Questões de Concurso Público Prefeitura de Canoas - RS 2025 para Técnico de Educação Básica/Técnico de Apoio à Educação Básica

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Q3725136 Português

    Na língua Shanenawa, para designar a cor branca, os falantes utilizam o monolexema ushe; já para a cor preta, usam o monolexema txeshe, também utilizado para referirse a “escuro”, como no exemplo jame hin txeshe, cuja glosa é “a noite é escura”. Ainda sobre os termos ushe, para branco, e txeshe, para preto, algumas curiosidades chamam a atenção. Ao contrário de muitas línguas africanas e indígenas brasileiras, ushe não ocorre na expressão referente a “homem branco”. Para isso, os falantes utilizam a palavra nawajan, cuja segmentação morfológica nos permite depreender apenas o significado da forma nawa-, ou seja, “homem estrangeiro”. Em contrapartida, a palavra txeshujan é usada em referência ao homem cuja pele é negra.

    Para o vermelho, os Shanenawa usam o termo uxin. Para o amarelo, paxin, embora, a exemplo do preto, também exista um outro termo, txaxna, usado com o mesmo significado. Já as cores verde e azul são nomeadas por um mesmo e único monolexema: shena. É preciso ressaltar, entretanto, que os falantes também usam, respectivamente, as palavras shu, cujo significado é “fruta verde”, para designar o verde, e shane, que é a cor de um pássaro de plumagem azul (do qual, aliás, possivelmente se origina o nome da língua e da etnia Shanenawa), para nomear o azul.

    Quanto à cor marrom, os Shanenawa reservam para denominá-la a palavra etakI. Trata-se também de um monolexema que, às vezes, costuma ser usado para denominar uma outra cor: o violeta mais avermelhado.

    Para o rosa, a língua utiliza o termo uximafa. Esse, porém, não é um monolexema, pois é constituído das formas uxin, referente a “vermelho”, e mafa, que significa “claro”. Assim, o nome que expressa rosa, nessa língua, é um termo de cor secundário. O mesmo acontece com as cores alaranjada e violeta. O alaranjado é chamado de shushara, sendo a forma shu referente ao significado “fruta verde”, enquanto shara significa “escuro”. Isso, aliás, leva-nos a concluir que os Shanenawa têm predileção por cores de menor saturação, haja vista que a palavra shara também pode significar “bonito” ou “bom” em sua língua materna.

    É interessante observar que, na língua Shanenawa, não existe uma palavra que expresse a ideia de cor. Quando um falante deseja dizer que uma cor é a de um determinado objeto, por exemplo um que tenha a cor do urucum, ele usa o próprio objeto como referência e emprega a expressão paxinti kuskara, cuja glosa é “parecido com o urucum” ou “da cor do urucum”.



Fonte: Ciências & Cognição (Artigo Científico) - Adaptado

Considerando os aspectos gerais e específicos do texto, analisar os itens.



I. Um termo de cor é considerado primário se, para designar uma cor, tiver a forma de um único lexema.


II. Na língua dos Shanenawa, o termo para designar a cor branca não é empregado para referir-se a seres humanos.


III. Uma cor é considerada secundária se a ela for atribuído um lexema composto por duas ou mais formas.


IV. A ausência de uma palavra para designar a ideia de cor não atrapalha o ato linguístico de dar nomes a objetos coloridos.



Está CORRETO o que se afirma: 

Alternativas
Q3725137 Português

    Na língua Shanenawa, para designar a cor branca, os falantes utilizam o monolexema ushe; já para a cor preta, usam o monolexema txeshe, também utilizado para referirse a “escuro”, como no exemplo jame hin txeshe, cuja glosa é “a noite é escura”. Ainda sobre os termos ushe, para branco, e txeshe, para preto, algumas curiosidades chamam a atenção. Ao contrário de muitas línguas africanas e indígenas brasileiras, ushe não ocorre na expressão referente a “homem branco”. Para isso, os falantes utilizam a palavra nawajan, cuja segmentação morfológica nos permite depreender apenas o significado da forma nawa-, ou seja, “homem estrangeiro”. Em contrapartida, a palavra txeshujan é usada em referência ao homem cuja pele é negra.

    Para o vermelho, os Shanenawa usam o termo uxin. Para o amarelo, paxin, embora, a exemplo do preto, também exista um outro termo, txaxna, usado com o mesmo significado. Já as cores verde e azul são nomeadas por um mesmo e único monolexema: shena. É preciso ressaltar, entretanto, que os falantes também usam, respectivamente, as palavras shu, cujo significado é “fruta verde”, para designar o verde, e shane, que é a cor de um pássaro de plumagem azul (do qual, aliás, possivelmente se origina o nome da língua e da etnia Shanenawa), para nomear o azul.

    Quanto à cor marrom, os Shanenawa reservam para denominá-la a palavra etakI. Trata-se também de um monolexema que, às vezes, costuma ser usado para denominar uma outra cor: o violeta mais avermelhado.

    Para o rosa, a língua utiliza o termo uximafa. Esse, porém, não é um monolexema, pois é constituído das formas uxin, referente a “vermelho”, e mafa, que significa “claro”. Assim, o nome que expressa rosa, nessa língua, é um termo de cor secundário. O mesmo acontece com as cores alaranjada e violeta. O alaranjado é chamado de shushara, sendo a forma shu referente ao significado “fruta verde”, enquanto shara significa “escuro”. Isso, aliás, leva-nos a concluir que os Shanenawa têm predileção por cores de menor saturação, haja vista que a palavra shara também pode significar “bonito” ou “bom” em sua língua materna.

    É interessante observar que, na língua Shanenawa, não existe uma palavra que expresse a ideia de cor. Quando um falante deseja dizer que uma cor é a de um determinado objeto, por exemplo um que tenha a cor do urucum, ele usa o próprio objeto como referência e emprega a expressão paxinti kuskara, cuja glosa é “parecido com o urucum” ou “da cor do urucum”.



Fonte: Ciências & Cognição (Artigo Científico) - Adaptado

Assinalar a alternativa cuja sentença está de acordo com as informações presentes no texto. 
Alternativas
Q3725138 Português

    Na língua Shanenawa, para designar a cor branca, os falantes utilizam o monolexema ushe; já para a cor preta, usam o monolexema txeshe, também utilizado para referirse a “escuro”, como no exemplo jame hin txeshe, cuja glosa é “a noite é escura”. Ainda sobre os termos ushe, para branco, e txeshe, para preto, algumas curiosidades chamam a atenção. Ao contrário de muitas línguas africanas e indígenas brasileiras, ushe não ocorre na expressão referente a “homem branco”. Para isso, os falantes utilizam a palavra nawajan, cuja segmentação morfológica nos permite depreender apenas o significado da forma nawa-, ou seja, “homem estrangeiro”. Em contrapartida, a palavra txeshujan é usada em referência ao homem cuja pele é negra.

    Para o vermelho, os Shanenawa usam o termo uxin. Para o amarelo, paxin, embora, a exemplo do preto, também exista um outro termo, txaxna, usado com o mesmo significado. Já as cores verde e azul são nomeadas por um mesmo e único monolexema: shena. É preciso ressaltar, entretanto, que os falantes também usam, respectivamente, as palavras shu, cujo significado é “fruta verde”, para designar o verde, e shane, que é a cor de um pássaro de plumagem azul (do qual, aliás, possivelmente se origina o nome da língua e da etnia Shanenawa), para nomear o azul.

    Quanto à cor marrom, os Shanenawa reservam para denominá-la a palavra etakI. Trata-se também de um monolexema que, às vezes, costuma ser usado para denominar uma outra cor: o violeta mais avermelhado.

    Para o rosa, a língua utiliza o termo uximafa. Esse, porém, não é um monolexema, pois é constituído das formas uxin, referente a “vermelho”, e mafa, que significa “claro”. Assim, o nome que expressa rosa, nessa língua, é um termo de cor secundário. O mesmo acontece com as cores alaranjada e violeta. O alaranjado é chamado de shushara, sendo a forma shu referente ao significado “fruta verde”, enquanto shara significa “escuro”. Isso, aliás, leva-nos a concluir que os Shanenawa têm predileção por cores de menor saturação, haja vista que a palavra shara também pode significar “bonito” ou “bom” em sua língua materna.

    É interessante observar que, na língua Shanenawa, não existe uma palavra que expresse a ideia de cor. Quando um falante deseja dizer que uma cor é a de um determinado objeto, por exemplo um que tenha a cor do urucum, ele usa o próprio objeto como referência e emprega a expressão paxinti kuskara, cuja glosa é “parecido com o urucum” ou “da cor do urucum”.



Fonte: Ciências & Cognição (Artigo Científico) - Adaptado

“[...] Quando um falante deseja dizer que uma cor é a de um determinado objeto, por exemplo um que tenha a cor do urucum, ele usa o próprio objeto como referência e emprega a expressão paxinti kuskara, cuja glosa é ‘parecido com o urucum’ ou ‘da cor do urucum’” (5º parágrafo).


Compreender um texto significa reconhecer significados de segmentos presentes na superfície textual, de modo a se assimilar certas inferências. No segmento acima, temos um raciocínio. Esse raciocínio permite-nos depreender que: 

Alternativas
Q3725139 Português

Analisar os itens.



I. Muitos cientistas viajam à Oceania para estudar os ornitorrincos.


II. Os ornitorrincos são mamíferos ovíparos moradores na Austrália.


III. A experiência dos cientistas remonta há décadas.



Assinalar a alternativa em que se há um período construído a partir da união das orações, mantendo-se a coesão, a coerência e a correção. 

Alternativas
Q3725140 Português

Atentando-se aos contextos, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE.



_____ proporção que a professora falou foi o suficiente para que Paulo se referisse ____ sua escola como a melhor de todas. ____ vezes, ele prefere escola ____ fazenda onde mora.

Alternativas
Q3725141 Português
A concordância nominal diz respeito à relação morfossintática entre o nome e seus determinantes e modificadores. Nesse sentido, assinalar a alternativa em que houve ERRO de concordância. 
Alternativas
Q3725142 Português

Atentando-se à concordância verbal, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.



( ) Assistem-se a vídeos terríveis na internet.


( ) Devem chover reclamações gigantescas.


( ) Cinco surras serão pouco para ele aprender.


( ) Viva os vencedores da gincana! 

Alternativas
Q3725143 Português
A forma imperativa negativa do verbo da frase: “Medeia a questão” é:
Alternativas
Q3725144 Português

Observando-se a ortografia oficial da língua portuguesa, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.



( ) Após retornarem do campo de batalha, muitos soldados sofriam de desinteria.


( ) Os Raios-X comprovaram a doença responsável pelas dores toráxicas de Paulo.


( ) Aqueles bêbedos do bar estavam perturbando o sono alheio.


( ) O aluno não sabia marcar X nos parêntesis.

Alternativas
Q3725145 Português
Se trocarmos as consoantes surdas das palavras “pato” e “vaca” por sonoras, NÃO obteremos o par: 
Alternativas
Q3725146 Português

Sobre o emprego dos porquês, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE.



As livrarias ______ eu passei estavam todas abertas, mas não quis entrar ______ sei que ficaria horas por lá e, quando eu finalmente voltasse para casa, minha mãe perguntaria o ______ da demora.

Alternativas
Q3725147 Português

Considerando a concordância nominal, analisar os itens.



I. Água é bom para hidratar a pele.


II. Minha amiga é meia tímida.


III. A água que bebemos é boa.


IV. É proibido entrada de estranhos.



Está CORRETO o que se afirma: 

Alternativas
Q3725148 Português

Considerando o uso da pontuação, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.



(1) Dois-pontos.


(2) Reticências.


(3) Vírgula.



( ) A receita pede vários ingredientes, como ovos, farinha, açúcar, manteiga ___


( ) Este é o segredo para o sucesso ___ dedicação constante.


( ) Maria ___ minha melhor amiga ___ veio me visitar ontem. 

Alternativas
Q3725149 Português

Considerando as regras de regência verbal, analisar os itens.



I. É importante aliar a alimentação saudável com o exercício físico.


II. O amigo de João implicou comigo.


III. Meu colega desobedeceu os pais e foi à festa.


IV. Ela aspira o cargo de gerente da empresa.



Está CORRETO o que se afirma:

Alternativas
Q3725150 Português

Considerando as regras de crase, analisar os itens.



I. Levei um pedaço de bolo à minha vizinha.


II. Ontem almocei bife à milanesa.


III. Dirigiu-se àquele lugar com veemência.


IV. Vou à Roma nas férias.



Está CORRETO o que se afirma: 

Alternativas
Q3725151 Português
Conforme as regras de ortografia da Língua Portuguesa, assinalar a alternativa em que a palavra está escrita CORRETAMENTE.
Alternativas
Q3725152 Português

Considerando as regras de acentuação, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.



( ) A palavra “herói” é acentuada, mas a palavra “heroico” não recebe acento.


( ) A terceira pessoa do plural dos verbos “ter”, “ver” e “crer” é acentuada com acento circunflexo (têm, vêem e crêem).


( ) O plural de “raiz”, assim como a forma singular, não recebe acento (“raizes”). 

Alternativas
Q3725153 Português
Considerando as figuras de linguagem, assinalar a alternativa que apresenta metáfora.
Alternativas
Q3725154 Português

Considerando o emprego do hífen, analisar os itens.



I. Minha cor favorita é a cor-de-vinho.


II. Aquele é meu ex-namorado.


III. Maria é muito anti-social.


IV. A empresa expandiu seus negócios além-mar.



Está CORRETO o que se afirma:

Alternativas
Q3725155 Português

Assinalar a alternativa que preenche a lacuna de forma a manter a coerência e a coesão.



Ela estava exausta com todo o serviço, _______ decidiu continuar trabalhando.

Alternativas
Respostas
1: B
2: C
3: A
4: C
5: D
6: E
7: D
8: E
9: B
10: A
11: B
12: C
13: D
14: A
15: B
16: D
17: E
18: C
19: A
20: E