Questões de Concurso Público Prefeitura de Santo Expedito - SP 2017 para Escriturário l
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Foi publicada no "Diário Oficial da União" na sexta-feira (5) de maio de 2017, a exoneração do presidente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Antônio Fernandes Toninho Costa. A exoneração foi assinada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Costa deixa o cargo em meio a um momento conturbado das políticas para os índios no país.
(Fonte adaptada: http://g1.globo.com > acesso em 05 de maio de 2017)
O trecho acima relata a saída do presidente da FUNAI de seu cargo. O agravamento da crise sobre a questão indígena no Brasil teve como fator de agravamento no ano de 2017:
O ataque com mísseis que os Estados Unidos realizou contra uma base aérea da Síria no mês de abril de 2017, destruiu aproximadamente 20% do poderio aéreo do governo de Bashar Al Assad, assegurou o secretário americano da Defesa, Jim Mattis.
(Fonte adaptada: http://oglobo.globo.com > acesso em 12 de abril de 2017)
O fato relatado acima, ordenado pelo Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, está diretamente relacionado ao:
O Ministro Edson Fachin, Relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal mandou o Senado Federal afastar de suas funções de Senador , o Presidente Nacional do PSDB, estamos aqui falando de :
O Ministro Interino da Cultura entregou carta de demissão do cargo ao Presidente Michel Temer. Na carta, ele comunica o seu desinteresse em ser efetivado no cargo, Qual o nome do Ministro Interino da Cultura?
Quais foram as Escolas de Samba, campeões do Carnaval de Sp e no Rio de Janeiro em 2017, respectivamente?
O Brasil, é o maior país da América do Sul, qual a população aproximada do país atualmente?
Qual o nome do Rio e o Estado da União que esta sendo construída a Usina de Belo Monte?
Qual o nome do atual Presidente da República do Brasil, trata-se de:
Eleito com 285 votos favoráveis, qual o nome do Presidente da Câmara dos Deputados atualmente?
Qual o nome completo do Prefeito eleito da Capital Paulista, eleito em primeiro turno nas eleições de 2016?
Assinale a alternativa em que a palavra contém ditongo crescente:
Assinale a alternativa incorreta:
Assinale a frase em que a palavra que funciona como conjunção integrante:
Assinale a alternativa que corresponde ao período de pontuação correta;
O vocábulo catedral é formado por:
Adjunto adverbial de causa está em:
Assinale a alternativa em que NÃO ocorre a voz passiva:
As palavras está, será, há e já acentuam-se por serem:
Indique a alternativa que corresponde corretamente as lacunas.
Lucinha, você está __________, mas como _________ apenas dois dias para o encerramento das inscrições, é melhor você fazer um sacrifício e ir ao colégio.
O NARIZ
Era um dentista respeitadíssimo. Com seus quarenta e poucos anos, uma filha quase na faculdade. Um homem sério, sóbrio, sem opiniões surpreendentes, mas de uma sólida reputação como profissional e cidadão. Um dia, apareceu em casa com um nariz postiço. Passado o susto, a mulher e a filha sorriram com fingida tolerância. Era um daqueles narizes de borracha com óculos de aros pretos, sobrancelhas e bigodes que fazem a pessoa ficar parecida com Groucho Marx. Mas o nosso dentista não estava imitando o Groucho Marx. Sentou-se à mesa de almoço — sempre almoçava em casa— com a retidão costumeira, quieto e algo distraído. Mas com um nariz postiço.
— O que é isso? — perguntou a mulher depois da salada, sorrindo menos.
— Isto o quê?
— Esse nariz.
— Ah, vi numa vitrina, entrei e comprei.
— Logo você, papai...
Depois do almoço ele foi recostar- se no sofá da sala como fazia todos os dias. A mulher impacientou-se.
— Tire esse negócio.
— Por quê?
— Brincadeira tem hora.
— Mas isto não é brincadeira.
Sesteou com o nariz de borracha para o alto. Depois de meia hora, levantou-se e dirigiu-se para a porta.
A mulher interpelou:
— Aonde é que você vai?
— Como, aonde é que eu vou? Vou voltar para o consultório.
— Mas com esse nariz?
— Eu não compreendo você — disse ele, olhando-a com censura através dos aros sem lentes. — Se fosse uma gravata nova, você não diria nada. Só porque é um nariz...
— Pense nos vizinhos. Pense nos clientes.
Os clientes, realmente, não compreenderam o nariz de borracha. Deram risada: ("Logo o senhor, doutor..."), fizeram perguntas, mas terminaram a consulta intrigados e saíram do consultório com dúvidas.
— Ele enlouqueceu?
— Não sei — respondia a recepcionista, que trabalhava com ele há 15 anos.
— Nunca vi "ele" assim.
Naquela noite, ele tomou seu chuveiro, como fazia sempre antes de dormir. Depois, vestiu o pijama e o nariz postiço e foi se deitar.
— Você vai usar este nariz na cama? — perguntou a mulher.
— Vou. Aliás, não vou mais tirar este nariz.
— Mas, por quê?
— Porque não.
Dormiu logo. A mulher passou a metade da noite olhando para o nariz de borracha. De madrugada começou a chorar baixinho. Ele enlouquecera. Era isto. Tudo estava acabado. Uma carreira brilhante, uma reputação, um nome, uma família perfeita, tudo trocado por um nariz postiço.
— Papai...
— Sim, minha filha.
— Podemos conversar?
— Claro que podemos.
— É sobre esse seu nariz...
— O meu nariz, outra vez? Mas vocês só pensam nisso?
— Papai, como é que nós não vamos pensar? De uma hora para outra, um homem como você resolve andar de nariz postiço e não quer que ninguém note?
— O nariz é meu e vou continuar a usar.
— Mas por que, papai? Você não se dá conta de que se transformou no palhaço do prédio? Eu não posso mais encarar os vizinhos, de vergonha. A mamãe não tem mais vida social.
— Não tem porque não quer...
[...]
A mulher e a filha saíram de casa. Ele perdeu todos os clientes. A recepcionista, que trabalhava com ele há 15 anos, pediu demissão. Não sabia o que esperar de um homem que usava nariz postiço.
Evitava aproximar-se dele. Mandou o pedido de demissão pelo correio. Os amigos mais chegados, numa última tentativa de salvar sua reputação, o convenceram a consultar um psiquiatra.
— Você vai concordar — disse o psiquiatra depois de concluir que não havia nada de errado com ele — que seu comportamento é um pouco estranho...
— Estranho é o comportamento dos outros! — disse ele. — Eu continuo o mesmo. Noventa e dois por cento do meu corpo continua o que era antes. Não mudei a maneira de vestir, nem de pensar, nem de me comportar. Continuo sendo um ótimo dentista, um bom marido, bom pai, contribuinte, sócio do Fluminense, tudo como antes. Mas as pessoas repudiam todo o resto por causa deste nariz. Um simples nariz de borracha. Quer dizer que eu não sou eu, eu sou o meu nariz? [...]
(Luís Fernando Verissimo. O nariz e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994. p. 73-6.)
reputação: fama, renome.
repudiar: rejeitar, repelir.
sestear: fazer a sesta, descansar, cochilar
Das palavras seguintes, marque a que traduz o assunto central do texto.