emprego e está preocupada com as contas da casa. Relata ainda insônia e ansiedade, mas diz que “não queria incomodar com esses assuntos, pois o médico deve cuidar só da dor nas costas”. Segundo os princípios do método clínico centrado na pessoa, a conduta inicial mais adequada do profissional de saúde é:
Maria, 62 anos, compareceu à consulta de retorno para controle de hipertensão arterial sistêmica diagnosticada há 5 anos. Apresenta bom controle glicêmico em uso de Metformina de liberação prolongada 500mg/dia, dislipidemia e função renal preservada. No consultório, sua pressão arterial aferida foi de 156/96 mmHg em duas medidas. Faz uso atual de hidroclorotiazida 25 mg/dia. ECG recente sem alterações. IMC: 28 kg/m².
A melhor conduta farmacológica para otimizar o controle pressórico dessa paciente é:
COLUNA I
Classes de fármacos 1. Biguanidas 2. Sulfonilureias 3. Inibidores da DPP-4 4. Agonistas do GLP-1 5. Inibidores de SGLT-2
COLUNA II
Mecanismos/Efeitos ( ) Aumentam a secreção de insulina pelas células beta de forma dependente da glicose.
( ) Reduzem a produção hepática de glicose, podem causar desconforto abdominal e diarreia.
( ) Promovem excreção urinária de glicose, com efeito benéfico cardiovascular e renal.
( ) Estimulam secreção de insulina independente da glicose, apresenta risco de hipoglicemia.
( ) Prolongam a ação do GLP-1 endógeno, aumentando incretinas circulantes.
Assinale a alternativa que apresenta a associação CORRETA:
Homem de 62 anos, hipertenso e diabético, procura atendimento com queixa de dispneia progressiva há 6 meses. Relata cansaço aos esforços habituais, como subir um lance de escada, e recentemente apresentou episódios de ortopneia. Ao exame físico apresentou: pressão arterial 130/80 mmHg, frequência cardíaca 88 bpm, estertores crepitantes bibasais e edema discreto em tornozelos. Ecocardiograma evidencia fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 35%.
Com base no caso clínico, identifique o estágio de insuficiência cardíaca em que esse paciente se encontra. Assinale a alternativa CORRETA.