Questões de Concurso Público Prefeitura de São José do Inhacorá - RS 2023 para Agente Educacional

Questões Discursivas

Foram encontradas 40 questões

Q4207719 Português
    “A diferença entre passado, presente e futuro é uma ilusão, ainda que persistente”, Einstein escreveu. A ideia do físico ali não era lacrar uma discussão. O italiano Michele Besso, seu melhor amigo dos tempos de faculdade, tinha acabado de morrer. A frase foi escrita numa carta à esposa de Besso. Era uma forma de consolar a ela, e a ele próprio, pela perda. 

    Ninguém jamais teve tanta propriedade para falar sobre o tempo do que Einstein. O alemão descobriu que o tempo passa em ritmos diferentes para coisas diferentes. Do ponto de vista de um buraco negro, caso ele tivesse ponto de vista, o Universo não existe mais. Trilhões e trilhões de anos já se passaram. Todas as estrelas já se apagaram, os prótons decaíram. 

    A densidade virtualmente infinita do centro do buraco negro “estica” o tecido do espaço-tempo também de forma infinita. O resultado de tal estiramento é uma aceleração igualmente sem fim no ritmo da passagem do tempo, até o ponto em que o próprio tempo, como entidade, chega à última gota. Esse processo de deformação do tecido espaço-tempo por lá começou na própria formação do centro do buraco, provavelmente há bilhões de anos.

    Ou seja: do ponto de vista dele, fatos como o nascimento do seu terceiro neto, as eleições presidenciais do ano de 2158 e os resultados de todas as Copas do Mundo, daqui até a última edição do evento na história da humanidade, estão resolvidos há bilhões de anos. 

    Agora dê uma olhada no céu, no lugar onde fica a constelação de Sagitário. É lá que está o buraco negro supermassivo do centro da Via Láctea, em torno do qual todas as centenas de bilhões de estrelas da nossa galáxia giram. Não dá para ver, claro, mas ele está ali. Agora mesmo. De alguma forma, ele “sabe” como será cada momento do nosso futuro. Tudo o que para nós ainda segue em aberto, para ele é parte do passado. Já está resolvido. Não vai mudar. Presente, passado e futuro, portanto, são uma ilusão. Ainda que persistente.

    A maleabilidade do tempo na física inspira olhar com mais carinho para as agruras do tempo em outra área da ciência: a psicologia. A forma como a mente entende o tempo também varia. Você sabe: uma hora na sala de espera do médico demora bem mais para passar do que uma hora de conversa com amigos que não se veem há muito tempo. Por outro lado, a memória dessa hora na sala de espera deixa de existir assim que você é chamado para a consulta. E a da conversa com os amigos fica para sempre, como se tivesse durado 20 horas.  

    Há uma armadilha nessa lógica, porém. As horas e horas que você passa maratonando séries, jogando videogame ou rolando o Insta também passam rapidinho. Mas não deixam memórias. O que enriquece a vida é a interação com outras pessoas. O resto não rende juros para a biografia. 

    Estamos há praticamente um ano sob algum grau de restrição na nossa vida social. Pouca gente, a essa altura, está completamente isolada desde lá. Mas a maior parte de nós não voltou à vida como ela era (o que é ótimo do ponto de vista epidemiológico). 

    Então sempre vale lembrar: dê uma chance extra para aquelas conversas de Zoom que já enjoaram, telefone para os seus pais e avós, não suma dos grupos de Whats, mande DM quando gostar da foto de um amigo; puxe conversa. Senão, quando você olhar para trás, não haverá nada. Cuide bem da formação de suas novas memórias. Porque, sem elas, a vida se converte numa ilusão, ainda que persistente.


(Fonte: Superinteressante - adaptado.)
De acordo com o texto, a concepção de tempo promovida por Einstein na física pode também produzir reflexões para a psicologia. Nesse sentido, a memória: 
Alternativas
Q4207720 Português
    “A diferença entre passado, presente e futuro é uma ilusão, ainda que persistente”, Einstein escreveu. A ideia do físico ali não era lacrar uma discussão. O italiano Michele Besso, seu melhor amigo dos tempos de faculdade, tinha acabado de morrer. A frase foi escrita numa carta à esposa de Besso. Era uma forma de consolar a ela, e a ele próprio, pela perda. 

    Ninguém jamais teve tanta propriedade para falar sobre o tempo do que Einstein. O alemão descobriu que o tempo passa em ritmos diferentes para coisas diferentes. Do ponto de vista de um buraco negro, caso ele tivesse ponto de vista, o Universo não existe mais. Trilhões e trilhões de anos já se passaram. Todas as estrelas já se apagaram, os prótons decaíram. 

    A densidade virtualmente infinita do centro do buraco negro “estica” o tecido do espaço-tempo também de forma infinita. O resultado de tal estiramento é uma aceleração igualmente sem fim no ritmo da passagem do tempo, até o ponto em que o próprio tempo, como entidade, chega à última gota. Esse processo de deformação do tecido espaço-tempo por lá começou na própria formação do centro do buraco, provavelmente há bilhões de anos.

    Ou seja: do ponto de vista dele, fatos como o nascimento do seu terceiro neto, as eleições presidenciais do ano de 2158 e os resultados de todas as Copas do Mundo, daqui até a última edição do evento na história da humanidade, estão resolvidos há bilhões de anos. 

    Agora dê uma olhada no céu, no lugar onde fica a constelação de Sagitário. É lá que está o buraco negro supermassivo do centro da Via Láctea, em torno do qual todas as centenas de bilhões de estrelas da nossa galáxia giram. Não dá para ver, claro, mas ele está ali. Agora mesmo. De alguma forma, ele “sabe” como será cada momento do nosso futuro. Tudo o que para nós ainda segue em aberto, para ele é parte do passado. Já está resolvido. Não vai mudar. Presente, passado e futuro, portanto, são uma ilusão. Ainda que persistente.

    A maleabilidade do tempo na física inspira olhar com mais carinho para as agruras do tempo em outra área da ciência: a psicologia. A forma como a mente entende o tempo também varia. Você sabe: uma hora na sala de espera do médico demora bem mais para passar do que uma hora de conversa com amigos que não se veem há muito tempo. Por outro lado, a memória dessa hora na sala de espera deixa de existir assim que você é chamado para a consulta. E a da conversa com os amigos fica para sempre, como se tivesse durado 20 horas.  

    Há uma armadilha nessa lógica, porém. As horas e horas que você passa maratonando séries, jogando videogame ou rolando o Insta também passam rapidinho. Mas não deixam memórias. O que enriquece a vida é a interação com outras pessoas. O resto não rende juros para a biografia. 

    Estamos há praticamente um ano sob algum grau de restrição na nossa vida social. Pouca gente, a essa altura, está completamente isolada desde lá. Mas a maior parte de nós não voltou à vida como ela era (o que é ótimo do ponto de vista epidemiológico). 

    Então sempre vale lembrar: dê uma chance extra para aquelas conversas de Zoom que já enjoaram, telefone para os seus pais e avós, não suma dos grupos de Whats, mande DM quando gostar da foto de um amigo; puxe conversa. Senão, quando você olhar para trás, não haverá nada. Cuide bem da formação de suas novas memórias. Porque, sem elas, a vida se converte numa ilusão, ainda que persistente.


(Fonte: Superinteressante - adaptado.)
Na frase “Esse processo de deformação do tecido espaçotempo por lá começou na própria formação do centro do buraco, provavelmente bilhões de anos.”, o verbo sublinhado é CORRETAMENTE classificado no seguinte tempo verbal:
Alternativas
Q4207721 Português
    “A diferença entre passado, presente e futuro é uma ilusão, ainda que persistente”, Einstein escreveu. A ideia do físico ali não era lacrar uma discussão. O italiano Michele Besso, seu melhor amigo dos tempos de faculdade, tinha acabado de morrer. A frase foi escrita numa carta à esposa de Besso. Era uma forma de consolar a ela, e a ele próprio, pela perda. 

    Ninguém jamais teve tanta propriedade para falar sobre o tempo do que Einstein. O alemão descobriu que o tempo passa em ritmos diferentes para coisas diferentes. Do ponto de vista de um buraco negro, caso ele tivesse ponto de vista, o Universo não existe mais. Trilhões e trilhões de anos já se passaram. Todas as estrelas já se apagaram, os prótons decaíram. 

    A densidade virtualmente infinita do centro do buraco negro “estica” o tecido do espaço-tempo também de forma infinita. O resultado de tal estiramento é uma aceleração igualmente sem fim no ritmo da passagem do tempo, até o ponto em que o próprio tempo, como entidade, chega à última gota. Esse processo de deformação do tecido espaço-tempo por lá começou na própria formação do centro do buraco, provavelmente há bilhões de anos.

    Ou seja: do ponto de vista dele, fatos como o nascimento do seu terceiro neto, as eleições presidenciais do ano de 2158 e os resultados de todas as Copas do Mundo, daqui até a última edição do evento na história da humanidade, estão resolvidos há bilhões de anos. 

    Agora dê uma olhada no céu, no lugar onde fica a constelação de Sagitário. É lá que está o buraco negro supermassivo do centro da Via Láctea, em torno do qual todas as centenas de bilhões de estrelas da nossa galáxia giram. Não dá para ver, claro, mas ele está ali. Agora mesmo. De alguma forma, ele “sabe” como será cada momento do nosso futuro. Tudo o que para nós ainda segue em aberto, para ele é parte do passado. Já está resolvido. Não vai mudar. Presente, passado e futuro, portanto, são uma ilusão. Ainda que persistente.

    A maleabilidade do tempo na física inspira olhar com mais carinho para as agruras do tempo em outra área da ciência: a psicologia. A forma como a mente entende o tempo também varia. Você sabe: uma hora na sala de espera do médico demora bem mais para passar do que uma hora de conversa com amigos que não se veem há muito tempo. Por outro lado, a memória dessa hora na sala de espera deixa de existir assim que você é chamado para a consulta. E a da conversa com os amigos fica para sempre, como se tivesse durado 20 horas.  

    Há uma armadilha nessa lógica, porém. As horas e horas que você passa maratonando séries, jogando videogame ou rolando o Insta também passam rapidinho. Mas não deixam memórias. O que enriquece a vida é a interação com outras pessoas. O resto não rende juros para a biografia. 

    Estamos há praticamente um ano sob algum grau de restrição na nossa vida social. Pouca gente, a essa altura, está completamente isolada desde lá. Mas a maior parte de nós não voltou à vida como ela era (o que é ótimo do ponto de vista epidemiológico). 

    Então sempre vale lembrar: dê uma chance extra para aquelas conversas de Zoom que já enjoaram, telefone para os seus pais e avós, não suma dos grupos de Whats, mande DM quando gostar da foto de um amigo; puxe conversa. Senão, quando você olhar para trás, não haverá nada. Cuide bem da formação de suas novas memórias. Porque, sem elas, a vida se converte numa ilusão, ainda que persistente.


(Fonte: Superinteressante - adaptado.)
Considerando-se as informações contidas no texto, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

(_) Einstein considerava que o tempo passa em ritmos diferentes para coisas diferentes.
(_) A deformação do tecido espaço-tempo dentro de um buraco começou junto com o próprio universo.
(_) A concepção de tempo na física é igual à de memória na psicologia. 
Alternativas
Q4207722 Português
    “A diferença entre passado, presente e futuro é uma ilusão, ainda que persistente”, Einstein escreveu. A ideia do físico ali não era lacrar uma discussão. O italiano Michele Besso, seu melhor amigo dos tempos de faculdade, tinha acabado de morrer. A frase foi escrita numa carta à esposa de Besso. Era uma forma de consolar a ela, e a ele próprio, pela perda. 

    Ninguém jamais teve tanta propriedade para falar sobre o tempo do que Einstein. O alemão descobriu que o tempo passa em ritmos diferentes para coisas diferentes. Do ponto de vista de um buraco negro, caso ele tivesse ponto de vista, o Universo não existe mais. Trilhões e trilhões de anos já se passaram. Todas as estrelas já se apagaram, os prótons decaíram. 

    A densidade virtualmente infinita do centro do buraco negro “estica” o tecido do espaço-tempo também de forma infinita. O resultado de tal estiramento é uma aceleração igualmente sem fim no ritmo da passagem do tempo, até o ponto em que o próprio tempo, como entidade, chega à última gota. Esse processo de deformação do tecido espaço-tempo por lá começou na própria formação do centro do buraco, provavelmente há bilhões de anos.

    Ou seja: do ponto de vista dele, fatos como o nascimento do seu terceiro neto, as eleições presidenciais do ano de 2158 e os resultados de todas as Copas do Mundo, daqui até a última edição do evento na história da humanidade, estão resolvidos há bilhões de anos. 

    Agora dê uma olhada no céu, no lugar onde fica a constelação de Sagitário. É lá que está o buraco negro supermassivo do centro da Via Láctea, em torno do qual todas as centenas de bilhões de estrelas da nossa galáxia giram. Não dá para ver, claro, mas ele está ali. Agora mesmo. De alguma forma, ele “sabe” como será cada momento do nosso futuro. Tudo o que para nós ainda segue em aberto, para ele é parte do passado. Já está resolvido. Não vai mudar. Presente, passado e futuro, portanto, são uma ilusão. Ainda que persistente.

    A maleabilidade do tempo na física inspira olhar com mais carinho para as agruras do tempo em outra área da ciência: a psicologia. A forma como a mente entende o tempo também varia. Você sabe: uma hora na sala de espera do médico demora bem mais para passar do que uma hora de conversa com amigos que não se veem há muito tempo. Por outro lado, a memória dessa hora na sala de espera deixa de existir assim que você é chamado para a consulta. E a da conversa com os amigos fica para sempre, como se tivesse durado 20 horas.  

    Há uma armadilha nessa lógica, porém. As horas e horas que você passa maratonando séries, jogando videogame ou rolando o Insta também passam rapidinho. Mas não deixam memórias. O que enriquece a vida é a interação com outras pessoas. O resto não rende juros para a biografia. 

    Estamos há praticamente um ano sob algum grau de restrição na nossa vida social. Pouca gente, a essa altura, está completamente isolada desde lá. Mas a maior parte de nós não voltou à vida como ela era (o que é ótimo do ponto de vista epidemiológico). 

    Então sempre vale lembrar: dê uma chance extra para aquelas conversas de Zoom que já enjoaram, telefone para os seus pais e avós, não suma dos grupos de Whats, mande DM quando gostar da foto de um amigo; puxe conversa. Senão, quando você olhar para trás, não haverá nada. Cuide bem da formação de suas novas memórias. Porque, sem elas, a vida se converte numa ilusão, ainda que persistente.


(Fonte: Superinteressante - adaptado.)
Na frase “Era uma forma de consolar a ela, e a ele próprio, pela perda.”, a palavra sublinhada é CORRETAMENTE classificada como:
Alternativas
Q4207723 Português
Considerando-se o que rege a norma-padrão da Língua Portuguesa a respeito da concordância nominal, analisar os itens abaixo:

I. É terminantemente proibido a utilização de equipamentos eletrônicos durante a prova.
II. Bastantes foram os dias em que sofri por lembrar de você.
III. Em anexos, enviei os documentos por e-mail.

Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q4207724 Português
Segundo o Novo Acordo Ortográfico, entre as palavras “anti inflamatório”, “extra escolar” e “guarda chuva”, o hífen é obrigatório:
Alternativas
Q4207725 Português
Quanto às formas verbais, assinalar a alternativa CORRETA:  
Alternativas
Q4207726 Português
Há uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo em:
Alternativas
Q4207727 Português
Com base no que prescreve a norma-padrão a respeito da regência verbal, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:

Há muito tinha esquecido _______ rapaz _______ um dia se apaixonou, com quem, uma vez, sentou-se _______ mesa, prometendo-lhe as mais belas coisas que alguém já poderia ter ouvido. 
Alternativas
Q4207728 Português
A alternativa em que todas as palavras estão acentuadas CORRETAMENTE é a:  
Alternativas
Q4207729 Estatística
O gráfico abaixo mostra uma comparação com os dados percentuais de variação do consumo de eletricidade de cada setor (comparação entre 2018 e 2019):

Q11.png (340×209)

Com base nos dados apresentados, analisar os itens abaixo:

I. Apenas o setor industrial sofreu retração na variação do consumo de eletricidade.
II. O setor público diminuiu o consumo de energia.
Alternativas
Q4207730 Matemática
Assinalar a alternativa que apresenta o número exato de anagramas que tem a palavra ASSINALAR:
Alternativas
Q4207731 Matemática
A chance de um determinado evento acontecer é de uma em um bilhão. O número que representa um bilhão é:
Alternativas
Q4207732 Matemática
Analisar a imagem do triângulo retângulo abaixo:

Q14.png (168×144)

Considerando-se as medidas de h = 25m e b = 10m, é CORRETO afirmar que a área do triângulo é:
Alternativas
Q4207733 Matemática
Dada a PG (1, 4, 16, 64,...), assinalar a alternativa que apresenta a soma dos 10 primeiros termos:
Alternativas
Q4207734 Matemática Financeira
Considerando-se o sistema de capitalização simples, a taxa de juros de 36% ao ano é igual a taxa de:
Alternativas
Q4207735 Matemática
Pedro trabalha como taxista. Sua corrida possui uma taxa fixa de R$ 7,00. Além disso, é cobrado R$ 6,50 por km rodado. Com base nessas informações, assinalar a alternativa que apresenta a equação que representa o valor total de cada corrida de Pedro:
Alternativas
Q4207736 Matemática
Sabe-se que 2/5 dos 50 alunos de uma sala são canhotos e o restante são destros. Assim, o número de alunos destros é: 
Alternativas
Q4207737 Meio Ambiente
O polipropileno é um plástico usado em uma variedade de produtos, entre eles, embalagens e utilidades domésticas.

Q19.png (240×112)

Ao constatar que um produto plástico tem esse símbolo, é CORRETO concluir que:
Alternativas
Q4207738 Atualidades
Nos últimos anos, o avanço da tecnologia digital e de inteligências artificiais tornou o termo denominado criptomoedas um tema da atualidade econômica. Esse termo refere-se:
Alternativas
Respostas
1: D
2: D
3: C
4: C
5: B
6: A
7: A
8: C
9: B
10: D
11: B
12: C
13: B
14: A
15: A
16: D
17: B
18: C
19: B
20: C