Questões de Concurso Público Prefeitura de Igarassu - PE 2023 para Professor de Língua Portuguesa
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I. São observados apenas emprego de termos com sentido denotativo.
II. Trata-se de um texto literário, por o autor usar mais elementos linguísticos em sentido figurado, que em sentido real.
III. Vê-se, no contexto, a importância que Rubem Alves confere à necessidade de o ser humano escutar o outro.
IV. Cita o escritor, para justificar a importância do silêncio, além do poeta português Fernando Pessoa, a beleza, ofertada pelo Ser Divino na natureza.
Está( ão ) correta( s ) apenas:
Ponha V, para as assertivas verdadeiras e F, para as falsas, assinalando em seguida a única alternativa correta.
( ) Rubem Alves criou um neologismo “escutatória” para a arte de escutar, a fim de combinar com “oratória” a arte de falar bem.
( ) O texto é uma crônica bem construída, em que foram utilizados períodos curtos, para prender mais a atenção do leitor.
( ) Os elementos coesivos e conectores são representados apenas, por termos subordinados.
( ) As formas verbais são empregadas com formas simples, mas também em locuções.
( ) Um sentido de antonímia, contrastante é percebido nos primeiros períodos do texto, fornecendo elementos reflexivos.
“Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma".
Pelo excerto, percebe-se que a função de linguagem predominante no texto é:
“Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma".
Observe os parágrafos destacados para responder corretamente a esta questão. Todas as assertivas se encontram corretas quanto aos aspectos morfossintáticos, à exceção de:
[...]. A" Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.”
Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma".
Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer”. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio.)
Ponha V, para o que for verdadeiro e F, para o que for falso nas assertivas abaixo:
( )Há locuções que indicam circunstâncias de: lugar, de modo, de causa , de companhia.
( )Veem-se expressões com elementos vocabulares no grau superlativo absoluto e relativo.
( )Inexistem sinais de pontuação empregados de maneira inadequada.
( ) “Parafraseio o Alberto Caeiro”, com tal expressão verbal, Rubem Alves quer dizer que irá falar o mesmo que o grande poeta, mas com outras expressões linguísticas.
A alternativa correta se encontra em:
[...]. A" Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.”
Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma".
Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer”. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio.)
Observe os elementos linguísticos destacados dos períodos para poder responder a esta questão.
I. Em que se mudou para os Estados Unidos estimulado o pronome só pode ser proclítico e o predicado é verbo-nominal.
II. O autor é repetitivo a fim de mostrar seu ponto de vista firme sobre o tema.
III. Os parágrafos possuem elementos circunstanciais de várias espécies.
IV. ...mais constante e sutil ... sútil e sutil são palavras homônimas homógrafas, mas não homófonas.
Sutil= delicado, tênue e sútil= costurado, remendado.
V. Falhas de regência e de concordância não se encontram nos parágrafos.
Correta(s) est(á) (ão) apenas a(s) alternativa(s):

I. Pelo texto, deduz-se que as diferenças sociais, em nosso País, são existentes até nos veículos utilizados pela coletividade, daí o nome ser coletivo.
II. O autor, usando a ironia, característica de tal gênero textual, inteligentemente, emprega um assunto da morfologia.
III. Os substantivos coletivos empregados pelo desenhista estão todos corretos, no entanto há vocábulos errados quanto à acentuação gráfica.
IV. De peixe é uma locução adjetiva, com função sintática de adjunto adnominal.
Está( ão ) correta( s ) apenas:


I. O período é formado com orações ligadas por elementos conectores com valor de adição e de explicação.
II. O elemento linguístico “desse” se encontra empregado corretamente, porque o bife se encontra perto do receptor e não do emissor.
III. “pra” apresenta síncope de um fonema e é termo próprio do linguajar cotidiano, da variedade linguística coloquial.
IV. Há um numeral cardinal no texto. Transformando-o em ordinal, ficaria quarto e em multiplicativo, quádruplo.
Estão corretas:
I. A atitude de uma personagem demonstra uma das facetas existentes nos seres humanos.
II. Os objetos inanimados dialogam. Este é um artifício literário chamado prosopopeia.
III. O autor mostra, no contexto, que a humildade sempre supera o orgulho a fim de mostrar, ao leitor, a importância dessa virtude.
IV. A narrativa, utilizando corretamente a língua portuguesa, utiliza o foco narrativo na 3ª. Pessoa, com o tempo no pretérito.
Está( ão) correta(s) a(s) assertiva(s):
Analise as afirmações abaixo quanto ao contexto do parágrafo, no condizente aos aspectos morfossintáticos e literários a fim de responder corretamente a esta questão.
I. Existem formas nominais. II. Predominam verbos indicativos de ação. III. Nota-se emprego de onomatopeia. IV. Há formas verbais chamadas simples e locuções. V. Percebem-se elementos de coesão representados não apenas por conjunções e preposições.
Estão corretas apenas as afirmações:
“A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.”
“Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte.”
Analise o período acima quantos aos aspectos morfológicos, sintáticos e semânticos, assinalando, em seguida, a única resposta correta.
“A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.”
“…o plic-plic-plic-plic…”
A expressão acima forma uma locução nominal imitativa de sons, sendo classificada morfologicamente, como um substantivo. Encontra-se corretamente separada por hifens. Identifique corretamente a alternativa em que o emprego do hífen se encontra inadequado.