Questões de Concurso Público SEDF 2022 para Professor de Educação Básica - História, Edital nº 31
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O zoroastrismo persa exerceu influência sobre a religião dos hebreus, notadamente por afastar-se do dualismo entre o bem e o mal e da crença na imortalidade da alma.
No Egito Antigo, diferentemente do ocorrido em outras áreas da região, o Estado não conseguiu se centralizar politicamente.
A região chamada atualmente de Oriente Médio foi palco do surgimento das três grandes religiões monoteístas: judaísmo; cristianismo; e islamismo.
Exímios navegadores, os fenícios desenvolveram uma economia monetária, vigorosamente assentada na atividade comercial, tendo feito viagens de longo alcance e fundado colônias, especialmente para servirem de entreposto comercial.
Surgida na Grécia Antiga, a democracia conheceu formas e práticas distintas ao longo dos séculos, ora avançando, ora retrocedendo; em Atenas, seu berço, dela participavam todos os habitantes da pólis, inclusive escravos, mulheres e estrangeiros.
Uma característica essencial do Império Romano foi a submissão cultural por ele imposta aos povos conquistados, a começar pela imposição de sua religião oficial.
Muito do que se tornou a Europa Medieval resulta da convergência entre elementos herdados de um Império Romano em desintegração e de instituições oriundas das vitoriosas tribos germânicas.
A Idade Média europeia ocidental foi um período marcado pela preponderância do sistema feudal; nele, o poder estava nas mãos de uma nobreza proprietária de terras, e as relações sociais de produção eram preponderantemente servis.
Na Europa Medieval, a Igreja Católica era a instituição mais poderosa, por sua organização centralizada em meio à fragmentação do poder da aristocracia, por sua universalidade, ao atingir todos os recantos, e por sua força espiritual e temporal.
A Baixa Idade Média, entre os séculos XII e XV, foi o período de pleno apogeu do sistema feudal, com o aprofundamento da economia rural.
Renascimento cultural, reformas religiosas, surgimento da imprensa e inovações técnicas que possibilitaram as grandes navegações foram alguns dos aspectos fundadores da Idade Moderna, que descortinou uma nova etapa da história ocidental.
Os dois países ibéricos foram pioneiros nas grandes viagens ultramarinas que levaram a Europa à descoberta do Novo Mundo, que viria a ser denominado América, à exploração de áreas africanas e à chegada à Ásia, entre os séculos XV e XVI.
As práticas econômicas mercantilistas vigentes na Europa na Idade Moderna, especialmente pela concepção de que a riqueza do Estado estava atrelada ao entesouramento, foram transplantadas, em larga medida, para as colônias ibéricas na América, entre as quais o Brasil.
A mineração em Minas Gerais, ao longo do século XVIII, foi o efetivo início da colonização do Brasil pela metrópole portuguesa, tendo gerado uma sociedade impermeável e ruralizada.
As ideias iluministas, que se expandem pela Europa do século XVIII e que atingem camadas da população americana, forneceram o suporte filosófico e ideológico à Era das Revoluções, entre os últimos anos do século XVIII e a primeira metade do século XIX.
A independência das treze colônias inglesas da América foi o primeiro movimento de contestação ao sistema colonial europeu, dando origem aos Estados Unidos da América e influenciando movimentos libertários pelo continente americano.
No Brasil, destacaram-se alguns movimentos emancipacionistas que foram derrotados, tais como: a Conjuração Mineira, de 1789, movimento essencialmente popular que contou com a adesão dos setores mais pobres da sociedade; e a elitista Conjuração Baiana, de 1798.
A transferência do Estado português em 1808, determinada pelas circunstâncias europeias do período, retardou as condições para a independência do Brasil, a começar pela abertura dos portos, que inviabilizou aos agroexportadores brasileiros maior margem de ganhos no mercado internacional.
O Império brasileiro, no século XIX, foi sustentado pela escravidão; a Lei Áurea, de 1888, oficializou a abolição, mas não criou os mecanismos necessários à inserção dos antigos escravos africanos e seus descendentes na sociedade como cidadãos.
O tema do racismo permanece presente na agenda política brasileira contemporânea, o que confirma a advertência, feita há mais de um século por Joaquim Nabuco, de que o peso da escravidão permaneceria por muito tempo pairando sobre o Brasil.