O cigarro eletrônico e os jovens
Crianças e adolescentes sempre foram alvo da
indústria do tabaco. Não à toa, fumar é um vício que começa
na juventude. Cerca de 25% dos tabagistas começam a
fumar antes dos 14 anos. Se antes o objetivo das
propagandas de tabaco era tornar os jovens dependentes do
cigarro, agora a meta continua a ser convencê-los a
consumir nicotina, mas por outras vias.
A indústria vem pegando pesado na propaganda dos
DEFs, os dispositivos eletrônicos para fumar. Um dos
argumentos da indústria do tabaco é que esse cigarro
eletrônico ajudaria os fumantes a deixarem o cigarro. Assim,
trocar o cigarro convencional pelo eletrônico seria uma
forma de reduzir danos e, aos poucos, deixar o uso de
nicotina para trás.
Contudo, há cada vez mais dados a respeito dos
malefícios desses produtos à saúde. De acordo com a
Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, “estudos
científicos mostram que o uso dos DEFs, tanto agudo como
crônico, está diretamente ligado ao surgimento de várias
doenças respiratórias, gastrointestinais e orais, além de
causar dependência e estimular o uso dos cigarros
convencionais”.
A quantidade de nicotina e de outras substâncias
tóxicas contida nos DEFs varia — alguns chegam a conter a
quantidade de nicotina encontrada em cinco maços de
cigarro convencional.
Fonte: Portal Drauzio Varella. Adaptado.