Questões de Concurso Público SEDF 2021 para Professor Substituto - Artes/Música
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A Bossa Nova é um gênero musical brasileiro, associado ao samba, surgido na década de 1950, no Rio de Janeiro. Entre os principais nomes associados a esse momento inicial, podem ser citados o cantor e violonista João Gilberto e o compositor Antônio Carlos Jobim, com a composição Chega de Saudades.
Em um compasso 9/8 (nove por oito), o número nove informa que nove figuras preenchem todo o compasso e o número 8, que cada uma dessas figuras é a colcheia, ou seja, são necessárias nove colcheias para completar o compasso. Todavia, esse não é um compasso de nove tempos, mas, sim, um compasso de três tempos, cada tempo agrupando três colcheias (daí as nove colcheias). Esse tipo de subdivisão ternária do pulso caracteriza o compasso composto. Logo, esse é um exemplo de compasso ternário composto.
Se uma música está na tonalidade de Mi menor e precisa ser modulada para a tonalidade relativa do homônimo (paralelo), isso significa que ela será modulada para a tonalidade de Sol menor.
A melodia da canção Garota de Ipanema, executada sob a seguinte letra: “Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela a menina que vem e que passa, seu doce balanço a caminho do mar”, é baseada em um único motivo, que é repetido algumas vezes na altura inicial e depois transposto para outras notas, mantendo a característica do motivo inicial. Essa técnica de desenvolvimento melódico é chamada de imitação.
Uma orquestra tradicionalmente afina seus instrumentos a partir da nota Lá que o oboé toca. Esse Lá está em uma frequência de 440 hertz. Sendo assim, suponha-se que um professor tenha levado seus estudantes a um estúdio de gravação, um ambiente perfeito, com um equipamento de som capaz de executar todas as frequências sonoras desejadas, sem interferências externas, e que esses estudantes não tenham sofrido nenhuma perda auditiva e possam ouvir todas as notas musicais executadas dentro da faixa de frequências que o ouvido humano consegue perceber. Nesse caso, é correto afirmar que o professor, ao utilizar um programa de computador que toca a nota Lá mais grave do que o ouvido humano consegue perceber e oitavar essa mesma nota Lá até que os estudantes não a consigam mais ouvir, executou ao menos vinte notas Lá, em oitavas sucessivas, da mais grave à mais aguda, até que os estudantes não conseguissem mais ouvir as frequências executadas.
Suponha-se que, em uma sala de aula, um músico toque a nota Dó 3 com uma flauta doce. Nesse caso, é correto afirmar que, se o professor pedir que outro instrumentista toque um intervalo de sexta maior ascendente, a nota a ser executada será um Lá sustenido 3.
A depender do sistema de classificação, a guitarra, o violino e o piano podem estar em um mesmo grupo ou em grupos diferentes. Por exemplo, todos são cordofones, pois são instrumentos de corda, mas, se se levar em consideração a forma como o som é produzido, eles serão classificados de forma diferente. A guitarra é um instrumento de cordas dedilhadas (mesmo que se toque de palheta), enquanto o violino é um instrumento de cordas friccionadas (mesmo que seja possível executá-lo como um violão, técnica essa conhecida como pizzicato). Já o piano é um instrumento de corda percutida, às vezes classificado como instrumento de percussão. De acordo com essa classificação, o cravo estaria mais próximo da guitarra que do piano, enquanto o berimbau está mais próximo do piano que do violão.
Na partitura escrita na figura acima, o intervalo melódico entre as notas 2 e 3 é um intervalo de quinta diminuta ascendente, o intervalo melódico entre as notas 5 e 6 é um intervalo de sétima maior ascendente e o intervalo melódico entre as notas 7 e 8 é um intervalo de segunda aumentada ascendente.
Ao analisar a partitura da figura acima, é correto afirmar que se trata de uma peça para duas vozes masculinas e baixo contínuo. A presença desse baixo contínuo indica que, muito provavelmente, é uma obra do período Barroco.
O baixo contínuo é um sistema de notação em que um instrumento grave toca a melodia referente ao baixo e os números abaixo desse pentagrama indicam os intervalos harmônicos que devem ser executados acima desse baixo por algum instrumento harmônico. No exemplo dado na figura acima, o símbolo de sustenido que está escrito logo abaixo da nota Ré, no compasso 31, indica que o músico que executar a harmonia deverá elevar a terça acima dessa nota Ré. Dessa forma, o quarto tempo desse compasso terá a sonoridade de um acorde de Ré maior (desconsiderando-se a nota Dó executada pela voz mais grave).
Analisando-se a música e a tessitura da melodia, é correto concluir que a música está na tonalidade de Dó maior e que, para harmonizar a melodia, é necessário o acorde de Dó maior no primeiro compasso e o acorde de Sol maior no segundo compasso.
A figura acima representa um exercício de harmonização a quatro vozes chamado de condução de vozes. Nele, são percebidos, nessa ordem, um acorde de tônica menor, o uso de uma dominante secundária, um acorde de sexta aumentada francesa e um acorde de dominante com sétima menor resolvendo em um acorde de tônica, criando uma cadência autêntica perfeita e terminando com uma terça de picardia.
A escrita da cifra harmônica dos acordes que aparecem na figura acima são representadas da forma seguinte (cada linha igual um compasso).
1 | Cm – Cm7/Bb | 2 | Ab – Ab7/Gb | 3 | Db/F | 4 | G7 | 5 | Cm |
Conforme as mais recentes metodologias inclusivas de educação musical, a principal função do professor de música em sala é a de ensinar os elementos básicos da música, divididos em melodia, harmonia e ritmo. Dessa forma, mesmo que o professor dê alguma importância às músicas que os estudantes trazem para a sala de aula, gêneros como o Hip-Hop são de pouca utilidade, pois, apesar de terem uma prosódia bem interessante, falta variedade na melodia e no uso da harmonia. Nesse sentido, músicas como a Bossa Nova, mesmo que não seja o gênero mais apreciado pelos estudantes, são muito mais ricas para serem utilizadas em sala de aula do ensino regular.
Em 2017, houve uma decisão do Supremo Tribunal Federal que permitiu o ensino religioso confessional em escolas públicas. Isso significa que, em escolas que tenham optado pelo ensino da religião católica, por exemplo, os professores de música não poderão trabalhar, em sala de aula, conteúdos relacionados à música de outras religiões, tais como músicas indígenas e músicas e matrizes africanas.
Segundo a Base Nacional Comum Curricular, a presença do ensino de música na escola regular visa a desenvolver a percepção, a experimentação, a reprodução, a manipulação e a criação de materiais sonoros diversos, dos mais próximos aos mais distantes da cultura musical dos alunos. Esse processo lhes possibilita vivenciar a música, relacionando-a à diversidade, e desenvolver saberes musicais fundamentais para a sua participação crítica e ativa na sociedade.
As metodologias ativas de ensino musical são caracterizadas pela experiência direta do aluno nos processos de ensino-aprendizado, envolvendo diversos elementos musicais, e não somente o interesse no desenvolvimento de uma técnica instrumental específica. No Brasil, o melhor exemplo de uso dessa abordagem em sala de aula foi o canto orfeônico.
Historicamente, a aprendizagem musical se restringia aos conservatórios e às escolas de música. A partir da alteração da Lei n.º 9.394/1996, o ensino de música passou a ser obrigatório nas escolas regulares. Apesar da ampliação do campo de trabalho para professores, há a necessidade de se fazer uma distinção entre a função e os objetivos da música ensinada em escolas específicas e em escolas regulares. Nesse sentido, o objetivo do ensino de música em escolas regulares é desenvolver a sensibilidade, o gosto pela boa música e a vivência, por meio da musicalização. Já os conhecimentos e as habilidades mais específicas, como a aprendizagem de instrumentos musicais, a grafia, a compreensão da estrutura musical e a percepção auditiva são destinados às escolas de música. Essas especificidades e diferenças da função, das concepções musicais, de seus impactos e de suas limitações na elaboração de projetos pedagógicos têm sido amplamente afirmadas na literatura sobre a área.
O ensino de teoria musical antes da prática ainda é a melhor metodologia.
O uso de instrumentos com materiais recicláveis é uma realidade do ensino de música em vários ambientes (de universidades a escolas de ensino regular) e o uso de fontes sonoras diversas têm sido estimulado pelos educadores musicais associados à segunda geração dos métodos ativos, tais como Murray Schaffer, John Paynter e George Self, como uma forma não só de ampliar o universo sonoro dos estudantes, mas também de aproximá-los da produção da música de concerto contemporânea.



