Questões de Concurso Público Prefeitura de Guadalupe - PI 2025 para Professor - Português

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Q3534479 Português
Nomofobia: o medo de ficar sem celular atinge mais de 60% dos brasileiros


      Apesar de ser ainda pouco conhecido, o termo nomofobia remete ____ ansiedade gerada pela falta do celular. Em outras palavras, também pode ser definido como um sintoma da ausência dos smartphones.

     Um estudo recente da nomophobia.com, portal dedicado ao tema, revela que 60% dos brasileiros reportam ansiedade quando não estão com seus celulares. O levantamento mostra ainda que 87% se consideram dependentes de seus smartphones para suas atividades diárias, o que mostra o papel central dos celulares no estilo de vida da população.

    A pesquisa entrevistou mais de 3.000 latino-americanos em seis países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru), sendo 758 brasileiros.

    “Os dados mostram que os latino-americanos estão cada vez mais dependentes dos seus celulares, o que é preocupante devido às implicações psicológicas e físicas que isso tem nas populações”, disse Patrick O’Neill, criador do portal nomophobia.com e do termo que foi cunhado em 2008.

   O uso de smartphones tem aumentado constantemente no Brasil, com 71% dos entrevistados relatando possuir um smartphone, enquanto 27% afirmam ter dois. Para 79%, o celular não era utilizado para os mesmos fins _____ cinco anos, o que reflete a constante evolução da tecnologia, que trouxe inúmeras possibilidades de uso.

   Para 85% dos brasileiros, os telefones celulares facilitam as transações financeiras por meio de pagamentos móveis. Além disso, 70% utilizam o aparelho para entretenimento, como ouvir música, assistir a filmes e jogar, enquanto 57% relatam que ele contribui para a educação ao proporcionar ensino _____ distância. Por fim, 30% relataram ter conhecido o parceiro através de redes sociais ou aplicativos de namoro.


Fonte: Forbes Brasil. Adaptado.
“‘Os dados mostram que os latino-americanos estão cada vez mais dependentes dos seus celulares, o que é preocupante devido às implicações psicológicas e físicas que isso tem nas populações. [...]’” (4º parágrafo)

Assinalar a alternativa que apresenta o número total de artigos presentes na passagem do texto acima.
Alternativas
Q3534480 Português
Nomofobia: o medo de ficar sem celular atinge mais de 60% dos brasileiros


      Apesar de ser ainda pouco conhecido, o termo nomofobia remete ____ ansiedade gerada pela falta do celular. Em outras palavras, também pode ser definido como um sintoma da ausência dos smartphones.

     Um estudo recente da nomophobia.com, portal dedicado ao tema, revela que 60% dos brasileiros reportam ansiedade quando não estão com seus celulares. O levantamento mostra ainda que 87% se consideram dependentes de seus smartphones para suas atividades diárias, o que mostra o papel central dos celulares no estilo de vida da população.

    A pesquisa entrevistou mais de 3.000 latino-americanos em seis países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru), sendo 758 brasileiros.

    “Os dados mostram que os latino-americanos estão cada vez mais dependentes dos seus celulares, o que é preocupante devido às implicações psicológicas e físicas que isso tem nas populações”, disse Patrick O’Neill, criador do portal nomophobia.com e do termo que foi cunhado em 2008.

   O uso de smartphones tem aumentado constantemente no Brasil, com 71% dos entrevistados relatando possuir um smartphone, enquanto 27% afirmam ter dois. Para 79%, o celular não era utilizado para os mesmos fins _____ cinco anos, o que reflete a constante evolução da tecnologia, que trouxe inúmeras possibilidades de uso.

   Para 85% dos brasileiros, os telefones celulares facilitam as transações financeiras por meio de pagamentos móveis. Além disso, 70% utilizam o aparelho para entretenimento, como ouvir música, assistir a filmes e jogar, enquanto 57% relatam que ele contribui para a educação ao proporcionar ensino _____ distância. Por fim, 30% relataram ter conhecido o parceiro através de redes sociais ou aplicativos de namoro.


Fonte: Forbes Brasil. Adaptado.
Assinalar a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas do texto.  
Alternativas
Q3534481 Português
Nomofobia: o medo de ficar sem celular atinge mais de 60% dos brasileiros


      Apesar de ser ainda pouco conhecido, o termo nomofobia remete ____ ansiedade gerada pela falta do celular. Em outras palavras, também pode ser definido como um sintoma da ausência dos smartphones.

     Um estudo recente da nomophobia.com, portal dedicado ao tema, revela que 60% dos brasileiros reportam ansiedade quando não estão com seus celulares. O levantamento mostra ainda que 87% se consideram dependentes de seus smartphones para suas atividades diárias, o que mostra o papel central dos celulares no estilo de vida da população.

    A pesquisa entrevistou mais de 3.000 latino-americanos em seis países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru), sendo 758 brasileiros.

    “Os dados mostram que os latino-americanos estão cada vez mais dependentes dos seus celulares, o que é preocupante devido às implicações psicológicas e físicas que isso tem nas populações”, disse Patrick O’Neill, criador do portal nomophobia.com e do termo que foi cunhado em 2008.

   O uso de smartphones tem aumentado constantemente no Brasil, com 71% dos entrevistados relatando possuir um smartphone, enquanto 27% afirmam ter dois. Para 79%, o celular não era utilizado para os mesmos fins _____ cinco anos, o que reflete a constante evolução da tecnologia, que trouxe inúmeras possibilidades de uso.

   Para 85% dos brasileiros, os telefones celulares facilitam as transações financeiras por meio de pagamentos móveis. Além disso, 70% utilizam o aparelho para entretenimento, como ouvir música, assistir a filmes e jogar, enquanto 57% relatam que ele contribui para a educação ao proporcionar ensino _____ distância. Por fim, 30% relataram ter conhecido o parceiro através de redes sociais ou aplicativos de namoro.


Fonte: Forbes Brasil. Adaptado.
Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens.

I. Segundo levantamento recente do portal nomophobia.com, 13% dos brasileiros não têm necessidade alguma de interação com o aparelho celular.
II. A grande maioria dos brasileiros tem alguma dependência, direta ou indireta, do aparelho celular.
III. Os aparelhos celulares apresentam sua relevância em diversos aspectos, tais como economia, educação, entretenimento e lazer.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q3534482 Português
Nomofobia: o medo de ficar sem celular atinge mais de 60% dos brasileiros


      Apesar de ser ainda pouco conhecido, o termo nomofobia remete ____ ansiedade gerada pela falta do celular. Em outras palavras, também pode ser definido como um sintoma da ausência dos smartphones.

     Um estudo recente da nomophobia.com, portal dedicado ao tema, revela que 60% dos brasileiros reportam ansiedade quando não estão com seus celulares. O levantamento mostra ainda que 87% se consideram dependentes de seus smartphones para suas atividades diárias, o que mostra o papel central dos celulares no estilo de vida da população.

    A pesquisa entrevistou mais de 3.000 latino-americanos em seis países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru), sendo 758 brasileiros.

    “Os dados mostram que os latino-americanos estão cada vez mais dependentes dos seus celulares, o que é preocupante devido às implicações psicológicas e físicas que isso tem nas populações”, disse Patrick O’Neill, criador do portal nomophobia.com e do termo que foi cunhado em 2008.

   O uso de smartphones tem aumentado constantemente no Brasil, com 71% dos entrevistados relatando possuir um smartphone, enquanto 27% afirmam ter dois. Para 79%, o celular não era utilizado para os mesmos fins _____ cinco anos, o que reflete a constante evolução da tecnologia, que trouxe inúmeras possibilidades de uso.

   Para 85% dos brasileiros, os telefones celulares facilitam as transações financeiras por meio de pagamentos móveis. Além disso, 70% utilizam o aparelho para entretenimento, como ouvir música, assistir a filmes e jogar, enquanto 57% relatam que ele contribui para a educação ao proporcionar ensino _____ distância. Por fim, 30% relataram ter conhecido o parceiro através de redes sociais ou aplicativos de namoro.


Fonte: Forbes Brasil. Adaptado.
“‘Os dados mostram que os latino-americanos estão cada vez mais dependentes dos seus celulares. [...]’” (4º parágrafo)

Nesse segmento do texto, o substantivo composto sublinhado foi adequadamente flexionado no plural. Assim, assinalar a alternativa em que também houve CORRETA pluralização.
Alternativas
Q3534483 Português
Nomofobia: o medo de ficar sem celular atinge mais de 60% dos brasileiros


      Apesar de ser ainda pouco conhecido, o termo nomofobia remete ____ ansiedade gerada pela falta do celular. Em outras palavras, também pode ser definido como um sintoma da ausência dos smartphones.

     Um estudo recente da nomophobia.com, portal dedicado ao tema, revela que 60% dos brasileiros reportam ansiedade quando não estão com seus celulares. O levantamento mostra ainda que 87% se consideram dependentes de seus smartphones para suas atividades diárias, o que mostra o papel central dos celulares no estilo de vida da população.

    A pesquisa entrevistou mais de 3.000 latino-americanos em seis países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru), sendo 758 brasileiros.

    “Os dados mostram que os latino-americanos estão cada vez mais dependentes dos seus celulares, o que é preocupante devido às implicações psicológicas e físicas que isso tem nas populações”, disse Patrick O’Neill, criador do portal nomophobia.com e do termo que foi cunhado em 2008.

   O uso de smartphones tem aumentado constantemente no Brasil, com 71% dos entrevistados relatando possuir um smartphone, enquanto 27% afirmam ter dois. Para 79%, o celular não era utilizado para os mesmos fins _____ cinco anos, o que reflete a constante evolução da tecnologia, que trouxe inúmeras possibilidades de uso.

   Para 85% dos brasileiros, os telefones celulares facilitam as transações financeiras por meio de pagamentos móveis. Além disso, 70% utilizam o aparelho para entretenimento, como ouvir música, assistir a filmes e jogar, enquanto 57% relatam que ele contribui para a educação ao proporcionar ensino _____ distância. Por fim, 30% relataram ter conhecido o parceiro através de redes sociais ou aplicativos de namoro.


Fonte: Forbes Brasil. Adaptado.
“[...] Por fim, 30% relataram ter conhecido o parceiro através de redes sociais ou aplicativos de namoro.” (6º parágrafo)

Nesse trecho do texto, a concordância da forma verbal “relataram” está bem construída. Em face disso, assinalar a alternativa que contém proposta de reescrita com respeito às normas de flexão verbal. 
Alternativas
Q3534485 Português
Assinalar a alternativa em que as palavras sublinhadas são acentuadas pela mesma regra. 
Alternativas
Q3534486 Português
Sobre a regência do verbo “comunicar”, analisar os itens.

I. A escola comunicou os pais sobre a reunião da turma.
II. A gerente comunicou aos funcionários que não haverá expediente.
III. O orador comunicou, dentro do tempo esperado, as várias frases de efeito aos presentes na sessão.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q3534487 Português
Considerando a Ortografia oficial da Língua Portuguesa, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) No quintal, estavam plantadas muitas hortências.
( ) O chipanzé foi morto dentro do zoológico.
( ) Sou muito friolento. Por isso, fujo da neve.
( ) Nesses tempos quaresmais, sou muito superticioso. 
Alternativas
Q3534488 Português
Considerando a regência nominal, analisar os itens.

I. Ela é muito aplicada com os estudos.
II. Espremido contra a parede, ele gritou.
III. A importação dos eletrônicos foi um sucesso.

Está CORRETO o que se afirma: 
Alternativas
Q3534511 Português
De acordo com o eixo Leitura do componente Língua Portuguesa da BNCC, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) Dialogia e relação entre textos.
(2) Reconstrução da textualidade.
(3) Estratégias e procedimentos de leitura.

( ) Identificar e refletir sobre as diferentes perspectivas ou vozes presentes nos textos e sobre os efeitos de sentido do uso do discurso direto, indireto, indireto livre, citações etc.
( ) Estabelecer relações entre o texto e conhecimentos prévios, vivências, valores e crenças.
( ) Estabelecer relações entre as partes do texto, identificando repetições, substituições e os elementos coesivos que contribuem para a continuidade do texto e sua progressão temática. 
Alternativas
Q3534512 Português
Sobre os mecanismos de coesão textual, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) Referência.
(2) Elipse.
(3) Substituição.
(4) Conjunção.

( ) Eu fui comprar pipoca mais cedo, mas ele não.
( ) Já assisti a todos os filmes, menos este.
( ) Iremos ao cinema sexta-feira, eles irão semana que vem.
( ) Peguei balas no bar. Você quer?
Alternativas
Q3534513 Português
Em relação à classificação das figuras de linguagem, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Catacrese é uma figura semântica.
( ) Metonímia é uma figura de som.
( ) Hipérbole é uma figura de pensamento.
( ) Eufemismo é uma figura de sintaxe. 
Alternativas
Q3534514 Português
    Eu prefiro começar com a consideração de um efeito. Mantendo sempre a originalidade em vista, pois é falso a si mesmo quem se arrisca a dispensar uma fonte de interesse tão evidente e tão facilmente alcançável, digo-me, em primeiro lugar: “Dentre os inúmeros efeitos, ou impressões a que são suscetíveis o coração, a inteligência ou, mais geralmente, a alma, qual irei eu, na ocasião atual escolher?”. Tendo escolhido primeiro um assunto novelesco e depois um efeito vivo, considero se seria melhor trabalhar com os incidentes ou com o tom — com os incidentes habituais e o tom especial ou com o contrário, ou com a especialidade tanto dos incidentes, quanto do tom — depois de procurar em torno de mim (ou melhor, dentro) aquelas combinações de tom e acontecimento que melhor me auxiliem na construção do efeito.

  Muitas vezes pensei quão interessantemente podia ser escrita uma revista, por um autor que quisesse, isto é, que pudesse, pormenorizar, passo a passo, os processos pelos quais qualquer uma de suas composições atingia seu ponto de acabamento. Por que uma publicação assim nunca foi dada ao mundo é coisa que eu não sei explicar, mas talvez a vaidade dos autores tenha mais responsabilidade por essa omissão do que qualquer outra causa. Muitos escritores, especialmente os poetas, preferem ter por entendido que compõem por meio de urna espécie de sutil frenesi, de intuição estática; e positivamente estremeceriam ante a ideia de deixar o público dar uma olhadela, por trás dos bastidores, para as rudezas vacilantes e trabalhosas do pensamento, para os verdadeiros propósitos só alcançados no último instante, para os inúmeros relances de ideias que não chegam à maturidade da visão completa, para as imaginações plenamente amadurecidas e repelidas em desespero como inaproveitáveis, para as cautelosas seleções e rejeições, as dolorosas emendas e interpolações; numa palavra, para as rodas e rodinhas, os apetrechos de mudança no cenário, as escadinhas e os alçapões do palco, as penas de galo, a tinta vermelha e os disfarces postiços que, em noventa e nove por cento dos casos, constituem a característica do histrião literário.

    Bem sei, de outra parte, que de modo algum é comum o caso em que um autor esteja absolutamente em condições de reconstituir os passos pelos quais suas conclusões foram atingidas. As sugestões, em geral tendo-se erguido em tumulto, são seguidas e esquecidas de maneira semelhante.

  Quanto a mim, nem simpatizo com a repugnância acima aludida nem em qualquer tempo, tive a menor dificuldade em relembrar os passos progressivos de qualquer de minhas composições; e, desde que o interesse de uma análise, ou reconstrução, tal como a que tenho considerado um desiderato, é inteiramente independente de qualquer interesse real ou imaginário na coisa analisada, não se deve encarar como falta de decoro de minha parte, mostrar o modus operandi pelo qual uma de minhas próprias obras se completou.


(Edgar Allan Poe – adaptado.)
No que se refere ao gênero textual, a análise do fragmento autoriza-nos a afirmar que se trata de: 
Alternativas
Q3534515 Português
    Eu prefiro começar com a consideração de um efeito. Mantendo sempre a originalidade em vista, pois é falso a si mesmo quem se arrisca a dispensar uma fonte de interesse tão evidente e tão facilmente alcançável, digo-me, em primeiro lugar: “Dentre os inúmeros efeitos, ou impressões a que são suscetíveis o coração, a inteligência ou, mais geralmente, a alma, qual irei eu, na ocasião atual escolher?”. Tendo escolhido primeiro um assunto novelesco e depois um efeito vivo, considero se seria melhor trabalhar com os incidentes ou com o tom — com os incidentes habituais e o tom especial ou com o contrário, ou com a especialidade tanto dos incidentes, quanto do tom — depois de procurar em torno de mim (ou melhor, dentro) aquelas combinações de tom e acontecimento que melhor me auxiliem na construção do efeito.

  Muitas vezes pensei quão interessantemente podia ser escrita uma revista, por um autor que quisesse, isto é, que pudesse, pormenorizar, passo a passo, os processos pelos quais qualquer uma de suas composições atingia seu ponto de acabamento. Por que uma publicação assim nunca foi dada ao mundo é coisa que eu não sei explicar, mas talvez a vaidade dos autores tenha mais responsabilidade por essa omissão do que qualquer outra causa. Muitos escritores, especialmente os poetas, preferem ter por entendido que compõem por meio de urna espécie de sutil frenesi, de intuição estática; e positivamente estremeceriam ante a ideia de deixar o público dar uma olhadela, por trás dos bastidores, para as rudezas vacilantes e trabalhosas do pensamento, para os verdadeiros propósitos só alcançados no último instante, para os inúmeros relances de ideias que não chegam à maturidade da visão completa, para as imaginações plenamente amadurecidas e repelidas em desespero como inaproveitáveis, para as cautelosas seleções e rejeições, as dolorosas emendas e interpolações; numa palavra, para as rodas e rodinhas, os apetrechos de mudança no cenário, as escadinhas e os alçapões do palco, as penas de galo, a tinta vermelha e os disfarces postiços que, em noventa e nove por cento dos casos, constituem a característica do histrião literário.

    Bem sei, de outra parte, que de modo algum é comum o caso em que um autor esteja absolutamente em condições de reconstituir os passos pelos quais suas conclusões foram atingidas. As sugestões, em geral tendo-se erguido em tumulto, são seguidas e esquecidas de maneira semelhante.

  Quanto a mim, nem simpatizo com a repugnância acima aludida nem em qualquer tempo, tive a menor dificuldade em relembrar os passos progressivos de qualquer de minhas composições; e, desde que o interesse de uma análise, ou reconstrução, tal como a que tenho considerado um desiderato, é inteiramente independente de qualquer interesse real ou imaginário na coisa analisada, não se deve encarar como falta de decoro de minha parte, mostrar o modus operandi pelo qual uma de minhas próprias obras se completou.


(Edgar Allan Poe – adaptado.)
A alusão à repugnância mencionada no último parágrafo do texto diz respeito, segundo o autor, à vaidade de escritores que buscam omitir dos leitores seus percursos criativos. Assinalar a alternativa sem relação com um desses percursos.
Alternativas
Q3534516 Português
    Eu prefiro começar com a consideração de um efeito. Mantendo sempre a originalidade em vista, pois é falso a si mesmo quem se arrisca a dispensar uma fonte de interesse tão evidente e tão facilmente alcançável, digo-me, em primeiro lugar: “Dentre os inúmeros efeitos, ou impressões a que são suscetíveis o coração, a inteligência ou, mais geralmente, a alma, qual irei eu, na ocasião atual escolher?”. Tendo escolhido primeiro um assunto novelesco e depois um efeito vivo, considero se seria melhor trabalhar com os incidentes ou com o tom — com os incidentes habituais e o tom especial ou com o contrário, ou com a especialidade tanto dos incidentes, quanto do tom — depois de procurar em torno de mim (ou melhor, dentro) aquelas combinações de tom e acontecimento que melhor me auxiliem na construção do efeito.

  Muitas vezes pensei quão interessantemente podia ser escrita uma revista, por um autor que quisesse, isto é, que pudesse, pormenorizar, passo a passo, os processos pelos quais qualquer uma de suas composições atingia seu ponto de acabamento. Por que uma publicação assim nunca foi dada ao mundo é coisa que eu não sei explicar, mas talvez a vaidade dos autores tenha mais responsabilidade por essa omissão do que qualquer outra causa. Muitos escritores, especialmente os poetas, preferem ter por entendido que compõem por meio de urna espécie de sutil frenesi, de intuição estática; e positivamente estremeceriam ante a ideia de deixar o público dar uma olhadela, por trás dos bastidores, para as rudezas vacilantes e trabalhosas do pensamento, para os verdadeiros propósitos só alcançados no último instante, para os inúmeros relances de ideias que não chegam à maturidade da visão completa, para as imaginações plenamente amadurecidas e repelidas em desespero como inaproveitáveis, para as cautelosas seleções e rejeições, as dolorosas emendas e interpolações; numa palavra, para as rodas e rodinhas, os apetrechos de mudança no cenário, as escadinhas e os alçapões do palco, as penas de galo, a tinta vermelha e os disfarces postiços que, em noventa e nove por cento dos casos, constituem a característica do histrião literário.

    Bem sei, de outra parte, que de modo algum é comum o caso em que um autor esteja absolutamente em condições de reconstituir os passos pelos quais suas conclusões foram atingidas. As sugestões, em geral tendo-se erguido em tumulto, são seguidas e esquecidas de maneira semelhante.

  Quanto a mim, nem simpatizo com a repugnância acima aludida nem em qualquer tempo, tive a menor dificuldade em relembrar os passos progressivos de qualquer de minhas composições; e, desde que o interesse de uma análise, ou reconstrução, tal como a que tenho considerado um desiderato, é inteiramente independente de qualquer interesse real ou imaginário na coisa analisada, não se deve encarar como falta de decoro de minha parte, mostrar o modus operandi pelo qual uma de minhas próprias obras se completou.


(Edgar Allan Poe – adaptado.)
Articulado ao conjunto das informações contidas no segundo parágrafo, infere-se do trecho “[...] constituem a característica do histrião literário [...]” que a palavra sublinhada acentua um ponto de vista provocativo do autor em relação ao processo criativo dos demais escritores, entendidos, nessa perspectiva, como representantes de um modo de produção literária:
Alternativas
Q3534518 Português
    Eu prefiro começar com a consideração de um efeito. Mantendo sempre a originalidade em vista, pois é falso a si mesmo quem se arrisca a dispensar uma fonte de interesse tão evidente e tão facilmente alcançável, digo-me, em primeiro lugar: “Dentre os inúmeros efeitos, ou impressões a que são suscetíveis o coração, a inteligência ou, mais geralmente, a alma, qual irei eu, na ocasião atual escolher?”. Tendo escolhido primeiro um assunto novelesco e depois um efeito vivo, considero se seria melhor trabalhar com os incidentes ou com o tom — com os incidentes habituais e o tom especial ou com o contrário, ou com a especialidade tanto dos incidentes, quanto do tom — depois de procurar em torno de mim (ou melhor, dentro) aquelas combinações de tom e acontecimento que melhor me auxiliem na construção do efeito.

  Muitas vezes pensei quão interessantemente podia ser escrita uma revista, por um autor que quisesse, isto é, que pudesse, pormenorizar, passo a passo, os processos pelos quais qualquer uma de suas composições atingia seu ponto de acabamento. Por que uma publicação assim nunca foi dada ao mundo é coisa que eu não sei explicar, mas talvez a vaidade dos autores tenha mais responsabilidade por essa omissão do que qualquer outra causa. Muitos escritores, especialmente os poetas, preferem ter por entendido que compõem por meio de urna espécie de sutil frenesi, de intuição estática; e positivamente estremeceriam ante a ideia de deixar o público dar uma olhadela, por trás dos bastidores, para as rudezas vacilantes e trabalhosas do pensamento, para os verdadeiros propósitos só alcançados no último instante, para os inúmeros relances de ideias que não chegam à maturidade da visão completa, para as imaginações plenamente amadurecidas e repelidas em desespero como inaproveitáveis, para as cautelosas seleções e rejeições, as dolorosas emendas e interpolações; numa palavra, para as rodas e rodinhas, os apetrechos de mudança no cenário, as escadinhas e os alçapões do palco, as penas de galo, a tinta vermelha e os disfarces postiços que, em noventa e nove por cento dos casos, constituem a característica do histrião literário.

    Bem sei, de outra parte, que de modo algum é comum o caso em que um autor esteja absolutamente em condições de reconstituir os passos pelos quais suas conclusões foram atingidas. As sugestões, em geral tendo-se erguido em tumulto, são seguidas e esquecidas de maneira semelhante.

  Quanto a mim, nem simpatizo com a repugnância acima aludida nem em qualquer tempo, tive a menor dificuldade em relembrar os passos progressivos de qualquer de minhas composições; e, desde que o interesse de uma análise, ou reconstrução, tal como a que tenho considerado um desiderato, é inteiramente independente de qualquer interesse real ou imaginário na coisa analisada, não se deve encarar como falta de decoro de minha parte, mostrar o modus operandi pelo qual uma de minhas próprias obras se completou.


(Edgar Allan Poe – adaptado.)
Assinalar a proposta de reescrita do trecho “Tendo escolhido primeiro um assunto novelesco e depois um efeito vivo, considero se seria melhor trabalhar com os incidentes ou com o tom — com os incidentes habituais e o tom especial ou com o contrário, ou com a especialidade tanto dos incidentes, quanto do tom — depois de procurar em torno de mim (ou melhor, dentro) aquelas combinações de tom e acontecimento que melhor me auxiliem na construção do efeito” que preserva o sentido original do texto e a correção gramatical. 
Alternativas
Respostas
1: B
2: B
3: D
4: A
5: C
6: A
7: D
8: C
9: B
10: C
11: A
12: D
13: C
14: B
15: D
16: A
17: D