Questões de Concurso Público SEED-PR 2026 para História / Formação de Docentes

Foram encontradas 29 questões

Q4423575 Não definido
O governante Piye foi o primeiro líder núbio a ordenar a construção de pirâmides régias, por volta de 716 a.C., iniciando assim uma tradição de arquitetura do poder que duraria por volta de mil anos e resultaria em mais de 200 estruturas desse tipo. O Egito, por sua vez, contabiliza aproximadamente 120 pirâmides. Tomando essas construções como base para a relação entre Egito e Núbia, é correto afirmar que: 
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Q4423576 Não definido
Tradições imperiais na Antiguidade, configuradas como projetos de poder universal de um único governante, são bem representadas por estruturas como Roma e Pérsia. Contudo, suas raízes podem ser encontradas nas estratégias políticas de sociedades da Mesopotâmia, como os: 
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Q4423577 História
Enquanto referência importante para a definição cronológica da Antiguidade, o mundo helênico costuma ser dividido em diferentes temporalidades: pré-Homérico, Homérico, Arcaico, Clássico e Helenístico. Desses, o período Clássico (sec. V–IV a.C.) costuma ser entendido como o auge formativo da cultura e da política gregas, aspectos bem representados pela dicotomia entre Atenas e Esparta. Os sistemas políticos dessas cidades foram, respectivamente: 
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Q4423578 História
No âmbito da historiografia sobre o mundo romano, o conceito de “romanização” foi consolidado no início do século XX, em plena era dos imperialismos europeus, para descrever a difusão da cultura romana nas províncias. No final desse mesmo século, arqueólogos e historiadores passaram a criticar as implicações desse conceito. Sobre os fundamentos dessa revisão, é correto afirmar que ela questiona: 
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Q4423579 História
Em 1077, o imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Henrique IV, permaneceu três dias descalço na neve diante do castelo de Canossa, implorando o perdão do papa Gregório VII, que o havia excomungado. O episódio se insere na chamada Querela das Investiduras, disputa que marcou as relações entre poder espiritual e poder temporal na Idade Média Central. Sobre o conflito que originou essa cena, é correto afirmar que ele estava associado: 
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Q4423580 História
O conceito de “feudalismo” foi consolidado pela historiografia europeia dos séculos XIX e XX para descrever a organização social do Ocidente medieval. Contudo, historiadores posteriores passaram a criticar tanto sua aplicação uniforme dentro da própria Europa quanto sua exportação para outras realidades, como o Japão ou certas sociedades africanas pré-modernas, frequentemente descritas como “feudais”. Considerando esse debate historiográfico, é correto afirmar que a crítica ao uso generalizado do conceito se sustenta porque: 
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Q4423581 História
A partir da segunda metade do século XX, a historiografia sobre as Grandes Navegações passou por diversas revisões críticas. Sustentou-se, por exemplo, que a América não foi descoberta, mas inventada: o continente teria sido constituído como entidade histórico-cultural pelo aparato conceitual europeu. Uma segunda vertente, de matriz latino - americana, radicalizou essa tese ao propor a noção de “encobrimento”. Paralelamente, correntes dedicadas às histórias conectadas propuseram outro deslocamento do paradigma expansionista. Sobre esses três movimentos historiográficos, é correto afirmar: 
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Q4423582 História
O Iluminismo, movimento intelectual do século XVIII, proclamou a razão, a igualdade natural e a liberdade como princípios universais. Contudo, muitas das monarquias e impérios europeus que difundiam essas ideias mantinham simultaneamente instituições que contradiziam diretamente tais princípios, como: 
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Q4423583 História
Leia a seguir o excerto do governador holandês da capitania da Paraíba, Elias Herckmans (1596-1644):
Os Tapuias formam um povo que habita no interior para o lado do ocidente sobre os montes e em sua vizinhança, em lugares que são os limites os mais afastados das Capitanias ora ocupadas pelos brancos […]. Dividem-se em várias nações.
Herckmans, Elias. Descrição geral da Capitania da Paraíba. João Pessoa: [União], 1982. p. 38.

Ao falar sobre o povo Tapuia e sua composição em diversas nações, Herckmans está fazendo referência: 
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Q4423584 Não definido
Diferentemente de muitos países nas Américas, onde a presença indígena se mantém forte na articulação das identidades nacionais, o lugar dos índios no Brasil continua sendo conjugado, no mais das vezes, no tempo passado […]. Apesar de fundamentada em algumas verdades, a crônica da destruição e do despovoamento já não é mais aceitável para explicar a trajetória dos povos indígenas nestas terras. O que se omite com tal abordagem são as múltiplas experiências de elaboração e reformulação de identidades que se apresentaram como respostas criativas às pesadas situações historicamente novas de contato, contágio e subordinação.
MONTEIRO, John Manuel. Tupis, tapuias e historiadores. Campinas: Unicamp, 2001. p. 78.  

A crítica formulada pelo autor se dirige a uma longa tradição da historiografia brasileira que, paulatinamente, vem sendo colocada sob revisão. É correto afirmar que essa revisão: 
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Q4423585 Não definido
No século XVIII, a sociedade escravista luso-americana desenvolveu um complexo vocabulário de classificação, empregando termos como “preto”, “crioulo”, “pardo”, “cabra”, “mulato”. Esse léxico, articulado às noções ibéricas de “pureza de sangue”, condicionava o acesso a cargos, irmandades, patentes militares e distinções sociais, mesmo para pessoas livres ou libertas. Em se tratando da historiografia recente, ela sustenta que esse sistema classificatório:
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Q4423586 História
Nas primeiras décadas da colonização da América portuguesa, os engenhos de açúcar recorreram ao trabalho compulsório indígena, obtido por meio de guerras, resgates e descimentos. Ao longo do século XVII, contudo, a mão de obra africana escravizada se tornou predominante nas áreas açucareiras do litoral. Dentre os fatores que explicam essa transição, destaca-se: 
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Q4423587 História
Manuais didáticos e obras de divulgação costumam apresentar incas, maias e astecas como as “altas culturas” da América pré-colombiana, formando uma tríade consagrada pela historiografia dos séculos XIX e XX. Estudos recentes, porém, têm problematizado essa forma de abordagem. Dentre as críticas formuladas, destaca-se a de que essa tríade: 
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Q4423588 História
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789) proclamou que “os homens nascem e são livres e iguais em direitos”. No entanto, a Assembleia manteve a escravidão colonial, e a abolição só veio em 1794, após três anos de ebulições sociais em Saint-Domingue, sendo restabelecida por Napoleão em 1802. Para uma vertente crítica da historiografia, esse processo revela algo estrutural sobre a própria Revolução Francesa, sendo essa uma interpretação segundo a qual: 
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Q4423589 História
Na segunda metade do século XIX, as potências europeias industrializadas se lançaram em empreitadas políticas na África e na Ásia, processo conhecido pela historiografia como imperialismo, que pode ser relacionado à Segunda Revolução Industrial. Sobre essa relação, é correto afirmar:
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Q4423590 História
Mesmo com o evento da Independência em setembro de 1822, a caminhada pela emancipação política do Brasil não foi imediatamente construída. Nos anos seguintes, travou-se uma disputa sobre o conteúdo da independência: que Estado seria esse, quem participaria dele e onde estaria localizada a soberania. A historiografia recente, aliás, tem deslocado o foco do “grito” fundador para esse processo mais longo e conflituoso. Sobre os embates do período entre 1822 e 1825, é correto afirmar: 
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Q4423591 História
No plano historiográfico, é possível traçar paralelos comparativos entre os processos de independência das Treze Colônias inglesas (1776) e do Brasil (1822). Embora ambos tenham resultado na emancipação política em relação às metrópoles europeias, apresentaram dinâmicas e desfechos distintos. A respeito dessas diferenças, é correto afirmar:
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Q4423592 História
Em 1808, fugindo das tropas napoleônicas, a família real portuguesa se transferiu para o Rio de Janeiro, que passou a sediar o império português. Abertura dos portos, criação de instituições administrativas, afluxo de imigrantes e estreitamento dos laços entre a corte e as elites do Centro-Sul reconfiguraram o lugar da América portuguesa nesse império. Na historiografia, esse processo de enraizamento do aparato estatal e dos interesses lusos no Rio de Janeiro é designado como:
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Q4423593 História
No século XIX, africanos libertos que retornaram do Brasil para a costa ocidental da África formaram comunidades reconhecíveis por seus sobrenomes portugueses e costumes de origem brasileira. Esses sujeitos e seus descendentes ficaram conhecidos como: 
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Q4423594 História
Durante muito tempo, a historiografia e a memória nacional narraram a abolição brasileira como obra de parlamentares, intelectuais e da própria princesa Isabel, fazendo do fim da escravidão uma “dádiva” concedida do alto. Estudos recentes, contudo, têm recuperado a atuação decisiva de abolicionistas negros, como Luiz Gama e José do Patrocínio, no desmonte da escravidão, bem como das próprias pessoas escravizadas. Sobre seus argumentos, é correto afirmar que essa revisão historiográfica: 
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Respostas
1: D
2: E
3: B
4: A
5: C
6: E
7: A
8: C
9: A
10: B
11: B
12: D
13: A
14: C
15: A
16: B
17: E
18: E
19: A
20: B