Questões de Concurso Público UEPB 2026 para Técnico em Laboratório (Histopatologia Oral)

Questões Discursivas

Foram encontradas 20 questões

Q4208745 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I:

Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo

PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil

    Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.
    O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.
    Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.
    Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.
    O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.
    “O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.
    A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais. 
  A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.
    A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.
    As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.
   Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.
    “Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

[...]

Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.
Analise as assertivas a seguir.

I- As mulheres negras produzem menos resultados no trabalho, razão pela qual apresentam rendimento inferior.
II- Racismo estrutural e discriminação nos processos de contratação e promoção são alguns dos fatores apontados na pesquisa como geradores de desemprego de mulheres negras.
III- Dentre os grupos comparados, o das jovens negras é o que apresenta situação mais desfavorável em relação ao indicador informalidade.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4208746 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I:

Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo

PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil

    Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.
    O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.
    Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.
    Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.
    O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.
    “O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.
    A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais. 
  A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.
    A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.
    As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.
   Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.
    “Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

[...]

Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.
Assinale a alternativa que aponta CORRETAMENTE o objetivo central do Texto I.
Alternativas
Q4208747 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I:

Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo

PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil

    Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.
    O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.
    Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.
    Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.
    O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.
    “O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.
    A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais. 
  A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.
    A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.
    As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.
   Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.
    “Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

[...]

Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.
Considere o trecho:

Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento”.

Sobre o uso de “Apesar de”, analise as assertivas a seguir.

I- Apresenta uma informação que poderia suscitar uma expectativa de melhora generalizada das condições de trabalho, contrariada por informação subsequente.
II- Contribui para a progressão temática do texto.
III- Poderia ser substituída por “uma vez que”, sem alteração significativa de sentido.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4208748 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I:

Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo

PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil

    Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.
    O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.
    Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.
    Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.
    O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.
    “O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.
    A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais. 
  A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.
    A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.
    As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.
   Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.
    “Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

[...]

Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.
No fragmento, “Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos”, é possível afirmar que os termos destacados podem ser classificados gramaticalmente como:
Alternativas
Q4208749 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I:

Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo

PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil

    Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.
    O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.
    Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.
    Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.
    O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.
    “O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.
    A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais. 
  A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.
    A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.
    As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.
   Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.
    “Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

[...]

Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.
Tomando como base as palavras localizadas no Texto I, assinale a alternativa cujos vocábulos compartilham, segundo a norma-padrão, a mesma justificativa de acentuação gráfica.
Alternativas
Q4208750 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I:

Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo

PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil

    Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.
    O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.
    Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.
    Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.
    O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.
    “O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.
    A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais. 
  A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.
    A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.
    As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.
   Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.
    “Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

[...]

Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.
Leia o período a seguir.

“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira”.

O termo Isso, no contexto, funciona como:
Alternativas
Q4208751 Português
Leia Texto II para responder à questão.

Texto II:

Captura_de tela 2026-07-30 182748.png (317×328)


Disponível em: https://coladaweb.com/. Acesso em: 11 jun. 2026. 
Analise as assertivas abaixo.

I- O Texto II denuncia um problema urbano recorrente.
II- É possível perceber uma crítica sobre a conduta do poder público.
III- A ironia presente no Texto II é dirigida aos motoristas.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4208752 Português
Leia Texto II para responder à questão.

Texto II:

Captura_de tela 2026-07-30 182748.png (317×328)


Disponível em: https://coladaweb.com/. Acesso em: 11 jun. 2026. 
A relação semântica observada entre as palavras alagame alegam, presentes no Texto II, é:
Alternativas
Q4208753 Português
Leia o Texto III para responder à questão.

Texto III:

Captura_de tela 2026-07-30 183042.png (488×422)


ARMANDINHO. Disponível em: https://www.instagram.com.br/tirinhadearmandinho. Acesso em: 19 jun. 2026. 
Com base na leitura do Texto III, analise as proposições a seguir.

I- O Texto III valoriza o conhecimento científico para a compreensão de fenômenos naturais.
II- O Texto III afirma que os fatos dependem das crenças de cada indivíduo.
III- A fala presente no terceiro quadrinho sugere que não existe consenso científico a respeito do aquecimento global.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4208754 Português
Leia o Texto III para responder à questão.

Texto III:

Captura_de tela 2026-07-30 183042.png (488×422)


ARMANDINHO. Disponível em: https://www.instagram.com.br/tirinhadearmandinho. Acesso em: 19 jun. 2026. 
Acerca dos usos dos sinais de pontuação no Texto III, analise as assertivas a seguir.

I- As vírgulas presentes no primeiro quadrinho servem para separar elementos de uma enumeração.
II- A vírgula que aparece no segundo quadrinho está em desacordo com a norma-padrão.
III- As reticências presentes no terceiro quadrinho sugerem uma pausa de realce.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4209585 Técnicas em Laboratório
O conhecimento e aplicação de normas de biossegurança e gerenciamento de resíduos por profissionais atuantes em ambientes de laboratório de técnicas histológicas é primordial para o adequado manuseio de tecidos biológicos (fixados ou frescos) e reagentes químicos (como xilol, formol e álcoois). Durante o processamento de amostras teciduais orais em laboratório de histopatologia são gerados resíduos, incluindo restos de tecidos, lâminas de micrótomo, formol 10% e álcoois contaminados.

Considerando as boas práticas laboratoriais e o gerenciamento de resíduos dispostas na RDC 222/2018, assinale a alternativa que indica o procedimento CORRETO.
Alternativas
Q4209586 Técnicas em Laboratório
O processamento histológico constitui-se em várias etapas, incluindo a fixação dos tecidos a serem posteriormente analisados pela microscopia. Essa etapa é crítica para a preservação da histomorfologia tecidual e interrupção do metabolismo celular, portanto a escolha de substâncias fixadoras adequadas para cada tipo de análise é sumamente importante para a obtenção de resultados satisfatórios que contribuam à execução das outras etapas do processamento tecidual.

Considerando os diversos agentes fixadores e os princípios da fixação, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4209587 Técnicas em Laboratório
No processamento histológico de rotina, as etapas laboratoriais prévias à microtomia visam preparar o tecido removendo a água e substituindo-a por um meio de inclusão solidificado, garantindo sua conservação e rigidez, o que permite obtenção de cortes que são corados para análise microscópica.

Considerando as etapas de desidratação, diafanização e inclusão em parafina, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4209588 Técnicas em Laboratório
O processamento histológico, quer seja de rotina ou para colorações especiais, requer conhecimento teórico e habilidades técnicas para a correta preparação das soluções e o controle do tempo de exposição das amostras teciduais aos reagentes, visando a obtenção de lâminas que permitam uma qualidade diagnóstica de alto padrão.

Com base nos princípios que norteiam as colorações histológicas, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4209589 Odontologia
No processamento histológico e posterior análise microscópica de tecidos mineralizados (osso, dentes e outros materiais mineralizados), a descalcificação representa uma etapa primordial caracterizada pelo uso de agentes que solubilizam ou quelam o cálcio para viabilizar os outros passos do processamento, permitindo obter cortes delgados na microtomia.

Sobre essa etapa, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4209590 Patologia
A imuno-histoquímica (IHQ) é uma técnica laboratorial que conjuga a histologia, imunologia e bioquímica objetivando a identificação de antígenos (proteínas) específicos em amostras teciduais, mediante o uso de anticorpos. Ela permite a visualização precisa da localização de marcadores, auxiliando na caracterização de neoplasias, determinação da origem de metástases e determinação do prognóstico.

Considerando as etapas, métodos e fundamentos técnicos da imuno-histoquímica, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4209591 Biomedicina - Análises Clínicas
A Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e a Eletroforese em gel de agarose representam técnicas básicas de frequente execução em laboratórios de biologia molecular. Considerando os fundamentos e aplicações dessas técnicas, analise as assertivas a seguir.

I- A eletroforese em gel de agarose permite a migração de fragmentos de DNA com base na sua carga elétrica líquida positiva, fazendo com que os fragmentos menores migrem mais rapidamente em direção ao cátodo.
II- Os primers na PCR são sequências curtas de DNAde fita simples que se ligam à região alvo de DNApara iniciar a polimerização fornecendo uma extremidade 3'-OH livre, necessária para a ação da Taq polimerase.
III- Na eletroforese, o uso de enzimas de restrição (endonucleases) fundamenta-se na sua capacidade de, no final da técnica, poder visualizar o tamanho das bandas de DNAregistradas no gel.
IV- O gel de agarose é utilizado para separar macromoléculas como DNA, RNAe proteínas com base em seu peso molecular (número de pares de bases) e carga elétrica, sendo que fragmentos de menor peso correm mais rápido e distante que fragmentos maiores.
V- AReação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa (RT-PCR) fundamenta-se na amplificação exponencial, a partir de primers de DNA, de sequências específicas de DNAmediante a ação da enzima Taq polimerase.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4209592 Técnicas em Laboratório
A microscopia representa uma ferramenta valiosa para análises citológicas e histológicas. Na sua aplicação, é essencial a escolha de equipamentos adequados que viabilizem uma minuciosa visualização da estrutura desejada.

Considerando a microscopia óptica (MO) e eletrônica (ME), analise as assertivas a seguir.

I- A Microscopia Eletrônica de Transmissão (MET) caracteriza-se pelo uso de feixes de elétrons que atravessam amostras em escala nanométrica, viabilizando a visualização detalhada de componentes celulares, com resolução muito superior à da microscopia óptica.
II- Na Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), a amostra é recoberta por uma fina camada de metal (geralmente ouro ou carbono) para que os elétrons emitidos produzam uma imagem tridimensional da superfície da amostra.
III- A Microscopia Óptica de Campo Claro, a mais comumente utilizada em laboratórios, possui um limite de resolução determinado pelo comprimento de onda da luz visível, sendo ideal para visualização de vírus e a organização molecular da membrana plasmática.
IV- A microscopia óptica exigem cortes ultrafinos (em torno de 50nm a 100nm), realizados em ultramicrótomo após inclusão em resina epóxi.
V- O poder de resolução da microscopia óptica é diretamente proporcional ao comprimento de onda da luz utilizada; quanto maior o comprimento de onda (luz vermelha), maior será a resolução da imagem.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4209593 Técnicas em Laboratório
A microtomia é uma etapa crucial no processamento histológico, nela a amostra tecidual fixada e emblocada em parafina é seccionada para obtenção de cortes na espessura adequada para análise microscópica. Um técnico experiente deve dominar o uso do micrótomo, o manejo da navalha, a distensão do corte e sua correta colagem na lâmina.

Considerando as técnicas de rotina, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4209594 Segurança e Saúde no Trabalho
Em ambiente laboratorial de histologia, existem agentes de risco biológico, físico e químico, que o profissional técnico conheça e aplique as normas e medidas de segurança para evitar acidentes e doenças ocupacionais.

Considerando os princípios de prevenção, ergonomia e sinalização de segurança, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Respostas
1: A
2: D
3: C
4: A
5: B
6: D
7: C
8: A
9: C
10: E
11: D
12: E
13: D
14: C
15: B
16: A
17: C
18: A
19: E
20: A